Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Carnaxapuri “chinfrim...chinfrim”


Que me perdoe os que até agora gostaram da edição 2011 do carnaxapuri, pois sinceramente a única palavra que inclusive é uma gíria de desdenho que me vem a mente para sinonimizar o evento é “Chinfrim”. A palavra na mais elevada aplicação de desdenha e na comunicação mais informal é utilizada para aferir um adjetivo sem precedentes a uma determinada situação, pessoa, objeto, comportamento sem importância, sem sentido, mal feito, mal organizado, ordinário, reles, insignificante entre outras coisas.

Pude conversar com alguns amigos e colegas que durante o sábado vieram de Brasiléia e de Rio Branco prestigiar o Carnaxapuri e estavam indignados com tamanha falta de respeito com os foliões, e o pior é que eles estavam com a razão.

Com exceção da prata da casa, a banda “Frutos da Terra” que sozinha levantou a pouca galera que participou da abertura e do encerramento da folia no domingo (ontem), que como sempre demonstrou nos evento que acompanho que nossos músicos locais, podem assim como muitos possam imaginar até não possuírem a “qualidade musical” dos “pseudo músicos” famosos, mas que dão um verdadeiro show de animação, empolgação. Particularmente a prata da casa tem capacidade/qualidade musical superior a qualquer “bandinha” que cobra vultuosos cachês e fazem um papelão como é o caso da “Guig Guetto”

No sábado, se esperava ser a grande noite da festa não passou de um tamanho fiasco, apesar dos foliões terem comparecido ao evento, a equipe responsável pela festa não colaborou, e a boca pequena podia se ouvir críticas inclusive de um  Vereador da base de sustentação da Administração na Câmara Municipal que visivelmente indignado cobrava em bom e alto som explicações da equipe organizadora, além de tudo isso a técnica, a qualidade de som e o comportamento dos músicos da banda Guig Guetto transformou boa parte da noite em um marasmo de folia, como diria os mais acreanos “mas fraca do que caldo de piaba”, chegando inclusive após mais de 40 minutos sem som algum, o público começar a vaiar a banda “Guig Guetto”, que demonstrou em palco tudo o que uma banda musical não pode ser.

Após mais de 40 minutos de espera pela banda “principal” sem som no evento o público ainda foi obrigado a suportar quase meia hora ou mais as “beldades baianas” afinarem seus instrumentos diante de uma turma ávida por diversão. Quando se imaginou que os problemas estavam encerrados, foi a vez da equipe de som dar o seu “showzinho” à parte, dando a nítida impressão que ou estavam com má vontade de colaborar com a festa ou o equipamento trazido era da pior qualidade possível e no mínimo cheio das famosas “gambiarras” porque foram incontáveis as vezes que o equipamento falhou, deixando os músicos no palco com “cara de taxo” tacho e o público com “cara de Amélia” e bota Amélia nisso.

Para fechar a noite restou a equipe organizadora culpar os “brincantes” pela violência de alguns o encerramento do evento às três horas... tenham dó, tinha que encerrar mesmo, por que convenhamos insistir em uma festa que na noite iniciou com todos os erros imperdoáveis para um evento do gênero e que chegou as três da manhã tocando sertanejo e musica lenta tinha que ser encerrado mesmo.

Sou totalmente contra violência física não somente em eventos públicos como no sentido mais amplo do termo, e considero que os “alteradinhos da festa” devem ser punidos de acordo com o entendimento jurídico para a situação, agora convenhamos que o ato de jogar cerveja no vocal da banda da noite isso foi fenomenal, vou além, acredito que só jogaram cerveja porque no momento não tinham em mãos ovo estragado e tomate podre, e esperavam o que em uma festa em que a grande presença é masculina um banda subir ao palco somente com “machos”, que sirva de lição para os sem-noção.

Quero inclusive repudiar a violência gratuita sofrida pelo amigo Anderson Mattos, por jovens de Xapuri e de Brasiléia, onde pude comprovar na manhã de ontem (domingo) em rápida visita ao Hospital Epaminondas Jácome, onde o mesmo se encontrava aguardando transferência para Rio Branco com fin de drenagem de um coáculo no crânio, que estava inclusive impedindo as funções da fala. Nesse caso espera-se que as arutoridades Xapurienses punam exemplarmente os responsáveis.

Voltando à questão do fiasco carnavalesco, chegou um momento em que no sábado em rápida passagem para ir ao banheiro pude constatar a consternação do Prefeito que considero como uma pessoa de muito bom senso conversando com a equipe técnica do evento e pude verificar o quanto estava consternado para não dizer envergonhado com a situação, o que pode ser constatado visivelmente no momento que em pouquíssimas palavras saudou os brincantes da noite. O que espero realmente é que tal situação se de fato não tiver avaliado de forma equivocada, seja o reflexo decisivo no momento de quitação do contrato de prestação de serviços dessa trupe, para procura mecanismos jurídicos para pagar proporcionalmente ao grau de qualidade dos serviços prestados no evento.

Não me agrada nem um pouco falar que um evento no meu município foi um fiasco, de mesmo “fulo da vida” ter que ficar calado por vários momentos na festa quando era abordado por amigos e conhecidos que vieram ao município prestigiar o Carnaxapuri porque tinha que reconhecer que os mesmos tinham razão, de ter que reconhecer que os eventos festivos em Xapuri estão cada vez mais escasso do ponto de vista da “organização”, “qualidade” e do “bom senso”, chequei a definição de que o  nosso Carnaxapuri apesar de ter me divertido e especialmente no dia de ontem ter me sentido no pior forró que já frequentado, realmente foi  chinfrim, chinfrim.

Protesto Criativo

Depois de muita dor de cabeça com a concessionaria que vendeu o veículo o colega Janio Barros resolveu de forma mais do que criativa criticar a empresa com a placa de venda de seu veiculo.

Não sei se com essa propaganda ele consiguirá vender o automóvel, mas que deveria ganhar um prêmio de markenting criativo isso é inquestionável.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Semana da Pátria


A partir de hoje começa uma “vasta programação” da Prefeitura Municipal de Xapuri alusivas à “Tradicional Semana da Pátria”, de acordo com os convites encaminhados aos organismos públicos do município. Sem ser pessimista ainda dou graças pela realização de pelo menos poucas atividades, porém que pelo menos existam, mas que devemos ser sinceros em reconhecer que gradativamente ano a ano as comemorações tornam-se mais insignificantes do ponto de vista da população, é notório, sem que isso possa significar culpa da atual Administração.

É bem verdade que nas ultimas duas Administrações a questão da Semana da Pátria foi transferida para uma plano de intenções muito mais política que de civismo e patriotismo, a população cansou de ouvir discursos enfadonhos de políticos e autoridades que sempre utilizaram o palanque municipal e o tempo patriótico para proferir tamanhas incoerências políticas que nada tinham de relação com a “Independência da Pátria” comemorada na época.

Nos últimos anos apesar de algumas ações no sentido do resgate patriótico da população xapuriense e da comunidade estudantil, ainda é pouco visível o comprometimento para com a data e importância do sentido da comemoração, o que convenhamos é uma pena...

Longe de ser igual às tradicionais Semanas da Pátria atualmente, continuamos a ver concentração de alunos e de jovens de projetos sócio-educacionais em frente do prédio da Gestão Pública, imbuídos na tórrida função de demonstrar, mesmo que praticamente forçados de que alguma chama de patriotismo ainda vive no interior da juventude.

É nesses momentos que com muita nostalgia recordo dos bons tempos em que como alunos éramos “alistados” para a vigília do Fogo Patriótico, da época que nossos pais davam um duro a mais para comprar um par de quichutes novos, tecidos (tergal e brim) no seu Estevão ou na Dona Liets, Pagar a Dona Santa para fazer as Fardas e a Dona Percilia para pintar o nome da escola, para ver os seus filhos e filhas fazerem bonito no desfile cívico, e mais dinheiro ainda para as fotografias exigidas que fossem retiradas por fotógrafos como o Chico Silva, João e Dona Cecilia Carvalho.

Nessa época era uma honra tamanha para qualquer aluno desfilar, e honra maior ainda conduzir nos desfiles os pavilhões. Tempos em que treinávamos a marcha militar para o desfile. Época em que não se precisava oferecer pontos nas disciplinas escolares para garantir a presença do aluno nas comemorações. Bons tempos...

Para amenizar o quadro de escassez de patriotismo alguma escolas em Xapuri começam a desenvolver atividades metodológicas que tencionam o resgate do civismo de seus estudantes, a escola Anthero Soares Bezerra neste inicio de semana realizou um momento patriótico com seus alunos, com hasteamento de bandeira e execução do Hino Nacional e da Independência, nas salas de aula o educadores voltaram suas práticas para a importância da semana da Pátria. A Escola Divina Providência aposta no impacto visual e na participação coletiva dos alunos, assim como nas três ultimas edições prepara conjuntamente com professores e alunos material para desfile demonstrativo e alegórico no dia 7 de setembro, no ambiente escolar trabalha a conscientização dos alunos.

Quem sabe daqui a um, dois ou...... mais anos posso escrever que definitivamente resgatamos a nossa brasilidade, mas por enquanto resta-me a trabalhar para que isso seja possível.

Palestra sobre Relações Etnico-Raciais

Após convite da Secretaria Municipal de Educação, para colaborar na IV etapa/2011 da formação continuada no Programa Escola Ativa, com professores da rede municipal de ensino, pude na manhã de hoje ministrar uma palestra com o tema "Relações Étnico-Raciais no Currículo das Escolas Multisseriadas do Município de Xapuri/AC", onde na oportunidade centrei o foco principal da apresentação no eixo EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS - “Pensando Metodologias e Referenciais para a Organização da Prática Pedagógica”.

Com o salão paroquial repleto de professores que atendem a zona rural do município de Xapuri, foi possível discutir e trocar experiências de práticas e de metodologias pedagógicas que tencionam transformar os ambientes escolares em principais momentos de formação de cidadãos comprometidos com a questão do respeito às diversidades e à tolerância racial.

Tal ação se faz-se necessário pela obrigatoriedade existente na Lei 10.639/03 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9493/96, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, bem como a inserção das questões étinico-raciais e de ações anti-racista, anti-discriminatórias, nos currículos das escolas.

Felizmente Xapuri está bem a frente quando se trata de relações de tolerância, apesar de existir sentimentos de preconceito e de racismo “camaradas” aqueles interiorizados, porém muitas vezes não externalizados, temos pouquíssimos casos de excessos de intolerância, ademais principalmente os professores da zona rural por atenderem salas multisseriadas já incorporam desde o inicio de sua carreira profissional atitudes de tolerância a diversas situações na área das complexas relações sociais.

O Projeto Escola Ativa é mais uma maneira de fazer o trabalho pedagógico levando em consideração a rica colaboração dos alunos nos afazeres escolares, na sua participação direta com o funcionamento da escola. Na área metodológica são evidenciadas situações de visibilidade de pertinência do aluno com o meio escolar e vice-versa.

Fica aqui meu sinceros agradecimentos à SEMED, através não somente do Secretário Municipal, mas também de toda a sua equipe técnica e professores da rede municipal que participaram da palestra e contribuíram de forma mais que positiva para que fizéssemos uma exposição sobre as questões pretendidas na palestra.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Conferência Regional LGBT

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Pura Realidade

"Eu fui criança e não tive Blackberry, Iphone, Wii, Play3, DSI, muito menos Xbox. Eu brincava de queimada, taco, rouba bandeira, andava de bicicleta, só ia para casa quando escurecia.

Minha mãe não me ligava no celular, só gritava: PRA DENTRO! brincava com amigos, descalço, na areia, no barro, e não usava sabonete antibacteriano.

Na escola me apelidavam de tudo e eu descontava e apelidava também,e ninguém sofria de "bulling"

Eu tomei agua da mangueira e sobrevivi

Que infância boa!"


Post extraído do Facebook que confirma uma realidade dos bons tempos daqueles que assim como eu tiveram a felicidade de ter um infância saudável.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Governo realiza atendimentos oftalmológicos em Xapuri

160 alunos da rede de ensino foram beneficiados com exames e consultas
Marcelo Torres (Assessoria Sesacre)
Xapuri recebeu no último fim de semana a equipe do Programa Saúde na Escola, que realizou atendimentos oftalmológicos e exames destinados aos alunos de ensino fundamental e médio. A ação é uma parceria entra as secretarias estaduais de Saúde e de Educação.

De acordo com o médico oftalmologista Renaldo Moreno, 160 alunos foram beneficiados com exames e consultas e cerca de 70% tiveram a prescrição de óculos. "No fim do mês de setembro, a equipe do Programa Saúde na Escola retorna a Xapuri para fazer a entrega dos óculos. Essa ação vai melhor a qualidade de vida e do ensino.”

Segundo o coordenador do Programa Saúde na Escola, Rutênio Sá, o programa foi criado em agosto de 2009, e até agosto de 2011 foram realizadas cerca de oito mil consultas e mais de três mil entregas de óculos.

“Essa ação tem como objetivo identificar e corrigir problemas visuais, com o intuito de reduzir as taxas de evasão escolar e facilitar o acesso à consulta oftalmológica e aquisição de óculos”, destaca.

Essa etapa foi realizada com os alunos das escolas Plácido de Castro, Rita Maia, Divina Providência, Madre Gabriela Nardi, São Miguel, Latife Zaine Kalume, Águas do Acre e Espaço Alternativo Dois Irmãos.

Educação da região norte é uma das piores

As regiões Nordeste e Norte obtiveram os piores resultados da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização). O exame tem como objetivo aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo. A avaliação foi aplicada no primeiro semestre de 2011 a cerca de 6 mil alunos de 250 escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do Brasil.

O resultado geral do País não foi positivo. A pesquisa mostrou que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em Leitura para este nível do ensino, e 42,8% em Matemática, com grande variação entre as regiões e as redes de ensino pública e privada.

Na avaliação por região, o Nordeste ficou em último na Leitura. Apenas 42,5% dos estudantes da região conseguem ler e compreender um texto. O melhor resultado foi o da região Sul, com 64,6%, seguido do Centro-Oeste (64,1%), Sudeste (62,8%) e Norte (43,6%).

Os alunos nordestinos também não alcançaram um bom resultado em Matemática. Se a média nacional já foi inferior a metade do percentual máximo (42,8%), somente um terço dos estudantes do Nordeste (32,4%) aprenderam o que era esperado em Matemática. O percentual só não foi pior do que os alunos do Norte, que correspondeu a 28,3%.

O melhor resultado foi conquistado pelos alunos das escolas do Sul do Brasil (55,7%), seguido do Centro-Oeste (50,3%) e Sudeste (47,9%)

A Prova ABC, realizada pela primeira vez no País, é uma iniciativa do movimento Todos Pela Educação, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, da Fundação Cesgranrio e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

» Confira o resultado por região, além da diferença de percentual das escolas privadas e públicas do Brasil:

- Percentual em Leitura dos alunos que aprenderam o esperado para o 3º ano (2ª série) por região e por rede de ensino:

- Percentual em Matemática dos alunos que aprenderam o esperado para o 3º ano (2ª série) por Região e por rede de ensino:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Leitura Equestre

Após consumir recursos da Petrobras através de repasse financeiro por via de aprovação de projeto de implantação, e do Governo do Estado através de convênio celebrado entre o “Instituto Chico Mendes de Xapuri” e a Fundação de Cultura a Casa de Leitura Chico Mendes, localizada nas imediações da Fundação Chico Mendes e do Memorial, está jogada às traças... aliás aos cavalos.

Mesmo após algumas providências terem sido tomadas segundo alguns vizinhos das imediações ainda é rotineiro a presença de animais no interior do prédio, sendo visível fezes, e lixo por todos os lados. Para confirmar tal denuncia, recebi três fotografias que datam de mais ou menos 30 dias atrás em que pode-se notar que os únicos usuários do espaço são cavalos que demonstram intimidade com o ambiente.

Hoje pela manhã fiz questão antes de ir ao trabalho visitar a Casa de Leitura para constatar se o abandono persiste e pude perceber que infelizmente o local tornou-se um ambiente esquecido.

No inicio das atividades da Casa de Leitura – logo após a sua criação – o ambiente contava com estagiários que atendiam os visitantes e eram costumeiras as visitas de turmas escolares do município, especialmente das escolas de ensino infantil e educação básica, que contavam com duas salas para leitura, vídeos relacionados à temática ambiental.

A situação não é algo que deva interessar somente à Fundação e ao Instituto Chico Mendes, mas sim a todos os xapurienses já que a instituição recebeu aporte financeiro de origem pública e portanto no mínimo deveria atender por um tempo razoável a comunidade. Ademais alí poderia ser uma célula de educação para novos líderes alicerçados nos ideais de Chico Mendes.

Infelizmente até que a celeuma seja resolvida ficam os equinos utilizando o espaço.

Proporcionalmente, o Acre é o estado que tem o menor número de católicos no país

Segundo uma pesquisa divulgada ontem (24), pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Acre proporcionalmente, é o estado que tem o menor número de adeptos do catolicismo no país com 50, 73%, seguido do Rio de Janeiro 48,83% e Roraima com 46,78%.

Apesar da considerável baixa dos fiéis, a religião católica ainda predomina, seguido dos Evangélicos e do Espiritismo.