
Por: Antonio Alves
No governo de Jorge Viana criou-se e aperfeiçoou-se o hábito de atrasar o início de todos os eventos e solenidades oficiais. O público e a imprensa ficavam esperando e fofocando até que o governador chegasse, apressado, com sua comitiva.
No começo eram atrasos pequenos: meia hora, quarenta minutos. Depois foi aumentando, de tal forma que se a solenidade estivesse marcada para as 9 horas, você podia chegar descansadamente às 10 e meia e conversar com os colegas até às 11, hora em que provavelmente chegaria alguém para dizer "alô som" no microfone.
A coisa chegou a um ponto tal que o cerimonial do gabinete passou a colocar nos convites coisas como "horário: a partir das 17 horas".
Bom, baseado nisso, e para evitar que se chegasse a um prejuízo irreparável na imagem dos governantes e do povo acreano, sugeri que fosse criado um novo horário para o Estado de Dom Galvez. Seria simples: se a solenidade estivesse marcada para as 10, quando o governador chegasse todos acertariam seus relógios para as 10.
Aquele horário ficaria valendo até a próxima solenidade. Obviamente, esse seria o horário oficial, pois nos quatro cantos da cidade e nos oito da floresta, os mais variados horários estariam em vigor.
Liberdade de fuso, liberdade de horário. Ainda defendo esta bandeira. Mas sou contra, visceralmente contra, essa tentativa dos políticos e financistas e marqueteiros que agora inventaram de mudar o horário do por-do-sol.
Pra mim, ressalvadas a variação das estações, que junto à linha do equador é muito pequena, o sol nasce às seis da manhã, está a pino ao meio-dia e se põe às seis da tarde. Brasília, se quiser, que mude.
◙ Opinião do jornalista Antonio Alves, publicada em outubro do ano passado.
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