Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

PF apreende homem transportando 3,5 kg de drogas na mochila

Os policiais federais em Epitaciolândia/AC prenderam em flagrante, na madrugada de 25 de agosto, E.N.S. transportando 3,5 kg de entorpecente em uma mochila.

ELIEL NUNES DOS SANTOS, foi preso em flagrante na BR-317, próximo ao trevo do município de Xapuri/Ac, em uma barreira policial, quando viajava para Rio Branco em um táxi, transportando em sua mochila, aproximadamente 3,5 Kg de cocaína.

O homem disse à polícia que comprou a droga na Bolívia e iria vendê-la em Rio Branco. Com ele também foi encontrada uma cédula de identidade boliviana, constatada como verdadeira, porém ideologicamente falsa, uma vez que E.N.S. usava-a para não ser reconhecido, pois estava sendo procurado pela Justiça Brasileira por roubo.
Eliel foi encaminhado ao presídio Dr. Francisco de Oliveira Conde.

Por: Assessoria de Comunicação / Superintendência Regional da PF no Acre

Extraterrestres?

WOW... WOW...WOW... WOW...WOW... WOW...
Como sempre tenho que pesquisar algumas pérolas das publicações de física e calculos matemáticos, devido receber publicação mensal da Revista do Matemático, achei interessante uma publicação na coluna curiosidades, onde rela o trigésimo aniversário ocorrido no dia 15 de agosto do evento (sério) mais próximo que tivemos de contato extraterrestre. Este evento ficou conhecido como “sinal uau”, do inglês wow signal. Apesar de nunca ter sido dada nenhuma explicação razoável para o fenômeno, infelizmente não podemos dizer que realmente tivemos um contato extraterrestre. Ou para os mais céticos puro besteirol, mas vamos aos fatos históricos da publicação que achei interessante.

Em agosto de 1977, o Dr. Jerry Ehman estava em um projeto de busca de sinais de origem extraterrestre, que depois acabou evoluindo para o projeto Seti (procura por inteligência extraterrestre, na sigla em inglês). Ehman estava usando o radiotelescópio da Universidade de Ohio, nos EUA, conhecido como Orelhão (Big Ear, em inglês). Esse radiotelescópio era fixo no chão, de modo que não havia apontamento. Uma parede refletia o sinal do céu em uma superfície parabólica que focava o sinal em dois detectores, chamadas de “cornetas” no jargão. Como todo o aparato era fixo, as cornetas apenas recebiam o sinal daquilo que passava no céu naquele instante, e aí um computador registrava tudo. Como o volume de informações era gigantesco, todo sinal detectado pela antena era codificado em uma seqüência alfanumérica de 6 caracteres, que resumia as suas principais características. A idéia era detectar algo suspeito e depois partir para observações mais precisas em outros telescópios.

No dia 19 de agosto de 1977, o Dr. Ehman estava checando as saídas impressas do computador para ver o que tinha acontecido nos dias anteriores. O volume de dados era gigantesco, de modo que não dava para fazer tudo simultaneamente. Olhando uma das folhas impressas ele notou o seguinte código: “6EQUJ5″ no canal 2 do telescópio. Isso significava que um forte sinal em rádio, com uma banda em freqüência bem estreita vinda de uma região bem pequena do céu, havia sido detectado. Impressionado com isso, Ehman circulou o código e escreveu UAU! (Wow! no original) em vermelho. Ele continuou a análise dos dados dos outros dias, especialmente procurando por uma repetição do sinal, já que a mesma região do céu era observada a cada dia. Mesmo não tendo encontrado uma repetição do sinal, Ehman comunicou a descoberta aos seus colegas John Kraus e Bob Dixon, que passaram a chamá-lo de “sinal Uau!”. (Veja abaixo a anotação original do pesquisador.)
O sinal foi detectado às 23:16 da noite de 15 de agosto na freqüência de 1420.4556 MHz, o que corresponde à famosa linha de 21 cm do hidrogênio, vindo da direção da constelação de Sagitário.

Esse sinal passa por todos os testes para classificá-lo como vindo de uma civilização extraterrestre tentando contato com alguém. Ele era intenso, vinha de uma fonte de pequenas dimensões do céu, tinha uma banda bem estreita e estava na freqüência da linha de 21 cm do hidrogênio, que é a linha sugerida para se procurar por sinais assim.

O hidrogênio é o elemento mais abundante do Universo; se alguém deseja estudar o material mais abundante do Universo, vai ficar observando essa linha. Então, se você quiser que alguém detecte um sinal seu, é melhor escolher uma freqüência em que você sabe que vai ter alguém escutando. A escolha mais natural é a linha de 21 cm do hidrogênio.

Mais aí eu pergunto por que ninguém admite que temos um sinal de vida inteligente fora da Terra desde 1977? Por que esse sinal falha em um único ponto, justamente o mais crítico: ele não se repetiu. Ehman, Kraus e Dixon procuraram uma repetição do sinal por meses a fio usando o mesmo Orelhão e nada.

Anos mais tarde, os radioastrônomos Robert Gray e Kevin Marvel decidiram procurar esse sinal. Eles nunca ficaram convencidos que se tratava de um sinal espúrio, provocado por ruído. De fato, o próprio método de observar deixa poucas dúvidas da origem celeste do sinal. Como o Orelhão ficava parado e as fontes é que corriam por sobre suas cornetas, um sinal celeste (não necessariamente de vida inteligente) tem um padrão de intensidade quando detectado. Ele deve crescer do zero até atingir um máximo e depois cair a zero novamente, seguindo um perfil bem específico. Isso aconteceu com o sinal Uau e durou exatamente 72 segundos, o tempo em que a fonte no céu leva para percorrer o campo de detecção de uma das cornetas (chamado de feixe). Esse fato descarta um sinal de interferência vindo da Terra, ou mesmo de algum satélite em órbita baixa.

Em 1995 e 1996 Gray e Marvel usaram o radiotelescópio VLA, um conjunto de 27 antenas com 25 metros de diâmetro cada, o que dá uma sensibilidade 100 vezes melhor que a do Orelhão. Eles varreram uma área no céu correspondente às coordenadas do sinal original, inclusive com uma grande margem de erro.

Observando em uma banda mais larga que em 1977, foram encontradas duas fontes de rádio com características normais para uma fonte extragaláctica, mas principalmente nada de variações de brilho. Partiram então para uma procura por fontes em banda estreita, tal como foi a detecção original, e nesse caso foi ainda pior: nada de fontes. Conclusão, nenhuma fonte com emissão com duração entre 5 e 20 minutos foi encontrada.

Então não há nada que comprove esse sinal, certo? E se a fonte emitisse periodicamente em um ciclo de várias horas, como se fosse um farol de navegação?

Bom, lá foi Robert Gray para o radiotelescópio da Universidade da Tasmânia investigar essa possibilidade. Entre março e outubro de 1997, ele e Simon Ellingsen examinaram a direção do sinal Uau por 10 noites, sempre em sessões de no mínimo 14 horas contínuas.

Os resultados foram decepcionantes de novo, nada foi detectado. Na pior das hipóteses, durante uma única sessão de 14h, haveria 30% de probabilidade de se detectar um sinal de 48h de período, ou seja, se o sinal levasse dois dias inteiros para se repetir. Com três dessas sessões, a probabilidade salta para 80%. Sinais com períodos menores teriam ainda mais chances de ser detectados. Para um sinal periódico não ser detectado por essa metodologia, ele teria de ter um período de vários dias. É possível?

Sim, mas nesse caso é de se pensar na imensa sorte de alguém ter detectado um sinal que se repete somente depois de mais de três meses, já que durante esse tempo a região foi monitorada dia após dia.

Então, o que teria causado esse sinal? Uns 20 anos depois, o próprio Ehman listou as possibilidades. Dentre elas, planetas e asteróides podem ser excluídos, bastando olhar suas posições. Uma transmissão de satélite também é improvável, pois a freqüência de 1420 MHz é protegida. Existe um acordo mundial para que essa freqüência nunca seja usada por ninguém, pois ela é muito importante para a astronomia. Mas e se alguém ali por perto do radiotelescópio resolvesse mandar uma mensagem ao espaço justo naquela hora? Também parece improvável, pois o sinal teria de ser apontado direto para que o Orelhão o detectasse. Além do mais, o sinal se comportou exatamente como o esperado para uma fonte astronômica, o que também exclui um sinal de rádio vindo de um avião.

E se esse sinal tivesse sido transmitido da Terra e tivesse sofrido uma reflexão no lixo espacial em órbita da Terra? Nesse caso, teria de ser um pedaço de metal. Até aí tudo bem, mas ele teria de estar em uma órbita muito alta, e pior, não poderia ter rotação alguma. Essas duas características, especialmente a última, são bem improváveis de acontecer com um pedaço de lixo espacial. Um efeito produzido por lente gravitacional duraria mais tempo, e a cintilação interestelar (um tipo de cintilação parecido com aquela que vemos no céu) só corrobora a idéia de que o sinal tem origem no espaço distante.

Depois de listar todas essas possibilidades Ehman admite que ele só consegue imaginar um sinal emitido por alguma civilização inteligente. Mas por que não admitir isso? Nas palavras dele (traduzidas por mim): “Porque eu sou um cientista, e como tal eu sei que essa hipótese só seria aceitável se eu e outros colegas também detectássemos esse sinal mais vezes”.

Em um dos seus últimos livros, Carl Sagan também fala desse sinal, e ele admite que nunca houve um evento que se aproximasse tanto de um sinal de vida inteligente extraterrena. Mas ele também diz que, de acordo com o método científico, não poderia admitir isso até que o sinal se repetisse e mais pessoas pudessem detectá-lo. Depois de conjeturar e eliminar as possibilidades acima, Sagan sugere que tenha sido algum satélite espião que tenha usado a freqüência protegida do hidrogênio para transmitir alguma informação. Usando essa freqüência, o sinal poderia ser confundido com emissão
do hidrogênio. Essa violação do acordo é bem possível, afinal de contas os procedimentos de espionagem não são divulgados por aí, nem mesmo os detalhes das órbitas dos satélites espiões são conhecidos.

E eu, o que acho? Fico com as palavras de Ehman: poucos dados para muita especulação. Somente com um evento detectado não dá para tirar conclusões tão profundas. Também acho que a explicação do Sagan não é tão fantasiosa assim. Não dá para garantir que os militares americanos seguiriam um protocolo de intenções proposto por astrônomos, ainda mais na década de 1970.

Da calma

Paulo Coelho
Não acreditem que os fins justificam os meios. Porque não existem fins; existem apenas os meios.

A vida nos leva do desconhecido para o desconhecido. Cada minuto está revestido deste apaixonante mistério: não saber de onde viemos ou para onde vamos.

Acima de nós, o Espírito Santo flutua, com as respostas de nossas perguntas e as soluções de nossos problemas; e nos atira estas respostas e soluções à medida que caminhamos. Faz isto sempre no momento apropriado.

Se pensamos apenas na meta, nos afastamos dos sinais do Espírito. Então, o lado das trevas começa a impor suas regras traiçoeiras.

“Eu sei o que eu quero”, diz o discípulo.

“Mas cuidado no que você vai se tornar, por causa disso”, responde o mestre.

Vale Tudo pela Saude dos Bebês Peruanos

Bebês competem por título de melhor 'mamador' do Peru
Competição faz parte de semana da amamentação, coordenada pelo ministério da saúde.
Menina de 5 meses ganhou competição no interior após beber leite por 6 minutos.

O governo do Peru encontrou uma forma curiosa para estimular a amamentação dos recém-nascidos: durante esta semana, diversas cidades do país sul-americano realizam concursos para eleger o bebê capaz de mamar por mais tempo.

As competições para eleger os mais "mamadores" fazem parte da semana da amamentação, organizada pelo Ministério da Saúde do Peru.

Em algumas cidades, as mães estimulam seus bebês, já que o "rei da mamada" costuma ganhar prêmios como enxovais e pacotes de fralda descartável.

Para vencer, é preciso ter um bom apetite. Em Cerro de Pasco, por exemplo, a campeã foi a pequena Yasmín Valle Cosme, de 5 meses, que mamou por cerca de seis minutos.

STF começa a decidir futuro da Raposa Serra do Sol nesta quarta-feira

Ministros irão analisar ação que contesta demarcação contínua da reserva.
Julgamento pode se estender até quinta-feira, prevê o relator Ayres Britto.

Diego Abreu
Do G1, em Brasília

O julgamento que definirá o futuro da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, começa às 9h desta quarta-feira (27). Em jogo está a manutenção ou não da demarcação contínua da reserva, homologada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005.

A ação que vai ser analisada pelos ministros do Supremo foi impetrada pelos senadores de Roraima Augusto Botelho (PT) e Mozarildo Cavalcanti (PTB). Eles pedem a anulação da portaria que definiu os limites da reserva.

À frente da bancada de Roraima no Congresso Nacional e em defesa dos arrozeiros, o deputado Francisco Rodrigues (DEM) pede que as áreas produtivas, os municípios e as vias de acesso que se encontram dentro da área demarcada sejam excluídos da reserva indígena.

Já o Conselho Indigenista de Roraima (CIR) lidera o movimento pela demarcação da Raposa Serra do Sol em área contínua e sem a presença de não-índios. Ou seja, é a favor da demarcação feita em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e homologada por Lula em 2005.


Julgamento longo
De acordo com a previsão do próprio ministro relator da ação, Carlos Ayres Britto, o julgamento deve se estender até quinta-feira (28). Pelo cronograma do Supremo, o primeiro passo da sessão será a apresentação do relatório de Ayres Britto. Nessa parte, ele ainda não apresentará o seu voto, apenas o relatório.

Depois disso, as partes que ingressaram com a ação e as contrárias à ação também deverão se manifestar. Embora não haja um número definido de pessoas que farão exposições orais, é possível que haja até seis sustentações sobre o tema, sendo que cada uma pode durar até 15 minutos.

O advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, também se pronunciarão antes de o ministro Ayres Britto proferir seu voto.

É possível, como o próprio relator confirmou em entrevista na segunda-feira (25), que seu voto seja lido só na quinta. Segundo Britto, o voto tem 108 páginas.

Somente depois do voto do relator, a decisão sobre o futuro da reserva começará a ser tomada, com a apresentação dos votos dos outros dez ministros – o STF possui 11 ministros. Embora improvável, existe ainda a possibilidade de algum magistrado pedir vista do voto do relator. Caso isso ocorra, o julgamento pode ser adiado.

Parâmetro
Qualquer que seja a decisão do Supremo sobre o tema ela servirá como parâmetro para futuras discussões sobre demarcações de terras indígenas. Essa é a opinião de três dos ministros do STF – Ayres Britto, Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes – e também do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Na Praça dos Três Poderes, em Brasília, já havia índios na tarde de terça-feira(26). A expectativa é que pelo menos 150 índios acompanhem o julgamento nesta quarta, em frente à sede do STF. É esperada também a presença de arrozeiros nas proximidades do Supremo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Em Tempos de Politica e de Olimpíadas

A Charge do dia, refere-se à colocação do nosso Presidente Lula em Terceiro lugar de na America Latina em aceitação popular, publicada hoje pelo Chargista Benett, no jornal Aa Gazeta do Povo do Estado do Paraná(PR)

E dá-lhe BRONZILLLLLLLLLL!!!!!

Estou de Volta

Caros Amigos Leitores,
Passei quase duas semanas sem publicar neste espaço. Isso ocorrera devido dois pequenos empecilhos que tive: Primeiramente devido a excelente qualidade da energia elétrica fornecida em Xapuri, com uma oscilação incrível da força que chega até nossos lares meu PC queimou a sua fonte e aí lascou tudo... incrivelmente não gosto de utilizar computadores de terceiros para publicar nesse espaço, então tive que aguardar. Outra questão é que depois de 03 anos afastados do exercício do Magistério retornei à minha velha e querida função de professor, coisa que amo e que imagino que contribuo muitíssimo para a sociedade Brasileira que tando padece de novos profissionais ou que os que podem colaborar estejam realmente nas suas devidas funções.

Para partilhar esse momento de novas transições gostaria de dividir com voces um texto que muito representa para a classe do Magistério, claro com as devidas alterações.

Eu confesso
Confesso que sou professor. Professor que gosta de ensinar mais do que explicar. Sugerir mais do que proibir. Elogiar a leitura mais do que a obrigatória tortura. Professor no falar e no agir, no sorrir e no pensar, no calar e no sentir.

Confesso que sou leitor compulsivo, fanático, inveterado. Confesso que gasto dinheiro demais com os livros. Que sinto prazer em entrar num sebo, numa livraria, numa biblioteca. Que os livros são o meu tormento e o meu céu.

Confesso e não nego que sou escritor. Escritor escravo do escrever. Escritor que passa o dia escrevendo mentalmente o que há de escrever no papel ou na tela. Escritor que elogia a leitura, o leitor criativo, a arte da palavra.

Confesso que sou católico. Católico por um triz. Que dorme ao ouvir sermões cansativos. Católico apostólico romântico. Católico sem eira nem beira, sem carteirinha, sem ligação oficial com movimentos e outros elementos.

Confesso que gosto de falar. Na palestra, no debate, na mesa-redonda, no palco, na padaria, no barbeiro. E gosto de calar-me, recluir-me, fugir, enterrar-me vivo no meio dos livros.

Confesso que não gosto de me confessar, de revelar quem sou, o que faço, o que penso, em que acredito. Confesso que gosto de me expor, contar o segredo, confidenciar, abrir o coração.

Confesso que não gosto de futebol na terra do futebol. Que não gosto de carnaval na terra do carnaval. Que não gosto de praia na terra das muitas praias. Confesso e peço perdão.

Confesso que gosto do Brasil, com todas as suas... As nossas contradições e limitações, sua carga tributária e suas festas, seus políticos e seus apresentadores de TV, seu calor e seu frio, sua seca e sua enchente, suas belezas e misérias.

Confesso e não nego que muito pouco do Brasil conheço, mas guardo com carinho um caminhar nas calçadas de Manaus, um passeio pela Feira do Paraguay em Brasília, rápidos passeios de carro nas ruas de Joinville, rio de Janeiro, São Paulo, Goiana, Belém...

Confesso. Não nego. Confesso dizer a verdade. E um pouco mais do que isso.

Estou de volta, e feliz com o reencontro!!!

Até que enfim Acabou - OlimpíadasxHipocrisia

Aleluiaaaa...Aleluiaaaa... Até que enfim acabou os propagados jogos olímpicos que de bom não trouxe quase nada, a não ser uma furrebas medalhas de material vagabundo e muita mídia par as TV. Mas uma coisa é interessante nessas Edições dos Jogos modernos é que como a história já registrou em outras ocasiões, as atenções também se voltam para o que ocorre fora das quadras, pistas e piscinas de Pequim. Não foi uma Olimpíada como qualquer outra, pois questões políticas, de liberdade, direitos humanos, ambientais, estavam tão em evidência quanto os atletas.

Portanto, que não se critique as pessoas capazes de ver o mundo além de resultados, medalhas e marcas, típicos dessa época do biênio (em 2010 o mesmo poderá se dar na Copa do Mundo a ser realizada na África do Sul). Se existe a grita por parte de diversos setores da sociedade mundial, algo não anda tão bem pelos lados dessa milenar civilização.

Apesar do tão papagaiado crescimento econômico constante (o que não vem necessariamente acompanhado de justiça social e respeito à população nas mais diversas áreas), a China está muito longe de um alinhamento com o que se chamava antigamente de espírito olímpico.

Ávida em se afirmar como superpotência do novo século, a China não poupou esforços (nem dinheiro) para promover "os maiores Jogos Olímpicos da história", termo que, aliás, tem sido cada vez mais banalizado por promotores, marqueteiros e interessados em valorizar suas próprias causas. Foram gastos 20 bilhões de dólares para que se estruturasse em Pequim o evento. Pelo menos nesse aspecto, portanto, o objetivo foi atingido.

Os gastos para cada obra impressionam quando se verifica a fundo. No entanto, devemos ressalvar que ao menos não se trata de dinheiro que evapora dos cofres públicos e não produz resultado efetivo. Nesse caso não. Os chineses Fecharam o quadro de medalhas em primeiro lugar, batendo os EUA, e suas instalações de fato serão herdadas pela população local para a prática e desenvolvimento esportivos. Diferente do nosso famigerado Pan do Rio, por exemplo.

No entanto, não se pode fechar os olhos para a cortina de hipocrisia que tenta isolar os Jogos. Fatos para se indignar não faltam, desde questões delicadas até banalidades que poderiam passar despercebidas em meio ao turbilhão de notícias que nos são enviadas do lado de lá do globo.

A remoção de moradores humildes da região em que foi erguida a Vila Olímpica para os atletas e o seu envio a um local mais afastado da cidade não merece ficar sem registro histórico. A presença de "líderes" mundiais como Bush, Sarkozy, Berlusconi e Putin, tendo discursado alguns deles – como Bush –, é, além de tudo, contraditória, pois cansamos de escutar que se deve retirar o teor político da festa.

Ficassem esses pequenos "desvios de espírito olímpico" restritos ao campo do poder e da política, não poderíamos nos dizer surpreendidos, contudo, pois estão longe de serem inéditos. Porém, é de assustar a obsessão que se teve em transmitir a imagem de perfeição e beleza nunca antes vista aos jogos pequineses. As medidas desesperadas para amainar o trânsito local, o embelezamento estético da cidade promovido meses antes do evento e o ‘acobertamento’ de obras inacabadas ou ditas feias foram altamente ostensivos na preparação dos jogos.

E chega a ser constrangedor quando se descobre, conforme admitido pela própria organização dos Jogos, que os fogos que iluminaram a festa de abertura foram projetados em computador, ou seja, não existiram para quem não via pela TV.

Outra revelação ainda mais inacreditável, mas que muito explica os valores culturais vigentes: a garotinha que cantou a música-tema na abertura na verdade foi dublada por uma outra, que teve sua presença no palco vetada pelos organizadores por supostamente não ser tão bonita. Era só o que faltava! Agora a ditadura do padrão estético, que já perturba e estraga milhões de adolescências, agora começa a atormentar crianças de 9 anos, que dessa forma já devem se preocupar em possuir uma imagem aceitável perante os outros quando deviam pensar em coisas mais correlatas à vida de alguém de tão pouca idade. E o porta-voz chinês ainda afirmou não ver problemas nisso, pois todos estavam de acordo. Fico imaginando como será no futuro para a menininha da voz bonita lembrar os motivos que a impediram de participar de um momento histórico.

Creio que ao menos desde Munique-72 (com os assassinatos praticados pelo Setembro Negro contra a delegação israelense), passando pelos boicotes recíprocos entre americanos e soviéticos nos anos 80, todos já perderam a inocência de acreditar que os princípios do Barão Pierre Coubertin estejam preservados. Nem entre os atletas, com tanto doping por aí e a paranóia cada vez maior (e justificada) a seu respeito. As Olimpíadas de 1996, por sua vez, serviram para avisar de vez que, assim como em todas as demais áreas do mundo, o poder econômico falaria mais alto, pois foi no mínimo um descaso com a história do esporte não ter se realizado em Atenas aquela edição dos jogos, que chegavam ao seu centenário.

É claro que algumas vezes foi emocionante ver a consagração de atletas que esperam a vida toda por aquele momento, os (escassos) festejos brasileiros, as dores de quem perde e todo o clima de festa memorável que se vive em uma Olimpíada. Caso contrário, não passaríamos madrugadas em claro torcendo por esportes dos quais nem conhecemos as regras, apenas palpitando e sofrendo por compatriotas que, contra tudo e contra todos diga-se, tentam representar da melhor forma possível nossa bandeira. Porém, é impossível tapar os olhos para o fato de que os jogos olímpicos também viraram instrumento de maquinação e afirmação política.

Agora é esperar e sofrer na Copa...

Dois discursos

Face à realidade econômica e social que vivemos, existem somente dois discursos qualitativamente diferentes. O primeiro é o discurso da galerinha que não passa pelas agruras sociais e financeiras que passamos, que consiste em dizer ser o capitalismo bom, desde que gerenciado com competência, honestidade e determinação. Esse é o discurso predominante, está em todos os recantos e vai do campo aos campi. Também está na boca dos maiores partidos de "esquerda" como é o caso do PT, PSB, PC do B e PDT.

Em razão disso, a direita (não se existe), ou seja, a política que não extrapola os marcos do capitalismo, é francamente hegemônica, gerando daí a afirmação de que acabou a divisão política entre esquerda e direita, pois tudo é direita, cujas frações se coligam sem nenhum pejo em torno das mais diversas candidaturas.

O segundo discurso, minoritaríssimo, parte do princípio de que as mazelas sociais, tão agravadas a cada dia que passa, têm uma única causa que se chama capitalismo. O capitalismo foi revolucionário, mas o seu caráter progressista esgotou-se com o advento do imperialismo. Movido pelo propósito único de gerar lucros para a burguesia, o capitalismo tornou-se um sôfrego destruidor de vidas.

Assim sendo, a única política que serve aos interesses da humanidade respalda-se no discurso da superação do capitalismo, que deve ser feito de forma clara e ostensiva.

Quem leva, porém, a cabo esse discurso anti-capitalista? Quem proclama vivermos um dilema: ou a humanidade destrói o capitalismo ou o capitalismo destrói a humanidade?

Pouquíssimos. Valendo registrar que, dentre esses que se assumem anti-capitalistas, muitos têm esse discurso gravado no meandro de seus cérebros, enquanto usam sua energia para brandir um "Fora ALCA e FMI", reivindicações de caráter nacionalista que o próprio sistema se encarregou de resolver.

Todos são chamados a intervir. Todos devem fazer a sua escolha: ou o discurso conservador que respeita os limites do sistema ou o discurso da transformação social.

Eitaaaaa.. Crise existencial!!!!!

Licença-maternidade: o choro da mídia

Escrito por Altamiro Borges
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que aumenta em dois meses a licença-maternidade e oferece incentivos fiscais às empresas que aderirem à proposta. O projeto segue agora para sanção presidencial, mas deverá entrar em vigor apenas em 2010. No caso dos órgãos federais, a adesão será imediata após a sanção da lei; já os estados e municípios definirão suas regras próprias. No setor privado, a ampliação do benefício será opcional. A empresa ainda poderá abater do Imposto de Renda o valor bruto do salário da funcionária nos dois meses extras.

Para se beneficiar da ampliação de 120 dias para 180 dias de licença-maternidade, a mãe deverá trabalhar numa firma cadastrada no programa Empresa Cidadã e não poderá se dedicar a outra atividade remunerada ou colocar a criança na creche durante este período. Ela precisará solicitar a prorrogação do benefício no primeiro mês após o parto. Na prática, regulamentações estaduais e municipais já permitem que a mãe usufrua os seis meses de afastamento em 93 cidades e 11 estados da federação – sem maiores transtornos. Em síntese, o projeto de lei aprovado representa uma importante conquista dos trabalhadores, mas sem grandes traumas na economia.

Os benefícios do projeto
Apesar disto, a mídia hegemônica, refletindo os interesses mesquinhos da iniciativa privada, logo soltou seus cachorros contra o projeto. Ela deu espaço, quase que exclusivamente, às lamúrias do capital. Não deu realce à opinião dos especialistas, como a da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo Dioclécio Campos Junior, presidente da entidade, o aumento do tempo da licença gera vários benefícios. "O cérebro da criança tem maior velocidade de crescimento nos seis primeiros meses de vida, essenciais ao desenvolvimento da inteligência e da capacidade de aprendizado".

Ele lembra ainda a importância vital do leite materno. "A mãe sabe que a criança deveria receber o aleitamento em caráter exclusivo por seis meses, só que a licença vigente garante apenas quatro meses. A mãe entra num grande dilema, que gera um estresse difícil de ser superado, o que pode levar ao desmame precoce e ao sentimento de culpa". A ampliação é tão benéfica que em vários países, como na Austrália, Chile e Rússia, o tempo de afastamento é bem superior ao do Brasil.

A "dureza do coração" do capital
Estes e outros argumentos, não amplificados pela mídia, parecem não sensibilizar as empresas. A gritaria frente à aprovação do projeto é violenta. Dá até dó dos pobres patrões! A Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu comunicado oficial afirmando que a ampliação "sacrificará" a competitividade das empresas. "Não é dureza do coração, mas quatro meses de licença estão de bom tamanho", afirmou o representante da entidade patronal, Francisco Gadelha, que tem quatro filhas – provavelmente mais privilegiadas do que as trabalhadoras da sua própria empresa.

"Do ponto de vista humano, a proposta é interessante. Mas isso nos preocupa muito, pois estão sendo criados mais encargos para as empresas. Daqui a pouco, na hora de contratar, as empresas vão começar a evitar mulheres que possam ter filhos", alertou, em tom de ameaça, o empresário, como se isto já não ocorresse no país. Outras entidades patronais, como a Federação Brasileira dos Bancos e a Federação do Comércio de São Paulo, também já esbravejaram contra a medida, acusando-a de "engessar o mercado de trabalho" e de reduzir a competitividade das empresas.

Temendo novos avanços na legislação trabalhista, o capital prefere esconder que o benefício, que é opcional, poderá ser deduzido do Imposto de Renda. A União é que arcará com esta conquista. Segundo estimativas, os dois meses extras desta licença custarão à Receita Federal uma isenção fiscal de R$ 800 milhões, caso todos os estabelecimentos optem pelo programa. Mesmo assim, o patronato choraminga. Para ele, modernizar e flexibilizar as relações de trabalho significa, única e exclusivamente, retirar direitos e não ampliá-los. Para o capital tudo, para o trabalho, nada.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PC do B e autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi).