Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Depois de mais de 14 anos de jejum Xapuri agora de fato e de Direito tem um Deputado representando o município na Assembléia Legislativa do Acre
Ontem no meio de muitos flashes e convidados tomou posse como Deputado Estadual Manoel Morais na Assembléia Legislativa, que chega àquela Casa com uma imensa responsabilidade que é entre muitas outras funções de representar Xapuri no Legislativo Estadual, que desde o encerramento do primeiro mandato de Ronald Polanco, atual Presidente do Tribunal de Contas do Estado nunca mais teve de fato um representante.
Aos mais desavisados podem até achar que estou equivocado, já que o Ronald Polanco teve outros mandatos, ademais ainda tivemos Feliz Bestene e o ainda Deputado Chagas Romão naquela Casa nesse período, diga-se de passagem todos xapurienses e com uma base eleitoral bastante estruturada no município de Xapuri que sempre lhes renderam muitos votos. Porém algumas perguntas se fazem pertinente: O que esses Deputados fizeram por Xapuri mesmo? Que vinculo tiveram nesse período de mandato com a população Xapuriense? Quais os endereços dos citados na cidade ou no interior? Que propriedades ou investimentos pessoais ou de ordem de projetos oferecidos estão implantados sob a responsabilidade dos mesmos?
No inicio da postagem deixei bem claro que desde o primeiro mandato do Deputado Polanco, Xapuri viu-se esquecido por aqueles que receberam desta comunidade votos que ajudaram a manterem seus cargos políticos, e digo isso porque no primeiro mandato do Polanco, o deputado foi o principal articulador para a implantação de investimentos em Xapuri, como o Pólo Moveleiro, Nova Usina de Beneficiamento de Castanha, Usina de Beneficiamento de Borracha entre outros, isso porque o Polanco era mais Deputado da CAEX e dos seringueiros do que mesmo de Xapuri, convenhamos que isso é uma verdade unívoca. Entretanto já no segundo mandato do Júlio Barbosa 2000/2004 Xapuri não viu “necatipirica de naca” de apoio dos Nobre Deputados”
Portanto Manoel Morais terá sobre si a responsabilidade de se quiser um próxima reeleição trabalhar com afinco pela população xapuriense para manter a excelente votação aqui obtida. Pelos menos comprometimento com a palavra dada ele vem demonstrando, já que desde o mês de Dezembro está realizando encontros de agradecimentos nas comunidades rurais, ribeirinhas e dos centros de seringais que o apoiaram.
Quem também nesse meio tempo deverá ser figura marcante em Xapuri, deverá ser o Deputado xapuriense Chagas Romão que também teve uma significativa votação e que de olho na oposição para as eleições de 2012 deverá manter-se sempre presente.
O interessante disso tudo é que descobri que nessa Legislatura além do Deputado xapuriense Chagas Romão e do Deputado Manoel Morais que representará Xapuri, ainda temos um outro filho desta terra o deputado Denilson Segóvia de Araujo, pelo menos é o que consta no seu registro de candidatura.
Claro que comentários a parte o que realmente desejo aos Nobres Legisladores é que olhem por esta Terra e que realmente se preocupem em dar voz àquelas verdades que instrucadas na garganta de muitos que não podem expressá-las ou fazer chegar ao conhecimento da sociedade encontre em Vocês os Porta-vozes ideais.
Oportunidade de Emprego como Professor
Governo do Acreatravés da Secretaria Estadual de Educação lança edital para seleção de 1.372 professores para a zona rural
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) lançou nesta terça-feira, 1 o edital do Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de 1.372 professores, que atuarão nos anos iniciais do ensino fundamental do 1º ao 5º ano da Zona Rural, Projeto Asas da Florestania (6º ao 9º ano e ensino médio em áreas rurais de difícil acesso), Programa Especial de Ensino Médio (PEEM), Programa de Aceleração do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, Projeto Poronga e Educação de Jovens e Adultos para atuar em áreas rurais.
As inscrições serão no período de 1 a 16 deste mês, pelo site da SEE (www.see.ac.gov.br ) ou diretamente no link ( http://187.54.67.2/concurso/ ) , no qual está disponível o formulário de inscrição, que deverá ser preenchido e enviado, bem como a obtenção do Edital. O processo seletivo será realizado em etapa única, que consta em análise de curriculum. A entrega dos documentos tem início dia 2 e vai até as 12 horas do dia 17 de fevereiro. A relação completa se encontra no edital, também disponível na página da SEE.
O maior número de vagas - 924 - está destinado à modalidade do 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano do ensino fundamental das áreas rurais de difícil acesso. O resultado final do Processo Seletivo Simplificado será divulgado no Diário Oficial do Estado e no endereço eletrônico www.see.ac.gov.br , a partir do dia 25 deste mês.
O mapa da Aids no Acre
Exames, tratamento, prevenção e uma nova fase da doença que está entre as mais discutidas nas últimas três décadas
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ACRE
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ACRE
Em 2011 faz 30 anos que o mundo ouviu falar de uma doença sem precedentes na história da medicina. De forma poderosa, ela derrubava a defesa imunológica dos seres humanos e abria uma porta para que até a mais fraca das gripes passasse a ser mortal. Essa doença foi chamada de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Aids, causada pelo vírus HIV. O primeiro caso de Aids no Brasil foi registrado em 1982. Já em 1987 foi registrado o primeiro caso no Acre. De lá para cá, o estado já registrou 529 diagnósticos da doença. Mas afinal, como essa doença atinge não só as pessoas contaminadas, mas toda a sociedade?
No Acre, os locais que realizam os exames de AIDS são: o Centro de Triagem e Aconselhamento, CTA, além de postos de saúde tanto no interior como na capital através dos chamados Testes Rápidos. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), é o local que realiza os exames dos Testes Padrão colhidos no CTA, além de colher sangue para exames, mas em casos especiais mediante solicitação médica.
Não é necessário nenhum pedido médico para fazer o exame de AIDS. Ele é gratuito na rede pública de saúde e com total sigilo de seus requisitantes. A única pessoa que decide se você deve fazer o exame é você mesma. As solicitações acontecem apenas em casos específicos como mulheres grávidas durante o pré-natal, além de pedidos quando médicos constatam sintomas em seus pacientes. “Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor vai ser para realizar o tratamento”, conta Francimary Lima, gerente da área técnica do programa DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde.
Identificando
No ano passado, 390 pessoas se dirigiram ao Centro de Triagem e Aconselhamento para realizar o exame padrão de Aids e outros 514 testes rápidos foram realizados. O processo é o mesmo em todos os CTAs do Brasil, o interessado em fazer o exame passa por uma pequena entrevista e depois tem seu sangue colhido. No caso do teste padrão, o sangue é encaminhado para o Lacen e o resultado é conhecido depois de 30 dias. Se for positivo, o CTA é encarregado de ligar para o paciente antes de seu retorno e pedir para que ele se dirija novamente ao Centro e fazer um novo exame, além de passar por todo um processo de acolhimento com a equipe de psicólogos.
“Ao tomar conhecimento do resultado positivo nós não encaminhamos o paciente para que tome medicação imediatamente. Primeiro ela vai ser encaminhada para novos exames e uma consulta com um infectologista.”, explica Maria das Graças Oliveira, aconselhadora do CTA. “O que mudou foi o seu estado sorológico. A vida do paciente não mudou.
Maria das Graças também foi responsável por informar a vários pacientes que eles possuíam Aids, “As pessoas são muito imprevisíveis, têm as que aceitam mesmo após o choque inicial, há pessoas que não aceitam de jeito nenhum.” Em muitos casos, o CTA passa a ser o responsável pelo primeiro contato do Sistema Público de Saúde com o paciente portador do vírus HIV. Não é fácil. É necessário criar um laço, abrir um diálogo, trabalhar o aconselhamento.
Além do teste padrão, o CTA também realiza o Teste Rápido, um avanço na identificação da Aids. O Teste Rápido, que tem praticamente a mesma eficiência que o Teste Padrão, revela o resultado em apenas 15 minutos e aos poucos é levado aos municípios de difícil acesso. Esse teste tem uma boa margem de acerto, mas o teste padrão ainda é mais específico, embora nenhum dos exames tenha 100% de funcionalidade.
No começo, por ser mais caro, o teste rápido era utilizado apenas em alguns casos específicos, como pessoas que sofreram abuso sexual ou profissionais de saúde que foram expostos. Agora, ele é realizado com a população em geral. É importante lembrar que uma contaminação pelo vírus HIV não é detectada de imediato pelos exames. É necessário um período de cerca de 90 dias após a infecção para que os exames possam acusar a contaminação.
Tratamento sem fim
O Ministério da Saúde decidiu que para que uma cidade possua um serviço ambulatorial especializado no tratamento dos casos de Aids é necessário que o número de pessoas identificadas com a doença ultrapasse 50. No Acre, apenas Rio Branco ultrapassa esse número e possui o Serviço Ambulatorial Especializado (SAE), onde são realizados todos os exames de rotina, distribuição dos remédios e acompanhamento psicológico das pessoas soropositivas, além de outras doenças infecciosas como hepatite e tuberculose.
Um paciente só é encaminhando ao Serviço Ambulatorial Especializado quando já está com o exame positivo de HIV. Para os pacientes de tuberculose que frequentam o SAE é oferecido sempre o teste rápido de Aids e sorologia para hepatite, já que a tuberculose é uma doença comum de ser adquirida pelo paciente contaminado por Aids com suas defesas imunológicas já bastante fracas.
“Nós temos muito afago com os nossos pacientes.”, revela a responsável pelo SAE, enfermeira Edna Gonçalves. O carinho e o respeito dos profissionais de saúde são essenciais nesse momento. “São pessoas com doenças graves, sofridas, que passam por momentos difíceis tanto no lado emocional como por conta dos efeitos colaterais do coquetel de remédios.”
Existe uma rotina no SAE. É nas segundas-feiras que são feitas as coletas de sangue para os exames de CD4 e Carga Viral e em seguida eles são encaminhados para o Lacen. Esses exames são imprescindíveis para que os portadores da AIDS saibam como o seu organismo está se defendendo e reagindo ao vírus.
Um coquetel indigesto
Cerca de 437 pessoas fazem tratamento com retrovirais no Acre, os remédios que compõe o coquetel contra a Aids. 398 pessoas só em Rio Branco. Uma pessoa infectada pelo vírus HIV pode passar anos sem manifestar a doença. Ainda assim, deve fazer periodicamente os exames para descobrir se vai precisar realizar o tratamento contra a Aids em algum momento. O infectado pelo HIV não passa a tomar o coquetel imediatamente após descobrir que possui o vírus, mas a partir do momento que começar a tomar, não vai mais parar. A medicação é para a vida toda, ou até o dia que uma cura definitiva para a doença for encontrada.
Não é o caso de A.R., de 19 anos. O rapaz que descobriu que estava infectado pelo HIV aos 17 anos, ainda não teve necessidade de realizar o tratamento com o coquetel contra AIDS. “Quando cheguei no SAE estava totalmente perdido, mas fui muito bem atendido, fiz os exames de sorologia necessários para o caso e foi quando eu realmente tive a confirmação de que tinha a doença. Comecei a ter consultas regulares com uma psicóloga e a partir do momento em que fui tomando conhecimento do progresso do vírus, vi que ser soropositivo não é ser diferente das demais pessoas, até porque, os cuidados que precisamos ter são os mesmos que qualquer pessoa precisa, como alimentação, sono regulado e prática de exercícios.”
É completamente corretor afirmar que uma pessoa pode ter uma vida normal com a Aids, mas ela terá que tomar cuidados especiais para sempre. Sexo apenas com preservativo, deixar de consumir bebida alcoólica, levar uma vida mais saudável com uma alimentação equilibrada e com atividades físicas.
O governo federal disponibiliza o tratamento contra a Aids na rede pública e étotalmente gratuito. Se um usuário do medicamento tivesse que pagar pelo coquetel, ele teria que desembolsar uma média de R$ 3 mil por mês. Os exames também são disponibilizados gratuitamente. O coquetel é composto por uma lista de 19 remédios, mas o paciente não precisa necessariamente tomar todos, exames são determinantes para saber quais remédios tomar. E a partir do momento que alguns não estiverem mais surtindo efeitos, o coquetel é reformulado.
Vale lembrar que alguns remédios do coquetel causam fortes efeitos colaterais em seus usuários como alucinações, insônia e perda de apetite, o que ainda caracteriza a Aids como a “doença da magreza”.
A geografia da Aids
Atualmente, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde existem casos de Aids em 17 dos 22 municípios do Acre.
Em 2010 foram registrados 49 novos casos e 11 mortes. Embora os homens sejam a maioria entre os portadores do vírus, esse quadro tem mudado aos poucos. Na faixa etária entre 14 a 24 anos existe um homem infectado para cada duas mulheres. Esse preocupante dado que tem se tornado comum em todo o país fez com que o Ministério da Saúde desenvolvesse um plano de combate a feminilização da Aids.
“Não existe um grupo de risco, existe comportamento de risco. Também trabalhamos com pessoas mais vulneráveis. A mulher hoje é considerada mais vulnerável.”, lembra Francimary Lima. Determinar a existência do grupo de risco foi também um dos maiores responsáveis pela polêmica e pelo preconceito que ronda a Aids até hoje.
Abalo psicológico
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A Aids para o jovem A.R., com apenas 19 anos, se tornou um grande desafio, “Meus pais não sabem que sou soropositivo, faço tudo sozinho, desde os exames até marcar consultas, me viro sozinho em tudo, mas as vezes não é fácil guardar, chega um hora em que precisamos ter alguém para que possamos contar.” É para momentos como esses que o acompanhamento psicológico se torna essencial.
Todo o paciente diagnosticado com Aids, tanto os que estão em tratamento como os que não estão, passam por atendimento psicológico. Luana Lyra é uma das psicólogas que atendem esses pacientes no SAE, “Muitos não sabem o que é a doença, pensam que é muito mais grave do que é.”
De fato, até o começo dos anos 90, ser diagnosticado com Aids era uma sentença de morte. Hoje, os pacientes infectados pode viver normalmente, por um longo período de tempo. É uma doença menos grave que a hepatite, por exemplo, mais mortal que a Aids.
“Quando as pessoas ficam muito agitadas, nós fazemos dois acompanhamentos semanais. Geralmente é só um. Muitas vezes a pessoa vem para falar da vida com o namorado, da briga com a mãe, às vezes nem é da doença”, revela Luana Lyra. O comportamento psicológico do portador do HIV geralmente é o de negação e choque no começo. Porém, com o passar do tempo, com as informações repassadas e o acompanhamento psicológico, aos poucos eles voltam a ter sua rotina e encarar a vida normalmente.
Luta pela conscientização
Todo ano, durante a campanha mundial contra a Aids, o Acre participa através da Secretaria de Estado de Saúde com ações que geralmente duram todo o mês de dezembro em Rio Branco. No ano passado, um posto para a realização de testes rápidos foi fixado no Terminal Urbano. Foram feitos 487 diagnósticos. Desses, 4 resultados foram positivos, numa faixa etária entre 22 e 42 anos. Essa campanha aconteceu em cinco municípios: Brasileia, Epitaciolândia, Feijó, Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Senador Guiomard.
“A procura pelo teste de Aids é pequena e muitos dos que fazem sentem medo e nem voltam para buscar o resultado.”, confessa Maria das Graças, aconselhadora do CTA. A maior parte das procuras para o exame geralmente são pelo mesmo motivo, a pessoa transou sem camisinha e depois passa a ter alguma insegurança.
O programa da Secretaria de Estado de Saúde, o DST/Aids também é responsável por orientar funcionários da educação e da saúde, qualificando-os para lidar com diagnóstico, saber as formas de transmissão e tratamento. Rio Branco é a cidade que concentra esses serviços, “Mas com o crescimento dos números em todo o Estado, a Secretaria de Saúde também monitora constantemente os números no interior, além dos municípios de fronteira.”, explica Francimary Lima.
Também existe o programa de Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), um trabalho de conscientização entre os jovens, para que eles se protejam e usem preservativos nas relações sexuais. Os jovens estão no grupo onde mais cresce a contaminação.
É o caso do próprio A.R., que foi contaminado muito jovem. “Descobri que era portador do vírus da Aids quando tinha 17 anos e, no momento que recebi a notícia, foi algo bem impactante, pois eu estava diante de um mundo novo, pelo menos pra mim, demorou até a ficha cair de fato.”, conta o rapaz que hoje conserva bastante o otimismo, “Minha perspectiva para o futuro são as melhores possíveis, além de eu nunca ter desistido dos meus sonhos, acredito que futuramente vão encontrar uma vacina, um tratamento definitivo para o caso. A Aids influencia e influenciará sempre nas minhas escolhas.”
Existe uma diferença entre o portador de HIV e os casos de Aids. Uma pessoa pode conviver até dez anos com o vírus HIV sem saber, e pode transmiti-lo a outras por meio da transfusão de sangue ou do sexo sem o uso do preservativo. Já a Aids, se manifesta quando o sistema imunológico enfraquece e começam a aparecer às doenças oportunistas como a pneumonia e outras infecções. Os infectados pelo vírus HIV, mesmo quando identificados, se não estiverem em tratamento contra a Aids não entram nas estatísticas. Segundo o Ministério da Saúde, para cada caso de Aids, existem 10 contaminados pelo HIV que ainda não desenvolveram a doença.
Por isso a necessidade de expandir ainda mais as campanhas de prevenção e estimular as pessoas a fazerem o teste, principalmente entre os grupos que mais crescem os números de Aids, jovens e idosos. “Mesmo que você faça o exame e ele dê negativo, não se descuide, continue usando preservativo, pois a Aids existe, veio e vive no meio de todos nós.”
A VINGANÇA DA DECOREBA
Trabalho publicado na revista "Science" mostra que alunos que estudam por métodos do tipo decoreba aprendem mais do que os que utilizam outras técnicas. Resultado cairá como uma bomba na guerra pedagógico-ideológica que opõe os entusiastas da educação construtivista aos defensores de métodos tradicionais
Por:Hélio Shwartsman
Folha de São Paulo
Esta vai deixar alguns pedagogos de cabelos em pé. Trabalho publicado anteontem na "Science" mostra que alunos que estudam por métodos do tipo decoreba aprendem mais do que os que utilizam outras técnicas.
O "paper", que tem como autor principal o psicólogo Jeffrey Karpicke, da Universidade Purdue, comparou o desempenho de voluntários que estudaram um texto científico se valendo de um método que enfatiza a memória (leitura seguida de um exercício de fixação mnemônica) com o de alunos que usaram a técnica do mapa conceitual, na qual leem o texto e depois desenham diagramas relacionando os conceitos apresentados. Desenvolvido por Joseph Novak nos anos 70, o mapa conceitual tem como pressuposto a teoria da aprendizagem significativa, segundo a qual aprender é estabelecer relações relevantes entre ideias.
Uma semana depois, os estudantes fizeram um exame para descobrir quanto haviam aprendido. O grupo da decoreba teve um índice de acertos 50% maior do que o do mapa. A grande surpresa, porém, foi que os memorizadores se saíram melhor tanto nas perguntas que envolviam a mera reprodução das ideias originais como também nas questões que exigiam que eles fizessem inferências, estabelecendo novas conexões entre os conceitos.
Um segundo experimento aprofundou um pouco mais esses achados, explorando, por exemplo, o desempenho de um mesmo estudante com os dois métodos de estudo. Em todas as situações, a decoreba apresentou melhores resultados que o mapa conceitual.
Evidentemente, ainda é cedo para generalizar as conclusões desse trabalho, que ainda precisa ser reproduzido em outros centros para ganhar nível de evidência. Mas já é certo que ele cairá como uma bomba na guerra pedagógico-ideológica que opõe os entusiastas da educação construtivista aos defensores de métodos tradicionais.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Não à Regionalização da UFAC no Alto Acre
Na semana passada teci severas críticas sobre a regionalização de alguns serviços à população dos municípios de Xapuri, Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil, tudo centralizado no município vizinho de Brasiléia como “sede” da regional, para minha surpresa hoje no sitio da agencia de Noticias do Governo do Acre foi publicado a matéria UFAC apresenta projetos de expansão ao governador Tião Viana (http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14767&Itemid=26), e segundo a matéria entre os projetos apresentados ao governador pela reitoria está a construção do Campus do Alto Acre, a ser construído em Brasiléia em benefício de uma população de 60 mil habitantes nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, e Xapuri.
Quero com todas as letras dizer que sou contra essa história de regionalização de um centro para a Ufac aqui no Alto Acre. Que se faça investimentos em Brasiléia, mas para atender aquele município e Epitaciolândia que são interligados, mas que pela distância entre aqueles municípios e Assis Brasil que se invista também lá, já para Xapuri a história é bem diferente, temos um prédio da Universidade Federal do Acre, que possui 02 salas grandes, no prédio principal, anexo recém ampliado para instalação de laboratório técnico e de informática, Alojamento masculino e feminino para professores e área ainda livre para futuras ampliações e tudo isso praticamente abandonado, porque a UFAC desde 2004 ano em que encerrou o ultimo curso oferecido no município nunca mais utilizou o prédio, então temos que exigir que se implante cursos no município que se utilize a estrutura já existente e não em município vizinho.
Segundo Informações do Prefeito Ubiraci Vasconcelos em discurso proferido no dia 13/01 por ocasião da formatura dos alunos de ensino médio da Escola Divina Providência, o mesmo juntamente com sua equipe havia cumprido agenda com a Reitora no sentido de cobrar da instituição a instalação de cursos no Campi de Xapuri. Está mais do que certo o Prefeito, ainda mais porque a universidade mantém um campi em Xapuri, com funcionários e equipamentos só para dizer que tem presença no município isso é uma hipocrisia, temos anualmente cerca de 90 alunos que saem do ensino médio, 30 do Eja e mais uns 50 dos programas especiais que ou tem que amargar com custos em Universidades particulares no sistema EAD ou ficar sem estudar devido a Universidade não estar defato presente em Xapuri.
Se caso tiver que realizar investimentos de larga escala que seja em Xapuri, já que no município já está em pleno andamento o Projeto de transformação desde Rincão Amazônico como Capital do Conhecimento. Será bastante engraçado e grotesco Xapuri receber tal título, mas a Universidade Federal do Estado estar à 66 km de distancia no município vizinho
Tenham dó....
Sobre sabores e pessoas
Escrito por Socorro Fonseca
Publicado originalmente no Pagina20 onlineNão é o mesmo, o paladar das pessoas. Por isso algumas preferem umas comidas e bebidas e, outras, preferem outras. Conheço pessoas com o paladar aguçado. Aqui em casa, por exemplo, um de nós, faz questão de decifrar cada um dos temperos usados na elaboração de um determinado prato: “Tem pouco sal; tem gengibre; tem pimenta do reino; deveria ter menos queijo parmesão; tem coentro; não gosto de salsa; pegaria bem manjericão; não estou comendo carne - esses dias”.
Não sou eu. Ao contrário. Esforço-me para identificar a uva dos vinhos que bebo: Cabernert Sauvignon, Malbec, Syrha, Merlot, Pinot Noir, Tannat, Tempranillo, Chardonnay. Ainda me confundo. Já das cervejas, eu só sinto se estão quentes ou geladas. Recentemente provei a Norteña - é muito boa.
Mas os sabores têm seus segredos. Não basta colocar cebola roxa, azeitonas pretas e azeite português, para garantir que, ao final, o bacalhau fique irresistivelmente bom. O segredo do bacalhau é o próprio bacalhau. Tem que ser o filé, sem espinhas, sem pele, bem alto e cuidar do ponto do sal. Cebolas, azeites, azeitonas, batatas, ovos, são apenas os complementos e que podem ser até dispensados, um ou outro.
Interessante é que eu tenho uma amiga que faz um bolo de milho tão gostoso… Mas, tão gostoso, e, no entanto, usa qualquer milho - o milho em conserva, de qualquer marca. Ficava imaginando como “aquilo” poderia ser feito. Deveria ser muito difícil. Taí a receita - disse ela. É só bater tudo no liquidificador. Fiz o bolo. Não ficou igual ao dela.
Sabores são como pessoas?
É o que parece. Alguns são intensos e dispensam complementos. Já outros, vêm da mistura de vários ingredientes e do modo como são preparados. Algumas pessoas se revelam naturalmente, pela pura essência. Já outras desabrocham conforme interagimos com elas.
Meus sabores inesquecíveis, na ordem cronológica:
Infância: farinha láctea, farofa de ovo, aluá , arroz paulista, frango assado desfiado; brigadeiro e cajuína.
Adolescência: Sanduiche misto – de uma pizzaria no centro da cidade.
Entre a juventude e a fase adulta: Gim com guaraná e tartaruga – no aniversário de um tio.
Adulta: cerveja; tijolinhos de pirarucu – feito num bar, do outro lado da ponte; Vinho Chileno; Sarapatel – feito pela minha mãe; Mojito e, o bolo de milho da minha amiga.
Um dia, comi jabuti com farofa de carne de veado, lá num seringal. Sentir as pessoas… Tenho tentado. Ainda me confundo.
Mas sei cozinhar.
Depressão pós-férias
Mais de cinco milhões de brasileiros sofrem desse mal, que pode ser sinal de profunda insatisfação com o trabalho Por: João Loes
Revista ISTOÉ Independente
Nesse sentido, as férias servem de gatilho para o início de um processo depressivo amplo e que tem como grande causa, segundo o estudo, uma profunda insatisfação profissional, presente em 93% dos que sofrem da síndrome pós-férias. Insatisfação essa que nasce de situações estressantes no ambiente de trabalho, como a falta de perspectivas de ascensão profissional ou conflitos frequentes com colegas. “Para essas pessoas, as férias são o paraíso e o trabalho, o inferno”, explica Anderson Cavalcante, administrador e consultor de empresas. “A perspectiva de voltar ao trabalho é uma tortura”, diz ele.
Revista ISTOÉ Independente
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ALERTA: Se a tristeza da volta à rotina durar mais de 14 dias,é hora de procurar ajuda profissional |
Não é fácil voltar de férias. Encarar o trânsito, os horários e as obrigações fica mais difícil quando a lembrança de dias tranquilos, prazerosos e sem compromissos ainda está fresca na memória. Com raríssimas exceções, todos nós sentimos o peso do retorno à dura realidade. Mas há alguns que sofrem mais do que outros. Um trabalho conduzido pelo braço nacional da International Stress Management Association (Isma), organização internacional especializada no estudo do estresse, mostrou que 23% dos brasileiros têm a chamada depressão pós-férias, também conhecida como síndrome pós-férias. Diferentemente da tristeza, que acomete quase todos os que voltam de alguns dias ou semanas de folga – e que logo passa –, esse mal perdura por pelo menos 14 dias e pode ter consequências perigosas. “Muitas vezes é a manifestação de problemas que se acumulavam no plano profissional, mas que estavam latentes”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association Brasil.
Nesse sentido, as férias servem de gatilho para o início de um processo depressivo amplo e que tem como grande causa, segundo o estudo, uma profunda insatisfação profissional, presente em 93% dos que sofrem da síndrome pós-férias. Insatisfação essa que nasce de situações estressantes no ambiente de trabalho, como a falta de perspectivas de ascensão profissional ou conflitos frequentes com colegas. “Para essas pessoas, as férias são o paraíso e o trabalho, o inferno”, explica Anderson Cavalcante, administrador e consultor de empresas. “A perspectiva de voltar ao trabalho é uma tortura”, diz ele.
Foi assim com a paulistana Cleuza Regina dos Santos, 44 anos. Mãe solteira de dois adolescentes, ela trabalhou na administração de uma empresa de transportes por seis anos. Lá, diz que sempre se sentiu perseguida, fosse pelas roupas que usava, pelo que dizia ou como agia. Enquanto estava na correria do dia a dia, ela conseguia relevar as dificuldades. Mas, quando saía de férias, o desejo de abandonar a empresa aumentava significativamente. “De folga você conversa com outras pessoas, vê que a vida pode ser diferente e melhor”, conta Cleuza, que se debulhava em lágrimas não só nos dias que antecediam o retorno ao trabalho, mas em silêncio, no banheiro da firma. Eram meses de sofrimento até engrossar a carcaça de novo para aguentar os desconfortos do ambiente profissional. Sua história na empresa terminou três meses depois das férias de janeiro de 2009. Abalada, ela procura por um novo emprego desde então.
Colocar o índice de 23% de trabalhadores que hoje sofrem de depressão pós-férias em números absolutos ajuda a entender a abrangência desse mal. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil fechou 2010 com 22,5 milhões de pessoas empregadas formalmente. Isso cria um exército de funcionários que sofrem de depressão pós-férias com mais de 5 milhões de pessoas. Então, o que fazer para administrar o problema? Para Ana Maria Rossi existem dois caminhos que podem ser seguidos por quem sofre desse tipo de depressão. O primeiro é resignar-se, dentro dos limites que cada uma estabelece para si, e se adaptar às dificuldades no ambiente de trabalho compensando a frustração com alguma outra atividade, como trabalho voluntário ou hobby. Já o segundo, mais radical, é buscar um novo emprego. Também dá para minimizar o impacto da depressão retomando uma rotina semelhante à do trabalho três dias antes do fim das férias. Voltar de viagem no mínimo dois dias antes do retorno ao serviço também é válido, asseguram os especialistas.
INSATISFAÇÃO
É comum recorrer às férias quando a vida profissional não caminha bem. Foi isso que Murilo Ferreira, paulista de Ribeirão Preto, 24 anos, fez ao perceber que estava insatisfeito com os rumos de sua carreira. Mal sabia ele que, com o descanso, sua percepção dos problemas se acentuaria. Aos 22 anos, ele pediu demissão da empresa na qual trilhava uma bela carreira como administrador. “Era coisa demais para mim naquele momento”, reconhece. Hoje ele trabalha com o mesmo chefe daquela época, mas em outro lugar onde o ritmo, segundo ele, é mais adequado. “Já estava em situação crítica antes das férias”, diz. “Com o final do descanso, ao ver que teria que voltar para o ambiente que me desgostava tanto, percebi que tinha que sair.”
Especialistas são unânimes: é importante dar atenção à tristeza pós férias, pois essa é uma grande oportunidade para se conhecer. “Existe um jogo de empurra entre empregador e profissional quando o assunto é depressão pós-férias”, diz Ana Maria. “Um tenta empurrar a culpa para o outro, mas a responsabilidade deveria ser compartilhada.” Trabalhadas as causas do problema, tanto a empresa quanto o funcionário podem sair ganhando. Mas não é sempre que isso acontece. Mais depressão...
sábado, 29 de janeiro de 2011
Imagem do dia
O que está na onda da mídia e na cabeça de todo mundo infelizmente é o sofrimento das pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo devido as fortes chuvas que castigam aqueles estados desde o inicio do ano, o que reflete bem o que a natureza em resposta aos constantes ataques do homem provoca quando se enfurece. Compreender os sinais que a natureza nos oferece é sinal de sabedoria e de sobrevivência, e apesar de muita coisa estranha que diariamente nos cerca insistimos em não observar criteriosamente e repensar nossas atitudes.
Fiquei deveras pasmo quando nas festividades do dia 20 de janeiro em visita À Praça São Sebastião percebi que o volume de água do Rio Acre, justamente no encontro com Rio Xapuri, não tem sequer a metade do volume costumeiros dos anos anteriores.. Tinha até praia... Vocês poderão observar nessa composição de imagens dos últimos três anos a mudança observada e façam suas conclusões.
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