Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

sábado, 7 de junho de 2008

Polícia Civil de Brasiléia fecha três “bocadas” e prende quadrilha

Após quase três meses de investigação, os agentes da Polícia Civil de Brasiléia de posse de três mandados de busca a apreensão, obtiveram êxito em tirar de circulação uma quadrilha que vinha agindo nos Bairros Eldorado e Leonardo Barbosa na cidade de Brasiléia.

A quadrilha, composta por três casais, alguns com passagem pela Justiça, cumpriram penas por tráfico de droga e outros delitos. Foram presos: Felix Paes Barbosa (23) e sua companheira de apenas 14 anos de idade; Joilson Oliveira Ribeiro e a companheira Jayane Santos Pereira e Francisco Josimar de Souza e Souza também com sua companheira, Artemizia Ramos dos Santos.

O trabalho da Polícia Civil de Brasiléia teve início nas primeira horas desta sexta-feira (6), durou quase todo o dia e envolveu cerca de 14 agentes na operação. Quando chegaram na Rua dos Catraieiros, no Bairro Leonardo Barbosa, conseguiram encontrar droga sendo preparada para a venda.

Foram apreendidas cerca de 124 trouxinhas em posse de Joilson Oliveira Ribeiro e mais 10 com Felix Paes Barbosa que falou que era para uso próprio. Com Artemizia Ramos dos Santos, estava cerca de R$ 1.300,00 (hum mil e trezentos reais), que poderiam ser da venda da droga.

Também foi encontrado em uma das casas, um balde que, segundo informações, era usado para o “teste de qualidade” da droga que seria vendida para os viciados. O delegado Cleilton Videira, efetuou o flagrante em todos e serão transferidos para a penitenciária do Estado na Capital.

Lula participa de Conferência GLBT em Brasília

A uma platéia formada por homossexuais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez na noite desta quinta-feira uma confidência rara de suas viagens oficiais pelo mundo. "Conheço figuras importantes que não têm coragem de assumir o homossexualismo", relatou ao abrir a 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuiais, Travestis (GLBT). "O mundo seria mais alegre se fôssemos menos rígidos com os tabus colocados no caminho ao longo da história."

Antes de fazer um discurso considerado "emotivo" pelos participantes do encontro, o presidente não escondeu o desconforto de colocar na cabeça um boné do movimento gay, oferecido pelo travesti Fernando Bevenute. Lula ficou pouco tempo com o boné. Em seguida, posou com uma pequena bandeira do movimento.

Só depois ele ficou mais descontraído. Lula abriu o discurso reconhecendo a dificuldade de participar de um evento voltado para gays. "Não é fácil para um presidente da República no Brasil ou em outro país do mundo participar de um evento que envolve um segmento tão grande, heterogêneo e com pessoas que sofrem preconceitos, não é fácil", disse. "Quando o Toni [Reis] disse que nunca antes na história deste planeta foi realizado um evento como este, eu fico orgulhoso."

O presidente propôs o dia do combate à hipocrisia. "Quando se trata de preconceito, eu conheço nas minhas entranhas", disse. "Talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano", completou. "Nós precisamos gostar de nós do jeito que somos."

Luiz Mott, do movimento gay da Bahia, avaliou que o presidente, num primeiro momento, "resistiu" em colocar o boné. "Senti um pouco uma certa dificuldade, mas em seguida ele foi completamente dominado pela emoção", afirmou. Mott lembrou que Fernando Henrique Cardoso, em 2002, foi o primeiro presidente a posar com bandeira do movimento gay. "E ele estava mais tímido que o presidente Lula."

Divulgada a foto do assassino de Xapuri

O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (5), quando o trabalhador braçal Jorge Santos Cunha, vulgo “Jorge do Có”, matou o sogro Francisco Pereira da Silva (52), com um tiro de espingarda calibre 20 e o enteado Anderson da Silva Boler Filho, de apenas quatro anos de idade com um terçado.

Os Jornais e blogs já divulgam a foto do assassino que ainda está foragido da Justiça. Segundo informações, “Jorge do Có” passou a ser procurado pelo crime bárbaro que cometeu na cidade de Xapuri.

Policiais civis e militares estão embrenhados na mata na tentativa de capturar o “monstro”, como passou a ser chamado pelas ruas da cidade. Todos os seringais, colocações e colônias nas proximidades da Colocação Vai quem quer, Seringal Boa Vista, zona rural do município estão sendo visitadas na tentativa de obter alguma informação do Jorge.

Qualquer informação sobre o suspeito, pede-se que comuniquem às autoridades. O delegado Mardilson Vitorino da cidade de Epitaciolândia que responde pela delegacia de Xapuri, está acompanhando o caso para que o assassino seja preso o mais rápido possível.

ESSA NÃO VAI PARA A COLUNA SOCIAL

Pois é. Estão processando o Altino por que ele ficou indignado com o esgoto que é derramado bem no porto do mercado onde são desembarcadas frutas e verduras consumidas pela população, incluindo os promotores. Vocês podem ver na foto originalmente publicada pelo Altino que o barco no meio da 'merda' está descarregando melancias.

Não sei nem o que falar diante de tal inversão de valores. Afinal, o Blog do Altino além de político, é ambiental e defende causas justas. André Muggiati escreveu, no Blog do Altino, o seguinte comentário:

"Altino, sugiro telefonar para essa senhora e entrevistá-la sobre as ações que tem movido contra os poluidores do canal da maternidade. Quantos são? Quem foi condenado? Quem foi intimado a prestar esclarecimentos? E o governo e prefeitura, têm um projeto a respeito? Já foram procurados pelo MP? Grave tudo e publique a entrevista em formato ping pong. Seus leitores querem saber..."

Faz sentido a sugestão do André. Queremos saber o que está sendo feito a respeito desse caso de poluição do rio Acre. E não devemos nos acanhar em cobrar. Afinal, apesar da autonomia administrativa e financeira do MP, quem paga a conta deles é a gente, a sociedade. É nosso dever e obrigação fazer isso.

Sem tempo para elaborar um texto, tomo a liberdade de dar destaque a alguns comentários que lí no Blog do Altino. Eles sintetizam de forma precisa tudo que esá acontecendo:

"Se entendi bem esse processo é uma completa inversão de valores, não? Quer dizer que agora o criminoso é quem denuncia o crime?"
(Miriam Salles)

"Esse Altino! Foi nadar em águas purulentas! Quanto mais braçadas dá, mais catinga sobe. Para essa gente, é mais fácil processar quem comenta do que quem comete. É tal e qual a história do menino escanchado em riba do monumento, né?...Também se parece com o velho ensinamento do meu finado pai: "Se por acaso, algum dia tu flagrar a mulher do teu melhor amigo sapecando-lhe um par de bidongos. Tu pensas bem se deves contar ou não para o corno. Saiba que, se contar perderá o amigo e adquirirá dois inimigos, pois a mulher o traíra é capaz do chifrudo perdoar, mas nunca vai esquecer do filho da (#$#@$) que lhe mostrou a verdade."
(Cartunista Braga)

"Estou chocada, embora nem devesse estar porque é costume aqui neste triste país punir-se o mensageiro e deixar impunes os verdadeiros criminosos. Perceberá a sensível promotora que sua atitude atrairá para ela a repulsa e a atenção à conduta omissa diante de seus deveres e a ação errada diante de quem com razão e direito constitucional a critica? Que absurdo! Mais um deses atos que comprovam o quanto nossas autoridades (?) são incompetentes e mesquinhas."
(Saramar)

O Cipó da Alma Amazônica

Ayahuasca é um termo de origem Quéchua, que significa “vinho das almas” ou “cipó dos mortos”, designa o chá feito pelo cozimento de duas plantas originárias da floresta amazônica: o cipó Jagube ou mariri (Banisteriopsis Caapi) e as folhas da Rainha ou Chacrona (Psychotria Viridis).

Aya quer dizer “pessoa morta, alma, espírito” e waska significa “corda, cipó ou vinho”. Assim a tradução, para o português, seria algo como “corda dos mortos” ou “vinho dos mortos”.

A Ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a Ayahuasca como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía alma e vontade própria.

Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a Ayahuasca em seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja Nativa Americana.

O uso ritualístico da Ayahuasca é bem mais antigo que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina, sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos.

A mesma prática é realizada pelas índias da Amazônia, quando produzem a caiçuma da mandioca, bebida ritualística indígena fundamental na dança do mariri e no ‘contato’ com os deuses da floresta assombrosa.

As origens do uso da Ayahuasca nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da Ayahuasca ocorra desde 2.000 a.C.

Somente os ‘intelectuais de água salgada’, que lêem um tomo filosófico à tarde, bebem ‘whisky’ à noite e pegam sol pela manhã, para levantar argumentações contra o uso espiritual da Ayahuasca. Não conhecem a força e a beleza da espiritualidade amazônica e indígena.

A utilização da Ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em fraternidade econômica e religiosa.

Os ataques ao uso ritualístico-religioso da Ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.

Nunca é bom esquecer que a Ayahuasca é uma substância natural exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade.

A Ayahuasca é uma combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico. Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.

Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência dos usuários. Isso por si só já alça a Ayahuasca a um patamar superior no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.

Assim, a Ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus usuários consideram o “vinho das almas” como um instrumento físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o autoconhecimento e a meditação.

Utilizar Ayahuasca aqui na Amazônia é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram “miscigenar” sua fé.

Não foi necessário fazer como os negros escravos que deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra.

É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.

A Ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos, os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A Ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.

Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao tempo. Por isso é natural que a Ayahuasca atraia cada vez mais o homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista, ocidental, capitalista.

A Ayahuasca não é um chá que se consome como se bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu em castas, cores, fronteiras e etnias.

Não entrarei no debate acadêmico sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares, das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho competência para debater os pontos de vista da medicina, da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados do uso milenar da Ayahuasca pelos povos indígenas.

A milenar história amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos indígena por terem utilizado a Ayahuasca. Nenhum índio deu entrada no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés. Aliás, as mulheres indígenas, ‘apesar’ de beberem a Ayahuasca, não registram nenhum caso de câncer de mama.

A Ayahuasca não é ‘taliban’, seus usuários não se constituem em nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.

O uso ritualístico da Ayahuasca não provoca transes místicos ou de possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu, denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento, embriagando e elevando as forças vitais.

Depois de 4.000 anos de uso sagrado e ritualístico da Ayahuasca os estudiosos da civilização ocidental erguem argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do ‘contato’ aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos e coletivos.

Os sábios e avançados Incas utilizaram a Ayahuasca para consolidar-se como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática, da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo, uma história milenar, uma religião.

Só não puderam utilizar a sagrada Ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o “cipó dos mortos”, por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.

A Ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais, atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas e suavizou a dor ‘civilizatória’ das eras pós-colombianas.

Quando o Acre propôs, sob a iniciativa da deputada Perpétua Almeida, que o uso ritualístico da Ayahuasca fosse considerado patrimônio cultural imaterial é porque ninguém mata uma alma, ninguém prende um sentimento, ninguém aniquila uma vontade, ninguém encarcera uma opinião, ninguém enclausura uma fé.

A Ayahuasca é diferente de outras religiões, que nascem de visões, contatos divinos, que têm origem na cosmologia do céu para a terra. A Ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e natural para o infinito do sonho humano, a religião natural.

Uma verdadeira e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica! Combatê-la é bizarro, síndrome de colonizador!

* Aprendiz de escritor e deputado estadual – PCdoB/Acre

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Ironia de um Transloucado

Peço desculpas aos visitantes deste espaço a priori que costumeiros a acessarem conteúdos de alto nível, para me perdoarem já que estarei baixando nesta postagem o linguajar para que seja possível me fazer entender pelos menos abastados de massa cerebral que povoam os corredores do Poder Executivo Municipal. No final da tarde de ontem nas imediações da Rua do Ibama fui vitima do transloucado e energúmeno Vanderley Viana de Lima o Prefeito Canino, onde atribuira a minha pessoa o adjetivo de Vagabundo. Como de costume, não sei se por imbecilidade ou em detrimento às substancias diariamente consumidas que no mínimo já deterioraram não somente seus lábios mas também seus pouquíssimos neurônios, o prefeito fanfarrão esquiva-se de assumir seus erros dizendo como o Presidente Lula que nada sabia e que nada fez, mas vou relembra-lo que por volta das 17:30 h do dia de ontem, nas proximidades das Confecções Deca, fui ultrajado por Vossa Insignificância de Vagabundo em alto e bom tom.

Como já estou cansado de olhar para a cara desse ser desprezível em audiências, vou começar a rebater com o mesmo nível, inclusive utilizar de violência física se for o caso já que essa é a linguagem que ele costuma empregar quando incapaz de manter as discurssões no campo do ponto de vista democrático, parte para a agressividade verbal e muitas vezes chega a agredir seus desafetos. Engraçado que estressado pelo acontecimento juntamos um grupo de amigos e fomos tomar uma cerveja, onde no local constatamos a presença de um jovem que dizia estar bebendo as custa do prefeito já que ele era seu cliente. Estranho nao???

Por falar no dia de ontem é bom ponderarmos de que o ridículo e a falta do senso do ridículo prevaleceu com a estúpida ação de comemorar com faixas e estouros de foguetes a chegada de um caminhão com tubos de PVC, destinados a uma obra até agora considerada irregular diante dos padrões técnicos estabelecidos , que está recheada de sinistros, para não dizer acordos criminosos, desde a concepção do processo licitatório até a sua execução, resta saber quanto agora em reais uma certa autoridade de um município vizinho que costumeiramente visita o prefeito mentecapto e que representa as empresas executoras aportará na campanha. Sabe de quem estou falando Vanderley Pitbull?...

Voltando ao adjetivo direcionado a minha pessoa, para compreenderem a ironia da situação basta pesquisarem em qualquer dicionário da língua portuguesa que lá versará o seguinte significado (que vagabundeia, errante, nômade, vadio, inconstante, leviano, de qualidade inferior, ordinário, reles, individuo vadio, indivíduo que não tem residência habitual conhecida), bem, vindo esta ofensa de outra pessoa até poderia me ofender profundamente já que não considero encaixar em nenhum dos significados, agora ouvir isso de uma pessoa como o Vanderley, que para personifica-lo teria que utilizar termos chulos aí já é demais...

A ironia da história consiste justamente em ver alguém tão desprezível, incapaz sequer de conseguir respeito dos parentes mais próximos, inclusive das pessoas que por necessidade são obrigadas a conviverem profissionalmente com ele se achar no direito de chamar quem quer que seja de vagabundo.

O Vanderley deveria ter a hombridade de compreender para não se passar mais por ridículo como já passou e continua passando, que não tem moral para ofender ninguém, mesmo sendo errada a postura de ofensa. Agora compreendo porque a maior autoridade do município apanhava frequentemente de seus desafetos pelas ruas, e acredito que é isso que está faltando, levar umas boas surras e aprender a viver.

Já havia me declarado anteriormente seu inimigo ideológico, pessoal, profissional e político, mas como cristão que sou procurava resguardar no fundo o respeito pelo ser humano, mas percebo que nem isso é possível a partir desse momento.

Não ameaço, mas na máxima da física que diz que para toda ação existe uma reação, pode esperar que estou pronto para fazer quaisquer coisa que estiver ao meu alcance para repudiar qualquer ação contra minha pessoa, se for na tv eu também vou, se for jornal escrito eu também escrevo, se for comentário de rua também revido se for por meios legais serei ferrenho combatente, agora se for para a agressividade e força bruta estou preparado psicologicamente para fazer o que muita gente já tencionou em fazer e não teve coragem..

E vagabundo é você Prefeito Canino....

CPI enquadra Ong’s

A CPI da Subnutrição de Crianças Indígenas tomou decisão importante ao propor o fim de convênios entre a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e as Organizações Não Governamentais (ONGs). A maioria dessas organizações foi criada apenas para efeito de e lavagem de dinheiro. A CPI sugere ações para combater a desnutrição e melhorar a assistência à saúde indígena e ressalta a necessidade da compra de veículos, a construção de unidades de saúde nas aldeias e o fornecimento de cestas básicas.

O relator pede o fim do convênio firmado com a ONG indígena Uniacre, responsável pela execução das ações de saúde oferecidas à população indígena no Juruá. Já está mais do que comprovado que as ONGs que atuam na região apresentam sérios problemas com relação às prestações de contas. A CPI entende que a oitiva realizada, no mês de maio passado, no município de Cruzeiro do Sul foi de fundamental importância para a elaboração do relatório final. A comissão vê a necessidade de ampliação do quadro de funcionários e de equipamentos da Funasa e de Funai no Juruá, assim como a elaboração de um plano de cargos e salários para os seus servidores.

Autor do requerimento para que o colegiado estendesse suas investigações até o Juruá, o deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), afirma que na região se concentra o maior número de etnias acreanas. Segundo o parlamentar, o objetivo foi alcançado, uma o relatório aponta para a necessidade de políticas públicas que contenham assistência e financiamento para a melhoria da qualidade de vida dos índios da nossa região.

Cordeiro recomendou à CPI que sejam incluídas no relatório final duas sugestões a implementação de programas permanentes de monitoramento, fiscalização e controle das ações e recursos transferidos pelo governo federal para as prefeituras, visando aprimorar sua execução, otimizar os resultados obtidos e coibir desperdícios e desvios de finalidades; e o estabelecimento de indicadores facilmente mensuráveis, acompanhamento e publicação sistemática dos resultados alcançados.

Comissão de senadores acompanhará caso de sargento gay

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) informou que foi criada nesta quinta-feira (5), no âmbito da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, uma comissão que acompanhará o caso do sargento Laci Marinho de Araújo, preso pelo Exército crime de deserção.

Nesta quinta-feira (5), o militar foi transferido de um hospital militar em São Paulo para Brasília. Durante o deslocamento, ele foi acompanhado por seu companheiro, o sargento Fernando Alcântara de Figueiredo, com que mantém uma relação estável por mais de dez anos.

A comissão, que será presidida por Suplicy, é composta também pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), e visa assegurar o respeito aos direitos dos militares, garantindo sua integridade. O senador, que deve acompanhar a chegada dos militares a Brasília, quer que o sargento De Araújo seja hospitalizado.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Comando do Exército confirmou a transferência "a fim de que seja dada continuidade aos procedimentos judiciais normais, fruto de seu indiciamento em crime de deserção". De acordo com a nota, o militar permanecerá sob cuidados médicos, mas à disposição da Justiça Militar.

Sobre seu companheiro, o sargento Alcântara, o Exército diz que ele se apresentará ao comando de sua unidade, em Brasília, e deverá responder administrativamente por sua ausência recente.

Suplicy leu na manhã desta quinta-feira um ofício do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) sobre o caso na comissão do Senado. Os senadores designados para acompanhar a situação dos militares assinarão um ofício, a ser encaminhado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedindo a garantia dos direitos humanos. “Estou tentando falar com o ministro Jobim e com o comandante do Exército a respeito”, disse o senador.

Transferência

De acordo com o advogado do Condepe Francisco Lúcio França, o militar, que assumiu publicamente sua homossexualidade em entrevista à revista Época, pode ser encaminhado a uma carceragem em Brasília. O sargento De Araújo era acompanhado no hospital por seu companheiro, o sargento Fernando de Alcântara de Figueiredo.

“Eles me telefonaram desesperados. Foram obrigados a entrar num helicóptero que foi para a Base Aérea Militar de Cumbica. Estão sendo enviados para Brasília”, relatou o advogado por volta das 11h. Neste horário, o Condepe informou que os militares estavam na Base Aérea Militar de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e embarcariam em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para a capital federal. O Comando do Exército não comentou a informação.

De acordo com o parecer do psiquiatra Paulo César Sampaio, do Condepe e do Conselho Regional de Medicina, o sargento De Araújo não teria condições de ser transferido tampouco de permanecer detido em carceragem. Já os médicos do Exército o consideraram apto.

“Ele está com problemas de esclerose múltipla, psicose orgânica e disfunção de labirinto. O seu estado emocional é bastante abalado. Ele chora bastante”, relatou o advogado do Condepe em visita ao militar na tarde de quarta-feira. O sargento afirmou ter apresentado documentos que comprovariam que ele toma remédios.

O Condepe também quer que o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, interceda pelo sargento junto ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Discriminação

Laci Marinho de Araújo disse a imprensa na quarta-feira acreditar que sua detenção, determinada pela Justiça Militar, esteja relacionada a discriminação pelo fato de ter assumido publicamente sua homossexualidade. Questionado se acha que a prisão foi um ato discriminatório, ele afirmou: “Tudo culminou em relação a isso mesmo”.

O ministro da Defesa negou que tenha havido discriminação do Exército ao decretar a prisão do sargento. “O problema não é a discriminação. A questão é verificar se o caso concreto se aplica às regras disciplinares do Exército”, disse Jobim.

A assessoria de imprensa do Comando do Exército disse, por meio de nota, que "os militares já respondem a procedimentos judiciais, que estão na esfera da Justiça Militar da União, sendo que um deles estava foragido e indiciado por crime militar de deserção, previsto no Decreto-Lei 1001, de 21 de outubro de 1969".

"A prisão efetuada em 4 de junho é decorrente, tão-somente, do poder-dever da administração militar no cumprimento de suas atribuições de polícia judiciária e dos mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar. Portanto, não guarda qualquer relação com a situação declarada pelos próprios militares, foco das reportagens, tampouco com a presença dos mesmos no programa de televisão", acrescenta a nota.

Pesquisa descobre que desenvolvimento sustentável no Acre não combina com justiça social

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira na sede do IBGE em Rio Branco. O Estado tem a maior taxa de fecundidade do Brasil, apesar de ser um dos menos populosos do país. Mesmo assim cada mulher, na área urbana, tem em média 3 filhos, na área rural são 6. Isso é um dos fatores que faz o Acre tem o maior índice de crescimento população: 3,29%.

O IBGE constatou que entre os estados da região Norte o Acre tem a maior taxa de mortalidade infantil. A cada mil crianças, 32% morrem antes do primeiro ano. O estado só perde para a região Nordeste. Por aqui também se adoece mais. Em 2005, data da coleta dos dados, a cada 100 mil moradores, existiam 997 internações. Diante da dura realidade fica a certeza de que o estado do Acre precisa de um rápido investimento na saúde, pois já ultrapassou os números negativos do Piauí, um dos estados brasileiros mais pobres.

O principal motivo para tantas internações é a falta saneamento básico. O técnico do IBGE, José Guilherme, que veio apresentar a pesquisa, apontou que o Estado tem sérias deficiências na rede de esgoto e desigualdades sociais.

Como os dados eram sobre o desenvolvimento sustentável, foram apresentados os gráficos dos crimes ambientais mais freqüentes.

Nas grandes cidades, o problema é com gás carbônico jogado pelos veículos.

Aumentou o uso de fertilizantes e agrotóxicos no Brasil, são mais áreas com contaminação no solo que atinge diretamente o lençol freático.

Os números das queimadas e incêndios florestais subiram no ano passado assim como o desflorestamento. Mostrando que a política adotada pela então Ministra Marina Silva falhou, e talvez seja uma das causas de seu pedido de demissão.

ESTRESS EM CRIANÇAS

Pesquisa feita no Rio Grande do Sul alerta para o estresse na infância e indica que amizades e os vínculos sociais podem ajudar a manter as crianças livres do estresse

Pesquisa publicada no periódico Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz avaliou cerca de 900 alunos do ensino fundamental das escolas de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Os resultados do estudo mostram que 18,2% das crianças apresentavam estresse. No entanto, este percentual não pode ser considerado alto, uma vez que pesquisas realizadas com meninos e meninas no Estado de São Paulo encontraram prevalências entre 30% e 60%. Os dados do artigo demonstram, portanto, que o estresse não atinge apenas adultos, de modo que as famílias e as escolas devem estar atentas aos fatores que podem estar associados ao problema desde a infância.

De acordo com a pesquisa, desenvolvida pelas psicólogas Cláudia Rosi Sbaraini e Lígia Braun Schermann, da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas (RS), ser do sexo feminino, estudar em escola pública, ter pais com baixa escolaridade e que não moram juntos e vivenciar relações familiares ruins e vínculos sociais frágeis são fatores associados ao estresse na infância. No artigo, as autoras – que aplicaram questionários aos pais e aos próprios alunos – relatam que crianças com estresse costumam apresentar cansaço e dores de estômago e de cabeça.

As duas psicólogas salientam ainda que, se o estresse não for eliminado nem adequadamente tratado, ele tende a persistir também durante a vida adulta, o que pode conduzir a problemas como depressão, hipertensão e doenças de pele. “Alguns pesquisadores classificaram o Brasil como o segundo país mais estressado do mundo”, destacam Cláudia e Lígia no artigo.

Os resultados do estudo apontam para uma significativa diferença entre meninos e meninas em relação ao estresse. Enquanto 15,4% deles foram diagnosticados com o problema, o percentual ultrapassou os 20% entre elas. “As garotas neste estudo podem ter apresentado uma tendência maior a desenvolver os sintomas do estresse por várias razões. Como a média de idade dos alunos foi de cerca de 10 anos, muitas das meninas podem estar no início da puberdade, que ocorre, em geral, dois anos antes para elas. Durante essa fase, muitas mudanças psicológicas e emocionais começam a acontecer e isso pode gerar estresse”, dizem as autoras no artigo. “Além disso, outras demandas podem causar estresse para as garotas, visto que elas, em geral, têm que ajudar no trabalho doméstico e nos cuidados com os irmãos”.

As pesquisadoras avaliaram alunos de 8 a 14 anos e foi no grupo com idade superior a 10 anos que o estresse se mostrou mais freqüente, possivelmente porque estes alunos mais velhos já tinham sido reprovados pelo menos uma vez na escola. A repetência – bem como o sentimento de fracasso e as conseqüentes cobranças da família e da escola – pode ser uma causa de estresse. Por outro lado, conforme lembram as autoras no artigo, o estresse também pode levar à repetência, uma vez que ele prejudica a aprendizagem das crianças.

Por fim, Cláudia e Lígia chamam a atenção para a importância dos vínculos sociais. “Crianças com contatos sociais fracos ou ruins são mais propensas ao estresse. Estas crianças são aquelas que têm poucos amigos fora do universo doméstico, não freqüentam a casa dos colegas e não fazem amizades na escola”, explicam no artigo. “Isso sugere que melhorar o contato social pode resultar em menos estresse”, concluem.