Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Um quilo de cocaína some de delegacia na Capital do Acre

A Corregedoria-Geral de Polícia da Polícia Civil, por meio do delegado André Luiz Monteiro, apura com rigor o suposto desaparecimento de um quilo de pasta de cocaína da sede da Delegacia Geral de Polícia de Senador Guiomard.

Quando Edgar Pessoa (41) caminhava pela AC-40 com uma mochila cheia de cocaína, ele foi preso e colocado na unidade de recuperação social Francisco D’Oliveira Conde.

A descoberta foi feita dias depois quando o delegado Messias Ribeiro, que preside o inquérito, mandou que o produto apreendido fosse examinado pela Polícia Técnica. Para surpresa de todos, peritos constataram que o material contido no pacote era pasta de amendoim.

Isso fez com que Edgar Pessoa fosse liberado imediatamente. Na apreensão, o material foi submetido a um exame de constatação, tendo o policial constatado pasta de cocaína.

O delegado André Monteiro confirmou que a informação é verdadeira e que abriu uma sindicância para apurar o que realmente ocorreu.

“Por enquanto, estamos apenas em fase de apuração, seria precipitação de nossa pare falar se alguém é culpado, pode inclusive ter ocorrido um erro no exame de constatação. Vamos fazer uma investigação minuciosa. Se alguém foi culpado, não tenham nenhuma dúvida, será responsabilizado”, concluiu Monteiro.

FONTE: A TRIBUNA

Lições de Vida - Por Paulo Coelho

Da ira
Para lutar bem, é fundamental ver com clareza os rumos do conflito.
O bom combate é necessário. Mas o bom combate não aceita o ódio, porque o ódio cega. Para evitar esta cegueira, o guerreiro procura olhar as coisas boas que seu adversário lhe fez durante todo o tempo em que conviveram juntos. Tenta ver o que o levou a ter esta reação violenta, quais os ferimentos que lhe causou sem querer.

Busca descobrir o que fez um dos dois desistir do diálogo. E lembra-se: o combatente cego está perdido no meio da batalha. Ninguém é totalmente bom ou mau. O guerreiro pensa nisto, quando pensa em seu adversário.

Da força
Palavras de Mahatma Gandhi:“Quando um homem se submete a outro, através do medo, não está seguindo sua natureza; apenas aceita a lei que lhe é imposta através da força. Quem aceita o castigo injusto, quem se submete à força bruta do outro, ainda não alcançou o autoconhecimento”.

“O perdão é a virtude dos bravos. Aquele que é forte o bastante para vingar um erro, também sabe perdoar no momento exato - e consegue reprimir seu desejo de vingança. Evidente que não se pode esperar que o rato perdoe o gato - mas não somos ratos”.

“A força bruta sempre será derrotada no final. Já vi fracos enfrentarem os mais fortes apenas com o poder do espírito, que vence em todas as circunstâncias”.

“No dia que renunciarmos ao medo da força bruta, aceitaremos nossa própria força espiritual”.

Dos sinais
Os sinais da vida são como os sinais de trânsito: por via das dúvidas, é melhor respeitá-los. Há momentos de parar, e momentos de seguir adiante.

Quando estamos perdidos, seguimos o fluxo - mas prestando atenção em alguma coisa que irá nos indicar a direção certa. Quando é proibido seguir adiante, sempre existe um caminho para contornar o obstáculo.

Mas - como também acontece com os sinais de trânsito - muitas vezes achamos que tal indicação não serve para nada; e não obedecemos. Furamos o sinal vermelho uma vez, outra vez, sem que aconteça nada. E nos acostumamos a agir assim - até que um dia…

Por isso, atenção. Não seja imprudente com os seus sonhos. Não use sua sorte em bobagens.

Das pequenas coisas
Os nossos olhos estão sempre voltados para os grandes realizadores: artistas famosos, empresários multinacionais, líderes que mobilizam massas. Mas, se perguntarmos a qualquer um deles como conseguiram chegar ao topo, uma parte da resposta será: “eu prestei atenção nas coisas pequenas”.

C. Lobo lembra um mito nórdico a respeito: quando o príncipe Balder nasceu, um profeta disse a sua mãe que ele morreria ainda criança. Desesperada, ela implorou a todos os reinos, forças e elementos, que poupassem seu filho. Todos concordaram.

Ao voltar para casa, viu um pequeno cogumelo - mas não lhe pediu nada, porque lhe parecia insignificante. Foi este cogumelo venenoso que o menino Balder comeu.
Célia Lobo - carta

Do camundongo
Os nossos limites não dependem da condição externa, mas de nossa ousadia. Se temos uma oportunidade, precisamos também evoluir por dentro - ou nada dará resultado.

Uma fábula indiana conta: um camundongo vivia deprimido com medo do gato. Um grande mago teve pena dele, e transformou-o em gato. Mas aí ele ficou com medo de cachorro; o mago transformou-o em cachorro. Então ele começou a temer o tigre; o mago, paciente como sempre, usou seus poderes para transformá-lo em tigre. A partir daí, ele passou a temer o caçador. O mago desistiu e transformou-o novamente em um rato, dizendo: “nada do que eu fizer irá ajudá-lo, porque você jamais entendeu seu crescimento; continua com a mesma coragem de um camundongo”.

Do tédio
Os monges Zens, quando querem meditar, sentam-se diante de uma rocha: “agora vou esperar esta rocha crescer um pouco”, dizem. Tudo a nossa volta está mudando constantemente.

A cada dia que o sol nasce, ilumina um mundo novo. Aquilo que chamamos de rotina, está cheia de novas propostas e oportunidades. Mas, como estamos por demais acostumados com ela, não percebemos que cada dia é diferente do anterior.

Hoje, em algum lugar, um tesouro lhe espera. Pode ser um pequeno sorriso, pode ser uma grande conquista - não importa.

A vida é feita de pequenos e grandes milagres. Nada é aborrecido, porque tudo está mudando constantemente.

O tédio não está no mundo, mas na maneira como vemos o mundo.

Como dizia o poeta T.S. Eliott: “percorrer muitas estradas/ voltar para casa / e olhar tudo como se fosse pela primeira vez”.

Da discussão
“O homens estão sempre tentando convencer os outros, mas jamais estão convencidos de suas próprias idéias” disse Tufiq ao discípulo. E contou a seguinte história:

“Numa cidade da Pérsia viviam dois sábios, respeitados por todos. Um deles era ateu, o outro espiritualista”.

“Um dia, a população organizou um debate entre os dois. No meio da praça, os sábios discutiram do nascer do sol ao entardecer. Cada um defendeu seu ponto de vista”.

“No final do debate, os dois voltaram para casa. Com a cidade já às escuras, o ateu foi até o altar do templo, ajoelhou-se, e pediu perdão a Deus por seus erros passados. Nesta mesma noite, o espiritualista acendeu uma fogueira no quintal e queimou todos os seus livros, convencido de que não existia mundo espiritual.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Gerente o Ibama é Chamado de Babaca pelo Dep. Estadual Edivaldo MAgalhães

O jornalista Altino Machado trouxe ontem em seu blog, que não foi nada amistosa uma conversa entre o gerente do Ibama do Acre, Anselmo Forneck e o presidente da Assembléia Legislativa, ocorrida na noite de segunda-feira.

Segundo o jornalista, Edvaldo disse que não convoca Forneck para explicar as ações do órgão que dirige porque “nós [aliados] vamos ter vergonha do que você vai falar”. E concluiu: “Você é um babaca, Anselmo”.

O gerente do Ibama no Acre, Anselmo Forneck, tem sido criticado na Assembléia Legislativa pelos opositores do "governo da floresta" por causa da operação destinada a expulsar ocupantes ilegais da Reserva Extrativista Chico Mendes.

Na segunda-feira, durante a solenidade de diplomação do prefeito e dos vereadores de Rio Branco, no Teatro Plácido de Castro, Forneck avistou o presidente da Assembléia, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B).

- Edvaldo, por que vocês não me convocam para que possamos fazer o debate correto?

- Porque nós, aliados do governo, vamos ter vergonha do que você vai falar. Você é um babaca, Anselmo.

Desconcertado, Forneck ainda foi acusado de ter contribuído para a ocupação ilegal da Resex Chico Mendes ao deixar de fiscalizá-la.

- Alguém precisa assumir e ser responsabilizado pelo erro, sobretudo agora, quando existem ocupantes sendo injustiçados pela incompetência do Ibama - acrescentou o parlamentar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Charge do dia

Em tempos de crise financeira, e com a nova moda das empresas privadas em dar férias coletivas para os funcionários quando a coisa aperta, tem muita gente preocupado com o presente de grego que pode ganhar nesse Natal..

Só falta agora o snetor público inventar algo para lascar a vida dos funcionários!!!

Chega dói em pensar!!!

Boa Quarta

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Porque Amo morar em Xapuri....

Já por diversas vezes me perguntaram, porque tenho raizes tão fortes à Xapuri, e a resposta sempre é a mesma: Amo esta Terra...

Por melhor que sejam as propostas de me ausentar da pacata Xapuri, sempre pesa na decisão os fatores de amizade, de gentileza de solicitude das pessoas que aqui moram... fora o entardecer que é maravilhoso.

Considero Xapuri como um daqueles poucos lugares que apesar das relações sociais terem sofrido transformações, ainda se conseque parar no final da tarde para conversar sentado às calçadas, os amigos ainda lhe convidam no final de semana para aquele almoço entre famílias, os vizinhos sempre tem um tempinho para conversar atraves das janelas pela manhã, ainda corre-se o risco de ser acidentado por uma bicicleta ou por uma carroça de bois no final da tarde... risos... enfim, querer mais o que mesmo...

Ainda mais não tenho a correria costumeira de muitos amigos em certos centros urbanos, tenho facilidades que muitos gostariam de ter... vou ao trabalho de pé ou de bicicleta, com um telefonema acabo resolvendo problemas que em outras situações necessitariam de formalidades, sempre sou informado dos acontecimentos... fora que todo mundo se conhece....

Acabo percebendo que uma brincadeira de faculdade pode muito bem ser contemplada nessa postagem. nessa brincadeira habiam 23 passos para se saber se morávamos em cidades pequenas ou não: os quais transcrevo para o deleite de meus leitores:

Você Sabe Que Mora Numa Cidade Pequena Quando:
1-… todo mundo na cidade te chama pelo nome ou apelido;
2-… todo mundo te cumprimenta quando sai na rua;
3-… você dá a volta na cidade de a pé ou bicicleta em menos de 1 hora;
4-… as opções na noite são: ou ir na boate(única) ou ficar em casa;
5-… tem certos lugares na cidade onde seu celular fica sem sinal;
6-… você já ficou/namorou com sua prima;
7-… a maioria dos habitantes sabem quem são seus pais;
8-… não é necessário a utilização do rádio ou da televisão para uma notícia se espalhar rapidamente;
9-… ficar mal falado é muito fácil;
10-… é quase impossível se perder na cidade;
11-… a força policial mal sabem usar uma arma, já que praticamente não há necessidade de utilizá-la;
12-… ser popular é algo tão comum;
13-… todo mundo gosta de ser reunir em apenas um lugar;
14-… na sua cidade durante as eleições não há segundo turno;
15-… muita gente gosta de criar porcos e galinhas nos fundos de casa;
16-… algumas das melhores empresas não possuem uma filial na sua cidade, tal como McDonald´s, Burger King, etc;
17-… o maior sonho da maioria dos habitantes e se mudar dai;
18-… o corpo de bombeiros é um grupo de amigos que ajuda nas horas dificeis;
19-… a escola fica fechada para eventos esportivos;
20-… quando vai ensinar o caminho para alguém você não diz o nome da rua e o número da casa, se usa referências como por exemplo: para chegar no Bar Pinga Boa é preciso descer a rua principal em direção ao colégio, ai quando chegar na esquina da padaria do Zé dobra a esquerda, você vai ver o armazém do Jão, em diagonal é o bar, do lado da casa da família Pinto.
21-… você não consegue comprar cigarro porque todo mundo sabe que é menor de idade;
22-… você não consegue comprar cerveja porque todo mundo sabe que é menor de idade; ( pior ainda)
23-… você não consegue comprar pornôgrafia porque todo mundo sabe que é menor de idade; (muito pior ainda)

Será que alguém já passou por isso na minha querida Xapuri....

Teoria da Conspiração? Que nada! Apenas Bom Senso...

Sou linguarudo mesmo!!! e meto o bedelho principalmente quando mandam emails para a minha pessoa que não acho interessante, ou mesmo que acredito que o material não possa colaborar com uma critica construtiva. Mas vamos entender o caso....

Daí que hoje eu fui fazer as minhas leituras diárias. Entre elas me deparei com um email de uma "pseudo-amiga" chamada Elisa, fazendo criticas de umas postagens do Xapuri News e ao mesmo tempo convidando-me a visitar o seu blog. Ironicamente quando abri o blog já me deparei com a postagem – Tô de mal com a humanidade até segunda ordem –. Como eu não concordei muito com ela, vim dar a minha opinião aqui – que é o meu lugar – ao invés de fazer quaisquer críticas nada construtivas no blog do alheio, afinal, gosto é gosto e fim de assunto!

Antes de mais nada, vamos esclarecer que esta postagem não é – nem de longe! – nenhuma apologia ao massacre de animais e eu também não estou a fim de nenhuma campanha contra o vegetarianismo. Cada um decide quais são e quais não são suas ideologias de vida. Mas sou um carnivoro nato... nada contra os naturebas... só folhas e algumas coisinhas vegetais. Eu gosto é de carne.... churrasco... picanha bem suculenta e tudo mais o que tiver direito...

Primeiro vou declarar que sou totalmente a favor da natureza! Sendo assim, eu respeito – entre outras coisas – a natureza humana. Além de outras qualidades evolutivas adquiridas, o organismo humano é preparado para ser onívoro. Deste modo, o corpo requer nutrientes de muitos grupos de alimentos entre os quais está a carne.

Eu como carne, meus entes queridos comem carne e meus antepassados comiam carne. Também como cenoura, abobrinha, chuchu, alface e outros alimentos. Não estou aqui criticando quem não come outros animais, mas apenas justificando que há razões para comê-los.

Com a evolução da humanidade, eu não preciso caçar para comer. Graças a Deus! Os animais são criados em cativeiro para o consumo humano e a sua carne é vendida em muitos comércios pelo mundo afora.

Assumo que sou muito fresco para comida e – invariavelmente! – como apenas gado, aves e porcos. Não gosto de carnes exóticas, mas há muitos que sim. E daí? Se os bichos são criados para este objetivo, não há mal nenhum nisso. Se o sujeito que gosta de comer cabrito, coelho, pomba, javali, cobra ou grilo, isso é problema dele! Quando o bicho é criado para isso e a carne é comprada legitimamente não há crime e pronto!

E se a carne pode ser comprada e consumida, o que acontece com o resto? Sim, porque eu não compro o boi inteiro. Consumo apenas algumas partes. Inclusive a sua pele! Claro, porque eu uso Cinto de couro e sapato de couro. Se eu posso comer a vaca e vestir a pele da vaca, por que o camarada que come coelho não pode se vestir com a pele do coelho?

Uma passadinha rápida no Google com a referência “comprar carne de coelho” traz, nada menos, que 67.200 resultados! Com uma visitinha no setor de carnes de qualquer supermercado de uma grande cidade dá para comprar um coelho inteiro, limpo e congelado. Então vem a pergunta de novo: e o resto do coelho? E daí se a pele do bicho que alguém vai comer virou o casaco Armani que a Suri usa? Se não virar um casaco, vai para o lixo porque o coelho já está morto e vai parar na mesa de alguém!

Não estou aqui dizendo que acho o máximo usar um casaco de peles natural. Nem sei se usaria,ou se pudesse adquirir uma daria de presente para alguem mas – definitivamente! – não condeno quem o faça. Além do mais, eu duvido muito que Estilistas renomados internacionalmenteia atrelar seus nomes ao tráfico de animais silvestres.

Sou contra o radicalismo. Eu acredito em bom senso. Sempre!

E vou continuar comendo carne... que me desulpe os naturebas...

Coisas de Joscíres!!!!

Hoje, quando raramente acontece passei a manha fazendo sala ao meu irmão que me visitara, e ele me fez uma pergunta interessante, qual seria o motivo da minha pessoa gostar tanto de ler e escrever. Sorridente respondi... pra ser mais sacana do que já sou, já que gosto de meter o meu bedelho em tudo...

Risadas a parte, acabei me lembrando de um texto, de autoria de Orhan Pamuk e Brennam Maning, com o sugestivo título de PORQUE ESCREVO? e nele contem algumas explicações que talvez possam justificar não somente a minha mania, mas de muitos colegas que mesmo não tendo ligação profssional com a área acabam insistindo em externar o que sentem:

“...Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever! Escrevo porque sou incapaz de fazer um trabalho normal, como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros como os que eu escrevo.

Escrevo porque sinto raiva de todos vocês, sinto raiva de todo mundo. Escrevo porque adoro passar o dia sentado à mesa escrevendo. Escrevo porque só consigo participar da vida real quando a modifico.

Escrevo porque quero que os outros, todos nós, o mundo inteiro, saibam que tipo de vida nós vivemos, e continuamos a viver, em Istambul, na Turquia [eu diria, em São Paulo, no Brasil]. Escrevo porque adoro o cheiro do papel, da caneta e da tinta.

Escrevo porque acredito na literatura, na arte do romance, mais do que em qualquer outra coisa. Escrevo porque é um hábito, uma paixão.

Escrevo porque tenho medo de ser esquecido, porque gosto da glória e do interesse que a literatura traz. Escrevo para ficar só. Talvez escreva porque tenho a esperança de entender por que eu sinto tanta, tanta raiva de todos vocês, tanta, tanta raiva de todo mundo.

Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva.

Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira.

Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história.

Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual – como um sonho – nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz.

Escrevo para ser feliz”.

Discurso à parte, preservação ambiental continua sendo preterida por agronegócio

Escrito por Gabriel Brito
Com a entrada em cena do mês de dezembro, começa no país a contagem regressiva para os recessos de fim de ano, inclusive em nossa vida política. No entanto, talvez com a intenção de aproveitar o momento de menor efervescência dos debates, pode-se notar uma nova ofensiva dos projetos defendidos pela bancada ruralista no Senado e na Câmara dos Deputados.

Em um ano recheado de discussões em torno de planos, leis e medidas de conservação da Amazônia, e quando o Brasil divulga um projeto de redução do desmatamento, chega a impressionar a quantidade de emendas e projetos de lei que vão em direção aparentemente oposta a qualquer política de preservação da floresta. Obviamente, o governo divulga-os como medidas benéficas para a região. Porém, todas, ou quase, são logo rechaçadas por ONGs, ambientalistas e especialistas independentes.

"Enquanto não se tomar uma atitude objetiva e concreta de retomada das terras públicas na Amazônia, não há qualquer possibilidade, qualquer que seja a política, de frear o desmatamento", afirmou o geógrafo Ariovaldo Umbelino a este Correio no mês de outubro. E não são poucas terras, algo em torno de 210 milhões de hectares. "Toda ação pública deveria começar pela questão fundiária", completa o pesquisador Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em entrevista ao Repórter Brasil.

A iniciativa é defendida pelo próprio governo, como já manifestou o ministro Mangabeira Unger. No entanto, é nos detalhes que mora o demônio. Sob a justificativa de acelerar a regularização de terras, o ministro da agricultura Reinold Stephanes propôs alterar o código florestal e anistiar quem ocupou e desmatou terras ilegalmente em áreas de preservação, pois de outra forma o agronegócio ficaria inviabilizado.

Além do mais, os ministros voltam a convergir quando defendem a regularização de terras de até 1500 hectares sem a necessidade de licitação, medida já popularizada como Plano de Aceleração da Grilagem, numa política que para Mangabeira não precisaria estar diretamente associada aos Zoneamentos Ecológicos Econômicos (estudos que cada estado ocupante do bioma amazônico deve fazer em seu território).

"Só quando for feito o zoneamento de cada região é que vão aparecer as diferenças sub-regionais de cada uma delas. A parte científica e técnica é a mais importante: fazer um detalhamento em termos de seu desenvolvimento internalizado", já dissera o também geógrafo Aziz Ab’Saber a este Correio. "O conhecimento dessas realidades regionais, tanto em pequenas como em grandes cidades, é muito importante para identificar os problemas de vários setores", explica.

Jogo duplo
Tal fato pode ser encarado como mais uma demonstração da ambigüidade do governo brasileiro em relação aos temas ambientais em todo o decorrer do ano. Na Europa, Lula apresenta um plano de mudanças climáticas que pretende reduzir o desmatamento em 40% por dois quadriênios seguidos até 2017. Mas dentro do país do presidente, o que se vê é o avanço em bloco de projetos defendidos pelos ruralistas e parlamentares defensores de seus interesses.

"O próprio Plano exalta o papel do agronegócio. O governo está consciente de que o agronegócio vai continuar pressionando a floresta. O país já fez a opção pelo agronegócio. O controle do desmatamento é apenas um aspecto desse plano. O país quer fazer a proteção ambiental, mas não está mexendo na matriz econômica que é a geradora do desequilíbrio ambiental", critica Umbelino.

Essa submissão das políticas ambientais e econômicas aos interesses do agronegócio adquire tons preocupantes quando se verifica que mais uma vez cresceram os índices de desmatamento no país. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a quantidade de floresta que desapareceu subiu 3,8% no último período de 12 meses avaliado, entre julho do ano passado e agosto deste.

A isso se soma a nova ofensiva ruralista em aprovar a alteração de lei que permite desmatamento de até 50% da propriedade, reduzindo drasticamente a área obrigatória de preservação, por ora em 80%. Como em outros casos, a justificativa é a de que, com tal redução do limite, o pequeno proprietário se beneficiaria.

A seqüência de tentativas de aprovação de medidas que atendam aos interesses deste setor de nossa economia é na opinião de muitos uma estratégia para obter pelo menos parte delas. Explica-se: perto de perdoar as dívidas de quem ocupou e desmatou ilegalmente, baixar a área de preservação da propriedade de 80% para 50% parece menos comprometedor. Assim, o agronegócio iria conseguindo, uma a uma, as concessões que deseja do governo.

Entretanto, e até pelo histórico brasileiro da luta por terra, é bom ficar atento quando os grandes proprietários bombardeiam de lobbies o governo em nome dos pequenos produtores. "A elite brasileira raramente botou a mão no bolso para comprar a terra. Ela sempre criou instrumentos legais para se apropriar gratuitamente de vastas extensões de terras no Brasil", lembra Umbelino.


Desmatar em nome da crise?
Num momento em que os tempos se anunciam mais difíceis a partir da crise financeira, é aconselhável olhar para o meio ambiente sem descolar o olhar do grande crash que assolou a economia mundial em 2008. Políticas vantajosas a um agronegócio estritamente exportador podem cruzar ainda mais o caminho da defesa do meio ambiente.

Contando com legislações ambientais mais rigorosas, os países europeus poderiam buscar em outros locais os produtos dos quais precisam, como os biocombustíveis, bandeira de Lula em suas excursões, e fonte de energia renovável. Tal equação resultará inexoravelmente no aumento dos plantios em território nacional, o que aumentaria sensivelmente as repercussões ambientais negativas em solo pátrio, fazendo a pecuária adentrar ainda mais a região amazônica.

"O histórico do Brasil não confere muita credibilidade ao país, qualquer coisa que eles prometerem é visto como tática de negociação". É assim que pensa o presidente da ONG Global Forest Coalition, Miguel Lavera, em declaração à BBC em meio à reunião da ONU sobre o clima, em andamento na Polônia, quando questionado das intenções brasileiras de redução do desmate.

Postas as cartas na mesa, o tempo dirá se o governo blefa para o povo e joga para o agronegócio ou o contrário. Dirá também se nossos planos para a Amazônia são realmente sustentáveis ou se o são somente para quem a põe no chão.

Gabriel Brito é jornalista.

Carta do governador Binho Marques ao jornal Correio Braziliense

Rio Branco, 9 de dezembro de 2008.
Senhor editor,

Em respeito aos leitores do Correio Braziliense, gostaria de esclarecer que nenhum parlamentar fez uso político de programas oficiais do Governo do Acre, como afirmam matérias publicadas neste jornal, edições dos dias 7 e 8 deste mês. É protocolar o convite a parlamentares para inaugurações e eventos, especialmente a deputados e senadores que tenham contribuição direta para a realização em pauta. Com transparência, o Estado reconhece a atitude dos parlamentares que fazem bom uso de suas prerrogativas e destinam emendas orçamentárias para execução de obras ou programas de interesse público.

No caso destacado pelo Correio, uma emenda ao Orçamento Geral da União do ano de 2005, proposta pelo senador Tião Viana, viabilizou a execução de um programa de atenção a portadores de necessidades especiais, incluindo a concessão de próteses e equipamentos para pessoas que, além da necessidade, são de famílias pobres. A execução deste programa tem regras técnicas, administrativas e financeiras bem definidas e em conformidade com a lei.



O senador, portanto, não programou a "distribuição de 1,8 mil cadeiras de rodas, muletas e bengalas" em período pré-eleitoral, como sugere a matéria. Tião Viana é querido no Acre como um médico humanista. Seu esforço para levar atenção aos mais necessitados antecede sua atividade política, que segue marcada por um exemplar exercício de ética, tanto no seu Estado quanto no Senado, o que lhe vale merecido reconhecimento nacional e honra a todos os acreanos.

A história recente do Acre exigiu coragem e dedicação de pessoas como o ex-governador Jorge Viana, a quem a matéria do Correio, lamentavelmente, também se revela ofensiva.

Confiante que a verdade é o compromisso maior do Correio Braziliense, espero que a publicação desta carta possa contribuir para o restabelecimento da integridade dos fatos e da honra do senador Tião Viana e do ex-governador Jorge Viana.

Cordialmente,

Binho Marques
Governador do Estado do Acre

Charge do dia

É pra quem afirmava que a onda de crise não passava de uma marolinha, até que essa marolinha está dando uns bons caldos em certos políticos e de quebra na economia brasileira...