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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Perpétua garante que brasileiros não serão expulsos da fronteira

A única decisão por enquanto é que o processo de desocupação não está definido. Não existe data para a retirada dos brasileiros do território boliviano, uma vez que estão sendo estabelecidos novos prazos
Perpétua Almeida participou da implantação do Consulado Sazonal.Autora do requerimento que pedia a criação de uma subcomissão Especial na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para acompanhar a situação das famílias brasileiras residentes na faixa de fronteira do território boliviano, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), fez questão de participar nesta quinta-feira (01/10), da implantação do Consulado Sazonal.

O Consulado que é diretamente vinculado ao Ministério das Relações Exteriores através do Departamento Consular de Brasileiros no Exterior, chefiado pelo embaixador Eduardo Gradilone, tem o objetivo de dar suporte às famílias brasileiras. Responsável também pela vinda da comitiva do Itamaraty, uma vez que levou o problema ao conhecimento do presidente Lula, durante uma viagem, a parlamentar comunista acompanha toda a movimentação.

"As ações foram fundamentais para restaurar a tranqüilidade na fronteira. Não podemos ser irresponsáveis a ponto de fomentar a revolta. Conseguimos acabar com o prazo que o governo boliviano havia dado para a desocupação da fronteira e estamos construindo juntos a solução, embora ainda seja necessário fazer um encontro de informações", destacou a deputada comunista referindo-se aos dados apresentados pelos representantes da OIM- Organização Internacional de Migrações.

O relatório da OIM aponta a existência de um número contestado de habitantes na área de fronteira, em parte porque o cadastramento foi feito durante o período chuvoso em que o acesso é dificultado. Muitas residências foram cadastradas apenas como fechadas, por terem sido visitadas quando os moradores estavam ausentes. Muitos brasileiros simplesmente se recusaram a responder o questionário aplicado pela OIM.

Do total de quinhentas e setenta e três famílias, cento e nove se recusaram a responder o questionário, sessenta e oito casas foram registradas como desabitadas e outras vinte e quatro residências foram dadas como abandonadas.

As discrepâncias foram detectadas pela comitiva do Itamaraty chefiada pelo embaixador Eduardo Gradilone, chefe do departamento de do Ministério das Relações Exteriores, nos quatro dias de estudo que incluíram reuniões com autoridades brasileiras e bolivianas, representantes das famílias da fronteira e membros da OIM.

A base da intermediação do ministério das relações exteriores do Brasil será divida em três alternativas: apoio e acompanhamento do assentamento das famílias brasileiras que optarem por permanecer nas agrovilas bolivianas; apoio e acompanhamento do assentamento dos que decidirem retornar ao Brasil, onde um assentamento especial deverá ser criado para acomodá-los e o acompanhamento dos processos de naturalização dos que optarem pela naturalização boliviana por possuírem esposas ou filhos nascidos naquele país.

"Existem muitos dados não esclarecidos no relatório da OIM. A permanência do consulado vai ajudar a checar todas as informações do relatório", disse o embaixador Eduardo Gradilone.
A ação diplomática que teve curso durante essa semana foi integrada pela presidência do Incra, Secretaria Nacional de justiça, gabinete de segurança da presidência da República e pela área política do Itamaraty, sob o comando do embaixador Eduardo Gradilone.

A inauguração do consulado em Puerto Evo Morales contou com a presença do ministro conselheiro na embaixada de La Paz, Alfredo Camargo, cinco deputados estaduais, prefeitos e vereadores dos municípios de fronteira, além das pessoas afetadas pela medida, em sua maioria agricultores que querem uma decisão.

O consulado começa a funcionar nesta sexta-feira (02/10) sob a responsabilidade de um funcionário do Itamaraty e de um da embaixada em La Paz. Eles vão colher as denúncias dos brasileiros, estabelecer parcerias com os órgãos que participaram do debate, distribuir material informativo e esclarecer os brasileiros.

A única decisão por enquanto é que o processo de desocupação não está definido. Não existe data para a retirada dos brasileiros do território boliviano, uma vez que estão sendo estabelecidos novos prazos. A opção de permanecer na fronteira entretanto está totalmente descartada.

"A iniciativa de instalar o consulado é de extrema importância, porque tanto os brasileiros como os bolivianos vão saber que o governo brasileiro está presente e atento às questões. Acaba com a boataria e até mesmo com o incentivo equivocado que muitos podem estar dando para a permanência dos brasileiros na fronteira estrangeira, forçando o conflito entre povos irmãos e ferindo a soberania de um país independente. Não podemos esquecer que os brasileiros que se encontram nessa situação desconfortável foram empurrados para fora do país pelo latifúndio e é dever do Estado brasileiro estender-lhes a mão, como agora está começando a fazer", comemorou a deputada Perpétua Almeida.

Coisas de Acre

Você já deve ter visto meninos e meninas da Tailândia, de Madri, de Paris, de Atenas, do Crato, de Jaboatão dos Guararapes, de Salvador, das ruas e dos morros do Rio de Janeiro. Viu também os de Heliópolis, São Miguel Paulista e até alguns da Amazônia. E os de Rodrigues Alves?

Cá estão eles, bonitos, inocentes, ao lado das mães e da professora. Rodrigues Alves é um município farinheiro com cerca de 8 mil habitantes, a 632 quilômetros de Rio Branco, capital do Estado do Acre. Fica ao lado de Cruzeiro do Sul, mais perto do Peru do que da capital do próprio estado, das grandes cidades amazônicas e alguns milhares de quilômetros distantes de São Paulo e de Brasília.

MP vai investigar compra de marmitex do restaurante da sogra de secretário

O promotor de Justiça do município de Acrelândia, Rogério Voltolini Muñoz, vai fazer uma verdadeira auditoria nas contas da prefeitura municipal do município, por conta de uma denuncia que aponta, em tese, ato de improbidade administrativa pela compra de marmitex que era feita à luz do dia, no restaurante da sogra do secretário de obras, o José Valci.
Além de notificar o prefeito Carlinhos César (PSB), o promotor requereu todos os empenhos e autorizações de pagamento, acompanhados das respectivas notas fiscais, relativos aos pagamentos desde abril do corrente ano, de despesas decorrentes de alimentação, encaminhando ainda as cópias dos procedimentos licitatórios ou a justificativa para a não deflagração dos correspondentes certames.

O fiscalizador do erário público entendeu através da denúncia, indícios de não ter acontecido procedimento licitatório, segundo Muñoz "uma vez comprovados, podem configurar improbidade administrativa por ofensa aos princípios da impessoalidade, legalidade, moralidade administrativa, dentre outros, além de, eventualmente, configurar também infração penal".

Por telefone, o secretário municipal de obras, José Vilceu, falou pouco, disse apenas que as denuncias são inverídicas e que o fornecimento de marmitex para secretaria de obras é feita através do restaurante Churrascaria Brasil. "Mas lá não é da minha sogra", respondeu Vilceu.

O prefeito Carlinhos César (PSB), ordenador de despesa da prefeitura não quis falar sobre o escândalo que pode trazer sérias conseqüências a sua administração.

Jairo Carioca - Da redação de ac24horas
js.carioca@hotmail.com

Não trabalhamos com estúpidos

Escrito por Bruno Padron, Porpeta
O treinador Hélio dos Anjos, do Goiás, soltou mais uma de suas "pérolas" em entrevista coletiva. Afirmou que não trabalhava com homossexuais ao ser perguntado sobre um suposto ciúme do elenco com relação à contratação de Fernandão. Se a homofobia fosse considerada crime, o futebol, ao menos, não reproduziria tais barbaridades.

Quando um clube anuncia uma grande contratação, daquelas de impacto, existem inúmeras decorrências da mesma. Se por um lado dirigentes e torcedores soltam fogos de artifício comemorando o feito, por outro, questões como salários pagos bem acima da média do elenco e tratamento diferenciado podem provocar crises internas entre os jogadores.

O noticiário sobre o time do Goiás vem colocando esta questão à mostra. Depois da chegada de Fernandão, após a empolgação inicial, surgiram boatos de que o grupo estava insatisfeito com a presença dele.

Principalmente porque seu salário era bastante superior ao dos outros que, até aquele momento, colocaram o Goiás entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro, na zona de classificação para a Libertadores. Mas também por supostos privilégios ao meia-atacante.

Fernandão não é mais um garoto. Assim como Ronaldo, no Corinthians, não pode submeter-se à mesma carga de treinamentos feita por um jovem de 22 anos de idade.

Embora se saiba que algumas estrelas do futebol, ao retornarem para campos brasileiros, inserem cláusulas em seu contrato de trabalho que lhes permitem algumas regalias, como a dispensa de alguns dias de treinamento. Será o caso?

Mas todo boato no futebol não é fruto da imaginação da imprensa. Às vezes ela aumenta, mas não inventa. A fertilidade das notícias sempre tem um dirigente ou um jogador como fonte. Em geral, tudo feito em off.

Embora muitas das notícias sejam desprovidas de averiguação, servindo apenas ao furo de reportagem, interesses eleitorais internos dos clubes ou jogadores forjando descontentamento, já de olho em alguma proposta mais interessante de outro time.

Mas quando a notícia aparece, toma conta das entrevistas e algumas respostas são exigidas pela imprensa e pelos torcedores. Daí, a depender do entrevistado, podem variar as versões ou até mesmo o tom usado sobre uma determinada versão, que pode ser previamente combinada.

Hélio dos Anjos, às vésperas de um jogo contra o Flamengo, no Serra Dourada, arranjou uma forma bastante controversa para conclamar a torcida do Goiás a comparecer ao estádio. Disse que achava uma vergonha ter goianos torcedores de times de outros estados. Gerou uma polêmica desnecessária, desrespeitando o direito individual à escolha do seu time do coração. Dito isso, mais um jogo do Flamengo no Serra Dourada com maioria rubro-negra nas arquibancadas.

Agora, ao responder sobre o suposto "ciúme" do grupo com Fernandão, Hélio afirmou que ciúme era "viadagem" e ele não trabalhava com homossexuais.

Mal sabe, ou sabe muito bem e não quer dizer, que a homossexualidade no futebol é algo mais comum do que se imagina, embora não amplamente divulgada. Ou seja, ele pode estar trabalhando ou já ter trabalhado com vários. O que o tornaria ainda um mentiroso. Além disso, já não é o único caso recente de discriminação por orientação sexual no futebol.

Até os dias de hoje, o nome do meio-campo Richarlyson, do São Paulo, não é gritado pela principal torcida organizada do clube no início dos jogos. Isso porque houve boatos, levantados por um dirigente palmeirense e negados pelo jogador, diante das ameaças dos dirigentes são-paulinos, sobre a homossexualidade do jogador. Desde então, ninguém fala mais sobre o assunto.

Pouco importa se, de fato, o jogador é ou não homossexual. Importa que o tratamento dado à questão pelo mundo do futebol é discriminatório, passando inclusive pela negação da existência "desse tipo de coisa" no futebol.

Outros, como Raí, ex-jogador do São Paulo, afirmam que a homossexualidade é freqüente no meio. Estaria mentindo? Provável que não. O que evidencia tudo que está abaixo do tapete.

Uma legislação que puna a homofobia não acabará com ela, mas pode cumprir o papel de colocar em pauta este debate, seja na sociedade como um todo, seja em meios mais hostis, como o futebol.

Algo que faria Hélio dos Anjos, ao menos, pensar duas vezes antes de falar tais bobagens. Poderia ser processado, ou até preso. Mas, com certeza, não usaria o espaço privilegiado que o futebol possui na mídia para destilar preconceitos.

Sabemos que os sexuais não são os únicos. Existe racismo, xenofobia, e todos os outros que permeiam nossa sociedade. Mas o futebol precisa dar outro exemplo, afinal os personagens da bola são referências de comportamento para muitos jovens. Hoje, infelizes referências.

Ele pediu desculpas pela declaração preconceituosa, mas as ruas provam que o limite chegou ao fim. Muita gente morre no dia-a-dia por pensamentos e atitudes estúpidas como a dele, e desculpas já não são mais suficientes.

Bruno Beneduce Padron é bancário.
E-mail: brunopadron@yahoo.com.br

Os três Brasis

Escrito por Plínio de Arruda Sampaio
A dificuldade maior para entender este nosso país é que não há um Brasil: o Brasil é três. Há o Brasil de 50 milhões de pessoas, com uma renda per capita comparável à dos países europeus de nível médio. Este país é dono de 323 milhões de hectares de terras aráveis, detentor das maiores reservas de água potável do planeta; de enormes reservas de gás combustível e de petróleo; da quarta província mineral e do décimo parque industrial do mundo. Para explorar essa riqueza, dispõe de uma força de trabalho versátil, disciplinada e dócil. A parte superior desse contingente populacional (o 1% de brasileiros, 2 milhões de pessoas) tem uma renda mensal de 20.000 dólares, que declina gradualmente até patamares de 1.500, 2000 dólares mensais – um conjunto de 50 milhões de gente endinheirada.

Este Brasil vai muito bem, obrigado. Se melhorar, piora.

O Brasil nº. 2 tem cerca de uns 120 milhões de pessoas e uma boa parte desse total não vai indo de todo mal. Ou melhor: não percebe que está recebendo uma educação insuficiente, cuidados de saúde precários, aposentadorias aviltadas, e que, amanhã, vai pagar tudo isso. Mas, hoje, o gasto que faz com o dinheiro que está recebendo é suficiente para ajudar a diminuir o impacto da crise econômica em nosso país.

O problema grave dessa porção majoritária da Nação é a alienação, no que esta tem de empobrecimento intelectual e de corrosão do caráter. O pavor de ser rebaixado ao andar térreo impede que esse enorme contingente populacional se solidarize com os marginalizados do consumo e da cidadania. Por isso, esse enorme contingente populacional constitui uma força conservadora e, em algumas situações, até mesmo reacionária.

O Brasil nº. 3 é onde uns 60 milhões de brasileiras e brasileiros amargam uma vida de frustrações e de miséria.

Este Brasil vai de mal a pior. Porém, não se dá muito conta disso, porque está recebendo um subsídio mensal do governo e, com essa quantia, engana a fome.

Uma das seqüelas perversas da sua pobreza é a cadeia de corrupção a que ela dá origem: começa quando o narcotráfico contrata o menino para fazer entrega de droga e culmina nos mais altos estratos da pirâmide social e nos escalões superiores do Estado.

Os problemas desse Brasil fraturado não são apenas a carência material dos mais pobres e o sofrimento que tal carência carreta, mas a impossibilidade de coesão social, sem a qual nenhum aglomerado humano consegue superar a barbárie e transformar-se em uma Nação civilizada.

Portanto, quem nasceu no Brasil nº. 1 carrega consigo um problema moral: a difícil opção entre o desfrutar irresponsável do seu status financeiro e social, e o arriscar carreira, status e até mais, a fim de construir com os outros dois Brasis uma Nação, autônoma, justa, solidária, capaz de partilhar da luta por uma Humanidade livre da dominação capitalista.

Dessa opção depende o valor moral de cada um dos milhões que vivem bem.

sábado, 3 de outubro de 2009

Imagem do Final de Semana II

(Foto: Sérgio Vale/Secom)

Chuva na mata traz novos cheiros, novas vidas, novas cores e um pequeno arco-íris se forma colorindo o entardecer...

Um bom Final de Semana a Todos
e Até Segundona se Deus Quiser!!!!

Manejo florestal: sinônimo de desenvolvimento sustentável

União entre investimento em tecnologia, conhecimento e políticas públicas garantem que essa atividade se torne fonte de renda para quem vive da floresta, e ainda garante a preservação dos recursos naturais
Luiz Felipe, Sismat Assessoria Manejo garante a identificação de algumas espécies, garantindo a manutenção da área florestal explorada (Fotos: Sismat Assessoria)
A indústria madereira é uma importante fonte de riqueza para o estado do Acre. A sua relação com a conservação da floresta deu um salto evolutivo durante a última década. A união entre investimento em tecnologia, conhecimento e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável é a fórmula de sucesso.
E uma das grandes alavancas desta evolução é a exploração feita através dos Planos de Manejo Florestal Sustentável. "O manejo florestal é a melhor forma de utilizar o potencial econômico da floresta respeitando a sua capacidade de regeneração", explica a chefe da Divisão de Manejo Florestal do Imac, Marcela Fidelis.

De acordo com o manual de licenciamento de manejo florestal do Instituto, falar em manejo é como falar em planejamento. Ele é entendido como extração de produtos da floresta sem que seja necessário destruir o meio ambiente. "Assim a floresta fornecerá ao homem sua riqueza não apenas no presente, mas também no futuro".

Neste ano de 2009 foram emitidas pelo IMAC licenças para 7 planos de manejo florestal sustentável na modalidade comunitário, 18 na modalidade empresarial e 26 planos individuais. Há uma constante de crescimento no licenciamento desde 2003. Em 2008 a área total licenciada através desta técnica sustentável foi de mais de 26 mil hectares. A previsão é que até o final deste ano o número continue com um leve crescimento.

Existe também o manejo dos produtos não madeireiros, como as sementes, óleos e frutos, que além de serem uma importante fonte de renda, garantem a segurança alimentar das famílias que vivem nas regiões mais isoladas.
Além das razões de conservação ambiental, o manejo também garante mais oportunidades de mercado. Os compradores de outros países principalmente exigem conhecer a origem da madeira e só compram as que foram extraídas de acordo com planos de manejo.

As políticas de incentivo ao uso sustentável da floresta como diferencial
No que interessa ao licenciamento de manejos, realizado pelo Instituto de Meio ambiente do Acre, o maior resultado do esforço do Estado em estimular uma economia forte e sustentável foi a aprovação de uma legislação específica para regimentar os manejos.

A Resolução Estadual CEMACT/CFR n® 03/2009 inclui três modalidades de manejo: empresarial, individual e comunitário. A possibilidade de se enquadrar em uma modalidade, de acordo com a característica do empreendedor revalida a preocupação do governo com as comunidades tradicionais. Principalmente quando falamos do manejo comunitário, como é o caso das licenças que foram entregues para as associações de produtores rurais de Cruzeiro do Sul.

A retirada da madeira através dos planos de manejo licenciados garante a legalidade da matéria prima que abastece um importante setor produtivo da região do Juruá: as movelarias. A preocupação com a totalidade das cadeias produtivas e a implementação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável mostra a preocupação do homem que vive da floresta, da floresta e para a floresta. Crescer economicamente é o caminho, mas com equilíbrio e respeito à enorme riqueza natural que é patrimônio do todos os acreanos.
(Fotos: Sismat Assessoria)

Continuam abertas as inscrições para o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente

Por: Célia Chaves, Departamento de Articulação de Ações da Amazônia - DAAM
Trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, organização da sociedade civil, negócios sustentáveis, educação ambiental, município, saúde e meio ambiente

Ongs, sindicatos, associações comunitárias, instituições de pesquisa privadas, instituições municipais e pessoas interessadas em concorrer à oitava edição do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, podem se inscrever até o dia 10 de novembro. As inscrições são gratuitas, obrigatoriamente por meio de Sedex e devem ser endereçadas ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, Caixa Postal 10805, CEP: 70306.970-Brasília-DF.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, organização da sociedade civil, negócios sustentáveis, educação ambiental, município, saúde e meio ambiente. Uma comissão composta por integrantes de notório saber na área de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e saúde, designada pelo Ministério do Meio Ambiente, julgará os trabalhos. Critérios de efetividade, impacto social e ambiental, potencial de difusão, originalidade, adesão e participação social serão considerados no processo de seleção e avaliação das propostas.

Conforme o regulamento do Prêmio, à exceção da categoria município, cujo primeiro colocado não receberá premiação pecuniária, somente diploma honorifico, as demais receberão diploma e R$ 28.000,00 (vinte e oito mil reais) em espécie, valor sobre o qual serão cobrados todos os tributos previstos em lei.

O Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente foi criado em 2002, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o objetivo de valorizar e incentivar trabalhos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia. Atualmente é coordenado pelo Departamento de Articulação de Ações da Amazônia-DAAM, vinculado à Secretaria Executiva do MMA.

Para acessar o regulamento e a ficha de inscrição basta acessar o endereço:http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=168&idMenu=8147

Mais informações pelo fone (61)3105-2078/3105-2093) ou pelo e-mail premiochicomendes@mma.gov.br

Senhor de 63 anos tem morte por gripe H1N1 confirmada

Escrito por Alexandre Lima
O senhor de 63 anos que foi enterrado no dia 22 de setembro passado por suspeita de ter contraído o vírus da gripe suína (H1N1), teve a confirmação do motivo da sua morte na tarde desta sexta-feira, quando os resultados chegaram no Hospital de Clínicas Raimundo Chaar de Brasiléia.

Segundo informações, os exames que chegaram da capital do Acre, Rio Branco, confirmou a morte do ancião. Após sua morte em setembro, foi aconselhado que o caixão fosse lacrado para que evitasse um possível contágio dos parentes e amigos por ainda não saberem a causa.

O nome da vítima foi preservado para que os familiares e amigos que tiveram contato, não sofra nenhum preconceito. O jornal oaltoacre tentou entrar contato com a secretaria de saúde e assessoria de Epitaciolândia durante a tarde desta sexta-feira, dia 02, por telefone para saber quais medidas foram tomadas após os resultados, mas, não encontrou ninguém.

O ancião, tinha em seu prontuário médico uma doença crônica, o que pode ter ajudado na infecção do vírus H1N1, fazendo com que sua imunidade caísse até sua morte. Ainda não se sabe quais as medidas que foram tomadas.

Boliviana está sendo monitorada com suspeita

Também foi confirmado que existe no setor de isolamento do Hospital, uma mulher vinda da cidade de Cobija, capital de pando, Bolívia, com suspeita de estar com o vírus H1N1.

Também não foi divulgado o nome por medida de segurança até a chegada dos exames que foram enviados para a Capital, Rio Branco. Segundo informações, a paciente será monitorada no período de ‘quarentena’ juntamente com as pessoas que estiveram em contato com ela.
Fonte: O Alto Acre

Nova prova do Enem será em novembro

MEC vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova
Ministro da Educação, Fernando Haddad, fala durante coletiva sobre o cancelamento das provas do Enem, que teriam sido vazadas (Foto: Wilson Dias/ABr) Brasília - O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro. O MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.

Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas em consideração as datas de realização de outros vestibulares, para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.

Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas, de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível ajustar essas datas.

O ministro disse que as provas que vazaram "viraram um simulado". E é possível que elas sejam disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes da nova aplicação do exame.

Uma reunião, na tarde desta segunda-feira, 01, entre representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.

Haddad afirmou que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São Paulo.

"Felizmente isso ocorreu antes da prova ser aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo seria muito maior", afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado (3) e domingo (4) próximos.

De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para imprimir as provas - que já estão elaboradas - giram em torno de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.

Segundo o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação. Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.

Os candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61 61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.
Fonte: Assessoria MEC