Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!

Moises Diniz *
Fico impressionado com o comportamento das pessoas nestes dias de resguardo de Natal e aguardo de Ano Novo. É como se uma luz incandescente emergisse de cada veia e de cada neurônio. É um espetáculo o que acontece no cérebro de cada pessoa.

As pessoas ficam mais alegres, acreditam mais, reduzem os seus medos. Acreditam que o 13º salário vai quitar todas as dívidas e que, de uma hora para outra, a vida vai ser bem melhor no ano que vai nascer.

Aquele que te fez sofrer aperta a tua mão e tu respondes com ternura ao mesmo aperto de mãos. O carrasco que te algemou recebe um abraço teu, mesmo que não tenhas mãos.

O menino da periferia, de cor negra e já sem dentes básicos, aguarda inquieto aquele embrulho que vai lhe trazer alegria. O seu pobre pai, alcoolizado na esquina, não percebe o tamanho do sonho do filho. E se percebe se alcooliza para não perceber.

A menina adolescente acredita que são verdadeiras aquelas palavras lindas que ouviu no celular, que só liga a cobrar, e que não vai demorar a chegada daquele príncipe encantado.

Ela não sabe que aquele calhorda quer apenas se aproveitar de sua carne tenra. Que do outro lado da vila, da vida, da palafita ele dorme numa mansão inconsolável e que o seu sonho juvenil vai acordar com os gritos da primeira briga de rua do ano.

O dono do boteco na ponta da rua acredita que todo o bairro esquecido pelos homens do poder vai se lembrar de quitar as suas dívidas. Ele sonha encher, no ano que vem e que chega sob as primeiras luzes e nos mais sutis apertos de mão, as prateleiras com mais feijão e açúcar, bolacha, sardinha e arroz, palito de fósforo, pouco papel, goiabada e cibalena, muito sal, farinha e pão dormido, lâmina de barbear semanal.

O homem do boteco é como a gente que vende sonhos a prazo, não exige assinatura, não cobra a fatura e nem digital. Tudo fica aguardando o Natal, o Ano Novo que vai chegar como búfalo, locomotiva e temporal.

Esses dias especiais vão trazer de volta o meu emprego, a minha alegria, o meu pão, a mulher perdida, a conta esquecida que o vizinho não pagou. Vai ter leite em toda mama, vergonha em todo homem, beleza em toda dama.

Não serei mais tão estúpido a ponto de não perceber os olhares do povo que exige mais abrigo, escola e pão. Vou abraçar o amanhecer e ver que a vida não passa de um pedaço do universo que também se partiu.

Verei que a felicidade humana é como um pouco de carne na boca sempre faminta de um rico qualquer. E que cada um alimenta o seu animal a partir do tamanho da alma do seu próprio dono.

Por isso me incomodam esses abraços, que parecem laços, pedaços de sonhos que não vão se realizar, como se uma serpente engolisse a outra que também lhe quer bem.

Neste Natal as serpentes de cada mente humana vão abraçar as outras serpentes. Será um abraço de quem come e dorme, veste e acorda a custa do trabalho humano, dos outros trabalhos que não são os seus.

Neste final de ano incerto eu vou abraçar meus amigos que ainda não conheci. Pois sei o quanto é fácil abraçar o meu irmão, minha filha, meu parente. Como abraçar os que choram nas ruas nas quais eu não ando, nas periferias que me fazem medo?

Como dizer ‘Feliz Natal’ para quem não nasceu e ‘Feliz Novo Ano’ para quem envelheceu? Por que abraçar as serpentes que cultivamos e fingir que não vemos a dor que elas produzem lá mais distante, onde meus olhos não alcançam, minha solidariedade não atinge e minha voz não leva nenhum acalanto?

Um Natal assim me deixa doente, é como uma doença antiga, do tempo em que o meu coração se partiu em três, quatro pedaços colossais, a amar meus desejos pequenos e a esquecer os desejos gigantes da humanidade.

Queria um Natal diferente, onde o homem amasse de fato a si mesmo e aos outros. Que as árvores não fossem sufocadas pelos coronéis do carbono, nem as águas, nem o ar, nem as larvas, nem as sementes, nem os pássaros sadios, os doentes, nem as raízes, nem os lagos, nem os homens, nem os peixes, nem os animais de pele, de escama, de asas, nem as lagartas, nem a terra.

Nenhum pedaço de sol eu posso dar, nenhuma esmola que não agüenta uma investigação. Por isso eu vou proteger o sol neste Natal, a única beleza natural que eu posso cuidar. Abraçar a lua não me deixará em conflito com os donos do poder.

Acho que vou acabar abraçando a chuva aqui nesta Amazônia indecente, que fica nua nas aldeias indígenas e não se preocupa com a cretinice dos apóstatas do verde e apóstolos do medo e da moral divina.

Vou abraçar o vento, vou falar com os pedaços soltos de asfalto, porque sei que eles são restos mortais milenares de nossos antepassados, de nossas árvores, animais, tudo que se acumulou no subsolo invisível do planeta. Com eles conversarei.

Pedirei perdão aos entes da floresta, aos meninos pobres e às adolescentes convertidas à prostituição, aos desempregados do capital, aos negros, aos povos indígenas, aos homossexuais, aos africanos, palestinos, aos latinos e iraquianos.

Feliz Natal ao homem das margens dos igarapés amazônicos, às mulheres que não lhe deram a oportunidade de pintar o cabelo, os lábios, usar um bracelete, um vestido de moda, aos pássaros que não se vestem contra o frio ou para adornar a noite.

Lutarei contra os meus medos e as minhas antipatias ao novo, ao desconhecido e a tudo aquilo que maltrata e provoca dúvida, preconceito e aversão. Uma idéia nova, uma pessoa doente, sem lar e esperança, uma nódoa na minha blusa de linho, um desvio no meu caminho, um medo de repartir, de amar.

Feliz Natal aos homens de sonho nobre, de idéias encantadas e coletivas. Que cada silêncio de rua faça nascer uma fogueira de sonhos.

Feliz Natal à humanidade que não se rende ao atraso de acumular sempre as mesmas dores no costado dos fracos e as mais iluminadas alegrias nas almas de poucos.

Feliz Natal!
Neto de nordestinos de Riacho do Sangue e índios ashaninkas das margens do Rio Amônia, no Acre.

A Fragilidade da Vida

Por: Marizete Furbino
A idéia de que a vida é frágil demais nos assusta a cada instante!Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do homem contemporâneo. Este homem que trabalha, trabalha e trabalha e que nunca se encontra realizado profissionalmente, vivendo em uma busca constante, em sua trajetória profissional e pessoal. Cada vez mais vivemos numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em que tudo parece previsível, passível de transformação numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o exato, que o inesperado faz sua intromissão devastadora, deixando marcas na história da humanidade. Na forma brutal, de um acidente fatal, onde a morte aproxima-se no recôndito do corpo de pessoas que estavam em um avião, que se abate sobre um edifício, causando-nos tamanha perplexidade e um sentimento enorme de impotência.

O desenvolvimento científico dos últimos anos, em progressão geométrica, tem criado condições para uma vida saudável e uma idade avançada, um prolongamento da expectativa de vida que não conhecíamos há alguns poucos decênios passados. Somos com isso induzidos a uma segurança absoluta. O transitório torna-se permanente até que o inesperado acontece e leva-nos a ter uma nova concepção de vida. O tempo tem nova dimensão na velocidade dos acontecimentos que passam por nós numa sucessão ininterrupta, tudo reduzindo ao instante presente como se fosse eterno. Os dias não têm fim com o por do sol, prolongando-se pelas noites que se estendem até o raiar do sol.

No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a vida humana é muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se as doenças e a morte. Portanto, devemos viver nossos dias com sabedoria, pois, a vida é uma só, uma única e poderosa oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores nos outros e principalmente em nós mesmos.

Para isso, olhe ao seu redor, perceba o reflexo que causa nos demais, perceba como se sente perante os mesmos e todos os dias perante você próprio. Faça uma auto-análise de como está vivendo.
O que me fez ficar pensando hoje foi o fato de a vida ser tão frágil. Em um momento estamos aqui bem, e em outro, em um piscar de olhos, não estamos mais. Tal fato contribuiu e muito para que eu refletisse e decidisse a viver cada momento, aproveitar cada oportunidade, ficar junto de quem gosto o máximo de tempo possível. Sei que é difícil, mas acho que tenho que parar de esperar que as coisas melhorem, que o trabalho diminua, que eu tenha mais dinheiro, que eu encontre um grande amor para aproveitar o que a vida está me oferecendo agora.

Não sei se estarei aqui daqui a um dia, daqui a um mês, daqui a um ano. Estarei aqui o tempo que me for permitido e quero que esse seja o melhor tempo de todos.

É Natal?


Escrito por Frei Betto É Natal. Tudo se contradiz à nossa volta. É verão nos trópicos e, no entanto, há neves de algodão, trenós e o Papai Noel agasalhado do frio. À mesa, castanhas e nozes, alimentos adequados ao inverno.

Tudo se mistura em nós, confunde sentimentos, atropela referências. Damos presentes aquém de nosso afeto e, alguns, além de nossas posses. O sangue que enlaça a família parece mais forte que o amor.

Em plena festa religiosa, move-nos um consumismo compulsório e compulsivo. Os bens finitos superam os infinitos. A felicidade parece revestida de papel celofane. O significado cristão esconde-se em acenos nostálgicos, demasiadamente frágeis para que Jesus logre quebrar a hegemonia mercantil de Papai Noel.

Como pesa esta data para quem não a celebra liturgicamente! A um canto, a árvore com adereços coloridos e, à sombra, o presépio com o Menino na manjedoura. Mero artesanato. Ali dorme também o menino que fomos um dia, inebriado pela fé; agora, de olhos fechados, teme abraçar o apelo divino e comemorar o aniversário de Jesus.

Sim, há abraços e beijos, presentes que se trocam entre taças de vinho e copos de cerveja. A alegria, como olhos de mulher, é marcada por um risco de sombra: ninguém blefa no mais íntimo de si mesmo; lá onde reside, sufocado, o nosso verdadeiro eu, aquele que sonhamos libertar um dia. Sabemos que as crianças estão felizes com o novo tênis, os jogos eletrônicos, as bonecas que choram sem emoção e falam sem inteligência.

Quem é Jesus para essa geração que não freqüenta catecismo e cujos pais têm pudor de rezar com os filhos e dar-lhes as mãos nas veredas que conduzem ao Transcendente? Onde se esconde o Menino da manjedoura ocultado pela obesidade comercial do velhinho que ignora as crianças pobres?

Na falta de mística, muitos procuram o êxtase em doses químicas. Sem disso terem consciência, gostariam que, atrás da seringa, por dentro da drágea ingerida, entre a fumaça ou o pó que se aspira, Deus irrompesse. Todos os presentes são insuficientes para o coração que clama por Presença.

Neste Natal, alguns vão ao culto e oram em família. Outros preferem a solidão de um mosteiro, a missa cantada em gregoriano, a leitura da Bíblia, a mesa onde se partilha menos comilanças e mais gestos de carinho.

Porém, o que fazer? A TV universaliza a publicidade, a publicidade impregna a mercadoria de fetiche, o fetiche traz a ilusão de que os presentes, uma vez desembrulhados, irradiam felicidade. Assim, deixamos nos escravizar pelas convenções, sem ao menos indagar o que significam e se nos convêm.

Dentro de poucos dias, voltaremos ao ritual que se repete a cada ano: recarregar a despensa e a geladeira para o réveillon e, de novo, os mesmos abraços e afagos, com a vantagem de não dar presentes. Apenas desejar boa sorte e feliz ano-novo.

Talvez, no íntimo, o propósito de que "daqui pra frente tudo vai ser diferente." Beber menos, balancear a alimentação, fazer exercícios físicos, deixar o cigarro, dar mais tempo à família. Ou, quem sabe, dar um passo além do próprio umbigo: uma causa solidária, uma instituição de caridade, um projeto que minore a dor dos excluídos. Preocupar-se menos consigo e ocupar-se mais com os outros. Propósitos de renascer. Para que outros tenham vida.

Então, sim, será Natal. Nascimento. Como Jesus propôs a Nicodemos, sem que seja preciso retornar ao ventre materno. Deixar que o Espírito dispa-nos do homem e da mulher velhos para nos revestir do novo ser, aquele que tem seu protótipo e paradigma no Menino que dorme no presépio e, agora, desperta dentro de nós, faminto de Deus, de justiça, de uma sociedade menos desigual e um mundo melhor.

O Natal deveria durar o ano todo, no mais profundo de nosso coração, o verdadeiro presépio.

Frei Betto é escritor, autor de "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros livros.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Charge do Dia!!!

Nova Colaboradora do Xapurinews...

A partir dessa semana o Xapurinews contará com a colaboração semanal da colunista Marizete Furbino, com pelo menos 01 artigo por semana, o que vem enriquecer sobremaneira este espaço.

Marizete Furbino tem formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, é Administradora, Consultora de Empresa, Palestrante, Conferencista, Professora Universitária no Vale do Aço - MG, Escritora, Colunista e Articulista com artigos publicados regularmente por mais de 3.000 veículos da mídia digital no Brasil e no exterior, apresentando um índice significativo de visibilidade na internet.

Como Auditora-Financeira, Chefe do Serviço de Controle, Avaliação e Auditoria da Coordenadoria de Assistência à Saúde da SES/MG- Secretaria Estadual da Saúde de Minas Gerais, de 1999 a 2006, contribuiu para que o Setor alcançasse o 1º lugar no ranking da Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais no período de 08 anos consecutivos.

Convidada para administrar a Vigilância Epidemiológica da GRS/Cel.Fabriciano-Gerência Regional de Saúde no período de Janeiro/2005 a Janeiro/2007, contribuiu para que o Setor melhorasse sua posição no ranking do Estado de MG, passando do 27º para o 3º lugar no Estado de Minas Gerais em somente 12 meses.

Como Consultora da Secretaria Estadual da Saúde desde Janeiro de 2007, vem prestando assessoria e consultoria, sendo responsável juntamente com toda equipe por 35 municípios pertencentes à jurisdição da GRS/Cel.Fabriciano, contribuindo para articular e promover o desenvolvimento das microrregiões e Saúde.

Iniciou sua carreira como administradora e posteriormente como consultora de empresa. Cresceu profissionalmente na área, e hoje se encontra como Auditora, Consultora, Executiva e Diretora da renomada empresa de Furbino Consulting Group- Auditores e Consultores Associados - Empresa de Auditoria e Consultoria especializada em Capacitações, Auditoria interna e externa, Marketing, Finanças, RH, Empreendedorismo, Gestão Empresarial, Gestão em Desenvolvimento de Negócios, Gestão Pedagógica, Gestão de Processos, Planejamento Estratégico, Gestão da Qualidade, Gestão Patrimonial, Fiscal, Jurídica e Tributária, Gestão Hospitalar, Plano de Carreira, Cargos e Salários.

Encontra-se realizando auditoria e consultoria em diversas empresas prestadoras de serviços, Escolas Técnicas e Universidades em Minas Gerais, em diversos Estados do Brasil e no Exterior.

Como docente, encontra-se lecionando para Escolas Técnicas e Universidades no Vale do Aço/MG.

Devido sua vasta formação acadêmica e experiência profissional ministra palestras com temas variados. Atualmente têm sido muito requisitada para realizar abertura e fechamento de Eventos, Seminários, Congressos, Conferências, Convenções e Encontros.

Seja Bem Vinda Marizete!!!

Acreano se prostitui no exterior para salvar a mãe do câncer

Em duas semanas, Roberto lembra que conseguiu dinheiro equivalente a um mês de trabalho como garçomEscrito por Brazilian Times.com
A reportagem foi publicada no Brazilian Times A história do acreano de Brasiléia, S. Roberto, 31 anos, se assemelha a dos milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos. Todos chegaram a este país com a ânsia de mudar de vida e ajudar os familiares que ficaram em suas terras de origem. O diferencial é que ele foi preciso seguir a vontade do destino para “salvar sua mãe que estava acometida de um tumor”.

Roberto conta que vive em Cambridge, Massachusetts, há mais de seis anos e que a doença da mãe foi diagnosticada há apenas um ano. “Desde então minha vida mudou radicalmente”, comenta.

Segundo ele, sua mãe que morava no interior do Acre, teve que ser transferida para a capital do estado – Rio Branco – no sentindo de ser assistida de perto por especialistas e melhores equipamentos.

Roberto conta que o tumor atingiu o sistema linfático e mesmo sabendo que se tratava de uma doença terminal, “resolvemos tratar para amenizar a dor de minha mãe e prolongar um pouco mais a sua vida”.

Ele fala que assim que recebeu a notícia, dada por sua irmã, sua decisão foi de ir embora para o Brasil e ficar ao lado de sua mãe. Mas quando ficou sabendo do alto custo de um bom tratamento, ele resolveu ficar e levantar o dinheiro suficiente para custear as despesas.

“Procurei todo tipo de trabalho e cheguei a trabalhar mais de 140 horas em uma semana”, fala acrescentando que seu corpo estava exausto, mas a gana por ajudar a salvar a sua mãe lhe dava forças para continuar.

A prostituição teve início quando um amigo lhe confidenciou que fazia-strip tease A prostituição teve início quando um amigo lhe confidenciou que fazia strip tease em uma de shows para mulheres e gays. Disse que não conseguia muito dinheiro tirando a roupa, mas que fazia programas para aumentar a renda. “Ele me disse que conseguia em média de $500 por dia e me ofereceu um espaço no local para que eu pudesse trabalhar”, conta.

Roberto fala que no início achou a história muito estranha, mas a cada telefonema, a cada conversa com seus familiares no Brasil, a oportunidade de fazer dinheiro dançando ficava mais viva em sua mente. “Até que um dia, resolvi encarar, pois precisava muito ajudar minha mãe e trabalhar como garçom e preparador, além de acabar com meu físico, não rendia o suficiente para o tratamento”, acrescenta.

Após tomar esta decisão, ele foi até o apartamento do amigo, que morava em Everett e lhe informou sobre o que havia resolvido fazer. “Me senti muito estranho ao tirar a roupa pela primeira vez para aquelas pessoas desconhecidas, mas depois fui me acostumando e logo me vi fazendo programas com senhoras com mais de 50 anos de idade”, fala.

Em duas semanas, Roberto lembra que conseguiu dinheiro equivalente a um mês de trabalho como garçom. “O tempo foi passando e logo, a clientela foi aumentando e mesmo sentido nojo de alguns clientes, eu me via obrigado a fazer aquilo, pela minha mãe”, fala ressaltando que um mês após estar na casa já estava transando com homossexuais ricos que lhe pagavam até $800 por uma transa.

“Cada tostão que ganhei enviava para ajudar no tratamento de minha mãe e muitas pessoas devem estar se perguntando por que eu resolvi entrar nesta vida”, fala explicando que ele se viu entre a cruz e o punhal. “Eu precisava de muito dinheiro em pouco tempo, pois queria estar logo ao lado de minha mãe”, comenta.

Roberto fala que sua irmã já o avisou do tempo de vida de sua mãe e que está de passagem marcada para retornar ao Brasil no início de janeiro de 2010. “Infelizmente minha mãezinha não terá muito mais tempo de vida e quero ficar ao lado dela neste resto de vida. Meu sonho de comprar um carro e uma casa foi adiado, pois o mais importante foi manter minha mãe viva até quando Deus permitisse”, fala.

O acreano diz que não se arrepende do que fez e que se fosse preciso fazer tudo de novo para salvar uma pessoa amada, ele faria. “Só peço para as pessoas não me recriminarem por isso”, conclui.

Fonte: Brazilian Times.com

Apesar das chuvas, rios acreanos se mantêm estável nesta terça


O nível do rio Acre continua estável medindo na manhã desta terça-feira, 29 de dezembro, 11 metros e 88 centímetros.

No interior do estado, segundo a Defesa Civil, apesar de muita chuva nas cabeceiras dos principais rios Iaco, em Sena Madureira e no Juruá, em Cruzeiro do Sul, não oferece risco de alagamento para as populações ribeirinhas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em todo o Acre, o tempo vai ser encoberto com chuva. A temperatura deve variar entre a máxima de 33 e mínima de 21 graus.

Da redação - ac24horas

2009, mudaram os parâmetros, mas não as moscas

Escrito por Gabriel Brito
Muito se pode discutir sobre os principais acontecimentos do ano esportivo/político no Brasil neste findo 2009. Também podemos tomar partido em diversas questões candentes dos rumos da área e das decisões e administrações de suas autoridades, certamente muito abaixo do ideal ainda. O que não deixa dúvidas é que este foi um dos mais importantes e badalados anos, com o esporte tomando um lugar de enorme destaque na agenda nacional.

Evidentemente, nada teve mais relevância do que a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, fazendo-nos, nas palavras do presidente Lula, atingir a ‘cidadania internacional’, complementando o combo iniciado no final de 2008, quando o Brasil ganhou de presente e sem concorrência (algo inédito) o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014.

É perda de tempo rediscutir os méritos da candidatura. As três concorrentes perdedoras (Madrid, Tóquio e Chicago), além de se localizarem em países que apóiam de verdade o esporte, desde as bases, possuem estrutura para dar início aos jogos amanhã mesmo, enquanto que o Rio, não se sabe se o fará com competência nem daqui a sete anos.

Não faltou discurso de que desta vez o povo e os poderes fiscalizarão o andamento das obras e demais gastos para os Jogos, sendo inclusive criadas comissões no parlamento e no tribunal de contas para acompanhar mais de perto o processo. Com o lastro da vergonhosa gestão do Pan-americano de 2007 e seu inexistente legado, até Carlos Arthur Nuzman teve seus dias de cordeirinho. Mas já recobrou sua consciência, anunciando em entrevista ao diário Lance que o orçamento dos jogos aumentará.

A mídia obesa, decadente, mas ainda dominante, fez todas as loas possíveis. Aliou-se ao ilusionismo do filme de apresentação da cidade produzido por Fernando Meirelles e relatou uma população eufórica e festeira, a saltitar pelas ruas do país de alegria pela conquista nacional. No entanto, a desconfiança das pessoas é tão indissimulável que realmente houve espaço para o discurso da necessidade de forte fiscalização.

Honrosas exceções posicionaram-se firmemente contra o evento, sem se deixarem levar pela falsa euforia criada pelos interessados não só nos Jogos, como também nos negócios Olímpicos. Basta ver que já começaram alguns polêmicos planos de expropriação em áreas que serão destinadas a receber as competições. Certamente, muita gente pobre será varrida para baixo do tapete da cidade maravilhosa. E pago pra ver todas as obras de melhoria fora do eixo nobre se concretizarem.

De toda forma, é sem dúvida a oportunidade para o salto a ser dado rumo à transformação do país em potência esportiva. É esperar para ver, mas, ao que parece, a prioridade será o esporte de alto rendimento, com vistas a apoiar de forma mais maciça aqueles atletas que tenham chances de medalha. Ou seja, deverão escolher meia dúzia de talentosos por modalidade para turbinarem ao máximo; já o esporte nas escolas, de base, deverá continuar na mesma precariedade, quem sabe com algumas migalhas a mais.

Copa 2014: tudo certo, nada resolvido
Já em relação ao Mundial de futebol, a ser realizado dois anos antes, a coisa anda devagar. Tendo dado no colo o direito de sediar a Copa do Mundo aos canarinhos, agora a Fifa será apresentada às nossas tradições de imprevidência, leniência e muita falta de transparência.

Previstas para ocorrerem até o final deste ano, as licitações que visam contratar a iniciativa privada para as obras dos estádios da Copa foram constantemente adiadas, tendo o país chegado ao final do ano sem nenhum parceiro definido. As reformas, que por ordem da Fifa deveriam ter começado em dezembro, foram remarcadas para março e alguns fatos já levam a crer que tudo ficará por conta de papai-Estado.

O governo do Rio passou a falar em tocar sozinho a reforma de 500 milhões de reais do Maracanã; em Mato Grosso, Blairo Maggi já afirmou que o estado banca a cancha local, sem necessidade de licitações; Amazonas e Brasília caminham no mesmo sentido, sendo duas das mais custosas obras de todas – e sem que se tenha a mínima idéia do que fazer com os estádios após a Copa.

Sendo assim, a promessa do presidente da CBF Ricardo Teixeira, endossada por Lula, de fazer a Copa sem dinheiro público já foi às favas há bastante tempo. Com o caráter centralizador da organização, formada pela mesma camarilha que habita os corredores da confederação e com o mesmo chefe, podemos começar a nos segurar na cadeira.

O pior de tudo é saber que tal estado de coisas tem tudo pra continuar inalterado. Após as duas CPIs que assolaram o futebol nacional no começo da década, Ricardo Teixeira reconquistou o carinho de seus inimigos, e hoje vive aos abraços com o presidente da República. Enquanto os recentes mundiais da França e da Alemanha contaram com Platini e Beckenbauer como símbolos do evento, o Brasil vai de Ricardo Teixeira mesmo.

Futebol feminino
Apesar de brasileira, Marta conseguiu mais uma vez ser eleita a melhor jogadora do mundo, pela quarta vez, todas seguidas, o que a faz a atleta que mais vezes recebeu tal distinção, tanto no masculino como no feminino. Isso mesmo vindo de um país que segue sem qualquer projeto de implantação de um futebol feminino de fato profissionalizado.

Com receitas de 200 milhões por ano, a CBF se comporta como uma grande empresa na hora de gerir a seleção brasileira masculina, que é uma autêntica árvore de dinheiro, jorrando de diversos patrocínios milionários e viagens muito bem recompensadas para enfrentar Estônias e Omãs da vida.

No entanto, torna-se armazém quando justifica que não garante a realização completa de uma terceira divisão por esta custar 5 milhões de reais. Porém, é claro que possui condições de bancar várias, além de providenciar uma grande estrutura para o florescimento do futebol das mulheres. Se não for para isso, de que serve uma confederação esportiva, cujo mote principal nada mais é que organizar e fomentar o esporte em todos os seus níveis? Que sirva de algo emporcalhar a camisa amarela com Vivo, Itaú, Guaraná...

Diante desse apanhado, 2010 parece ser um ano que traz fabulosas incógnitas. Agora sob os olhares do mundo, ávido por grandes empreendimentos e tudo que girará em torno dos eventos, o país terá de mostrar serviço, isto é, ser eficiente e organizado nas tarefas que a comunidade esportiva delegou ao novo eldorado do mundo globalizado.

Gabriel Brito é jornalista.

Financial Times inclui Lula entre 50 maiores da década

O jornal britânico Financial Times publicou hoje uma lista das 50 personalidades mundiais que moldaram a década na política, negócios, economia e cultura. Dentre os escolhidos está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente brasileiro é lembrado como o mais popular da história do País graças a seu "charme e imensa capacidade política", mas afirma que o que faz com que os brasileiros amem seu presidente é a inflação baixa.

O jornal lembra que ele foi habilidoso o suficiente para manter as políticas macroeconômicas herdadas de seu antecessor, além de implementar programas de transferência de renda.

Segundo o Financial Times, sob o governo Lula o Brasil finalmente começou a demonstrar seu enorme potencial a ponto de o Fundo Monetário Internacional (FMI) esperar que a economia brasileira seja uma das cinco maiores do mundo antes de 2020.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

Piada do dia!!!!

Só para me sacanear meu ex-aluno Antonio Carlos me manda a piada abaixo, dizendo que eu vivia falando que não havia piada sobre pofessor de quimica, ele sugeriu que por vingança procurou na net e me encaminhou a que mais gostou, e como não sou sacana divido com meus leitores:
Aula de Química
Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do Primeiro Grau os males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que envolvia um copo com água, outro com whisky e dois vermes.
“Agora alunos, atenção !
Observem os vermes”, disse o professor, colocando um deles dentro da água. A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz e brincando. Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo whisky. O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto. Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:
“E então, que lição podemos aprender desta experiência ?
“O pequeno Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar, e sabiamente respondeu:
“Beba muito whisky e você nunca terá vermes”