
A organização do 8o Festival do Açaí de Feijó já encomendou seis mil litros do vinho ao comerciante Lourival da Silva, que mantém um grupo de 14 pessoas sob emprego nas atividades que envolvem extração e preparo do produto que se tornou referência para o município.
Lourival vende diariamente média de 300 litros do vinho que também se consolida como o de melhor preparo do Acre. "O açaí daqui de Feijó é mais grosso", disse Louro, como é conhecido o comerciante que há 12 anos trabalha com açaí em Feijó na República do Açaí. Louro é filho de Sebastião Ferreira de Oliveira, o Babá. Há quinze anos, Babá abriu o Rei da Floresta com apenas um free com apenas um freezer. Hoje, entre tantos bens que obteve com a renda do açaí, adquiriu mais três refrigeradores para a República do Açaí.
O produto é obtido nas matas das colônias do KM 60 da BR 364 e o fornecimento só diminui no mês de dezembro, quando a produção dos açaizais reduz bastante. Ainda assim, mesmo escasso, o produto ainda mantém funcionando os comércios especializados de Feijó.
Em média, um trabalhador da área obtém R$900 de renda ao mês. Mais de duas mil pessoas estão envolvidas com a atividade, desde a extração até a fabricação do vinho nas máquinas das lojas especializadas ou na Casa do Açaí, mantida pela Prefeitura.
Babá tem também sua tese para o propalado sabor diferenciado do açaí feijoense: "aqui o fruto é mais carnudo", diz. Ou seja, tem mais polpa, produz mais e com consistência.
Vinho amazônico

O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes das florestas do Acre, como em toda a Amazônia onde a palmeira frutifica.
Com o açaí é possível produzir grande variedade de alimentos. Pode ser consumido na forma de bebidas, doces, geléias e sorvetes. Para ser consumido, o açaí deve ser primeiramente despolpado em máquina própria ou amassado manualmente (depois de ficar de molho na água), para que a polpa se solte, e misturada com água, se transforme em um suco grosso também conhecido como vinho.
As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas. Em Feijó, o aproveitamento dos caroços para artesananto ainda é incipiente. A falta de uma cooperativa ou associação não contribui para uma cadeia produtiva e sustentável. "Tínhamos uma associação mas está parada", lamenta Louro.
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