Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

terça-feira, 3 de março de 2009

Governo gasta o dinheiro de três mamógrafos na confecção de calendários com autopromoção

Enquanto a deputada Idalina Onofre (PPS) implora a compra de mamógrafos para salvar as mães vítimas de câncer no Juruá, o governo do Acre gasta parte dos seus recursos públicos em confecção de calendários, que servem como mais um reforço das muitas propagandas inúteis daquele que prometeu austeridade em sua administração.

Em janeiro deste ano o gabinete do governador do Acre, Binho Marques, contratou, através da Companhia de Selva, a gráfica Estrela para a confecção de 15 mil calendários. O governo pagou a importância de R$ 280 mil, por um monte de papel que está estocado numa sala da secretaria de comunicação, responsável pela destinação da mídia aos órgãos públicos e amigos do poder.

O que é mais grave: todo o serviço foi feito sem licitação pública, sendo a empresa ganhadora escolhida pelos marqueteiros Gilberto Braga e Davi Sento Sé, que administram a verba de mídia do governo do estado e prefeitura de Rio Branco. Para este ano, segundo publicação do Diário Oficial do Estado, os ex-marqueteiros de Orleir Cameli vão administrar mais de R$ 15 milhões de recursos públicos, entre as contas do Estado e prefeitura de Rio Branco.

O valor desembolsado no pagamento dos calendários é suficiente para a compra de pelo menos três novos aparelhos de mamógrafos. Os mais modernos custam, em media, R$ 85 mil.

Até o presente momento a coordenadoria do patrimônio público do Ministério Público do Acre parece não ter visto o abuso e ainda, também, não se manifestou sobre o assunto. Mas o caso vai voltar ao debate na Aleac, onde o deputado Luiz Calixto pretende apresentar a obra prima de mais uma propaganda ilegal do Governo do Acre.

NO BRASIL, O ESTADO DO ACRE MEDE O "BEM-ESTAR SUSTENTÁVEL"

Em recente publicação na revista Le Monde, o jornalista Laurence Caramel, suscita que fazendo uma simples leitura das estatísticas, não parece ser bom viver no Estado do Acre, no Brasil, pequeno território da Amazônia. Ele mostra resultados fracos em matéria de desenvolvimento humano, levando em consideração o indicador da ONU, calculado desde 1990, e que avalia, além da riqueza material (PIB per capita), o acesso da população aos serviços de saúde e educação.

No entanto, os habitantes dessa região florestal não são mais desprivilegiados do que os excluídos das favelas do Rio de Janeiro ou de São Paulo. Pelo contrário. Mas o essencial de suas atividades foge da contabilidade nacional que, da megalópole à aldeia amazonense, utiliza os mesmos critérios para avaliar o bem-estar de uma sociedade. Matéria de Laurence Caramel, do Le Monde.

“Imagine que a floresta constitui o supermercado onde fazemos nossas compras essenciais, mas isso não aparece em nenhum lugar, pois há poucas trocas monetárias. Resumindo, é fácil concluir que nós somos subnutridos”, explica Carlos Duarte, secretário de Estado do Acre na floresta. É tão simplista acreditar que os cidadãos do Acre não têm cuidados médicos, uma vez que o acesso às infraestruturas modernas de saúde é menos fácil que nas grandes cidades; ou que têm situação precária de moradia, raramente dispondo de um “habitat adequado” que, segundo as estatísticas nacionais, deve ser construído em pedra ou em tijolo, comportar dois cômodos e ser cercado de uma calçada pavimentada. Na verdade, os cuidados são muitas vezes garantidos por uma medicina tradicional que extrai seus remédios das plantas, e os caboclos vivem em casas de madeira construídas sobre palafitas, mais bem adaptadas ao clima do que cubos de concreto.

No início do século 20, graças ao boom da borracha, o Acre era uma região rica, a ponto de fornecer quase um terço do PIB brasileiro. A concorrência asiática pôs um fim a essa epopeia há muito tempo. No entanto, as lideranças da região continuam a pensar que sua floresta merece ser preservada e que ela traz mais benefícios quando está “em pé” do que quando entregue à exploração industrial, ou transformada em pasto ou campos de soja.

Essa ideia, hoje defendida pelo governador Binho Marques, do Partido dos Trabalhadores, retoma o velho combate dos seringueiros. Faltava uma demonstração. O Acre se voltou, então, para os economistas, para que eles elaborassem um novo indicador de riqueza: o indicador de “bem-estar sustentável”.

“Nós elaboramos um indicador de desenvolvimento humano, integrando a ele uma dimensão ambiental”, explica o coordenador do projeto André Abreu, da fundação France Libertés. Foram levadas em conta a qualidade dos solos, reservas de água, preservação da biodiversidade, emissões de CO2 etc., ao lado de critérios mais tradicionais: renda, saúde, educação, moradia. Esse trabalho, realizado pelo economista Jean Gadrey e uma equipe de pesquisadores da universidade de Lille, acaba de ser concluído. Resta fazer com que ele seja validado pela população: “Vamos consultar diferentes grupos sociais para ter certeza de que nosso indicador reflete sua concepção de bem-estar”, diz Abreu.

Paralelamente, o governo procurou valorizar mais a produção ligada à floresta para melhorar a renda da população. “Há alguns anos um hectare valia US$20, quando a mesma superfície plantada com soja poderia render US$ 600. A esse preço, era muito difícil lutar contra o desmatamento”, constata Duarte.

“Hoje, graças aos setores comerciais consolidados em torno do látex, das frutas, das plantas e essências para cosméticos ou farmacologia, um hectare pode render ao pequeno produtor, que vive do extrativismo, quase US$ 300 por ano. E essa renda é perene, pois a exploração respeita a renovação dos recursos”, garante o ex-engenheiro florestal.

Em uma Amazônia cada vez mais corroída pelo avanço das grandes explorações agrícolas, a floresta deve sua sobrevivência à população que a habita. “Abrir nossa região ao agronegócio resultaria em graves conflitos sociais”, reconhece Duarte. Os fracassos de outras regiões brasileiras acabaram convencendo que seria preciso persistir nesse caminho. O Estado da Bahia se lançou às plantações de eucaliptos para alimentar a indústria da polpa de celulose. Quinze anos mais tarde, os solos estão arruinados, os lençóis freáticos, esgotados, e a maior parte das empresas se foi. A ilusão da riqueza teve curta duração. As autoridades aprenderam a lição. Agora elas refletem sobre outra medida de riqueza.

MAPEAMENTO DA AMAZÔNIA: INVESTIMENTO CORRETO

Matéria publicada pela A Tribuna (27/02/2009) informa que o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) está repassando R$ 5,9 milhões à Aeronáutica, Exército, Marinha e ao Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para a execução do projeto 'Cartografia da Amazônia'. Segundo a nota, o valor total do projeto é de R$ 350 milhões, dos quais R$ 68,5 milhões já foram liberados.

O projeto 'Cartografia da Amazônia' permitirá ao país conhecer os 1,8 milhão de quilômetros quadrados da Amazônia que não possuem informações cartográficas terrestre, náutica e geológica. Isso representa cerca de 34%, ou pouco mais de 1/3 da área total da região da região amazônica brasileira, que possui 5,2 milhões de quilômetros quadrados. Finalmente o país está tomando alguma atitude para 'tomar as rédeas' dessa imensa área!

Todos sabem que se alguém não conhecer o que possui, não saberá valorizar o seu bem, muito menos ter idéia razoável e prática sobre o que fazer com ele. A destruição de milhares de hectares de florestas virgens na região, das quais pouco se sabe em termos de potencial alimentício, medicinal e de outros, se dá de forma relativamente fácil pelo desconhecimento que temos do potencial e do valor econômico da floresta em pe.

Na conjuntura atual e futura, a floresta Amazônica só será salva se a sociedade brasileira - por meio de seus pesquisadores - conseguir mostrar aos seus algozes - agricultores, madeireiros, garimpeiros - o valor que a mesma tem. De outra forma, vamos continuar a brincar de gato e rato: alguém derruba a floresta, as autoridades multam, não cobram e fica por isso mesmo. É um ciclo vicioso que parece não ter fim.

O mapeamento desta grande área ainda desconhecida da Amazônia é um trunfo em favor da preservação da floresta. O aumento no investimento em pesquisas para conhecer a região - de parte do governo e da iniciativa privada - é outro passo fundamental.

Sem isso, nunca poderemos ter a autoridade de bater no peito e dizer que a Amazônia "é nossa!"

ATLAS LINGUÍSTICO DO ACRE E O FALAR ACREANO

Pesquisa linguística constata: homens acreanos apresentam maior número de alterações fonológicas em relação às mulheres. Dentre as alterações verificadas durante a pesquisa destacam-se: igarapé-garapé, árvore-árve, unha-zunha, três-trêis, melhorar-amelhorar e degrau-dregau


Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano


Integrantes do Departamento de Letras da UFAC estão construindo um Atlas Lingüístico do Acre que envolve a transcrição da fala de seringueiros acreanos e a observação, durante a transcrição, de aspectos como a pronúncia, a variação lexical e fonética, a escolha vocabular, os mecanismos articulatórios, assim como algumas alterações fonéticas como os metaplasmos e outros fenômenos fonéticos como a despalatalização, o consonantismo, o rotacismo, a realização das africadas e das palatais, entre outros.

O Atlas acreano é uma contribuição aos estudos dialectológicos e geolingüísticos do Brasil e apresenta a descrição fonética da língua portuguesa falada, particularmente, no Estado do Acre.

Uma amostra da riqueza do falar acreano foi levantada pela estudante Jacqueline Goes da Silva e pela professora Márcia Verônica Ramos de Macedo Sousa, do Departamento de Letras da UFAC, no acervo do Centro de Estudos Dialectológicos do Acre - CEDAC.

Elas usaram inquéritos feitos no Vale do Acre, nas zonas de pesquisa de Rio Branco, Plácido de Castro e Xapuri e o questionário específico transcrito contém 1.235 questões que abordam os campos semânticos natureza, homem e atividade. Os informantes, em número de doze, eram formados por dois homens e duas mulheres em cada localidade, na faixa-etária de 36 a 80 anos.

Entre os fenômenos fonéticos detectados, citam-se: despalatalização, o consonantismo, o rotacismo, a realização das africadas e das palatais, entre outros. Com base nos dados, pôde-se observar, também, que os falantes do sexo masculino apresentam um número maior de alterações fonológicas com 75% dos casos em relação aos informantes do sexo feminino como 50% dos fenômenos.

Detectaram-se ainda alguns fenômenos de Metaplasmos: 1. Supressão com presença de 80%dos casos como: iguarapé > garapé; mosquiteiro > mosquitêro, árvore > árve; trabalhando > trabaiano. 2. Adição com 60% dos fenômenos como em: unha > zunha, três > trêis; gavião >gaivião melhorar > amelhorar. 3. Troca com 30% das ocorrências: turvo > truvu; degrau > dregau; dormir > drumi.

Os responsáveis pelo estudo concluíram que as alterações fonéticas na fala do seringueiro acreano representam não somente a realidade lingüística de um ser isolado nos seringais amazônicos, mas que está presente na fala de muitos brasileiros, sobretudo naqueles que têm um menor grau de escolaridade. A descrição das variações no interior da língua contribuirá para estudos das variantes da fala acreana, bem como com a língua brasileira.

Ilustração: Agência de Notícias do Acre

O Militarismo Vive!!!!


Recebi na minha caixa postal do Dihitt a carta que abaixo transcrevo, apesar de considerá-la meio subversiva e de cunho politicamente militarizado encontrei algumas verdades na Carta do Major Frederico Ramos,

MAJOR DO EXERCITO BRASILEIRO - ESSE CHUTOU O BALDE!!!

Há tempos que me controlo em me expressar e dizer o que realmente sinto. Basta! Ou escrevo ou tenho um câncer. Estamos vivendo num país onde os ricos são amigos dos poderosos e nunca são lesados ou punidos. os poderosos são ricos e entram na regra anterior.

Fazem e acontecem e nada acontece!!! Por outro lado os pobres e miseráveis, na maioria ignorantes, a verdade seja dita, já estão comprados pelo governo(pt) com suas bolsas, auxílios, esmolas, etc. a classe média só se fode. Banca os impostos dos ricos e as esmolas dos pobres.

Eu sou descontado em folha de r$ 17.000,00 por ano só de imposto de renda, fora iptu, ipva, tac, iof, ipqp..... Alguém paga isto de livre e espontânea vontade ao leão? Leio os jornais e ouço os noticiários e é só desgraça, corrupção, falcatrua e não acontece nada!!!!!]

Será que a coisa tá ruim mesmo ou eu que sou muito pessimista? Os políticos inclui-se aí o presidente, 99% do Senado, 99,9% do Congresso, estão cagando pra hora do Brasil, querem é se dar bem fazer caixa e eternizar a curriola, revelando e apadrinhando mais fdp para estuprar a pátria amada, embarrigá-la e abandonar o filho feio. E a violência? Todos sabem que esta vem, em grande parte, motivada pelo tráfico de drogas. Se abafarem as entradas da droga ela não chega aos grandes centros e a criminalidade é asfixiada. Por quê não fazem isso?

Porque grande parte dos políticos tem seus tentáculos depositados sobre o tráfico ou vice-versa. Aí um tenente, formado pelo melhor estabelecimento universitário do país, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) na qual tive orgulho em me formar em 1989, é colocado numa favela, devido a conchavos políticos, com a participação do Exército Brasileiro (meu Deus!), é submetido a horas de patrulha no morro da providência, tendo que liderar seu pelotão e controlar seus homens. Este tenente deve ter engolido a seco várias e várias provocações de muitos marginais e subprodutos do crime, até que, como todo ser humano, aloprou e fez o que fez.

A forma foi certa? Não, claro que não, mas aqueles garotos (se é que se pode chamar assim) mas cedo ou mais tarde iriam morrer, seguindo as estatísticas das vítimas do tráfico, e não deviam ser boa coisa não para provocar o exército. Eu estive lá na Providência, em março, com o 25º Batalhão de infantaria pára-quedista (25º BIPQDT) e vi a situação a que eram submetidos meus soldados. É muito fácil para qualquer um, de longe, cheiroso e sob um ar condicionado crucificar tal oficial, mas guerra é guerra.

Sou carioca de Bonsucesso mas reconheço que o Rio está numa guerra e estão colocando tropas no olho do furacão. Lembro, o tenente é um acadêmico, outros universitários só vão à favela para participar de ong sem vergonha e fumar maconha.. O tenente estava trabalhando.

Se eu solto meu filho de 10 anos numa loja de louças chinesas e ele quebra um vaso caro a culpa é só dele? Foi deprimente ver na televisão aquela visita do ministro da defesa à família de uma das 'vítimas', mais deprimente foi ver a cara de algumas 'autoridades' que o acompanhavam, cordeirinhos! Enquanto isso cadê o General Heleno que só falou a verdade? Vários medicamentos baseados em substâncias que só encontramos na amazônia são de patentes estrangeiras. O açaí é de patente japonesa!!!!!!!!!!!!!!!!


Gringos compram pedaços daquela terra a preço de banana. Tem é político graúdo roubando feio e levando vantagens, mais uma vez, cagando pra hora do Brasil. Como sou militar, de tropa, sem sangue azul, sem me preocupar em me dar bem com missões 'boca boa', sem ser carreirista, sempre sincero com superiores e leal com subordinados, já sei como agir, nossa profissão é meio de vida e não meio de morte, cada vez mais serei corporativista, aos militares tudo, o resto que se f.....

Como subcomandante exijo que o batalhão cumpra horários, mas o libero na hora certa. Estamos acostumados a cumprir a missão a qualquer custo sem meios, sem dinheiro, etc... Desde que entrei no exército ouço que somos pobres, até quando? Faltam pouco mais de seis anos para que eu vá para a reserva e nada mudou. Vai mudar? Não creio. Num país onde bilhões são desviados para bolsos de safados e ilhas fiscais, temos que engolir que não há dinheiro para as forças armadas. E tem gente que engole ou finge que engole para não se
queimar.

Meu compromisso é com minha família e com meus amigos, que me respeitam, com eles não posso me queimar, com o resto? Não estou preocupado. Me dói ver safados chamar o período de 1964 a 1985 de ditadura, vê-los receber indenizações como vítimas dele, vê-los nos achincalhar, pisar, submeter e humilhar, vê-los no poder nos olhando com soberba. Me enfarta
vê-los serem agraciados com medalhas do pacificador. Eu, que tenho quase 20 anos só na tropa, destes, 10 anos na brigada pára-quedista, nunca fui punido, sempre fui leal ao exército, não tenho. O José Genoíno, neste universo, é melhor do que eu.

Sabem o que me dói também é ver oficiais da nossa força, que vestem a pele de amantes da instituição, mas na verdade estão preocupados apenas com seu umbigos, em não se queimar. A razão de ser do exército é a tropa, na hora do pau é esta que vai dar a cara para bater, mas tem oficial que diz que medalha de corpo de tropa é para sargento, que quem é de tropa é burro e fica aí piruando ser instrutor da AMAN, ESAO e ECEME para ganhar pontinhos e pegar 'bocadas', chegam a coronel e general sem ter nem 10 anos de tropa, brincadeira! Depois vão pra Brasília e viram 'ideúdos'.

Estou começando a achar que sou otário. Vou ficando por aqui, agradeço a atenção. Não vou mais engolir sapo, homens têm que ter coragem. Homem não tem medo de homem. Boca é pra falar. Tenho um filho e não quero que ele veja em mim um covarde. Nunca me vendi e nunca me venderei por conveniência, sigo meus princípios. Olho nos olhos das pessoas com que falo.. Minha única fortuna é o meu caráter. Minha vida é minha família. Desta vida só levamos a família e os amigos. De toda a vida, apenas aqueles que estiverem ao redor de seu túmulo no dia do seu funeral é que valeram a pena, o resto foi o resto!

BRASIL, ACIMA DE TUDO!!!
MAJOR FREDERICO RAMOS PEREIRA
PQDT NR 56.288



'Comece fazendo o que é necessário,
Depois o que é possível,
E de repente você estará fazendo o impossível'
"São Francisco de Assis"

UMA SOLUÇÃO BARATA PARA O MUNDO SAIR DA CRISE

Dá para desconfiar, numa rápida observação da atualidade, que ninguém aplica direito os ensinamentos de certa legião de mestres e instrutores de autoajuda que pululam por este mundo de Deus.

Bilhões de exemplares de milhares de títulos de livros da filosofia do “você pode!” foram vendidos no planeta; milhões de pessoas fizeram e fa-zem treinamentos em incontáveis cursos dessa mesma matéria. Desde que o pioneiro Napoleon Hill publicou seu legendário livro “A Lei do Triunfo”, na década de 1930 e atrás dele veio Dalle Carnegie com seu “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, a coisa não parou mais.

Nas capas e orelhas desses livros, nos folhetos de propaganda dos cursos de autoajuda, neurolinguística, pensamento positivo, poder da mente e quejandos, lê-se que milhares de executivos e funcionários dos maiores nomes do mundo dos negócios compraram as publicações ou gastaram tempo e dinheiro nos treinamentos, com resultados animadores.

Curioso é que o país que inventou as leis do triunfo e espalhou-a para todos os pontos da Terra, foi que desencadeou a atual e muito feia crise fi-nanceira. Várias das empresas citadas como clientes modelos que adotam essa milagrosa filosofia comportamental vivem hoje de chapéu na mão a pedir bilhões de dólares em dinheiro público para socorrê-las. Sairia muito mais barato comprar esses livros e distribui-los novamente para cada um dos principais dirigentes das empresas em dificuldades para que desta vez lessem, de fato, entendessem o que está escrito e botasse tudo em prática.

Vale também contratar o batalhão de instrutores da matéria e exigir deles que ensinem direito como é que se consegue o automilagre, inclusive o pulo do gato, a sagacidade da raposa, a malícia da cobra e o desempenho de toda a fauna de bichos exemplares. Afinal, eles ganham pra isso.

Questão de honra; é o nome deles que está em jogo! Se não podem pensar que essa crise é uma balela e a autoajuda não passa de uma panacéia que ajuda coisa nenhuma.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Charge do Dia!!!

Terminou o carnaval é hora de voltar as velhas queixas, problemas na economia e tudo mais, e hora também de todo mundo se preocupar com o emprego porque segundo pesquisas aumentou o indice em mais de 2% todo mundo é que se cuide....

É Quarta feira de cinzas!!!

Ufa!!! Resisti às quatro noites carnavalescas, aproveitei ao máximo tanto na diversão quanto nas observações costumeiras que me é peculiar. Durante o carnaval tudo pode acontecer, e aconteceu!!! Limites foram ultrapassados, paciência alheia fora colocada em prova, amizades não resistiram, outras que praticamente seriam impossíveis de reatar voltaram à velha forma, excessos de falsidade foram evidentes enfim, eta periodozinho frutífero!!!!

Entre tantas situações inusitadas e maiores as que gostei, principalmente por estar sempre ladeado de amigos existiram algumas que detestei e como sou do contra mesmo falo e não peço segredo:

Banda Rio!!!
Pelo amor de Deus, Banda Rio, never... nunca mais.... Bye bye... alguém da Fundação Municipal de Cultura tem que dizer aos componentes da Banda que eles não estão com essa bola toda, não. Não são fisicamente uns Deuses Gregos para se acharem o último biscoito do pacote... Não possuem reconhecimento de público para ficarem dando pití em palco chamando segurança... e como enrolam... eu não estava no carnaval para ouvir baboseira de músico não, a cada música cantada aquela lorota para a platéia, como se os ouvidos do público fossem penico, e o pior que me traumatizaram porque se eu ouvir mais uma vez a música “vá buscar Dalila” eu me suicido, nesta ultima noite o grupo teve a displicência de tocar a musica contadinhas 5 vezes, ninguém merece!!! Depois o limite da paciência foi nos intervalos de troca de banda a equipe de som tocar “dance”, meus caros era carnaval boate é outro momento. Se pelo menos fosse algo atual, mas convenhamos as musiquinhas eram da época em que eu freqüentava a boate São Sebastião do saudoso Nogueira, lá em meados de 90 onde o sucesso da época era New Kids on the Block.

Capeta!!!
Sem fui contra e continuarei questionando a venda do coquetel de bebidas denominado “capeta”. Está quimicamente comprovado que a mistura de várias bebidas mais o açúcar e outras coisitas, provoca reações no organismo humano que até Deus não consegue compreender, já que quando os apreciadores do drink não vão parar no Hospital maluquetes, apresentam descontrole emocional tendendo à agressividade física, oque se comprova com as freqüentes “brigas” ocorridas durante os quatro dias de festa e muito intensamente no ultimo dia – ainda bem que a ação eficaz dos seguranças contratados e da policia militar impediram que problemas maiores ocorressem – e podem verificar com os detidos ou ainda os envolvidos nestas situações que na sua maioria maciçamente ou estavam consumindo o coquetel ou já estavam “loucos” por terem engerido-o. Dica para o Poder Público... na Capital e em outros municípios maiores já há lei municipal que ou proibe a comercialização do “capeta”, ou disciplina a sua composição.

Tradicional!!!
Não me chamem de pinguço, mas o dirnk que me referi anteriormente geralmente na sua elaboração é composto por: uma parte de cachaça, uma parte de vodka, a gosto outras bebidas, leite condensado e muito açúcar. Imaginem a dor de cabeça no dia posterior, faz juz o nome da bebida por que é coisa do capeta mesmo, nem no inferno te algo que o povo goste tanto mas que sabe que no final se f...

Spray Espuma!!!
Ô coisinha chata e que incomoda aquela porra de “espuma boliviana” em spray que os marmanjões e os porras loucas insistem em ficar jogando para o ar no meio dos brincantes, “lambrecando” todo mundo, que misturando com o suor, mais a bebida que também alguns imbecis que esquecem de que devem ser bebidas e não jogadas ao ar como se fossem chuva insistem em dar banho nas pessoas, vira um vudú que ninguém merece. O pior não é ficarmos cheio de espuma branca, já que com o passar dos minutos ela acaba sumindo, o ruim é aquela “m.....” ficar caindo dentro dos nossos copos de bebida...

Estátua de Carnaval!!!
Galera carnaval é carnaval!!! Carnaval é para dançar, pular se divertir, para se observar carnaval estaticamente deve-se manter afastado do local dos brincantes, ao longe, afastado... digo isso porque agente se depara com umas figuras intrigantes, que permanecem estáticos nomeio da multidão, sem beber, sequer dão um mexidinha na cintura e espera que ninguém os toque, e olha que quando alguém acidentalmente esbarra nessas antas festivas, o barraco ta armado, Deus me livre se em uma desses esbarrões você derramar alguma bebida aí é cara feia de um lado, caras e bocas de outro... Diga às estátuas de carnaval: vocês estão no lugar errado, na hora errada e com comportamento errado, se querem paz, tranqüilidade vão para casa dormir ou ainda para um retiro espiritual se querem assistir carnaval sem se exporem aos pisões e a todos os revezes, fiquem confortavelmente nos seus sofás assistindo pela Globo os desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo, ou ainda na Rede TV se glamurando com a cobertura do Baile Gay.

Fora esses pontos acima declinados tudo foi perfeito, principalmente o retorno do Grupo Frutos da Terra em nova composição que deram um show nesses quatro dias. É a turma de Xapuri mostrando o seu valor, agora é torcer para que a atual Administração valorize e invista na nova turma,que seja bem diferente da Administração anterior que nos seus quatro anos de mandado não contratou ninguém de xapuri para os eventos realizados.

Por falar de Frutos da Terra, ponto para o músico Heitor Marcel que compôs uma homenagem à Xapuri que levantou a galera, composição essa de muito bom gosto, resta-me agora correr atrás da letra ou parte dela para apresentar em primeira mão nesse espaço.

Bem mas hoje é quarta feira de cinzas, dia de se restabelecer dos porres de preparar-se para o dia de amanhã onde todos voltam de fato ao trabalho. Hoje é dia para os católicos irem à Missa das Cinzas receberem a substancia à fronte ou alto da cabeça no simbologismo de perdão dos exageros da festa, aos queridos pentecostais – evangélicos” – de se reconciliarem pela “fraqueza” do período e tudo volta ao normal, todo mundo esquece do que aprontou ou do que deixou de fazer e ficam anseiosos pelo próximo ano, ou melhor ainda por julho no Carnaval fora de época em Brasiléia e em setembro para o CarnaXapuri.

Mas sem Banda Rio ou música “vá buscar Dalila”!!!!!

Recordar é Viver!!!

Nesta Terça (ontem) última noite de carnaval derrepente me deparei a pensar nos carnavais da minha vida, principalmente no primeiro carnaval que ninguém nunca esquece, não os Bailes infantis, mas quando se permitem a um adolescente a freqüentar o baile adulto. Hoje vemos adolescentes de 12-15-17 anos às 3:00h da manhã pulando carnaval, me causa inveja, já que na minha adolescência esse era o maior desejo não somente meu mas de todos meus amigos da época, mas pular como se os pais não permitiam e se fugíssemos não teríamos como entrar no antigo “ponto chique” e se ficássemos na rua os Comissários de Menor – Versão antiga dos conselheiros tutelares – agiam de forma rigorosa e nos convidava a dormir no quartel e só poderíamos sair da “cana” se os nossos pais no outro dia fossem nos buscar – peia na certa em casa - Bons tempos , boas lembranças... ou não!!!

Lembrei do meu primeiro carnaval, com 17 anos ganhei um ingresso de uma mesa para o carnaval e depois não parei mais. Até o ano de 1996 os carnavais de xapuri só aconteciam nos clubes fechados e o mais disputado era o organizado pelo amigo “Caboclo” no Ponto Chique, hoje clube Assemux, os interessados deveriam comprar suas mesas e os poucos ingressos individuais não davam para quem queria, somente a partir de 2006 é que os carnavais ganharam às ruas de Xapuri. Quando adentrei ao clube achei o máximo, umas 500 pessoas todo mundo dançando – dançando não – o costume era todo mundo ficar a noite toda circulando pelo salão. Axé nem pensar era marchinha de carnaval, tradicionalmente os músicos eram da Banda de Música Municipal e o auge era o Grupo HWELLEN... Bateu saudades!!!

Em 97 o carnaval se democratizou, na época por iniciativa da Administração do ex-prefeito Júlio Barbosa e devido a uma briga política entre a administração petista e o Sr. Caboclo “Peemedebista Roxo” os bailes foram esquecidos e nasciam deste então os carnavais populares de rua, ninguém mais quis pagar para pular carnaval,podiam fazer isso de graça no meio da rua, porém o bom dessa quizila é que fora possível a todos brincar o carnaval independentemente do poder aquisitivo, porém gradativamente o glamour carnavalesco foi se esfalecendo. Os tradicionais “ranchos” passaram a ser meras aglomerações de avacalhados e bêbados, poucas seriam as pessoas que tradicionalmente participavam a continuar a tradição, a alegria contagiante do período fora pouco a pouco se transformando em alegria alcoólica, transforma-se nesse período a festa carnavalesca em Xapuri tedencionalmente como ocorrera em outros centros urbanos de uma festa de família para uma festa da juventude e aí o negócio pegou fogo novamente, surgem os primeiros blocos da “galera”: O bicho comeu, É o Bich o, Cala a Boca e me beija, Os primos, Os virgens, Os Pés de Panos, Os Procurados e tantos outros que antecederam os mais tradicionais dos últimos três anos: Yaposi, Turma da Pitu, Virgens, As Beijokeiras, K entre Nós e os Caçulinhas: Natex e Leva Eu que fazem a alegria dos brincantes.

Acabei por me lembrar dos personagens que acabam fazendo a história do carnaval em Xapuri, pessoas que acabaram se transformando no símbolo da festa e que os mais jovens que eu e mais sem interesse na construção histórica desse pedacinho de Brasil, ou não se preocupam em aprender ou fazem esforço para esquecer, mas entre tantos personagens reais que povoam essa história, temos guardar um espaço especial para o saudoso Hélio Rodrigues, figura carismática responsável pelo estímulo e organização dos primeiros bailes de Xapuri que vivenciava o período carnavalesco segundo o relato de quem o conhecia mais profundamente. Lembro-me do Sr. Helio no Rancho do Carnaval Fora de Época de 2006 que debilitado de sua saúde física, assistira da sacada de sua casa ao desfile passar, o que não daria por adivinhar o que pensava momento dos saudosos carnavais de Xapuri. Outra figura saudosa do amigo João Simão (Sabiá), que nos deixou no ano passado, que além de sua inegável contribuição ao esporte xapuriense, animava os carnavais com grande alegria, responsável pela criação da primeira escola de samba de Xapuri, os Unidos do Limoeiro, onde por dois anos os desfiles de rua tiveram um novo sentido. Há uma lacuna nesses personagens que é a do nosso eterno Rei Momo, o saudoso João Goiano que na foto ao lado aparece com a rainha do ano Itaira Menezes. Seu João era o típico vovô animado durante o carnaval, sua energia era inesgotável e por durante um bom tempo sustentou o seu reinado. Mas essa história não é somente de pessoas que já se foram as figuras que até hoje ainda fazem parte do nosso imaginário e que ainda estão presentes firmes e fortes, como é o caso da nossa querida Dona Albertina, que ainda freqüenta os carnavais de hoje e diga-se de passagem sempre fantasiadas com suas roupas multicolores e muito bam maquiada e pelo jeito a tradição na familia deverá cntinuar já que a sua neta Maiele esse ano foi eleita a rainha do carnaval é como se diz filha de peixe peixinha é, e nesse caso neta de peixe peixinha com cnerteza, outra figura é a dona Célia Salim, quanta energia e alegria que dá inveja em pessoas com quatro vezes a menos a idade. Dona Célia apesar da idade ainda marca presença nos eventos e com uma alegria invejável ainda não deixa a peteca cair...

É vou parar por aqui senão podem dizer que estou nostálgico demasiado, ou ainda que estou ficando velhinho, mas torço que possamos nós estarmos futuramente nessa lista desses personagens e dos muito que nao citei nesse espaço...

Mas é carnaval e carnaval também é história!!!

Clipping!!! (Noticias da região)

Vale a pena ler de novo: Ex-assessor acusa Orleir"O Norte não tem lei. Os poderosos decidem quem vive e quem morre" - Guilherme Duque Estrada - 6 de agosto de 1997.

O carioca Guilherme Duque Estrada não vê sua filha de quatro anos, nascida no Acre, desde o primeiro aniversário dela, em 1994. Ele deixou o Estado naquele ano, depois de assessorar Orleir Cameli na prefeitura de Cruzeiro do Sul e na campanha para o governo do Acre.

"Parti porque descobri muita coisa sobre a morte do ex-governador Edmundo Pinto", afirma. O antecessor de Cameli foi morto em um hotel de São Paulo, em 1992, quando se preparava para depor sobre a obra do Canal da Maternidade - para a qual o ex-ministro Rogério Magri confessou ter pedido propina para liberar verbas. Estabelecer relações entre assassinatos, política e obras superfaturadas na região é o objetivo do livro que Guilherme lança em novembro.

O ex-assessor acusa o governador do Amazonas, Amazonino Mendes, de comandar o "Cartel de Manaus", que organizaria negócios com dinheiro público na região. A Cameli caberão "indícios fortes" de envolvimento com o narcotráfico. Ele esteve em São Paulo para assinar contrato com a editora Boitempo e concedeu a seguinte entrevista a ISTOÉ:

ISTOÉ - Do que vai tratar seu livro?
Guilherme Duque Estrada - Do que se chama na região Norte de Cartel de Manaus. Os fatos começam em 1989, quando o atual governador do Amazonas, Amazonino Mendes, ocupando o cargo pela primeira vez, convoca uma reunião para organizar campanhas nas eleições do ano seguinte, quando ele seria eleito senador. Entre os presentes estava o atual governador do Acre, Orleir Cameli, de quem Amazonino foi advogado e sócio. Ficou acertado que Amazonino bancaria as campanhas de dois candidatos a governador do PFL, presentes à reunião: no Acre, Rubens Branquinho, em Rondônia, Osvaldo Piana. Em troca, indicaria as empresas que fariam obras nos dois Estados. No Acre, a Marmud Cameli, e em Rondônia, a Contrec. No Acre, Branquinho perdeu a eleição para Edmundo Pinto, do então PDS (hoje PPB). Em Rondônia, o Piana não estava no segundo turno. Só que um dos finalistas, o senador Olavo Pires, é assassinado e quem assume sua vaga é Piana, que vence.

ISTOÉ - Quem matou Olavo Pires?
Guilherme -
O senador ia denunciar obras superfaturadas no DER. A Polícia Federal tem indícios contra pessoas como o empreiteiro Lázaro Barbosa, da Contrec e o próprio Osvaldo Piana. Todos eles teriam interesse na morte do Olavo Pires. Não há ainda nenhuma conclusão oficial, como não há no caso dos assassinatos do Edmundo Pinto e do Vandervan, da Cohab do Acre.

ISTOÉ - Era o Canal da Maternidade?
Guilherme -
Edmundo Pinto morreu em 17 de maio de 1992. Ele ia prestar, dois dias depois, depoimento à CPI do Magri. Ele pretendia contar quanto custava para chegar recursos ao Estado do Acre. Outra vítima foi o Vandervan de Souza, presidente da Cohab na gestão Edmundo Pinto. Quando a PF concluiu seu relatório sobre o caso do canal, indiciou 14 pessoas, entre elas Carlos Airton Magalhães, presidente da Sanacre e sobrinho do vice-governador que assumiu no lugar do Edmundo Pinto, Romildo Magalhães. Dias antes de depor na PF, Vandervan foi assassinado na porta de casa. Foi o mesmo grupo que passou a me perseguir, no final de 1994, quando deixei o Acre, sem romper com o Cameli. Eu havia descoberto coisas e era a bola da vez. Sofri o primeiro atentado, um tiro no rosto. Parei de poupar o Cameli em 1995, após conversar num hotel de Manaus com o irmão dele, o Eládio. Já no aeroporto, soube que tinham mandado o Leó, o matador do Cameli, me apagar.

ISTOÉ - Como age hoje o cartel?
Guilherme -
Quem comanda tudo é o Amazonico. Hoje a Marmud Cameli está fazendo obras da BR-174 e constrói portos no Amazonas. Em contrapartida, empresas como a Kapa, a Enpa e a Enconcel fazem obras das estradas BR-317 e BR-364, no Acre. A Enconcel é aquela que o suposto dono, o Fernando Bonfim, diz que ela pertence ao Amazonino e até apresentou fitas com o filho do governador admitindo isso. Já o Otávio Raman, dono da Kapa, aluga para o Amazonino a mansão onde ele mora, por R$ 7 mil mensais, quando se sabe que o salário de governador é de R$ 6 mil. A Enpa é a Contrec, do Lázaro Barbosa.

ISTOÉ - Cameli é ligado ao tráfico?
Guilherme -
Há muitos indícios. Em 7 de agosto de 1995 foi apreendido no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, um boieng com contrabando, com o nome da construtora Marmud Cameli e comandado pelo piloto Mauro Olivier de Castro, que havia sido preso em 1990 no apartamento do Antônio Mota Graça, vulgo Curica, membro do Cartel de Cali. Em 1993, o Cameli mandou buscar no aeroporto de Rio Branco, vindo de São Paulo, Jamil Hassoul, comerciante de Foz de Iguaçu preso por envolvimento com o narcotráfico. Agora, dizer se o Cameli tomava parte cabe à Polícia Federal.

Detido após virar camionete dirigindo sem habilitação e alcoolizado Por volta das 13h00, Sandro Dias Jerônimo, foi detido por policiais militares da cidade de Brasiléia no Bairro José Moreira após capotar uma S10, placas MZN 7119. Segundo informações, o mesmo havia pêgo o carro emprestado para comprar gelo no Bairro.

Na volta, em um momento de descuido quando ia trocar um cd, caiu no barranco e o carro virou de rodas para cima. Sandro ainda não tem carteira, pois, estava a espera da habilitação para o próximo mês. Para piorar ainda mais sua situação, o teste do bafômetro deu muito acima do limite de 0,2 e acusou 0,92. Considerado embriagues, foi conduzido pelos policiais até o Quartel da PM na cidade.

Segundo informações, Sandro é reincidente em dirigir sem habilitação. Três semanas antes do Natal, o mesmo envolveu-se em um acidente com moto onde atropelou uma pessoa.O mesmo será encaminhado para a delegacia de Brasiléia para ser ouvido pelo delegado José Alves, titular da delegacia da cidade. Sandro responderá por infrações de; dirigir sem habilitação e embriagado.

Segundo dados da pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça, publicada recentemente, o Poder Judiciário acreano apresenta um dos maiores custos - por habitante - do país.

Segundo o CNJ, a manutenção do Poder Judiciário do Acre custa hoje, aproximadamente, R$ 112,13 por habitante. A média nacional é R$ 81,17 por habitante.No ítem relacionado às despesas totais da Justiça sobre o PIB estadual, só perdemos para Roraima. No que diz respeito à quantidade de juízes, aparecemos com média 7,72, um pouco acima da média nacional, que é de 5,86 juizes por 100 mil habitantes.

Já em relação à quantidade de pessoal auxiliar por 100 mil habitantes, ocupamos o segundo lugar, com 240,03 servidores por cada 100 mil habitantes. A média nacional é 103,68.Quando o assunto é Juizados Especiais, o Acre apresenta a maior taxa de litigiosidade do país. São 5.580 novos casos a cada 100 mil habitantes.

Por outro lado, o Tribunal de Justiça do acre, no que diz respeito à carga de trabalho no juízo de 2º grau, apresenta um dos menores índices.
A pesquisa mostra ainda que o Acre é o estado onde a população menos aciona o Tribunal de Justiça, via recurso, após sucumbirem no 1º grau.


Acreanos devolvem carros financiados ao descobrir que não podem pagar pelo bem
Os bancos brasileiros têm em conjunto um estoque de pelo menos 100 mil carros recuperados de clientes inadimplentes, o equivalente à metade das vendas mensais de veículos novos no país, para desovar no mercado de autos usados, revela reportagem de Toni Sciarretta na Folha. Em Rio Branco, segundo informações do despachante de veículos, Carlos Cesar Pontes, cerca de 74 veículos são devolvidos mensalmente pelas pessoas que o adquiriram mas que não podem pagar pelos financiamentos. Segundo o despachante, a facilidade na compra dos veículos acaba fazendo com as pessoas comprem compulsoriamente. ‘essas pessoas só descobrem que não podem pagar pelo bem adquirido três ou quatro meses depois, quando sentem o impacto das parcelas no orçamento mensal, conta ele.Explica Cesar Pontes que a devolução voluntária facilita uma negociação com os bancos financiadores dos bens. ‘Como os bancos não querem perder dinheiro acabam aceitando a proposta de devolução’. Mas isso não implica que o devedor seja ressarcido das prestações pagas. Elas servem como pagamento por uso do automóvel.

Chuva derruba cobertura de palco em Brasiléia
Uma forte chuva que caiu por volta das 12h00 da segunda-feira, dia 23, fez com que parte da cobertura do palco localizado no centro da cidade de Brasiléia, fosse ao chão. No momento, havia alguns técnicos fazendo ajustes no palco e por pouco, um não foi atingido. Caso não pulasse de uma altura de quase três metros, e possivelmente teria sofrido maiores danos.

A Polícia e bombeiros foram avisados do ocorrido. Momentos após a cobertura cair, a prefeita Leila Galvão passou no local e foi comunicar à sua equipe para tomar providências. Alguns equipamentos como iluminação e caixas de som e outros, aparentemente não sofreram maiores danos.