Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Cadastro para novo registro de identidade civil deve começar em janeiro

Escrito por Mariana Jungmann Repórter da Agência Brasil
O ano de 2010 deve começar com mudanças nos documentos dos brasileiros. O Instituto Nacional de Identificação (INI), órgão ligado à Polícia Federal, espera que nos próximos dias, seja publicado o decreto para implementação do novo Registro de Identidade Civil (RIC).

O documento vai reunir os números de todos os documentos de registro dos cidadãos, como CPF, Carteira de Trabalho, Carteira Nacional de Habilitação e Título de Eleitor – além do Registro Geral. Com a publicação do decreto, a expectativa é de que o cadastro para a emissão das novas carteiras de identidade comece já em janeiro.

Ao solicitar o RIC, o cidadão passará pelos procedimentos habituais para obter a carteira de identidade, com coleta de digitais, fornecimento de dados pessoais e assinatura. A diferença, segundo a Polícia Federal, é que o processo será totalmente informatizado, garantindo um cadastro nacional biométrico.

O novo cartão terá um sistema complexo de tecnologia que inclui microchip e dados gravados a laser no documento. O objetivo é evitar falsificações e permitir maior agilidade na transmissão de dados sobre uma pessoa em todo o território nacional. Os órgãos regionais deverão receber estações de coleta e transferir os dados para o órgão central em Brasília, que por sua vez emitirá a nova identidade.

Espera-se que a partir do terceiro ano de implementação do projeto, 80 mil pessoas possam ser cadastradas por dia, alcançando a meta de 20 milhões de cidadãos por ano. Em nove anos, cerca de 150 milhões de brasileiros devem ter o novo RIC.

Lição de Ética do ex-jogador Tostão

O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:

”Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores dereferência da época...

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.”
Tostão

BRASIL CONSOME 60% DE AÇÚCAR VIA PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS

Da Assessoria de Comunicação do Cepea
Agência USP de Notícias

É em balas, bolachas, chocolates, refrigerantes, laticínios, entre outros produtos industrializados, que estão 60% do açúcar que o brasileiro consome. É o que aponta o estudo sobre o Consumo e Comércio de Açúcar no Brasil: Ano-safra 2007/08, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Os outros 40% são consumidos na forma direta, ou seja, são adquiridos pelos consumidores no varejo, em embalagens de 1 ou 5 quilos (Kg). Segundo a pesquisa, 80% dessas compras são de açúcar refinado e apenas 20% de cristal. Indústrias alimentícias, ao contrário do consumidor doméstico, têm suas compras focadas no cristal, mas absorvem também parcela de refinado.

O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, sendo que cerca de 65% da sua produção é exportada. Do que é comercializado no País, 84,5% do volume é de açúcar cristal, 14%, de refinado e 1,5% de açúcar líquido.

Empresas de refeições coletivas, também aquelas de produção artesanal (doces, bolos, balas etc) e ainda parte do varejo dão preferência às compras em fardos — embalagens de 30 kg com unidades de 1 ou 5 kg. Já a saca de 50 quilos é preferida por indústrias de alimentos e empacotadoras — estas últimas redistribuem o produto em embalagens de 1 ou 5 quilos. Os big bags (embalagens de grande porte, com menor custo, que chegam a pesar 1200 Kg) , por sua vez, são negociados basicamente por indústrias e atacadistas.

As usinas do estado de São Paulo são responsáveis por 86% do açúcar refinado que é comercializado no País, por 56,3% do açúcar cristal em sacas (de 50 kg) e por 22,2% do açúcar cristal em fardos.

Os números absolutos desta pesquisa devem ser divulgados nos próximos meses, após conclusão da segunda edição do projeto.

Demanda
O trabalho desenvolvido pelo Cepea objetivou caracterizar a demanda brasileira por açúcar. A pesquisa teve apoio financeiro da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e foi viabilizada pela colaboração mais de 300 usinas e também de empresas do segmento atacadista. O período de referência das informações é o ano-safra 2007/2008 das duas maiores regiões produtoras de açúcar: Centro-Sul e Norte/Nordeste.

Foram considerados os diferentes níveis do mercado — produtor/usina, atacado e varejo —, diferentes tipos de açúcar — cristal, VHP (basicamente para exportação), refinado e líquido — e também diferentes embalagens de comercialização — 1 ou 5 kg, fardo, saca, big bag.

A pesquisa foi realizada pelos professores Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, Heloisa Lee Burnquist, Mírian Rumenos Piedade Bacchi e também pelos pesquisadores da Esalq Carlos Eduardo Caldarelli, Ivelise Rasera Bragato, Mariana Martins de Oliveira Pessini, Marta Cristina Marjotta-Maistro e Maurício Jorge Pinto de Souza.

Neste Ano de 2010 devemos ser Gratos...

À ESPOSA, por dizer que teremos cachorro-quente ao jantar, porque ela está em casa comigo e não com algum outro não sei onde!

AO MARIDO, esparramado no sofá como um purê de batata, porque ele está comigo e não em algum boteco...

À (AO) ADOLESCENTE LÁ DE CASA, que está reclamando por ter que lavar a louça, porque isso significa que está em casa, e não nas ruas....

PELAS BRONCAS DO CHEFE, pois isto significa que estou empregado...

PELA BAGUNÇA QUE RESTOU DEPOIS DA FESTA, Porque isto significa que estive rodeado de amigos...

PELAS ROUPAS QUE ESTÃO FICANDO APERTADAS,Porque isso significa que tenho mais que o suficiente para comer...

PELA MINHA SOMBRA QUE ME OBSERVA EM AÇÃO,Porque isso significa que estou fora, ao sol...

PELA GRAMA QUE PRECISA SER CORTADA, Pelas janelas que precisam ser limpas e pelas calhas que preciso consertar,porque isso significa que tenho uma casa...

POR TODAS AS QUEIXAS QUE OUÇO CONTRA O GOVERNO,Porque isso significa que temos liberdade de expressão...

PELA VAGA QUE ACHEI BEM NO FINAL DO ESTACIONAMENTO, Porque isso significa que posso caminhar e que tenho meio de transporte...

PELA CONTA MONSTRUOSA DE ENERGIA QUE PAGO, Porque isso significa que estou sempre confortável...

PELA SENHORA DESAFINADA QUE CANTA ATRÁS DE MIM NA IGREJA, Porque isso significa que posso ouvir...

PELA PILHA DE ROUPAS PARA LAVAR E PASSAR,Porque isso significa que tenho roupa para vestir...

PELO CANSAÇO E MÚSCULOS DOLORIDOS AO FINAL DO DIA, Porque isso significa que fui capaz de dar duro o dia inteiro...

PELO ALARME QUE DESLIGO PELA MANHÃ! Porque isso significa que continuo vivo...

E SOU GRATO PELOS ALOPRADOS QUE SÃO MEUS COLEGAS DE TRABALHO, Porque tornam o trabalho interessante e divertido...

E, FINALMENTE, PELOS INÚMEROS PUXÕES DE ORELHA,
pois isso significa que um monte de amigos que se preocupam comigo!!!

É POSSÍVEL A ÉTICA?

Por:Inacio Strieder
Quando se manifestam doenças e epidemias, começamos a nos preocupar mais com a saúde. O mesmo acontece com as doenças sociais e culturais. Diariamente somos confrontados com escândalos, dinheiros nas cuecas e nas meias, evasão de divisas (também por supostos bispos e bispas), falsificação de documentos, contrabandos, rombos, assaltos, sequestros, "marajás", abusos de poder, crimes, homicídios, violências, toruras, estupros, salários malpagos, aluguéis extorsivos, juros agiotas de bancos e cartões de crédito, políticos corruptos, atropelamentos por alcoolizados, e mil outras falcatruas e desmandos. Tudo isto manifesta que nossa convivência está corroída e doente. Espontaneamente brota a pergunta: existe remédio ou teremos que conviver necessariamente com tal situação, que se alastra como epidemia por toda a sociedade brasileira?

Esta situação nos leva a uma reflexão antiga, mas sempre atual, que pergunta pelos valores da sociedade em que vivemos, e nos lembra a questão da ética e da moral. Sem dúvida, podemos afirmar que nossa sociedade está eticamente doente e necessita de um remédio vigoroso para se curar. Mas, quando alguém começa a falar em ética e moral, imaginamos logo um cara chato que pretende moralizar ou limitar nossas liberdades. Bem entendido, porém, moral não é nada disto. A moral não se deve entender a partir de proibições, mas como facilitadora e libertadora da vida pessoal e da convivência humana.

Ninguém poderá negar que o homem é um ser capaz de praticar o bem e o mal. Uns dizem que é bom por natureza (Rousseau), outros afirmam que, por natureza, busca destruir os seus semelhantes (Hobbes). Diante desta realidade ambígua do ser humano é preciso se prevenir, impedindo que o mal sobrepuje o bem. Diante do possível mal que indivíduos, ou grupos, podem praticar, prejudicando seus semelhantes, as comunidades, convencionalmente, estabelecem normas e leis que garantam a convivência harmoniosa. A moral pública nasce destas convenções. A própria sociedade, através da educação e de sanções, induz os indivíduos a se conformarem com tais normas para que a convivência comunitária seja mais fácil e humanizada. Tais normas morais ensinam, por exemplo, respeitar a vida, ser justo, ser honesto, ser leal, dizer a verdade, respeitar as leis, praticar a solidariedade, etc... Imaginem uma sociedade em que isto fosse assumido pelos cidadãos! Em tal sociedade não teríamos homicidas, sequestradores, ladrões, mentirosos , difamadores, exploradores, agiotas, corruptos, etc... Para que isto acontecesse, bastaria que cada indivíduo assumisse uma postura ética de seriedade na vida, de respeito aos outros. Mas aí está, justamente, o problema.

Tomando como base a sociedade brasileira, o que fez com que chegássemos a este descalabro moral, a ponto de, a toda hora, estarmos em perigo de sermos assaltados, explorados, enganados, mal atendidos nas repartições, ou sermos desrespeitados...?
A nosso ver, para compreender esta situação é necessário analisar nossa história. Mal se foram 120 anos desde a abolição da escravatura. Muitos dos que hoje possuem grandes fortunas no país as herdaram dos seus antepassados, que foram escravocratas e conseguiram a sua fortuna através da iniquidade praticada pela exploração da mão-de-obra escrava. Poucos destes herdeiros afortunados possuem sensibilidade social. Por isto continuam explorando, ou alimentando a postura escravocrata. Para eles tanto faz que o povo se dane. A ideologia política que nos governa tem as suas raízes nesta situação de exploração do passado. No atual governo se verifica como é difícil voltar-se para o social. Os antigos escravos, e seus descendentes, nunca foram indenizados pelo suor e sangue derramados. Os "marajás" e corruptos deste país se inserem perfeitamente neste passado desumano de nossa história.

Em consequência desta história do passado, e da política que continua se articulando nos mesmos moldes, grande parte do povo brasileiro não tem condições econômicas e culturais para levar uma vida humana digna. Por uma simples questão humanitária, todos possuem o direito a uma moradia digna, à alimentação saudável, a um trabalho dignamente remunerado, à educação, à saúde, etc... Quando, porém, alguém se preocupou seriamente com isto? Muitos dos programas sociais não passam de paliativos e assistencialismos. O único sentido dos políticos seria a realização destas exigências básicas. Será que chegaremos lá?

Para que um povo possa viver eticamente é preciso que suas elites sejam éticas, dêem o exemplo. Mas será isto possível num país em que os mais afortunados adquiriram seu poder pela iniquidade? É preciso ajudar a estes "monstros" a se tornarem humanos.

Falar em falta de ética no Brasil, sem que se reoriente a política social e econômica, destruindo uma prática que se pode denominar de "terrorismo capitalista", da opressão pelo capital e poder concentrado, tirando-a das mãos dos que na sua raiz estão podres, de nada adianta. Ética e, consequentemente, vida humana digna e saudável somente existirão quando os cidadãos de um determinado país tiverem condições humanas de viverem, de se alimentarem material e espiritualmente. Por isto, a ética, ou a falta de ética, não está primordialmente na atitude dos indivíduos, mas nas estruturas adequadas ou inadequadas de tudo que aí está. Os indivíduos se orientam pelos parâmetrso destas estruturas. As leis, por mais belas e perfeitas que sejam, não adiantam se não há estruturas que garantam a sua observância. Já que de cima pouco podemos esperar, no momento, é urgente que a reação cresça nas bases, não aceitando mais que a falta de ética de cima dificulte a convivência humana digna nas bases. E, para que isto aconteça, é preciso renunciar ao comodismo, ao conformismo e à passividade.
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Inácio Strieder é Professor de Filosofia na UFPE - Recife
Publicado em http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2007206

Brasil tem pouco a comemorar no Ano da Biodiversidade da ONU

O Brasil deve voltar a ganhar destaque internacional em 2010, com a comemoração do Ano da Biodiversidade da ONU. Maior detentor de diversidade biológica no mundo, o País terá de demonstrar os avanços conquistados em preservação, além de propor metas a serem discutidas na 10ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Biodiversidade Biológica (COP10).
Por:Carla Falcão, iG São Paulo
O evento acontecerá em outubro, em Nagoya, no Japão, e reunirá os 193 países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) para a criação de uma regulamentação internacional sobre a repartição dos benefícios gerados pelas pesquisas na área e o estabelecimento de novas metas de preservação.

Primeiro país a assinar a CDB durante a Eco-92, o Brasil dificilmente apresentará bons resultados no encontro, alem de ter a perspectiva de enfrentar um ano atribulado. Entre os desafios está a aprovação da nova lei para regulamentar as pesquisas na área e defender a diversidade biológica nacional.

“O Brasil ainda se dá ao luxo de desmatar áreas de proteção ambiental [APAs], contamina sua água e e campeão mundial no uso de agrotóxicos, apenas para citar alguns dos problemas já enfrentados antes da Eco-92 e que ainda contribuem para a perda de nossa diversidade biológica”, afirma Bráulio Dias, diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Destruição de biomas
Além disso, alguns dos gatilhos que aumentam a destruição de biomas, como o da Amazônia, do cerrado e da Mata Atlântica, continuam disparados. O avanço do agronegócio, por exemplo, faz com que os impactos da agricultura e da pecuária sobre o meio ambiente sejam cada vez mais expressivos, segundo Dias.

Nesse cenário, a desarticulação do governo federal é apontada por pesquisadores e cientistas como um dos principais entraves, seguida pela excessiva burocracia criada pela legislação na área e pela falta de fiscalização e punição aos que descumprem as leis.

Para Rosa Lemos, superintendente do Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), os ministérios trabalham de forma isolada, sem incluir a questão da biodiversidade na pauta de prioridades. Afora isso, diz ela, o planejamento do governo é de curtíssimo prazo, ancorado em mandatos. “É impossível prevenir e combater desastres ambientais sem projetos de longo prazo”, diz. “Os resultados ainda são muito pequenos.”

Burocracia atrasa projetos de bioprospecção
Com relação ao outro tema que será tratado em Nagoya, a pesquisa e a exploração de produtos da biodiversidade, o quadro brasileiro e ainda mais difícil.

As criticas a burocracia acadêmica recaem sobre a Medida Provisória 2.052, que estabelece obrigações para projetos de pesquisa em biodiversidade e legisla e sobre a atuação do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão responsável pela aprovação das licenças para pesquisas na área.

Coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota/FAPESP), Carlos Alfredo Joly afirma que os estudos estão quase paralisados em bioprospecção, pois a maior parte dos projetos enviados ao CGEN leva em média dois anos para ser aprovada. “Um aluno de mestrado não pode esperar todo esse tempo para começar suas pesquisas, o que significa que muitos trabalham sem licença”, diz.

Piada do dia!!!

Só Três Vezes
O casal de idosos, tomado pela rotina e falta de assunto, decidiu fazer confidências sobre traições.
– Fala, minha véia, pode ser sincera, já estamos velhinhos... Você já me traiu nesses 60 anos de casados?
– Tudo bem – respondeu a velha esposa – Eu vou te confessar... Eu já te traí... Mas foram só três vezes... E, todas elas, foi por amor a você!
– Por amor... – duvida o velho – Até parece...
– É verdade, véio... Lembra que você estava insatisfeito com o seu salário de secretário, em 1957?
– Sim, me lembro...
– Pois então... Certo dia eu fui falar com o seu patrão, ele aceitou te promover, mas eu tive que transar com ele!
– É, até que eu ganhei uma boa promoção...
– Pois então... Eu fiz isso para o seu bem! E quando você estava muito doente e tinha que ser operado com urgência, mas havia uma longa fila de espera? Você se lembra?
– Sim, me lembro...
– Eu fui lá falar com o médico e ele aceitou te passar na frente... Mas eu tive que transar com ele...
O velhinho ficou um pouco decepcionado, mas aceitou.
– E a terceira vez? – perguntou ele.
– Você se lembra quando foi candidato a deputado estadual?
– Lembro! Graças a Deus eu me elegi! – orgulhou-se ele.
– Não só a Deus! – replicou a velha esposa – Você se lembra que precisava de três mil votos pra se eleger?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Charge do Dia!!!!

Médico Bebum Causa Acidente na Madrugada Xapuriense!!!!


Como já é 31 de dezembro,último dia de 2009, saí par tomar uma cervejinha com os amigos que fizeram parte da minha história de vida em 2009, a princípio coloquei os assuntos em dia com o amigo e afilhado Judson Vladesco, ora ocupante da Cadeira de Diretor Municipal de Cultura do Município de Xapuri. Encontramo-nos por acaso no Bar e Lanchonete Bebum - Único posnto de Encontro de amigos decentes de Xapuri, mas que corre o risco de ser demolido - onde pudemos conversar bastante as amenidades xapuriense até sermos interrompidos pelo novo profissional da área médica de Xapuri, que tem protagonizadpo alguns dos ultimos escandalos da alta sociedade xapuriense, nos quais envolvem discursões com altas autoridades do judiciário, agarra-agarra com autoridades policiais, bate-bocas com pessoas de alta estirpe entre outras...

Enfim, sem ser convidado o referido médico que não sei e nem pretendo saber o nome, sentou na mesa em que ocupávamos e demonstrando alto teor de embriagues alcólica, proferiu uma séire de asneiras, dexiando-me altamente constrangido. Não obtendo resultado na sua empreitada devido o bom senso demonstrado por mim e por meu colega, o mesmo se ateve a gredir verbalmente algumas das pessoas presentes no local, oque me deixou desnorteado pela postura de um profissional que deveria no mínimo demonstrar respeito pela cidade a tão pouco residente.

Fiquei deveras constrangido a tal ponto de pedir a conta e me retirar do local e dirigir-me ao estabelecimento da senhora Raimunda, bastante popular na noite xapuriense, onde encontrei o amigo e colega bloqueiro Raimari, que apesar de algumas contendas, tenho uma imensa adimiração. Na oportunidade tivemos o prazer de conversarmos, e principalmente como pessoas inteligentes discutirmos algumas divergências ainda existentes -Grifo meu: Raimari é um dos profissionais da área de comunicação em Xapuri que merece respeito, sempre tivemos divergências na compreenção dos fatos, porém isso decorre de nossa postura altamente crítica acerca dos agentes envolvidos, que geralmente, são agentes políticos, porém sempre conseguimos separar a questão profissional e ideológica da pessoal. Muitos podem até estranhar por que nos alfinetamos em comentários nos blogs e geralmente somos vistos conversando ou tomando uma cerveja como na noite anterior... a resposta é simples... para pessoas com inteligência social e emocional, podemos até discordar das idíeas de alguém, porém jamais criticamos a pessoa, mas sim suas posturas e compreensões!!!

Não obstante ao fato de ser inoportuno no Bebum po referido Médico Bebum, apareceu repetinamente no ambiente onde novamente eu estava, porém desta vez, demonstrando total falta de bom senso com os presentes, deixando a todos nevorsos e "fulas da Vida". após ser convidado a se rretirar do local, demonstrando um estado de total embriagues alcólica, saiu dirigindo o veiculo gol placas NCU 3000 de Porto Velho, que não demorou muito tempo na direção se chocou violentamente com a mangueira em frente ao prédio do Núcleo da Universidade Federal do Estado do Acre, a pouco mais de 200 metros do local onde o mesmo saira...

Ponto para a Polícia Militar, que pelo menos, enquanto estive presente usou de tamanho respeito ao cidadão embriagado, explicando a situação e sendo deveras cortez ao conduzir o mesmo sob detenção, possivelmente para teste de bafômetro e providências cabíveis ao fato. Porém como relembrar nunca é demasiado, gostaria apenas de ressaltar às autoridades do município que segundo o Código de Trãnsito, Dirigir alcoolizado (mais de 0,6 g/l de sangue) ou sob efeito de qualquer entorpecente é passível de multa de R$ 957,00 com suspensão da habilitação.

Agora o que me intriga nessa história toda é que o médico bebum, em todas as situações constrangedoras que esteve envolvido, constantemente proferia em alto e bom tom, que se "alguém metesse a besta com ele ligaria para o Delegado"...Não sei até onde precede tal informação, porém é preocupante... conhecendo pouco da postura do Dr. Pedro, duvido muito que ele proteja algum tipo de comportamento tão anormal como o referido bebum... porém é uma boa hora para desmentir tal situação, já que pairou dúvidas sobre um possível e pseudo protecionismo...

Por fim, conclamo às autoridades estaduais na área de sáude, Leia-se Secretário Estadual de Saúde - Dr. Osvaldo e Sub-Secretário Sérgio Roberto, que por sinal é xapuriense e portanto, é conhecedor da condição de pacata e ordeira da comunidade xapuriense que não compactua com comportamentos grotescos de profissionais em nenhuma área de atuação profissional, que fira a normalidade costumeira desse povo, que avalie a postura dos profissionais que atuarão nessa comunidade, já que estamos fartos de porras-loucas. Queremos sim pessoas que contribuam para o desenvolvimento de Xapuri, porém outras, aquelas que só trazem agruras e demonstram total desiquilíbrio para essa população, convenhamos que não são bem aceitos, ou bem vistos.

Uma pessoa que não conseque ver uma árvore centenária como a da foto é por que está em um estado deplorável de embriaguesNão quero aqui ser o dono da verdade, porém esse tipo de comportamento deve ser estirpado da nossa comunidade. Ainda bem que o bebum apenas prejudicou a si mesmo... imaginem se o estrago fosse envolvendo outra pessoa???

De toda a história tirei uma lição... quem terá coragem de tomar algum remédio prescrito por alguem tão desiquilibrado???

Eu Hein!!!!

Veja algumas Fotos do Acidente:


FELIZ NATAL!

Moises Diniz *
Fico impressionado com o comportamento das pessoas nestes dias de resguardo de Natal e aguardo de Ano Novo. É como se uma luz incandescente emergisse de cada veia e de cada neurônio. É um espetáculo o que acontece no cérebro de cada pessoa.

As pessoas ficam mais alegres, acreditam mais, reduzem os seus medos. Acreditam que o 13º salário vai quitar todas as dívidas e que, de uma hora para outra, a vida vai ser bem melhor no ano que vai nascer.

Aquele que te fez sofrer aperta a tua mão e tu respondes com ternura ao mesmo aperto de mãos. O carrasco que te algemou recebe um abraço teu, mesmo que não tenhas mãos.

O menino da periferia, de cor negra e já sem dentes básicos, aguarda inquieto aquele embrulho que vai lhe trazer alegria. O seu pobre pai, alcoolizado na esquina, não percebe o tamanho do sonho do filho. E se percebe se alcooliza para não perceber.

A menina adolescente acredita que são verdadeiras aquelas palavras lindas que ouviu no celular, que só liga a cobrar, e que não vai demorar a chegada daquele príncipe encantado.

Ela não sabe que aquele calhorda quer apenas se aproveitar de sua carne tenra. Que do outro lado da vila, da vida, da palafita ele dorme numa mansão inconsolável e que o seu sonho juvenil vai acordar com os gritos da primeira briga de rua do ano.

O dono do boteco na ponta da rua acredita que todo o bairro esquecido pelos homens do poder vai se lembrar de quitar as suas dívidas. Ele sonha encher, no ano que vem e que chega sob as primeiras luzes e nos mais sutis apertos de mão, as prateleiras com mais feijão e açúcar, bolacha, sardinha e arroz, palito de fósforo, pouco papel, goiabada e cibalena, muito sal, farinha e pão dormido, lâmina de barbear semanal.

O homem do boteco é como a gente que vende sonhos a prazo, não exige assinatura, não cobra a fatura e nem digital. Tudo fica aguardando o Natal, o Ano Novo que vai chegar como búfalo, locomotiva e temporal.

Esses dias especiais vão trazer de volta o meu emprego, a minha alegria, o meu pão, a mulher perdida, a conta esquecida que o vizinho não pagou. Vai ter leite em toda mama, vergonha em todo homem, beleza em toda dama.

Não serei mais tão estúpido a ponto de não perceber os olhares do povo que exige mais abrigo, escola e pão. Vou abraçar o amanhecer e ver que a vida não passa de um pedaço do universo que também se partiu.

Verei que a felicidade humana é como um pouco de carne na boca sempre faminta de um rico qualquer. E que cada um alimenta o seu animal a partir do tamanho da alma do seu próprio dono.

Por isso me incomodam esses abraços, que parecem laços, pedaços de sonhos que não vão se realizar, como se uma serpente engolisse a outra que também lhe quer bem.

Neste Natal as serpentes de cada mente humana vão abraçar as outras serpentes. Será um abraço de quem come e dorme, veste e acorda a custa do trabalho humano, dos outros trabalhos que não são os seus.

Neste final de ano incerto eu vou abraçar meus amigos que ainda não conheci. Pois sei o quanto é fácil abraçar o meu irmão, minha filha, meu parente. Como abraçar os que choram nas ruas nas quais eu não ando, nas periferias que me fazem medo?

Como dizer ‘Feliz Natal’ para quem não nasceu e ‘Feliz Novo Ano’ para quem envelheceu? Por que abraçar as serpentes que cultivamos e fingir que não vemos a dor que elas produzem lá mais distante, onde meus olhos não alcançam, minha solidariedade não atinge e minha voz não leva nenhum acalanto?

Um Natal assim me deixa doente, é como uma doença antiga, do tempo em que o meu coração se partiu em três, quatro pedaços colossais, a amar meus desejos pequenos e a esquecer os desejos gigantes da humanidade.

Queria um Natal diferente, onde o homem amasse de fato a si mesmo e aos outros. Que as árvores não fossem sufocadas pelos coronéis do carbono, nem as águas, nem o ar, nem as larvas, nem as sementes, nem os pássaros sadios, os doentes, nem as raízes, nem os lagos, nem os homens, nem os peixes, nem os animais de pele, de escama, de asas, nem as lagartas, nem a terra.

Nenhum pedaço de sol eu posso dar, nenhuma esmola que não agüenta uma investigação. Por isso eu vou proteger o sol neste Natal, a única beleza natural que eu posso cuidar. Abraçar a lua não me deixará em conflito com os donos do poder.

Acho que vou acabar abraçando a chuva aqui nesta Amazônia indecente, que fica nua nas aldeias indígenas e não se preocupa com a cretinice dos apóstatas do verde e apóstolos do medo e da moral divina.

Vou abraçar o vento, vou falar com os pedaços soltos de asfalto, porque sei que eles são restos mortais milenares de nossos antepassados, de nossas árvores, animais, tudo que se acumulou no subsolo invisível do planeta. Com eles conversarei.

Pedirei perdão aos entes da floresta, aos meninos pobres e às adolescentes convertidas à prostituição, aos desempregados do capital, aos negros, aos povos indígenas, aos homossexuais, aos africanos, palestinos, aos latinos e iraquianos.

Feliz Natal ao homem das margens dos igarapés amazônicos, às mulheres que não lhe deram a oportunidade de pintar o cabelo, os lábios, usar um bracelete, um vestido de moda, aos pássaros que não se vestem contra o frio ou para adornar a noite.

Lutarei contra os meus medos e as minhas antipatias ao novo, ao desconhecido e a tudo aquilo que maltrata e provoca dúvida, preconceito e aversão. Uma idéia nova, uma pessoa doente, sem lar e esperança, uma nódoa na minha blusa de linho, um desvio no meu caminho, um medo de repartir, de amar.

Feliz Natal aos homens de sonho nobre, de idéias encantadas e coletivas. Que cada silêncio de rua faça nascer uma fogueira de sonhos.

Feliz Natal à humanidade que não se rende ao atraso de acumular sempre as mesmas dores no costado dos fracos e as mais iluminadas alegrias nas almas de poucos.

Feliz Natal!
Neto de nordestinos de Riacho do Sangue e índios ashaninkas das margens do Rio Amônia, no Acre.