Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

sábado, 3 de outubro de 2009

Imagem do Final de Semana II

(Foto: Sérgio Vale/Secom)

Chuva na mata traz novos cheiros, novas vidas, novas cores e um pequeno arco-íris se forma colorindo o entardecer...

Um bom Final de Semana a Todos
e Até Segundona se Deus Quiser!!!!

Manejo florestal: sinônimo de desenvolvimento sustentável

União entre investimento em tecnologia, conhecimento e políticas públicas garantem que essa atividade se torne fonte de renda para quem vive da floresta, e ainda garante a preservação dos recursos naturais
Luiz Felipe, Sismat Assessoria Manejo garante a identificação de algumas espécies, garantindo a manutenção da área florestal explorada (Fotos: Sismat Assessoria)
A indústria madereira é uma importante fonte de riqueza para o estado do Acre. A sua relação com a conservação da floresta deu um salto evolutivo durante a última década. A união entre investimento em tecnologia, conhecimento e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável é a fórmula de sucesso.
E uma das grandes alavancas desta evolução é a exploração feita através dos Planos de Manejo Florestal Sustentável. "O manejo florestal é a melhor forma de utilizar o potencial econômico da floresta respeitando a sua capacidade de regeneração", explica a chefe da Divisão de Manejo Florestal do Imac, Marcela Fidelis.

De acordo com o manual de licenciamento de manejo florestal do Instituto, falar em manejo é como falar em planejamento. Ele é entendido como extração de produtos da floresta sem que seja necessário destruir o meio ambiente. "Assim a floresta fornecerá ao homem sua riqueza não apenas no presente, mas também no futuro".

Neste ano de 2009 foram emitidas pelo IMAC licenças para 7 planos de manejo florestal sustentável na modalidade comunitário, 18 na modalidade empresarial e 26 planos individuais. Há uma constante de crescimento no licenciamento desde 2003. Em 2008 a área total licenciada através desta técnica sustentável foi de mais de 26 mil hectares. A previsão é que até o final deste ano o número continue com um leve crescimento.

Existe também o manejo dos produtos não madeireiros, como as sementes, óleos e frutos, que além de serem uma importante fonte de renda, garantem a segurança alimentar das famílias que vivem nas regiões mais isoladas.
Além das razões de conservação ambiental, o manejo também garante mais oportunidades de mercado. Os compradores de outros países principalmente exigem conhecer a origem da madeira e só compram as que foram extraídas de acordo com planos de manejo.

As políticas de incentivo ao uso sustentável da floresta como diferencial
No que interessa ao licenciamento de manejos, realizado pelo Instituto de Meio ambiente do Acre, o maior resultado do esforço do Estado em estimular uma economia forte e sustentável foi a aprovação de uma legislação específica para regimentar os manejos.

A Resolução Estadual CEMACT/CFR n® 03/2009 inclui três modalidades de manejo: empresarial, individual e comunitário. A possibilidade de se enquadrar em uma modalidade, de acordo com a característica do empreendedor revalida a preocupação do governo com as comunidades tradicionais. Principalmente quando falamos do manejo comunitário, como é o caso das licenças que foram entregues para as associações de produtores rurais de Cruzeiro do Sul.

A retirada da madeira através dos planos de manejo licenciados garante a legalidade da matéria prima que abastece um importante setor produtivo da região do Juruá: as movelarias. A preocupação com a totalidade das cadeias produtivas e a implementação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável mostra a preocupação do homem que vive da floresta, da floresta e para a floresta. Crescer economicamente é o caminho, mas com equilíbrio e respeito à enorme riqueza natural que é patrimônio do todos os acreanos.
(Fotos: Sismat Assessoria)

Continuam abertas as inscrições para o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente

Por: Célia Chaves, Departamento de Articulação de Ações da Amazônia - DAAM
Trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, organização da sociedade civil, negócios sustentáveis, educação ambiental, município, saúde e meio ambiente

Ongs, sindicatos, associações comunitárias, instituições de pesquisa privadas, instituições municipais e pessoas interessadas em concorrer à oitava edição do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, podem se inscrever até o dia 10 de novembro. As inscrições são gratuitas, obrigatoriamente por meio de Sedex e devem ser endereçadas ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, Caixa Postal 10805, CEP: 70306.970-Brasília-DF.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, organização da sociedade civil, negócios sustentáveis, educação ambiental, município, saúde e meio ambiente. Uma comissão composta por integrantes de notório saber na área de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e saúde, designada pelo Ministério do Meio Ambiente, julgará os trabalhos. Critérios de efetividade, impacto social e ambiental, potencial de difusão, originalidade, adesão e participação social serão considerados no processo de seleção e avaliação das propostas.

Conforme o regulamento do Prêmio, à exceção da categoria município, cujo primeiro colocado não receberá premiação pecuniária, somente diploma honorifico, as demais receberão diploma e R$ 28.000,00 (vinte e oito mil reais) em espécie, valor sobre o qual serão cobrados todos os tributos previstos em lei.

O Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente foi criado em 2002, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o objetivo de valorizar e incentivar trabalhos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia. Atualmente é coordenado pelo Departamento de Articulação de Ações da Amazônia-DAAM, vinculado à Secretaria Executiva do MMA.

Para acessar o regulamento e a ficha de inscrição basta acessar o endereço:http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=168&idMenu=8147

Mais informações pelo fone (61)3105-2078/3105-2093) ou pelo e-mail premiochicomendes@mma.gov.br

Senhor de 63 anos tem morte por gripe H1N1 confirmada

Escrito por Alexandre Lima
O senhor de 63 anos que foi enterrado no dia 22 de setembro passado por suspeita de ter contraído o vírus da gripe suína (H1N1), teve a confirmação do motivo da sua morte na tarde desta sexta-feira, quando os resultados chegaram no Hospital de Clínicas Raimundo Chaar de Brasiléia.

Segundo informações, os exames que chegaram da capital do Acre, Rio Branco, confirmou a morte do ancião. Após sua morte em setembro, foi aconselhado que o caixão fosse lacrado para que evitasse um possível contágio dos parentes e amigos por ainda não saberem a causa.

O nome da vítima foi preservado para que os familiares e amigos que tiveram contato, não sofra nenhum preconceito. O jornal oaltoacre tentou entrar contato com a secretaria de saúde e assessoria de Epitaciolândia durante a tarde desta sexta-feira, dia 02, por telefone para saber quais medidas foram tomadas após os resultados, mas, não encontrou ninguém.

O ancião, tinha em seu prontuário médico uma doença crônica, o que pode ter ajudado na infecção do vírus H1N1, fazendo com que sua imunidade caísse até sua morte. Ainda não se sabe quais as medidas que foram tomadas.

Boliviana está sendo monitorada com suspeita

Também foi confirmado que existe no setor de isolamento do Hospital, uma mulher vinda da cidade de Cobija, capital de pando, Bolívia, com suspeita de estar com o vírus H1N1.

Também não foi divulgado o nome por medida de segurança até a chegada dos exames que foram enviados para a Capital, Rio Branco. Segundo informações, a paciente será monitorada no período de ‘quarentena’ juntamente com as pessoas que estiveram em contato com ela.
Fonte: O Alto Acre

Nova prova do Enem será em novembro

MEC vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova
Ministro da Educação, Fernando Haddad, fala durante coletiva sobre o cancelamento das provas do Enem, que teriam sido vazadas (Foto: Wilson Dias/ABr) Brasília - O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro. O MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.

Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas em consideração as datas de realização de outros vestibulares, para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.

Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas, de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível ajustar essas datas.

O ministro disse que as provas que vazaram "viraram um simulado". E é possível que elas sejam disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes da nova aplicação do exame.

Uma reunião, na tarde desta segunda-feira, 01, entre representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.

Haddad afirmou que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São Paulo.

"Felizmente isso ocorreu antes da prova ser aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo seria muito maior", afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado (3) e domingo (4) próximos.

De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para imprimir as provas - que já estão elaboradas - giram em torno de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.

Segundo o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação. Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.

Os candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61 61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.
Fonte: Assessoria MEC

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Imagem do Final de Semana

(Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Elas florescem uma vez por ano e chamam atenção pela beleza e delicadeza. O cultivo das orquídeas requer cuidados especiais, mas pode ser feito em casa também. O cultivo das orquídeas exige dedicação e paciência. Da fecundação até o estágio de maturidade, quando a planta já pode dar flores, são necessários até oito anos – dependendo da espécie. Uma espera que sempre compensa.

Estou muito bem Obrigado!!!!

Os amigos leitores deste espaço, que por ventura não são poucos andam me cobrando por novas postagens e como sempre dou a mesma resposta de que infelizmente o meu tempo anda deveras escasso. A despeito de que havia deixado o blog de lado, não há fundamentação de veracidade em tais comentários, o que está de fato ocorrendo é que realmente as tribulações da minha vida profissional e pessoal está impedindo que frequentemente atualize tal espaço...

Como podem observar na foto inicial da postagem, continuo a desenvolver minhas atividades no interior do meu querido Acre, conhecendo de fato a realidade do povo aquerrido e heróico que dia-a-dia contrói esse Estado que tanto necessita de política públicas que viabilizem uma qualidade de vida a todos independentemente de sua localização...

Estou de fato realizado profssionalmente nas minhas atividades Junto à Universidade Federal do Acre, no Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Básica, por que vejo que estou dando a minha contribuição para que de fato a educação melhore significativamente neste Estado e sendo esta um fator de Transformação Social, fico contente por dar minha parcela de contribuição principalmente no que tange às turmas mais distantes, como Manoel Urbano, Jordão, Santa Rosa entre outras...Porém não há de negar que é uma verdadeira aventura chegar até esses rincões.

Depois de 4 anos na luta contra o meu Diabets, nunca estive tão bem e com significativas esperanças de que os demais problemas de saude também serão superados o que vem acontecendo devido o grande carinho dos amigos e dos familiares.

Alguma críticas na vida profissional e pessoal existem, porém quando provêm de fontes que por ventura possam colaborar na minha formação de cidadão do mundo ótimo.. quando de "porras loucas" envaidecidas com o próprio nariz as jogo na pseudo origem "privada"

Enfim, esforçarei para estar atualizando pelo menos tres vezes por semana este espaço, já que são as tres noites de folga que tenho durante a semana e desejo bons ventos a Todos...

Abraços Fraternais!!!

Rio venceu Madri por 66 a 32 na votação decisiva para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016

O presidente Lula e Pelé foram os principais cabos eleitorais do Rio
O Rio de Janeiro venceu Madri por 66 a 32 no último turno de votação para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, eleição realizada nesta sexta-feira (2) em Copenhague, na Dinamarca.

Apontada como favorita antes do início da votação, a candidatura carioca só não venceu a primeira votação, que foi bastante equilibrada: Madri levou a melhor, com 28 votos, contra 26 do Rio, 22 de Tóquio e 18 de Chicago, que foi eliminada.

Na segunda etapa, o Rio "herdou" a maior parte dos votos de Chicago e assumiu a primeira posição, com 46 votos, contra 29 de Madri e 20 de Tóquio.

Com mais quatro votos, a candidatura carioca já teria conseguido a vitória por maioria de votos, mas foi necessário um terceiro turno, apenas com os dois mais votados. Então, o Rio disparou na preferência do colégio eleitoral, com 66 votos, contra 32 da campanha espanhola.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, acha que a vantagem simboliza que o Rio convenceu a todos de que pode organizar uma boa Olimpíada.

- Faltaram poucos votos para vencer já na segunda eleição.

Esta foi a terceira candidatura do Rio a sede dos Jogos Olímpicos. Nas anteriores, para as edições de 2004 e 2012, a cidade foi eliminada antes mesmo de chegar à votação final.
Fonte: R7
Foto por Pawel Kopczynski/Reuters

Meta 2, no Acre, coloca fim à processo que esperava julgamento há 53 anos

A Justiça do Acre sentenciou recentemente um dos processos mais antigos de sua história. Com mais de meio século, foi julgada na Comarca de Sena Madureira a ação de inventário nº 011.56.000001-5, que atravessou gerações sem uma definição judicial.

Apesar de possuir muitos terrenos e imóveis, Júlio de Holanda Lima, que morreu em 1955, não deixou testamento. Assim, como não havia documento oficial designando a partilha dos bens, a viúva Maria Rivalda de Oliveira Lima e os nove filhos passaram a ser os herdeiros. Em 1956 teve início uma longa batalha judicial pela divisão das posses, que completaria 53 anos antes da solução final.

Em relação aos bens, como todos já haviam sido negociados nas décadas passadas pelos familiares, à exceção de um imóvel que foi adquirido pelo Município de Sena Madureira, o Juiz de Direito Substituto Robson Aleixo, da Vara Cível, decidiu que fosse expedido alvará de transferência, já que a Prefeitura comprovou a aquisição do bem.Desse modo, o Juiz decidiu que o Município tem direito sobre a área que ocupa e que as remanescentes sejam divididas meio a meio entre a esposa e os filhos. Não se sabe, porém, onde estão os herdeiros que – embora possam recorrer e ter direito à herança deixada pelo pai – dificilmente conseguirão judicialmente reaver o imóvel.

“Hoje, os terrenos estão ocupados e se transformaram em bairros. Na época, Sena Madureira era uma pequena vila rural e existiam grandes áreas abertas, mas que hoje estão todas ocupadas. Eles (os herdeiros) podem até recorrer, mas será algo muito difícil”, explica o magistrado. Robson Aleixo informa, também, que processos como esse, por mais que se passem anos, não podem ser extintos, pois são inventários e de interesse público.

“Os inventários sempre são ações complicadas de se julgar, pois num determinado momento as partes somem, perdem o interesse pelo bem, que sai do próprio nome da família. Ele fica registrado como dela, mas não o pertencendo mais. Em outros processos o Juiz pode até extingui-lo por falta de interesse dos envolvidos, mas no inventário isso não pode acontecer, e é preciso uma solução jurídica”, explicou.

A relevância do julgamento desse processo diz respeito à Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde o começo da campanha, o TJAC tem discutido idéias, definido planejamento estratégico e implementado ações que envolvam magistrados, servidores e parceiros, com o objetivo de, até o final de 2009, julgar todos os processos ingressos até dezembro de 2005. Nesse sentido, o Tribunal tem dado respostas à sociedade, assegurando solução jurídica para os problemas dos cidadãos.
AGÊNCIA TJAC

O novo Enem revoluciona o Ensino Médio?

Escrito por João Luís de Almeida Machado
30-Set-2009

A grande mídia propaga aos ventos que o Novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), criado para substituir os vestibulares e que nos primeiros dias de outubro fará sua estréia, constitui uma revolução. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, nos diz sábio provérbio popular. Vamos com calma, é preciso cuidado com o andor que o santo é de barro, nos ensina outro dito comum entre a população.

Revoluções por decreto não existem. A própria compreensão do termo revolução, desgastado pelo tempo, é errônea, pois não se configura, com tais mudanças e reformas previstas com a adoção do Novo Enem, nem mesmo uma esperada virada de mesa na educação brasileira, quanto menos na sociedade, conforme preconizam os preceitos marxistas acerca de tal vocábulo.

É certo que a adoção deste novo modelo de avaliação dos saberes relativos ao Ensino Médio como elemento decisivo para o ingresso dos estudantes em universidades (públicas e particulares), com grande adesão já a partir deste ano, constitui inovação necessária, preconizada e esperada por muitos educadores, entre os quais me incluo.

Mas daí a pensar que automaticamente isso acarretará modificações estruturais nas escolas brasileiras, em especial nas redes públicas, é ir além do próprio sonho, saindo dos limites da sensatez e embarcando em autêntica utopia.

Superar a cultura estabelecida nas redes, de base conteudista e tradicionalista, exige muitas outras ações complementares, não apenas a adoção de exames de admissão às universidades com base em provas que exigem mais dos alunos. A forma de preparação desses alunos para esses exames e - em especial - para a vida demanda a revisão de todo um modo de pensar, agir e realizar em educação que tem décadas de existência no país.

O Novo Enem cria, por certo, demandas que não existiam. Obriga as escolas a repensar suas bases. Exige dos professores uma série de posturas que antes não lhes eram comuns, peculiares. Estipula a necessidade de leitura e atualização constante por parte dos estudantes (e, em contrapartida, pelos educadores com os quais estarão trabalhando). Propõe, através de suas questões, o desenvolvimento do raciocínio, da capacidade de se relacionar, da possibilidade de ir além da mera memorização de fórmulas e dados.

A interdisciplinaridade (ou ao menos a multidisciplinaridade) entra em cena. A necessidade de ir "além dos muros da escola" (título de uma excelente produção do cinema francês sobre educação, premiado em Cannes) com viagens, leituras, filmes, exposições, músicas, poesia, artes plásticas, navegação por sites com conteúdo inteligente e desafiador, entre outras ações, se torna premente e permanente.

É certo que tudo isso é grandioso se analisarmos a realidade e os problemas que envolvem o Ensino Médio público no país, sempre visto como "preparação para o vestibular". As redes privadas, cientes do fato, já se mexem e, como é possível ler em matérias publicadas na mídia, pretendem implementar linha de ação que busque preparar o seu aluno para esta nova demanda.

Mas ainda assim, tendo essa perspectiva, muitas delas erram no alvo porque assumem essa nova "atitude" de olho nos resultados do Enem, sem ir além de forma proposital, ou seja, sem perceber que a formação ampla, crítica, cidadã, ética, multidisciplinar pretendida é que é o principal objetivo. Continuam preparando mais para uma prova do que para a vida, os relacionamentos, o trabalho, a felicidade.

Ir além da concepção vigente e entender que os saberes não são dissociados é outro desafio. Reunir os conhecimentos em grupos como Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza, Códigos e Linguagens (entre os quais se incluem as artes e a educação física) é mudança importante, que traz qualidade à educação. Será uma tarefa das mais árduas. Pensem como vai ser para as redes públicas se até as redes privadas, já conscientes da necessidade de mudança e em movimento quanto a isto, estão tentando acertar e continuam a cometer alguns erros de percurso.

A revolução do Novo Enem só tem sentido e efeito real se as alterações não se limitarem à aplicação desse novo elemento de avaliação. É preciso preparar os professores, equipar as escolas (laboratórios de ciência, bibliotecas, salas de informática, quadras), reformular os materiais didáticos existentes, repensar e aplicar novos currículos nos cursos de licenciatura que já prevejam esta nova forma de pensar o Ensino Médio, expandir os limites da escola com a proposição de ações externas (ida a cinemas, museus, shows, exposições, mostras).

Entre a prova que será aplicada no início do próximo mês de outubro e uma revolução no ensino médio brasileiro há anos-luz de distância que nenhum aparato tecnológico já criado pela humanidade permite percorrer em tão curto espaço de tempo. Tal realização demanda muitos outros elementos propulsores que, se ainda parecem ficção, dependem apenas de muito trabalho, estudo, planejamento e confiança para se tornarem realidade.

João Luís de Almeida Machado é editor do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br), doutor em educação pela PUC-SP e autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte - Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).