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segunda-feira, 12 de abril de 2010

A face vergonhosa na relação Igreja x Política

“Naufragamos numa ignorância política desde a reforma protestante, até meados do século passado”, revela o Pastor Paulo Machado. Em entrevista especial ao ac24horas, ele falou de detalhes do manifesto contra a Lei Francisco Dantas, da luta do PV pela legalização da maconha e o papel da Igreja na conscientização política e no afastamento do parlamento de políticos inescrupulosos que se infiltraram dentro da religião com o objetivo de buscar votos e não de elevar-se espiritualmente.

Nos recebendo em sua casa, ao lado do neto mais novo, Pastor Paulo Machado disse que trabalha na defesa de um novo projeto político para as Igrejas e na conscientização dos fiéis de que “política não é coisa do diabo”. Para ele “a ignorância produzida por algumas lideranças evangélicas provocaram uma visão equivocada da política por conta da herança do catolicismo Romano no período medieval, quando a igreja e o estado se fundiram, formando o império sacro santo romano .

- A sociedade humana é um reflexo dos desígnios de Deus; Gênesis ensina que Deus criou todas as coisas, a Bíblia nos dá uma revelação criacionista. Deus quando criou o homem, segundo o que as escrituras nos ensina, colocou-o para governar. De forma natural o homem como animal racional domina todas as outras espécies e essa ação administrativa se estende as sociedades primitivas tribais–, comentou.

O professor de teologia afirma que a religião sempre foi ponto central das comunidades primitivas sendo impossível desassociar política administrativa com política religiosa.

- Quando o cristianismo foi instalado observamos uma visão religiosa diferente da visão política. A política desassociada da religião. A sociedade humana se dividiu. A religião e política ficaram exclusivas - acrescentou.

Em rápida caminhada à história, Machado relatou o encontro de religiosos políticos de renome como Davi, Salomão e Daniel. Ele contou que Daniel no período Babilônico era um dos presidentes e fazia parte do Ministério de do rei Nabucodonosor “Daniel era um príncipe judeu, religioso, profeta e administrador político”. Esse como outros exemplos revelam as qualidades morais que devem ser manifestas naqueles que se dispõem ao exercício da política publica.

Assim, o teólogo afirma que Deus constituiu o homem para ser tanto um adorador como também um governador, um secretário de estado, deputado federal, estadual, presidente da república, constituição que segundo Pastor Paulo Machado, está fundamentada nos princípios religiosos da bíblia sagrada.

- O evangelho nos ensina que as autoridades estão constituídas por Deus. Sejam elas cristãs ou não. – afirma o Pastor.

Ele condena os políticos inescrupulosos que tem se infiltrado dentro da Igreja. E de forma critica diz que essa é uma herança do Império Romano que mesmo depois de Constantino, continuou exercendo uma permanência dinâmica na política.

- Desenvolveu-se o catolicismo romano debaixo dessa proteção estatal. O Império romano foi suplantado pela igreja cristã conivente com o Estado que substituiu o Império Romano político econômico e se tornou o Império Sacro Santo Romano – disse.

Para o pastor esse é um momento de vácuo onde a religião perdeu o seu foco até a reforma protestante. “Naufragamos numa ignorância política ao longo de alguns séculos” frisou.

- Até um tempo atrás, política dentro da Igreja é coisa do diabo. A ignorância política produzida pelas lideranças evangélicas provocaram uma visão equivocada de política por conta dessa herança do catolicismo romano.

Machado diz que os políticos precisam respeitar mais o povo de Deus e não se envolverem com a massa religiosa com a intenção simples de buscar votos. Para o pastor, hoje a Igreja é considerada economicamente viável para os projetos de objetivos eleitorais, pela facilidade de concentração que o sistema evangélico permite.

- Ai onde mora o perigo! – Ressalta Machado.

- Algumas pessoas tiram proveitos disso. Se envolvendo com a massa religiosa, porque a concentração de religiosos é maior e através de direcionamento das ações pastorais, eles estão mais voltados a seguir as orientações de seus lideres.

Na opinião do líder, a Igreja precisa estar vigilante e não se encantar tanto com as pessoas mais extrovertidas, com facilidade de comunicação, que se apresentam como verdadeiros representantes do povo evangélico.

- O poder cega a mente , adverte.

– Os escândalos são praticados por pessoas de qualidades morais deformadas. Eles deveriam associar esse entendimento religioso adquirido para produzir uma sociedade mais justa, mas pelo contrário, se tornam injustos, iníquos participando do mesmo balaio da corrupção que acontece na política.

Machado defende a conscientização política entre os cristãos, porque em sua opinião, a política será sempre uma caixinha de surpresas que vai continuar apresentando essas pessoas que tem esse poder, que recebe a confiança de um grupo, como representante da classe evangélica, “e que ao chegar lá, se depara com os ‘esquemas’ diferentes da fé cristã”, ressalta.

Mas ele também falou do que chama da banda boa da política, homens de Deus que em Brasília, tem sido responsáveis pela obstrução de projetos de leis que viriam agredir a própria vida. Citando temas como o aborto, a discussão do inicio da vida, o casamento de homossexuais, Machado falou da ética na política.

-A sociedade gay diz que a Igreja é homofóbica. A Igreja não é homofóbica. Homofobia é ódio, é uma doença, é uma aversão a pessoa humana. A homofobia não é prática da igreja, aversão contra o homossexualismo é diferente do que seria a aversão contra o homossexual. Aversão contra o homossexual é discriminação, a aversão contra o homossexualismo é um princípio ético – explicou o Pastor.

Revelando detalhes do manifesto assinado pela associação de pastores e levado ao conhecimento do governador Binho Marques, Machado lembrou da pregação que fez ao governador.

- Citei ao governador a lei defendida pelos homossexuais que está pegando carona na lei de discriminação racial que prevê a supressão de textos de toda literatura que faça apologia contra o homossexualismo, mostrando a ele diversos trechos na bíblia sagrada que condenam essa pratica. Dei o exemplo de que se em uma pregação em um culto publico o pregador fizer menção de algum desses textos e por ventura tiver algum homossexual presente ao culto que se sentir ofendido pela citação, poderia esse ofendido representar criminalmente contra o pastor e a igreja, cabendo pena de multa, prisão e outras situações constrangedoras. Isso é mordaça. Ele imediatamente assumiu o compromisso de não sancionar a lei. O Moisés na hora, ligou para o governador e disse que não imaginava que a coisa iria tomar essa proporção – declarou.

Os projetos que tramitam no Congresso Nacional representam o que Machado chama de fragilidade do futuro. Ele lembrou da defesa que o Partido Verde (PV) faz à liberação da Maconha e disse que Mangabeira ajuda a produzir um mal maior do que o álcool.

- A escola produz a cultura, a família a moral. Uma vez aprovados esses projetos seria como se a escola interferisse nos princípios morais da família. Ensinar a sexualidade para pessoas com 7 anos de idade, por exemplo, é a degradação moral de nossa sociedade.

Finalizando, Machado disse que as pessoas que abraçam a carreira política precisam defender o ideais honestos e que o povo evangélico precisa estar atento aos políticos de direita e os de esquerda.

- A política vista no plano espiritual se apresenta de dois lados, o lado bom e lado ruim. Deus representa o lado bom, tudo aquilo que ele produziu é o lado bom. Isso representa o lado direito, a política boa. Satanás foi lá, no Éden e minou o lado bom. Isso representa a política má, a de esquerda. A política humana está divida em esquerda e direita. Tudo aquilo que está representando os ideais que vão contra os princípios morais eles são representando por políticos de esquerda. Quando você pega a lista de deputados que são a favor desses projetos, eles são de esquerda. A Igreja precisa ser o pino da balança.

Machado trabalha essa conscientização para o povo de Deus. Aos 56 anos, mesmo sofrendo as pressões por ser um homem critico, ele diz que não é de oposição, mas um homem que tem princípios. Para ele, dentro da esquerda tem políticos com ideais de direita, trabalhado por Deus para ser o pino da balança, “para não deixar a coisa degringolar de uma vez”, concluiu.
Jairo Carioca – Da Redação de ac24horas

A pedra que falta

Um dos grandes monumentos da cidade de Kyoto é um jardim zen, uma superfície de areia com 15 rochas. O jardim original tinha 16 rochas. Conta a lenda que, assim que o jardineiro terminou sua obra, chamou o imperador para contemplá-la.

“Magnífico”, disse o imperador. “É o mais lindo do Japão. E esta é a mais bela rocha do jardim”.

Imediatamente o jardineiro tirou do jardim a pedra que o imperador tanto apreciara, e jogou-a fora.

“Agora o jardim está perfeito”, disse para o imperador. “Não existe nada que se sobressaia, e ele pode ser visto em toda a sua harmonia. Um jardim, como a vida, precisa ser visto na sua totalidade. Se nos detivermos na beleza de um detalhe, todo o resto parecerá feio”.

Vaticano quis abafar escândalos de pedofilia, sugere documento da Reuters, e Boston (EUA)

Um documento dos arquivos da Arquidiocese de Boston (EUA) indica que o Vaticano preferiu evitar escândalos a zelar pela segurança de crianças ameaçadas por padres pedófilos, disseram pessoas críticas à Igreja Católica ontem.

O documento, um dos vários papéis da diocese divulgados na semana passada por ordem da Justiça, indicava que o papa João Paulo 2º aconselhou que um padre com um histórico de molestar garotos deveria deixar a área onde sua "condição" era conhecida ou continuar ali contanto que isso não provocasse nenhum escândalo.
Segundo Joseph Gallagher, co-fundador da Coalizão de Católicos e Sobreviventes, o documento chamava atenção para a política do Vaticano de colocar sua imagem sempre à frente do bem-estar das crianças.

"Isso explicaria por que outros bispos fizeram o mesmo que o cardeal Law (Bernard Law, dirigente da Arquidiocese de Boston, acusado de ter acobertado padres pedófilos). Eles transferiram os agressores de paróquia para paróquia sem avisar os fiéis", declarou.

O documento de 25 de maio de 1999 é uma tradução de uma ordem do papa sobre a transferência de Robert Burns, um pedófilo condenado, para uma outra paróquia. Donna Morrissey, uma porta-voz da Arquidiocese de Boston, disse que não poderia fazer comentários sobre casos analisados pela Justiça.

Autoridades da Embaixada do Vaticano em Washington não foram encontradas para se manifestar.


"Não provoquem escândalo"
O arquivo sobre Burns continha não apenas detalhes assustadores sobre o comportamento dele, mas também revelava que Law havia informado o Vaticano sobre a transferência do padre, apesar de saber da "inclinação" dele de molestar garotos.

Na ordem de 1999 para tirar a batina de Burns, o papa diz que o ex-padre "deveria viver afastado dos locais onde sua situação anterior era conhecida". O papa também afirma que os superiores do acusado poderiam obrigar Burns a abandonar as áreas onde era conhecido. Segundo João Paulo 2º, porém, esses superiores "estão dispensados dessa cláusula do decreto se for concluído que a presença do suplicante não provocará escândalos".

Roderick MacLeish, um advogado de Boston que na semana passada divulgou o arquivo da arquidiocese sobre Burns junto com outros arquivos de padres acusados, disse que a ordem era notável não apenas por ser relativamente recente, mas por fazer uso da palavra "escândalo".
"Esse documento diz que ele deveria ser removido para um outro local onde as pessoas não soubessem nada sobre ele. Isso só não aconteceria se o bispo ou o cardeal da arquidiocese achassem que a permanência dele não causaria escândalos", afirmou. "E as crianças?"

Aviso
Segundo MacLeish, esses documentos ajudavam a comprovar a principal acusação feita pelas vítimas de abuso sexual contra a Igreja Católica: de que os padres acusados de pedofilia foram transferidos sem que os fiéis fossem avisados do perigo que corriam.
A ordem do papa foi uma resposta a um comunicado de Law informando sobre a transferência de Burns mesmo depois de um centro de tratamento para padres com problemas ter dito que o religioso não deveria ser colocado em um cargo no qual tivesse contato com crianças.

"Essa propensão era conhecida das autoridades da arquidiocese, mas foi descartada em favor da garantia solene do padre Burns de que conseguiria controlar seus impulsos", afirmou o comunicado do cardeal.
Na época do comunicado, a arquidiocese afirmou que sabia de ao menos seis garotos supostamente molestados por Burns em Boston entre 1982 e 1991.

O padre já havia sido transferido para Boston devido a problemas do tipo. Burns confessou em 1996, em um processo criminal, ser culpado de ter molestado dois garotos em New Hampshire. O réu foi condenado a duas penas consecutivas de quatro e oito anos de prisão.
Fonte: Reuters, e Boston (EUA)

Piada do Dia

SE VOCÊ ACHA QUE UM ZERO ANTES NÃO VALE NADA, VEJA ESTA !!!
Uma mulher, executiva de uma grande empresa, faz a sua primeira viagem de negócios ao Rio de Janeiro. À noite, sentiu-se sozinha e com uma sensação de liberdade que nunca havia sentido antes..

Decidiu chamar uma dessas "empresas de acompanhantes", cujos folders de propaganda estão nas mesas dos quartos de todos os hotéis nas grandes cidades. Localizou, sem dificuldade, um que oferecia serviço masculino, denominado "ferótico". Com o encarte nas mãos molhadas de suor pela expectativa discou o número marcado.

- Alô! atendeu uma voz masculina marcadamente sensual.

- Alô. Eu preciso de uma massagem... Não, espera ! Na realidade o que eu quero é SEXO! Uma grande e duradoura sessão de sexo, mas tem de ser agora! Estou falando sério! Quero que dure a noite inteira! Estou disposta a fazer de tudo, participar de todas as fantasias que vocês inventarem. Traga tudo o que tiver de acessórios, algemas, chicotes, consolos, pomadas, vibradores, e quero ficar a noite inteira fazendo de tudo! Vamos começar passando geléia no corpo um do outro, depois quero que você me grude na parede... estou disposta a fazer de tudo e topo todas as posições: frango assado, rã com câimbra, canguru perneta, folhinha-verde, vaca atolada, saquinho de chá, helicóptero... Ou tu tens alguma idéia mais tesuda? O que tu achas?!
- Bem, na verdade me parece fantástico. Mas aqui é da portaria do hotel... Para chamadas externas a senhora precisa discar o zero primeiro...

sábado, 10 de abril de 2010

Imagem do Dia!!!

A imagem do dia deixo o antes e o depois da Casa Limitada, antiga casa aviadora de Xapuri, responsável pelo fornecimento de mercadorias diversas aos maiores seringais xapurienses, hoje transformado em uma Organização de Centros de Atendimento do Governo do Estado e muito bem recuperada.
Como podemos ver o prédio passou por uma completa restauração, conservando suas linhas arquitetônicas, similares á da fotografia do acervo do IBGE datada de 51, comparada com a tirada por esse blogueiro no dia de ontem.
Bom Final de Semana a todos os Leitores

Reflexão do Dia!!!

Poucos homens conseguem administrar as adversidades da vida , entretanto , se quizeres avaliar o caráter de um deles , dê lhe o poder !
                                                                      Abraão Lincon


"Se amar ao próximo é um princípio fraterno, perdoar as ofensas recebidas é uma sublime aplicação".
                                                                    Autoria Desconhecida

Juventude “Transviada”

Ha algum tempo que venho realizando algumas observações sobre o comportamento dos jovens xapurienses, especificamente no que tange aos adolescentes madrugadeiros, observações estas que não são preocupações somente minhas, já que em outra página de noticias de Xapuri a pouco tempo já emergiu uma discussão abordando esta mesma temática, porém nunca é demasiado suficiente voltarmos a discutir um problema tão sério e no mínimo preocupante e que por incrível que pareça de proporções bastante significativas.

Antes de tudo é necessário frisarmos do empenho por parte das autoridades locais em tentar resolver de certa forma o problema de risco social da juventude xapuriense, como é o caso das ações de educação social dos projetos desenvolvidos pela Policia Militar, das empreitadas de palestras da Promotoria local nas escolas na tentativa de sensibilizar a juventude, dos inúmeros esforços dos educadores cotidianamente nas salas de aulas e até mesmo das ações enérgicas por parte do policiamento ostensivo em conter indícios de abuso de liberdade dos Jovens.

Porém mesmo com todos os esforços somados dos diferentes setores que formam a sociedade xapuriense, percebo que pouco está surtindo efeito em relação á mudança de comportamento de muitos de nossos jovens, já que visivelmente percebemos o aumento de comportamentos que não condizem com posturas saudáveis de uma juventude que merece de atenção, freqüentemente nas noites de Xapuri temos visto brigas que envolvem jovens embriagados, pequenos delitos e abuso no uso de substancias entorpecentes. Digo isso porque já presenciei cenas grotescas seja em algumas festas locais, ou até mesmo em praças adolescentes de menos de 18 anos usando algumas substancia ilícita, a última que me repugnou o estômago foi de ver um adolescente de pouco mais de 16 anos que conheço desde criança fumando “Baseado” sentado na frente da Igreja Assembléia de Deus (em construção) em plena onze horas da noite.

É repugnante, é inaceitável, é vergonhoso o desrespeito de parte da juventude Xapuriense para com as instituições, para com as pessoas de bem e para com as famílias xapurienses, está na hora de dizermos um basta, impormos Tolerância Zero e isso eu já comecei, na noite de quinta chamei a policia para conter grupinho de jovens que ficavam perturbando transeuntes em plena Coronel Brandão, e a partir de agora denunciarei não importa que seja filho de amigo, amiga ou familiar está na hora de separarmos o Joio do Trigo, é necessário darmos atenção àqueles que por ventura podem ser recuperados pela educação, porém infelizmente devo admitir que algumas “peças raras” somente serão transformados com um choque de realidade e isso só será possível na área da segurança pública e não com a compreensão se simples mortais como eu.

Interessante que, comportamentos dúbios geram precedentes para exemplos de outros jovens e essa é a minha maior preocupação, já que muitos pais sinceramente não conseguem mais manter um diálogo de respeito com seus filhos, porque ambos não se compreendem e isso é uma realidade nacional, os professores sentem medo ou mãos atadas para com os adolescentes já que o sistema impõe algumas regras descabidas que impedem de medidas mais eficazes, se por um lado os adolescentes fazem de conta que aprendem a escola desta feita faz de conta que cumpre seu papel social.
Está aberta a discussão o que fazer com nossos jovens xapurienses???

Conselho Político da Frente define chapa majoritária

O Conselho Político da Frente Popular acaba de definir os titulares da chapa majoritária em reunião no auditório da Assembleia Legislativa. Os nomes são os que vinham sendo ventilados há tempo: Tião Viana (governador), Jorge Viana e Edvaldo Magalhães (senadores). O vice também está definido: será César Messias, atual vice do governador Binho Marques.

-Chegamos a essa definição por consenso. O que é um grande passo para a vitória nas eleições – declarou o coordenador do CP da Frente Popular, Francisco Nepomuceno Carioca.

A unidade dos partidos da FP foi possível porque o Partido Verde desistiu de apresentar o nome do deputado federal Henrique Afonso a uma das vagas ao Senado. A dirigente Shirley Torres fez o anúncio no começo da reunião.
-O PV decidiu apoiar o camarada Edvaldo Magalhães – disse, mostrando que o princípio da unidade da aliança não está sendo somente no discurso.

Presente em parte do encontro, o governador Binho Marques voltou a agradecer o gesto do PV e aproveitou para defender um nome do Partido Verde para uma das suplências do Senado.

-Defendo desde já uma suplência do Senado para o PV. O governador definiu ainda que a chapa Tião-Jorge-Evaldo é uma chapa ‘rica e jovem de vigor’, mesmo depois de tanto tempo da FP no poder.
-É a chapa dos sonhos. A população quer continuar mudando, mas mudando com a Frente Popular.

O ex-governador Jorge Viana, outro integrante da ‘chapa dos sonhos’ na reunião lembrou que a FP nunca perdeu uma eleição no Acre para o Senado.
-Depois nos surrupiaram uma e todo mundo sabe. Agora vamos se eles conseguem enganar a população – afirmou.

Jorge Viana continuou as estocadas nos adversários da oposição. E citou o isolamento do PMDB depois dos anúncios da aliança do PSDB com o PMN, de Petecão.
-Parece que enganaram o Flaviano (Melo). O que é muito difícil – ressaltou.

Para o virtual candidato ao Senado Edvaldo Magalhães, a decisão do PV de não indicar um nome para a chapa majoritária da FP tem que ser valorizada.
-O gesto do PV é pedagógico e reforça a unidade da Frente Popular. Por isso nosso caminho tem sido vitorioso.

Edvaldo também fez críticas à oposição afirmando que a cizânia entre eles impede até mesmo a formação de uma aliança com propósitos nobres para o Estado.
-Flaviano, Petecão, Bocalon e Márcio Bittar não conseguem nem reunir em volta de uma mesa. Muito menos ter um projeto de desenvolvimento para o Acre.

No próximo dia 30 a Frente Popular deverá fazer o lançamento de sua chapa completa para as eleições do dia 3 de outubro numa grande festa, como prometem seus dirigentes.
João Roberto Brana Bezerra

Geraldo Mesquita Júnior declara apoio a José Serra

O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) voltou a declarar nesta sexta-feira (9) seu apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo, José Serra. O senador disse também que tentou promover uma aliança entre o PMDB e PSDB do Acre para as próximas eleições, mas que as tentativas foram infrutíferas. Mesmo assim, afirmou, continuará apoiando Serra, mesmo sem saber se o PMDB de seu estado vai ou não apoiar o candidato tucano.

- Eu sou um dos poucos senadores, pouquíssimos aliás, do PMDB filiados à candidatura de José Serra. Isso ocorreu hoje de manhã? Não. Há muito tempo que eu declino a minha convicção e a minha opção pela candidatura de José Serra dentro do meu próprio partido. Portanto, eu sou dissidência dentro do meu próprio partido nessa questão - disse, ressaltando que há quase dois anos já havia informado ao então governador Serra que o apoiaria para presidente da República em 2010.

Geraldo Mesquita Júnior explicou que o PMDB do Acre já anunciou apoio a Serra mas, devido às negativas do PSDB em compor aliança, ele não sabe se esse apoio será mantido ou não. Depois das negativas, disse o senador, o PMDB já lançou candidatos a governador e a senadores próprios no Acre.

- A situação no meu estado, no que diz respeito às oposições hoje, é um conjunto esfarelado, espatifado, fragmentado. O que isso me afasta da candidatura do governador Serra? Nenhum milímetro. Não vou atribuir a ele a culpa por uma má condução numa interlocução com o PMDB. Não me afasta um milímetro, a minha disposição continua a mesma. O governador Serra vencerá essas eleições pelos méritos que tem, homem probo - afirmou Mesquita Júnior, elogiando o desempenho de Serra como senador, prefeito e governador.

Em aparte, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) elogiou o pronunciamento do colega e disse esperar que Mesquita Júnior seja candidato a reeleição ao Senado Federal nas eleições de outubro de 2010.
Agência Senado

Conscientização dos eleitores em um ano eleitoral

Marcelo Henrique Pereira - Mestre em Ciência Jurídica
As transformações sociais estão na ordem do dia, sempre! Indivíduos, isoladamente ou em grupos, lutam por seus direitos e anseiam por melhores dias. Em sucessivos momentos de nossa história, verificamos que as revoluções brotam de uma ou mais cabeças, são divulgadas, e, ao encontrarem ressonância em outras mentes, promovem as mudanças qualitativas.

Em termos sócio-políticos, o Brasil vem demonstrando sua reorganização democrática – que principiou com a abertura política, a anistia aos presos políticos, a supressão do regime militar e a possibilidade de eleições populares, livres e diretas. Tivemos, é bem verdade, um presidente caçado por improbidade administrativa (falta de ética na gestão da administração pública), e vivenciamos, nos últimos governos, escândalos, denúncias, investigações e novas cassações de representantes políticos. Nos últimos anos, inclusive, uma das expressões mais ouvidas, conhecidas e decantadas foi “comissão parlamentar de inquérito (cpi)”. Isto, é claro, sem falar em processos judiciais que desembocaram em condenações, prisões, recuperação de verbas públicas e indisponibilidade de bens, além da suspensão de direitos políticos (impossibilidade de votar e ser votado – o maior “castigo” para um político desonesto).

Sinal de maturidade? Cremos que sim, uma vez que a cidadania – consciência cívica – é um valor que, embora enaltecido e disseminado nos bancos escolares, desde tenra idade, ressoa, em grande parte das vezes, como “letra morta”, carecendo do seu exercício, da sua aplicabilidade prática. E, longe do que comumente se imagina, a cidadania não se exercita (apenas e tão-somente) no dia da eleição, em que compulsoriamente comparecemos às seções eleitorais para escolhermos candidatos a diversos cargos públicos (dos poderes executivo e legislativo, em âmbito municipal, estadual e/ou federal). Cidadania é um conceito plural, polissêmico, pró-ativo, que importa na conscientização de cada indivíduo sobre o papel que individualmente tem a desempenhar no contexto social.
Um bom exemplo de cidadania é anotar o nome do candidato, guardar suas cartilhas e propagandas, e, após o mesmo ser eleito, “ficar no pé” do representante, fiscalizando o “modus procedendi” deste, no cotidiano, seja em aspectos gerais, seja nos particulares, principalmente avaliando o cumprimento de suas propostas e o atendimento do interesse coletivo, na atuação (parlamentar ou administrativa). Falta, em verdade, “cobrança” popular de nossos agentes políticos, e os mesmos, sempre “à vontade” do alto de seus cargos, cadeiras e posições, deixam-se levar por outros “atrativos” e fazem dos bens públicos “uma extensão de sua casa”, de seus haveres pessoais. Espaço, assim, suficiente e cômodo para a instalação da corrupção, sob os mais variados matizes. É a velha história de que “cada um tem o seu preço”.

Na outra ponta figura a falta de vontade (política ou jurídica) de fiscalização, apuração de erros e efetiva punição dos culpados, mas isto já seria mote para outro artigo. Fiquemos, assim, restritos ao título-tema deste ensaio: A conscientização dos eleitores em um ano eleitoral.
Em linhas gerais, devemos dizer que, em vários fatores, conviver com a “obrigatoriedade” das regras, não é algo muito fácil. Exemplificativamente, todos nós somos obrigados a votar, porque o sistema eleitoral não prescreve o voto facultativo, como em outros países, principalmente os mais econômica e politicamente desenvolvidos. Se somos forçados a comparecer, no dia da eleição, sob pena de sofrermos penalidades (como multas e descontos salariais, por exemplo, além de ficarmos privados de competir em concursos públicos que exigem a prova da quitação com os deveres eleitorais), é imperioso difundir a idéia de que devamos escolher os “melhores”, os “mais aptos”, aqueles que, por sua conduta, sua ideologia e suas propostas, sejam-nos mais simpáticos e próximos, materializando, assim, o desejo de que, ao ocuparem as cadeiras políticas, os mesmos possam contribuir efetivamente para a melhoria de nossa coletividade, o alcance da justiça social e a valorização da ética transindividual.
Em segundo plano, ainda, temos que conviver com a “propaganda eleitoral gratuita”, igualmente obrigatória, que invade nossos lares, nesta época de pré-eleições, através das emissoras de rádio e TV aberta. Ficamos, assim, compelidos a ouvir ou assistir programas que espelham as alternativas políticas de nosso tempo. Infelizmente, em função de aspectos financeiros, há uma notória e flagrante diferença na “qualidade” dos programas, uma vez que, em alguns, a precariedade de recursos representa a simplicidade do formato, dos cenários e daquilo que é transmitido, enquanto outros, mais abonados, contam com a assessoria especialidade de publicitários de renome, que, acostumados a “comercializar” produtos (das mais variadas espécies), cativando consumidores, se propõem a “vender” candidatos e/ou partidos políticos.
Cidadania, aqui, significa a real conscientização de que não é a aparência nem a beleza do programa que contam, mas, sim, elementos subjetivos como a confiabilidade de suas ações (anteriores), a experiência pessoal (“de vida”, nos diversos setores em que o mesmo esteve inserido), seu compromisso com a “verdade”, a ética e a construção de um país justo e acessível a todos, indistintamente. Portanto, muito além dos meros programas eleitorais, devemos observar, atentamente, a performance do candidato em eventos sócio-políticos (como entrevistas e debates), seja pessoalmente seja pelos meios de comunicação, porque, diante de situações fáticas, sem a “proteção” do estúdio de televisão em que são gravados (e repetidos à exaustão) os programas, no corpo-a-corpo, no improviso, no calor dos debates, a proposição de questões e a resposta às indagações pode configurar um importante indício da sinceridade, do preparo e da competência do candidato.

Afora isto, devemos primar, também, pelo envolvimento do(s) cidadão(ãos) na vida diuturna de nossa Sociedade. O engajamento em projetos sociais, a participação – seja voluntária, seja remunerada – em ações sociais básicas, enfim, o contributo individual em iniciativas que visem minimizar problemas ou apontar soluções para questões que envolvem comunidades.

Tema intercorrente e intermitente de nossos meios de comunicação é a violência e as conseqüências das ações negativas de indivíduos ou organizações criminosas, que ceifam milhares de vidas, anualmente, e dilapidam patrimônios públicos ou privados. Neste sentido, o que você, pessoalmente, está fazendo para minorar os efeitos da violência. Começando por sua vida, que atitudes positivas você vem disseminando ao seu derredor, na família, na vizinhança, no trabalho, no trânsito, no cinema, no estádio de futebol? Como você reage às provocações de outros que, na maioria das vezes, não têm as informações espirituais de que você já dispõe? Em que este conhecimento espiritual tem modificado o seu procedimento, nas mais diversas contingências da vida? Isto também é ação política, manifestação da cidadania.

Ademais, não fiquemos à espera e à espreita das ações governamentais, dos programas e atividades públicas. Comecemos por nós, empregando uma parcela relativamente pequena do tempo semanal de que dispomos para comparecer àquela reunião de condomínio, de associação de bairro, de partido político, ou àquela assembléia, palestra ou espaço de idéias que alguém esteja promovendo no seu bairro, na sua cidade, bem próximo de você. Neste sentido, as instituições classistas, os órgãos corporativos e as universidades são belos exemplos de entidades que promovem encontros deste jaez, para o fomento de idéias e a disseminação de ações positivas, pró-ativas na Sociedade.

Basta de reclamar contra tudo e contra todos! Chega de lamentar que nosso país não alcança o tão-sonhado padrão de desenvolvimento! Esqueça, de uma vez por todas, a ladainha de que “os políticos são corruptos”, e “ninguém presta”.
Faça a sua parte, sempre! Não se deixe contagiar pelo pessimismo e pela apatia... Escolha o caminho “mais difícil”, aquele que se caracteriza pelo esforço, pelo tempo “gasto” (melhor seria, empregado) na sua própria conscientização, no seu crescimento enquanto pessoa, enquanto cidadão, para avaliar as candidaturas existentes e escolher aquela que seja, não o menos pior, mas a melhor para os ideais de transformação e evolução social. E, mesmo que exista uma relativa dificuldade para a escolha, dentre as opções possíveis, lembre-se que como brasileiro, e como espírito, você pode fazer mais. Quem sabe, até, na próxima eleição, você, com suas idéias e com a convicção “batendo” forte em seu coração e estampada em sua mente, possa se candidatar a algum cargo político (na sua cidade ou Estado), para trabalhar mais decisivamente, por nossa gente, nosso povo, nosso país.