Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

sábado, 30 de agosto de 2008

Charge do Dia!!!

Enquanto isso uma velha e conhecida nossa......
Para quem não se lembrava da velha e querida inflação, ela está de volta e já é uma realidade no nosso dia-a-dia, e é nos supermercados que sentimos no bolso a presença dela...

Fica para deleite de todos no final de semana uma imagem clássica publicada no Jornal Correio da Cidadania do Chargia George...

Um abração a todos e até segunda...

Nada de Cobija no Final de Semana!!!

No final da tarde desta sexta-feira (29), rumores de que as pontes que dão acesso à cidade de Cobija, capital de Pando na Bolívia seriam fechadas neste final de semana, foram confirmados em protesto contra as medidas do Governo.

Boa parte do comércio ainda não sabiam sobre o “PARO CÍVICO” de 48 horas. Segundo os comerciantes, o prejuízo será grande já que os turistas não viram para Cobija fazer compras.

Empresários tanto do lado boliviano e brasileiro, principalmente da parte hoteleira, estão registrando uma perca de 40% de turistas que vinham no final de semana. Se caso continue, medidas como dispensa de funcionários deverão acontecer.

Já na região central da Bolívia alguns Estados estão tendo suas estradas bloqueadas por ruralistas juntamente com os postos de pedágios, que estão deixando de arrecadar cerca de 150 mil bolivianos por dia aos cofres federais.

Durante esta semana, cidade como Santa Cruz, com cerca de 700 mil habitantes, praticamente ficaram sitiadas devido as principais estradas terem sido bloqueadas afetando a economia local.

Segundo informações divulgadas por jornais locais, caso o presidente venha aprovar a nova Constituição, a situação tende-se a agravar no País. Vários protestos estão previstos em estados como Beni, Chuquisaca, Pando, Tarija e Santa Cruz.

O motivo maior dos protestos acontecem no País depois que o presidente Evo Morales suspendeu o repasse dos recursos dos Impostos Diretos Hidrocarbonetos (IDH). Somente no estado de Pando, fronteira com o Acre, cerca de 350 milhões de bolivianos, quase 100% do repasse foi cortado.

O “PARO CÍVICO” foi confirmado por jornalistas da cidade de Cobija e funcionários do Comitê Cívico. A presidente, Ana Melena, não encontrava-se e foi informado que estaria em reunião com líderes de associações e populares sobre possíveis manifestações que acontecerão neste final de semana.

Eta mundinho complicado - Teto de Vidro e Piso de Fogo


Muitos já comentaram a frase-desafio "você por acaso sabe com quem está falando?", lugar-comum de certa arrogância nacional. Outros já analisaram a expressão idiomática "fazer nas coxas", que denuncia outro comportamento nosso. E o "com certeza", que invadiu nossas conversas, aumentando a desconfiança...

Percebi recentemente o valor de outra frase que ajuda a nos definir. O "desculpe alguma coisa", ou o "desculpe qualquer coisa". O dito vem acompanhado de feições contritas. O pobre coitado pede perdão por algo de que não tem plena consciência. Vai saber o que fez...

Será essa frase resquício da atitude escrava, do servilismo de quem, antes de ser punido, já vai pedindo desculpas por alguma coisa, por qualquer coisa, pelo pecado que cometeu sem se dar conta?

A pessoa cumpriu a tarefa, realizou o serviço, concluiu o trabalho, entregou a encomenda, mas ainda assim sussurra compungida, ao sair, sorriso sem graça: "Olha, o senhor me desculpe qualquer coisa". Ora, como não hei de desculpar ser humano tão perdoável?!

A desculpa nasce da culpa. E a culpa não é de todo ruim. Tenho medo dos que jamais se sentem culpados, dos que nunca se arrependem de nada, dos que se consideram infalíveis. Mas me incomoda tanto ou mais ver alguém sentir-se culpado por alguma coisa, por uma qualquer coisa, por essa coisa terrível, genérica, sem causa, sem contornos.

Imaginemos que depois de escrever este texto, eu me sinta culpado por algo não ter dito, ou por uma vírgula talvez mal empregada, ou por uma idéia infeliz cuja infelicidade não percebo bem e acrescente, a modo de finalização, "Caro leitor! Prezada leitora! Desculpe qualquer coisa"...

Do que sentimos culpa, afinal? Que remorso é este? E há medo? Medo do inferno? Ou de apanhar de invisível palmatória, dolorosa e presente na imaginação? Pedimos desculpas como gesto de boa educação, expletivo sem motivo, maneira de provar que temos boas maneiras, que somos gente boa, pobre, porém honesta?

Quantos vivem aprontando e nunca pedem perdão?! Mas há os que pedem desculpa por tudo, por nada e por qualquer coisa. Outro dia, a porta aberta, já se despedindo, já com o pagamento no bolso, o técnico que veio fazer a manutenção dos computadores disse humildemente: "Desculpe alguma coisa, viu?".

Não resisti e perguntei: "Que coisa? Do que devo desculpar você?" O rapaz sorriu, pigarreou e... não respondeu.

E os índios Contra-atacam


Asneiras brasileiras
Carta Aberta á comunidade brasileira escrita por Yakuy Tupinambá


Alguém em sã consciência pode nos ajudar a encontrar um adjetivo que possa qualificar os despautérios que temos a infelicidade de ler, ou ouvir, através da imprensa escrita ou falada, que são protagonizados ultimamente pelos políticos, juristas, fazendeiros, alguns militares das forças armadas e anti-indígenas quando falam da questão em relação à reserva Raposa Serra do Sol, que concomitantemente atinge todas às reservas indígenas?

Continuam demonstrando, além da ignorância que lhes é peculiar, um comportamento etnocida, xenofóbico e egocentrista. Faz-nos pensar - atitude inexistente na vida deles - assim como acreditamos que também pensam os integrantes do Instituto Social Ambiental, o Conselho Indigenista Missionário, a COIAB, THYDÊWÁ, a Associação Brasileira de Antropologia, e muitos outros organismos que defendem os povos indígenas: será que ainda existe a possibilidade do homem tornar-se algo puro, sem males?

Insistem em nos ver como "índios", ou seja, nada parecido com algo humano, ainda continuam nos vendo como a igreja católica nos viu e declarou que não existia alma em nossos corpos, portanto "bichos", deixando subentendido que podiam eliminar a todos, que não estariam cometendo "pecado". Foi dito há séculos e ainda continuamos estigmatizados por uma corja de malfeitores assassinos, que servem unicamente para destruir a dignidade humana.

Falam de unificar o Brasil, falam de soberania nacional, falam de economia, de produção de alimentos. Perguntamos que unificação se pretende, se hostilizam os nordestinos, os negros e os pobres? Alguém nos responda, como se chama o comportamento expressado pelos paulistanos em relação aos nordestinos, ou dos gaúchos em relação aos paraenses, o tratamento desigual em relação aos indígenas. Mas, indígenas não são nem gente para a sociedade e até mesmo para os pobres brancos. No Brasil nunca existiu o apartheid ou é cultura brasileira?

E qual economia, e produção de alimentos estão falando, se este é o país da miséria, do assistencialismo, se o que se produz aqui é para abastecer os silos internacionais? O nacionalismo é o refúgio último dos desinformados. Para ser contra os indígenas, o Brasil é um só, tem de se uniformizar. Engraçado, não é esse o discurso que se escuta de São Paulo em relação ao Nordeste, ou do Rio Grande do Sul em relação ao Pará; de repente, tem que unificar a pátria das chuteiras - porque o nacionalismo brasileiro é a pátria das chuteiras, é o Brasil na Copa, é o futebol. Mas, peraí, futebol é inglês e carnaval é veneziano, logo, se futebol é da Inglaterra e carnaval é de Veneza, que diabos é cultura brasileira afinal?!

O Brasil é um país que não conseguiu encontrar a si mesmo, nega suas raízes sem ao menos conhecê-las, as pessoas insistem em permanecer com os olhos voltados para Europa. Comem farinha, feijão, milho, amendoim; bebem tacacá e usam perfume da Natura; as cidades chamam Camaçari, Coaraçi, Camacã e as pessoas têm nomes como Maíra, Iara, Jacira.

O que nos deixa estupefatos é perceber que boa parte dos jornalistas brasileiros são completamente analfabetos no que diz respeito à questão indígena no Brasil, não conhecem a legislação, não conhecem história, e muito menos a cultura que está presente no dia-a-dia deles.

Ainda somos obrigados a ler declarações como essa citada em página de um jornal bastante conhecido: "Índio vai virar guarda-mato sem salário se vencer no STF", diz o chefe dos arrozeiros, entre tantas outras tolices, como comparar a quantidade de indígenas em uma reserva pela quantidade de votos.

Diante do quadro que vivemos, só nos resta esperar que a guerra estabelecida contra nós indígenas desde o dia em que aqui chegaram invadindo nosso solo sagrado, tomando tudo que era nosso e nos matando, seja de fato declarada, pois assim acabam consumando o extermínio de uma única vez. Já que suas leis não são cumpridas, nossas vidas não são valorizadas, o que ainda estão aguardando?

Yakuy Tupinambá (Irmã do Mundo).

Defensiva ou ofensiva

Não são poucos os pensadores de esquerda embaraçados pelas experiências, aparentemente heterodoxas, dos países que se denominam socialistas, como China, Vietnã e Cuba. Dão-se conta de que o socialismo está em defensiva, mas não admitem que aquelas experiências estejam relacionadas com isso. Supõem que a defensiva socialista não é profunda, nem prolongada, e consideram traidora a atual estratégia daqueles países.

Partindo do pressuposto de que, hoje, as lutas sociais ganharam dimensão mundial, afirmam que elas não teriam se generalizado por faltar-lhes a vontade de construir uma convergência na diversidade, em escala mundial. Faltaria uma visão internacionalista e uma perspectiva socialista, assim como a decisão de passar, da resistência contra o neoliberalismo, a uma ofensiva contra o capitalismo. Se aqueles países fossem realmente socialistas, certamente poderiam demonstrar aquela vontade e tomar aquela decisão.

Não é por acaso, portanto, que, a cada oportunidade, tais pensadores conclamem que se passe da defensiva à ofensiva. Supõem que basta vontade e decisão. Esse tipo de voluntarismo é um velho companheiro de certos círculos de esquerda. Eles jamais aprenderam com a experiência das lutas sociais e das revoluções. Que, como se sabe, não dependem da vontade e da decisão de tal ou qual força política, mas do aprendizado que as grandes massas populares conquistam no dia a dia de suas relações com as classes dominantes.

As lutas sociais e as revoluções ocorrem, em geral, por negação, quando as massas populares já não agüentam viver como até então. A suposição de que hoje, em todo o mundo, elas já podem ter uma unidade ou convergência internacionalista apenas demonstra o desprezo daqueles pensadores pela enorme diversidade de condições nas diferentes regiões e países do globo, apesar de seus pontos em comum.

Se as lutas sociais, em cada região ou país, apresentam características locais ainda muito diversificadas, isso significa que o grau de negação ao seu modo de vida é ainda muito variado, apesar de o capitalismo estar presente em toda parte. Mas está presente de forma desigual. Assim, do mesmo modo que a desigualdade de desenvolvimento do capital levou, na primeira metade do século 20, tanto às revoluções burguesa e socialista na Rússia, quanto às revoluções anti-coloniais e democrático-populares em diversos outros países, na melhor das hipóteses também deve levar, no futuro, a revoluções diferenciadas.

Portanto, o que os pensadores socialistas precisam, hoje, é ter uma noção clara do significado de estar na defensiva estratégica, e das condições em que se pode passar dessa defensiva para a ofensiva. Sem isso, além de classificarem os outros de traidores, acabarão culpando as próprias massas populares por sua falta de vontade e decisão.

E de que lado você está mesmo?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Charge do Dia!!!

A Charge do dia hoje vem lá do Jornal Hoje na Noticia de Santa Catarina sendo de autoria do Chargista Frank
Pois é... em tempos de debates sobre ficha suja dos candidatos ai vai a deixa!!!!

Deputados Acreanos aprovaram na Terça Feira Legislação a respeito de corte de Arvores

Deputados estaduais aprovaram na sessão de terça-feira, 26, o projeto de Lei que restringe o corte 24 espécies de árvores existentes na floresta amazônica. O Autor do projeto que visa preservar e manter a flora e fauna da Amazônia é o deputado Zé Carlos (PTN).

De acordo com o deputado autor do projeto é preciso fazer adequações a lei ambiental que existe no Estado, por isso, segundo ele, essa lei se faz necessária, com a regulamentação dela o deputado acredita que será possível preservar não só as espécies de árvores, mas também os animais que se alimentam dessas espécies.

“A Lei ambiental foi feita há alguns anos atrás, mas muita coisa mudou e por isso nós agora estamos fazendo alguns ajustes para que agora, a Lei seja para preservar não só a parte da floresta que dá sustento ao homem, mas também os animais silvestres. Antes nós nos preocupamos em preservar a castanheira, a seringueira que ajudam na sobrevivência do homem, mas temos que nos preocupar com a preservação dos animais silvestres, porque muitas espécies fazem parte da cadeia alimentar de animais silvestres”, explicou o deputado.

Zé Carlos diz que o projeto tem relevância para a preservação ambiental e afirma que no futuro os parlamentares terão orgulho de ter votado um projeto de defende a preservação das espécies de árvores. O parlamentar assegurou ainda que as árvores que fazem parte da lista de proibição de exploração, não devem prejudicar o comércio madeireiro, tendo em vista que a lista de espécies é composta por ‘madeiras brancas’, ou seja, aquelas árvores que têm baixo valor de mercado.

O deputado informou, por meio de sua assessoria, algumas espécies que estão proibidas de serem retiradas da floresta após a aprovação de seu projeto, contam na lista: Copaíba, Andiroba, Jutaí, Jatobá, Ingá Ferro, Envira Cajú, Castanharana, Toari, Miringiba, Ureinha, Cajuzin, Uchi, Piquí, Guariuba, Gameleira, Caxinguba, Gamelinha e Cuieira.

A influência de Lula nas eleições

Escrito por Altamiro Borges
A jornalista Cristiana Lôbo, uma das principais porta-vozes da TV Globo, nunca escondeu a sua antipatia pelo governo Lula, às vezes beirando o mais puro preconceito de classe. Durante a CPI do mensalão, em 2005/2006, ela torceu pelo impeachment do presidente. Nas deprimentes mesas redondas do Programa do Jô, ela sempre foi uma das mais ásperas nas críticas, com suas tiradas udenistas de paladina da ética. Numa entrevista à revista Época, da mesma Globo, até anteviu a derrota de Lula na sucessão de 2006. "Cada vez mais, ele tem menos chances (de se reeleger). O cenário, definitivamente, não é mais favorável ao presidente Lula", previu a desastrada vidente.

Agora, porém, a comentarista, mesmo mantendo o seu viés oposicionista, está convencida de que Lula será o grande vitorioso das eleições municipais de outubro. Na abertura do horário político gratuito, em 19 de agosto, ela se mostrou surpresa com o prestígio do atual presidente. "Todos os candidatos, até alguns da oposição, querem tirar fotos com ele", afirmou Lôbo no Jornal das Dez, da Globo News. Para ela, isto é um fato inédito nas últimas campanhas eleitorais. Afinal, "Lula já caminha para o final do segundo mandato e mantém sua força". Ela só não lembrou, por motivos óbvios, o triste fim de FHC, no qual ninguém queria a sua companhia nos palanques ou nas fotos.

Pegando carona no prestígio
A influência de Lula neste pleito parece inquestionável. "Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, há 179 candidatos de nome Lula nas eleições de 2008. Somente em Recife, são seis, o maior número de Lulas em uma só cidade", informa a revista Carta Capital, que entrevistou alguns dos postulantes à vereança que almejam pegar carona neste prestígio. Até tucanos e demos famosos pela postura hidrófoba contra o governo evitam atacá-lo nesta campanha. O prefeito Beto Richa, candidato do PSDB à reeleição em Curitiba, estreou o programa eleitoral na TV e rádio de forma bastante curiosa: "Quero fazer agradecimentos. Primeiro ao governo do presidente Lula".

Tamanho prestígio decorre, entre outros fatores, da tímida recuperação da economia, após duas "décadas perdidas", com o seu efeito mais visível dos recordes mensais de empregos formais; da ampliação dos programas sociais, que hoje atingem mais de 11 milhões de famílias, retirando-as da total exclusão; e do próprio carisma do presidente. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com as suas obras de infra-estrutura e benfeitorias sociais, é outro forte cabo-eleitoral. Já a valorização do salário mínimo e a ausência de ataques frontais aos direitos dos trabalhadores, diferentemente do ocorrido no primeiro mandato, evitam a rejeição dos setores mais organizados.

A sedução da classe média
Neste cenário aparentemente mais tranqüilo, a popularidade de Lula dispara em todo o país, em especial nas regiões antes mais apartadas do Norte e Nordeste, onde os índices de aprovação do presidente passam de 70%. O fenômeno do lulismo, entretanto, hoje já ultrapassa essas fronteiras. Como apontou recente reportagem da Carta Capital, com o maior dinamismo da economia, Lula passa a seduzir até as camadas médias do Sul e Sudeste, antes tão avessas ao presidente-operário. A queda da taxa de pobreza (de 35% em 2003 para 24,1% em 2008) e da taxa de indigência (de 13,7% para 6,6%) ajuda a aquecer o mercado interno, beneficiando a classe média elitista.

Estes fatores é que explicam porque "todos os candidatos querem sair na foto com Lula". Lôbo insiste em não enxergar, ou em esconder, a realidade. Mas, como diz o jornalista Alon Feuerwerker, ele justifica tamanho prestígio. "Seis anos depois (da sua primeira eleição), Lula continua dono absoluto da agenda social, sem ter perdido o voto de confiança quanto à estabilidade. E, mesmo que o crescimento médio da economia não seja nenhuma Brastemp, os números da criação formal de empregos batem de longe as estatísticas dos oito anos do consórcio PSDB-DEM".

Para ele, tudo indica que Lula sairá fortalecido das eleições municipais e que "já tem o discurso pronto para 2010. Ele dirá que é preciso continuar com a distribuição de renda, com o combate à pobreza, com a criação de empregos. Lembrará também que o governo do PT não descuidou da inflação, esse algoz dos socialmente menos favorecidos. E deixará que as velas da campanha sejam enfunadas pelos ventos estatistas e nacionalistas que sopram cada vez mais fortemente em todo o planeta. A figura de Dilma Rousseff é adequada ao roteiro. E a oposição, dirá o quê?".

O eleitor não é bobo
É neste cenário mais favorável que muitos candidatos a prefeito e a vereador, até dos partidos da oposição liberal-conservadora, tentam pegar carona no prestígio do presidente. Alguns aliados, inclusive do PT, que abandonaram Lula nos momentos da sua maior crise política, agora viraram lulistas de carteirinha. Não perdem uma solenidade de inauguração das obras do PAC e utilizam fotos antigas para justificar suas "sólidas relações". Mas o eleitor não é bobo. Como argumenta Jairo Nicolau, um dos maiores especialistas em tendência do eleitorado no país, o uso da imagem do presidente não se transfere automaticamente para os que hoje afirmam apoiar o presidente.

Outros fatores pesarão na definição do candidato, como sua trajetória política e os projetos para a cidade. "A movimentação dos candidatos em direção ao presidente é natural. Como ele tem alta popularidade, eles vão querer se associar. Mas ele é mais um ator na eleição, não o que define. A agenda local terá mais importância", sustenta o professor do Iuperj. Ele lembra os casos de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, onde os candidatos petistas estão em baixa. "Se o candidato não mostrar competência, o apoio será insuficiente. Ele pode tentar convencer que é a continuidade, mas pode vir outra candidata, como a Jô Moraes, e mostrar que ela tem relação com Lula".

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PC do B e autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi).

Algo que pode afetar Xapuri!!!

Nova Lei do Congresso pode garantir mais quatro municípios para o Acre
Da redação ac24horas
Os locais são: Vilas do V , do Incra e Campinas e Sibéria, em Xapuri

No Congresso Nacional tramita um projeto que muda as regras para a criação de municípios no Brasil. Por enquanto a matéria ainda está na Comissão de Constituição e Justiça, só depois de aprovada vai a votação. Um dos textos da proposta pede que áreas com mais de 5 mil habitantes, na região Norte, passem a ser cidades.

No Acre, as vilas do Incra e do V em Porto Acre já estariam na lista. Alias, ás duas vilas têm mais moradores que Porto Acre, sede do município.

As vilas cresceram tanto que hoje ninguém sabe onde fica a divisa. Parecem cidade pequena, tem comércio movimentado, transporte, escolas e postos de saúde, mas dependem administrativamente da prefeitura de Porto Acre, na qual, a sede fica distante 40 quilômetros.

Os moradores reclamam que o prefeito não olha para os moradores e não se preocupa com a infra-estrutura básica. Só no núcleo urbano moram, de acordo com o IBGE, 4 mil famílias. A conta pode multiplicar somando os produtores rurais da região onde fica um projeto de assentamento. A população já pediu várias vezes para que as vilas fossem transformadas em município.

Só que existem outras localidades pedindo o desligamento com a cidade base. A vila da Sibéria em Xapuri é uma delas. Separados pelo rio Xapuri, os moradores querem uma administração própria. Na parte urbana moram 900 pessoas, mas existe a parte rural que se estende por boa parte da reserva extrativista Chico Mendes.

Outro local forte candidato a virar município é vila Campinas na BR-364. Foram vários os movimentos para que a localidade fosse separada de Plácido de Castro que fica distante 80 quilômetros.

O diretor do IBGE no Acre, Adão Delfino, informou que as Vilas Campinas, do V e Incra já foram analisadas pelo Instituto e todas têm condições de se transformarem em mais uma cidade.

Só um detalhe não pode ser esquecido: é preciso evitar os políticos espertalhões que lutam pela criação de novos municípios. Em todas as cidades vão ter vereadores, prefeitos e secretários. Tem muita gente que está só de olho nisso.

Eita!!!!

Governo do Acre revitaliza local onde morreu Plácido de Castro

Por Agência de Noticias do Acre
Estátuas feitas por Cristina Motta contam um dos momentos mais dramáticos da história do Acre. O investimento integra uma ação de Governo que mistura história, cultura e turismo

O governador Binho Marques conferiu os detalhes da instalação das esculturas que compõem as primeiras intervenções de paisagismo da área destinada ao Parque Municipal Plácido de Castro. A região tem a lápide que sinaliza o local da emboscada que vitimou um dos mais expressivos representantes da Revolução Acreana há cem anos.

A montagem da cena foi coordenada pela artista plástica Cristina Motta, responsável pela confecção das obras. Ao todo, são 8 esculturas em tamanho natural feitas de fibra de vidro, durante dois meses de trabalho. A cena é composta pelo assassino de Plácido e mais três comparsas que esperam a passagem do revolucionário, acompanhado por um amigo. O trabalho de Cristina Motta já é conhecido pelos acreanos. São dela as estátuas de Chico Mendes, acompanhado por um garoto, expostas na "Praça dos Povos da Floresta", no centro de Rio Branco; as três grandes estátuas que estão no Novo Mercado Velho, na altura da Passarela Joaquim Falcão Macêdo.

A meta do Governo do Acre é fazer um resgate histórico-cultural da região integrada à agenda turística da rota "Caminhos da Revolução" (composta por museus da cidade de Rio Branco, chalé do seringal Bom Destino, cidade de Porto Acre, Quixadá_cenário de locação da minisérie "Amazônia_ de Galvez a Chico Mendes", exibida pela Rede Globo ano passado).

"Com a idéia de promover o resgate da nossa memória, nós vamos potencializar ainda mais o turismo porque as pessoas visitam muito o local", afirmou Daniel Zen, presidente da Fundação Elias Mansour, um dos órgãos responsáveis pela revitalização. O Deracre também participa do emprendimento. A recuperação do ramal do Pica-pau recupera ramal do Pica-pau (também conhecido como "ramal da lápide de Plácido de Castro", construção de bueiros e terraplanagem estão sob responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagens. // Uma ponte sob o igarapé "Distração" foi reconstruída para que os visitantes tenham mais conforto e segurança ao visitar o local histórico.

No próximo sábado, dia 30, vai haver um evento que marca a revitalização do espaço. Está prevista apresentação de trechos da ópera "Aquiry_ A Luta de um povo" (de autoria de Mário Brasil), com regência de Romualdo Medeiros e Mário Brasil. A reedição do texto, de autoria do próprio Plácido de Castro. A presença de uma guarda fúnebre do 4 BIS também já está confirmada. A guarda fúnebre vai fazer uma recepção de honra aos visitantes. Está prevista uma salva de tiros de festim na hora em que as estátuas forem descerradas. O evento acontece a partir das 4 e 30 da tarde. "Navegação do rio Acre"

Em 2002, durante as comemorações do Centenário da Revolução Acreana, o Governo do Acre já revitalizou o cemitério onde foi enterrado Plácido de Castro há cem anos.
Estátuas do Novo Mercado Velho feitas pela artista plástica Christina Motta contam um pouco do cotidiano da vida na cidade de Rio Branco.

Estátua de Chico Mendes acompanhado por um menino: obra exposta na Praça dos Povos da Floresta. Trabalho de Christina Motta demonstra harmonia com a história do Acre.

Trabalhador executa instalação de estátua, feita em fibra de vidro. Obra está exposta onde será implantado o Parque Municipal Plácido de Castro. Revitalização une história, cultura e turismo.