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quarta-feira, 12 de maio de 2010

OCÉLIO DE MEDEIROS

"...Mesmo depois de 68 anos de sua publicação, 'A Represa' continua uma obra singular e um excerto imprescindível de nossa história, ao mesmo tempo, rara, e ainda desconhecida do público acreano. O livro longe de ser um ataque à terra, é uma cinematografia das suas convulsões socias, como bem resume seu prefácio. Nunca alcançaremos o progresso tão almejado para nosso Estado, enquanto renegarmos nossa história a obra rara, em estantes particulares e bibliotecas inacessíveis"

O pai do romance acreano
Isaac Melo*
O ano de 1942 foi marcante para a literatura acreana. Nele surgiam duas importantes publicações que pela primeira vez abordavam somente temas acreanos em seus enredos. De um lado, o conto, representado pelo livro 'Sapupema: contos amazônicos' do cearense-acreano José Potyguara e por outro, o romance, representado pelo livro 'A Represa' do acreano xapuriense Océlio de Medeiros. Ambas as obras são inaugurais e alargam os horizontes para a construção de uma literatura de cepa acreana.
O Acre tem criado uma literatura original, embora ainda em vias de formação, com escritores que pouco a pouco vão se impondo no cenário nacional, pela argúcia de seus escritos e por uma inteligência sutil e provocante. É o caso de Océlio de Medeiros (1917-2008) que, talvez, tenha sido uma das principais personalidades acreanas do século XX e uma das biografias mais agitadas de nossa história. O menino de Xapuri em suas andanças pelo mundo iria se tornar, em breves palavras, militante estudantil, professor universitário, jornalista, advogado, porta-voz de governo, deputado federal cassado e perseguido pelo regime miltar, escritor e poeta.

Não tive o privilégio de conhecer Océlio de Medeiros, porém, desde que entrei em contato com sua obra percebi a superioridade de seu pensamento, fato que me fez ser um seu admirador. Por isso, creio que o Acre ainda está a dever um tributo a sua pessoa e a sua obra. Obra, esta, que não é tarefa fácil de ser abordada, por isso, me detenho, aqui, especificamente, no livro 'A Represa', deixando, assim, um texto mais denso para outra ocasião.
'A Represa: romance da Amazônia' é o primeiro romance acreano de um acreano, Océlio de Medeiros, publicado no Rio de Janeiro, em 1942, pelos Irmãos Pongetti Editores. Já na introdução do romance ressalta-se que a técnica empregada no livro, através de um estilo propositadamente descritivo, consistiu muito em buscar personagens de ficção, ou mesmo inspirado em modelos reais para cenas que colheu, numa apreensão caricatural no sofrimento da vida amazônica. Assim, percebe-se que o autor mescla situações reais com personagens fictícias, o que, por sua vez, confere à obra um valor histórico.

Océlio comenta, nas páginas iniciais, que 'A Represa' abrange dois cenários da terra que será a pátria da humanidade amanhã: o da transição da fase de conquista, o caso do Acre, e o da formação da sociedade aluviônica, que diante dos contrastes, tenta se estruturar para assim poder sobreviver. Soma-se a isso, uma selva pintada com tons nostálgicos. Embora a narrativa deixe transparecer o embate da natureza com o homem, o foco não está na selva imponente, mas no homem. Este, como a Fênix das cinzas, é capaz de se refazer da lama, depois de um repiquete a tudo destruir. Nesse sentido, o homem se torna mais forte que a natureza, uma vez que é capaz, frente à destruição, se reerguer novamente.

O romance tem como pano de fundo a decadência dos seringais e conclui com o início do segundo ciclo da borracha, advindo do começo da Segunda Guerra Mundial. 'A Represa', bem como 'Vidas Marcadas' de Potyguara, é um dos poucos romances em que o seringalista não é estereotipado como seres famigerados, a encarnação do mal na terra, pois como Océlio narra “eles eram, simplesmente, uma atitude imposta pelas contingências do meio, um produto do enriquecimento vertiginoso e obra de uma época de agitações tremendas, cuja energia tinha de se requintar, mesmo em barbaridades, para manter centenas de homens do sertão, com sentimentos excitados de cobiça, na ordem do trabalho que fez a Amazônia de hoje”.
No enredo do romance está Antonico, o jovem filho do Major Isidoro e Dona Candinha, seringalistas falidos pela crise que o enviam para trabalhar no seringal de um amigo, o coronel Belarmino. Este, em plena crise, é um dos únicos que mantêm seu seringal de pé, o Iracema. Lá Antonico encanta-se por Santinha, a filha do coronel. Araripe, o caixeiro do seringal, enciumado, conta a dona Zinha, mãe da moça, as “pretensões” de Antonico, que fala ao coronel, seu esposo. Por fim, numa alternativa conciliadora, por estimar o jovem, o coronel o envia para Belém para continuar os estudos.
A decadência da borracha se agrava cada vez mais. Diante dessa realidade coronel Belarmino resolve inovar: divide suas terras entre os seringueiros e começa a investir na agricultura. Em pouco tempo Iracema se torna um lugar próspero, e homens que dantes eram seringueiros agora são agricultores. Mas, como um dia ressaltou o amazonófilo Leandro Tocantins, na Amazônia o rio comanda a vida. Uma forte alagação inunda a região e Iracema ver desaparecer toda sua plantação. É a segunda decadência.
Expulsos pela alagação, seringalista e seringueiros são obrigados a embarcar para Rio Branco, onde são atendidos pela Comissão de Socorros aos Flagelados das Cheias criada pelo prefeito Ribeiro Santos. Em Rio Branco entram em cena outros personagens como Amadeu Aguiar, jornalista do conceituado “O Acre”; Manoel Brasil, o carteiro bisbilhoteiro; capitão Donato; Filipinho, que tenta iniciar a Academia Acreana de Letras, etc. personagens que refletem uma época e um povo.

Percebe-se, ao longo da narrativa, pitadas do humour e irreverência de Océlio. Falando sobre as peripécias do verídico e folclórico Pe. José, anedotava: “O Padre José, vivendo a emoção de todos esses lances de aventura, contava a estatística dos bichos caçados: duzentos caetitus, trezentas pacas, quatrocentos veados, cinquenta onças, oitocentos mutuns, dois mil jacarés... Anos depois o Padre José foi nomeado Agente Recenseador”. Em relação ao Banco do Acre pilheriava: “Em Rio Branco só há duas casas no gênero: a Agência do Banco do Brasil, funcionando num casarão coberto de zinco, e o Banco do Acre, inventado pelo Dr. Flávio. O Banco do Acre era como essas mulheres vara-paus: não possui fundos”. E sobre a situação política dizia: “A oposição, no Acre, é como Deus – se não existisse era preciso inventá-la”.

O título da obra é uma alusão aos homens que na Amazônia, como as represas, ficam, ali, “presos” sem ter como escapar da imensidão verde que a todos parece tragar: “Isto aqui é uma represa. Já é uma cadeia. Nós estamos como presos... cercados de horizontes, encadeado de distâncias”.

Mesmo depois de 68 anos de sua publicação, 'A Represa' continua uma obra singular e um excerto imprescindível de nossa história, ao mesmo tempo, rara, e ainda desconhecida do público acreano. O livro longe de ser um ataque à terra, é uma cinematografia das suas convulsões socias, como bem resume seu prefácio. Nunca alcançaremos o progresso tão almejado para nosso Estado, enquanto renegarmos nossa história a obra rara, em estantes particulares e bibliotecas inacessíveis. Esse progresso poderia ter como pontapé inicial uma re-edição da obra do pai do romance acreano.

UMA ESTRANHA ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA


Autoria desconhecida
Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião das ferramentas para acertar suas diferenças.

O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais. A lixa acatou, mas exigiu que o prumo também renunciasse, dizendo que ele sempre buscava a retidão sem permitir desvios dos demais. O prumo ponderou e deu sua anuência, com a condição de que se expulsasse também a trena, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora a única perfeita.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o prumo, o nível, a trena e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo- nos em nossos pontos fortes.

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, o prumo para oferecer um guia de direção, o nível para manter a retidão e a trena era precisa e exata. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

Ocorre o mesmo com os seres humanos. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa.

Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos. Qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades e enxergar atributos, isto é para os sábios.

Coisa que só acontece no Brasil...

Embaixatriz Lúcia Flexa de Lima quer herança de ACM
A justiça baiana acaba de negar pedido de exumação dos restos mortais do senador baiano Antônio Carlos Magalhães, em busca de dados de seu DNA. Seria um dos lances do processo que corre em sigilo na justiça baiana, movido pela embaixatriz mineira Lúcia Flexa de Lima, mulher do embaixador Paulo Tarso Flexa de Lima, também de uma das mais tradicionais famílias mineiras, reclamando a paternidade de ACM para seu filho caçula.

O processo foi aberto contra a vontade do marido-embaixador, anti-ACM declarado, e a justiça baiana optou pelo respeito ao ex-senador baiano, negando o pedido de exumação.

Para quem não sabe, está em jogo um patrimônio estimado em R$ 2 bilhões deixado por ACM, do qual Lúcia Flecha de Lima quer um naco.

Detalhe: o filho caçula da embaixatriz é um clone do falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho de ACM, como mostra a foto do post. Lúcia Flexa de Lima é aquela senhora séria, que era amiga e conselheira da Princesa Diana e, por essa razão, muito badalada na mídia brasileira. Porém, na hora de abocanhar parte da fortuna de ACM, não hesitou em deixar de lado a seriedade e expor ao ridículo o marido embaixador, que participa do processo na condição de "Corno". e o filho: " FDP" . e a neta?

O meu Brasil!!!!!

Que duvida!!!

Com a recomendação do Ministro da Saúde que indica fazer sexo 5 vezes por semana para se manter saudável, fiquei com algumas dúvidas. Alguém pode me esclarecer ?

- Os Planos de Saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?
- Posso abater gastos com motel, bordel e sex shop do meu imposto de renda?
- Posso justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que estava me tratando?
- Será preciso receita médica para comprar filme pornô?
- Monogamia não coloca a saúde em risco?
- Masturbação é automedicação?
- Suruba é saúde coletiva?
- Swing não é mudança de tratamento?
- Voyeurismo não é tratamento assistido?
- Travesti é medicamento genérico?
- Obsessão sexual não é hipocondria?
- Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?
- Doença venérea é um tipo de efeito colateral?
- Fazer uma ?DP? ou ?ménage à trois? significa aumentar a dose da medicação recomendada?
- Boneca inflável é placebo?
- Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?
- Posso ser processado por prática ilegal da medicina se eu convidar uma mulher para um programa?
- Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?
- SUS significa Saúde Urge Sexo?
- A expressão?Gozar de boa saúde? significa isso que estou pensando?
- Os hospitais públicos e postos de saúde serão obrigados a contratar profissionais do séquiço?
- Bordéis precisam ter um médico de plantão?
- O que meu dentista quis dizer quando recomendou manter em dia minha saúde oral ?
- Me disseram que segundo a nova ortografia ânus passou a ser orgão sexual e que ligua passou a ser "orgão sexual que os antigos usavam para falar."
- Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fu... o povo?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Patrimônio de Xapuri - Antonio Zaine!!!

No último dia 1 de maio, de acordo com agendamento anterior fui visitar o Senhor Antonio Zaine, para em mais uma oportunidade me deliciar das ricas histórias sobre Xapuri e sobre o Acre e desta feita realizar a vista no interior da Residência onde morou Jorge Kalume e sua Família. O Sr. Antônio Zaine, é verdadeiramente uma enciclopédia ambulante pois apesar de sua avançada idade (mais de 80 anos) rememora de forma impar os acontecimentos xapurienses desde o ano de 1954 que é a data de sua chegada por essas “bandas”, o que sempre me impressiona é a facilidade em recordar nomes completos, detalhes de acontecimentos , que seguer constam nos anais oficiais da história acreana ou xapuriense, sem de forma lúcida dá verdadeira aula a qualquer persquisador que assim como eu seja ávido a conhecer de fato os acontecimentos históricos.

A sua contribuição para a história e Cultura de Xapuri é incomensurável, já que usa recursos próprios para guardar documentos, objetos e fotografias obitdos ao longo de sua permanência em Xapuri e literalmente transformou a antiga Casa Comercial Kalume e um imóvel ao lado de sua residência em verdadeiros museus particulares, que sempre está de portas abertas a todo e qualquer vsitante.

Outro dia estive a ler o que a equipe do “história multimídia de Xapuri”, e que inclusive conta na Edição Vol 1 do Brava Gente Acrena – “Há homens que nunca deixam de ser criança e estes, são assim, porque nunca abandonam seus sonhos, suas crenças, suas alegrias, seus amigos, sua família e suas aspirações mais nobres. Esses homens são necessários para a revolução da própria sociedade em que vivem e em que labutam – assim é o sonhador Antônio Zaine, pois ele chegou por aqui como um lutador e continua lutando até hoje, mas hoje sua luta, sua lida é para não perder o ontem e garantir que o passado não se perca na ambição do futuro.” E sempre que tenho oportunidade de conversar com o Senhor Antonio Zaine ou melhor “O Prezado” acabo tendo mais certeza ainda de que é um verdadeiro tesouro, um bem cultural de Xapuri que merece todo o respeito de toda a comunidade.

Na visita realizada, tive a grata satisfação de estar com duas gerações diferentes, porque nos acompanhou também o seu Neto Haroldo Zaine, que pelo que percebi não deixará a chama apagar, tive a oportunidade de bater um bom papo recebendo uma verdadeira aula do que é ser xapurienses, as fotos são apenas uma parte do que se encontra no interior da casa do Kalume e logo abaixo uma parte da entrevista gravada que é uma pérola de informação.

Agradeço a Família Zaine que tão bem me recebeu, ao Colega Haroldo Zaine amigo de Faculdade, à Dona Déa esposa de Seu Antonio e é Claro o próprio Prezado, que já estou devendo uma visita com maior tempo para outro bate-papo.


E com certeza após a visita sai com pensando em como podemos valorizar mais e registrar essas contribuições de nossos antigos xapurienses, que tem a melhor versão da história, que é a versão correta, livre de insinuações ou de desvios, são estas versões, são essas informações que deverima fazer parte do cotidiano educacional, são pessoas como o Sr. Antonio Zaine que deveriam ostentar título de Mestre ou Doutor de conhecimento histórico, alías para mim ele além de ser um Patrimônio é Verdaeiramente um "Doutor em História Xapuriense e Acreana"

Acreanos são condecorados no Rio de Janeiro

O Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais e a Academia de Letras e Artes de Paranapuã concederam o título de Membro Honorário e Medalhas ao acadêmico e jornalista José Simplício da Costa, presidente da Academia de Jornalistas e de Letras do Estado do Acre e ao acadêmico e professor Francisco Pinheiro Dandão. A solenidade aconteceu na sede da Confederação das Academias de Letras e Artes do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

A indicação deste lugar de destaque na cultura brasileira foi feita pela Academia de Jornalistas e de Letras do Estado do Acre e Academia dos Poetas Acreanos, em decorrência do reconhecimento e dedicação laboriosa desses jornalistas que sempre estiveram na vanguarda prestando valiosos serviços à literatura, educação, ao meio ambiente e às artes e, consequentemente, às culturas brasileira e lusófona.

O poeta Mauro d'Ávila Modesto que esteve presente à solenidade disse que as honrarias prestadas aos acadêmicos e jornalistas do Acre valorizam a nossa cultura, incentiva a promoção do intercâmbio cultural e, indubitavelmente, mostram, seguidas vezes, o brio

e a elegância da literatura acreana. "José Simplício e Francisco Pinheiro Dandão souberam com distinção e finura representar a grandeza da nossa história e de nossa gente. É o Acre construindo com inteligência o conjunto de sua intelectualidade", afirmou o poeta.

No final da solenidade foi servido um coquetel aos presentes e Mauro Modesto brindou a todos com o lançamento da sua oitava obra, intitulada Do Outro Lado do Monte.

Geoglifos do Acre despertam interesse mundial

Em fase de tombamento como patrimônio da humanidade, os geoglifos do Acre continuam atraindo a atenção do mundo. Entre os meses de junho e julho, pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Finlândia e outros países percorrerão o Vale do Acre para aprofundar os estudos na tentativa de desvendar o grande mistério que cerca as estruturas de terra construídas possivelmente entre 700 e 3.000 anos passados.

A palavra geoglifo é a contração de "terra" e "marca" em latim. As estruturas são marcas na terra, construídas e mantidas ao longo de centenas de anos por uma civilização que, segundo as últimas teorias, passou das 60 mil pessoas.

A finalidade dos geoglifos ainda é uma incógnita. Mas em artigo, a arqueológa Denise Schaan, do Museu Emílio Goeldi, de Belém, dá uma pista: "a idéia de civilização está ligada a cidades, locais onde existem bairros e diversas áreas comerciais e residenciais. Os geoglifos tinham sim estradas que os conectavam, revelando uma malha quase urbana de lugares e caminhos. Ainda assim não poderíamos chamá-los cidades, mas centros de encontro, lugares sagrados onde se reunia uma população bastante grande para a época. Localizados a meio caminho entre os Andes e a várzea amazônica, os geoglifos sofriam a influência de ambos os ambientes e devem ter sido palco de cerimônias, festas, conflitos e encontros".

Mesmo prematuras, as pesquisas colocam por terra a tese de que a Amazônia não teria condições de abrigar civilizações mais avançadas. Os geoglifos mostram exatamente o contrário, ao mesmo tempo que podem estar revelando que nem sempre o ambiente amazônico foi o que se vê hoje.

Os primeiros sítios foram descobertos pelo arqueólogo Ondemar Dias, em 1977. Hoje, em uma área de mais de 250 quilômetros no Vale do Acre e região Sul do Amazonas foram identificadas dezenas dessas estruturas.

Torres de observação

A preservação dos geoglifos é uma prioridade para o governador Binho Marques, que no último sábado realizou sobrevôo de helicóptero sobre a rota arqueológica do Acre. Para divulgar e manter os sítios arqueológicos, o Governo do Estado está investindo na prospecção turística.

"Até setembro, teremos uma torre de observação do geoglifo nas terras de Jacob Sá", informou o secretário de Turismo, Cassiano Marques.

A torre na verdade será um centro de visitação, onde o turista receberá todas as informações disponíveis sobre as estruturas e poderá adquirir souvenir como lembrança da passagem pela torre, que terá 23 metros de altura.

Há uma agência de turismo, a Maanaim, que se especializou em realizar voos panorâmicos pelos geoglifos.

Usando aviões como o Minuano, Caravan e Sêneca, a agência leva o turista a um voo de cerca de uma hora de duração até os geoglifos da Estrada de Boca do Acre, Capixaba e região - a rota de maior concentração de sítios. O voo de uma hora custa R$ 1,5 mil para até cinco pessoas, incluindo o translado hotel-aeroporto.

"Os turistas se mostram muito surpresos", disse João Bosco, que se encontra em Turin, na Itália, divulgando às operadoras locais as rotas turísticas do Acre, incluindo os geoglifos.(NS)

A guerra subliminar entre o laicismo e o Cristianismo

Trago um interessantíssimo texto do filósofo, agnóstico e senador, Marcelo Pera, publicado no Corriere della Sera, no mês de março. Para mim, esse filósofo agnóstico, encontrou o cerne da questão, que muitos de nós ainda não enxergamos…

A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo – e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.

Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.

Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã. Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?
Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garantia da educação dos mais novos.

Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos? Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa.

Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.

É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que, destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde. No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão; hoje, não conduz ao triunfo da razão laica, mas a uma segunda barbárie.

No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências. De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele. De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável. De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe». De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora…

Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.
Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de atualizar a mensagem cristã.

Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão. Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão.

A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro. Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer.
Site: http://www.presbiteros.com.br/
Blog: http://www.padredemetrio.com.br/

terça-feira, 4 de maio de 2010

Repouso Total !!!!!

O Blog Xapuri News, deverá ficar sem atualizações nessa terça e quarta feira, devido este blogueiro estar cumprindo "castigo" médico... Abusei um pouquinho nos últimos dias, e como  a minha saúde não é lá das melhores, infelizmente tive algumas complicações, e como meu médico também não é flor que se cheire "tascou" logo 5 dias de repouso total, inclusive sem celular, computador, comidas gordurosas e todas as coisas que fazem a vida da gente valer a pena. Devo cumprir a recomendação já que escalaram um "leão de chácara" para literalemnte me vijiar, apesar de que hoje consegui dar uma fujidinha da cama para visitar a amiga Fátima Mesquita.

Aos leitores asseguro que pelo menos na quinta estarei  atualizando este espaço, cumprindo a promessa das fotografias do interior do Castelinho "residência do Sr. Jorge Kalume" visita esta realizada nete final de semana e uma entrevista maravilhosa com o Sr. Antonio Zaine sobre a história de Xapuri.

Abraços a Todos!!!!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Algumas coisas nunca mudam!!!

Tive acesso a um gibi da Turma da Monica, relacionado a um projeto de educação de filosofia nas escolas públicas de Tocantins, que é na verdade um apanhado de historinhas que transmitem informações e posturas sociais às crianças, achei interessante à abordagem que o Gibi faz ao mito da Caverna de Platão, ainda mais com a abordagem satirizada.

Fiz uma colagem de dois trechos bastante interessante!!!!