Vanderley, candidato à reeleição declarado, quer contar com o tucano como vice na sua chapa
O prefeito de Xapuri, Wanderley Viana (PPS) se reúne nesta sexta-feira (9) com o presidente da Executiva Municipal do PSDB, vereador Clemilton de Almeida, para discutirem a formação de uma aliança com vistas às eleições municipais.
Wanderley, candidato à reeleição declarado, quer contar com o tucano como vice na sua chapa. Para que o encontro de hoje fosse possível, vários contatos entre o prefeito e o vereador já vinham sendo mantidos.
Além de conduzir o PSDB no município, Clemilton é apontado como uma forte liderança na terra de Chico Mendes, reconhecido pelo trabalho desempenhado na zona rural e pela liderança dentro da igreja Assembléia de Deus. Não é à toa que está no segundo mandato como vereador.
Resta Saber se o Marcinho Miranda está disposto a topar a parada.
Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Protesto de professores termina em confronto com a PM em Belém
Professores em greve há 15 dias entraram em confronto com a Polícia Militar, após um protesto nas ruas de Belém, nesta sexta-feira (9). Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas e um homem foi detido.
Os grevistas bloquearam uma rodovia, em frente ao palácio do governo. Para dispersar os manifestantes, a tropa de choque da PM usou spray de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral. Um grupo respondeu com pedras.
Os professores reivindicam reajuste salarial. Antes do protesto, eles foram recebidos por um representante do governo do Pará, mas não houve acordo.
Sete mortos em operação da PM no subúrbio
A Secretaria estadual de Saúde confirmou que sete pessoas foram mortas a tiros durante uma operação do 9º BPM (Rocha Miranda) no Morro da Pedreira e em outras favelas de Costa Barros, no subúrbio do Rio, que começou na manhã desta sexta-feira (9). Segundo o próprio batalhão, houve intensa troca de tiros na região.
Ainda segundo a Secretaria, todos já chegaram mortos ao hospital, sem identificações, e tinham aparência de 20 a 30 anos de idade.
De acordo com a polícia, foram apreendidos: um revólver calibre 38, duas pistolas 9mm, três pistolas 45, um fuzil HK, uma submetralhadora e um fuzil 762. Também foram encontrados dois tonéis com cerca de 40 quilos de maconha prensada e 104 trouxinhas, além de três radiotransmissores, dez comprimidos de ecstasy, sete bolinhas de haxixe, 5.160 sacolés de cocaína, 650 munições de fuzil AK-47, 25 munições de 9mm e quatro bombas caseiras.
Todo o material foi levado para a 22ª DP (Penha). Não há informações sobre presos. A ação teve como objetivo coibir o tráfico de drogas na região.
PF quer descobrir quem mandou fazer dossiê de FHC
A Polícia Federal não deu por encerrado o episódio do dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a divulgação do laudo do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), que aponta o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, como autor do vazamento dos dados. O objetivo da PF agora é descobrir quem mandou fazer o dossiê e com que motivação, para estabelecer se houve crime. As informações são do "Estado de São Paulo".
Nessa hipótese, os autores do dossiê podem ser indiciados por prevaricação. O delegado Sérgio Menezes, encarregado da investigação, anexou ontem o laudo do ITI ao inquérito e fechou com o juiz José Airton de Aguiar, da 12ª Vara da Justiça Federal, o calendário de novas diligências. Airton decretou segredo de justiça no inquérito, que tem 60 dias para ser concluído. Os depoimentos começam na próxima segunda-feira, 12.
Os primeiros intimados a depor são Aparecido, apontado no laudo como autor do vazamento e o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Eduardo da Silva Fernandes, para quem ele teria mandado o dossiê, por meio eletrônico, numa troca de e-mails nos dias 19 e 20 de fevereiro passado.
A PF já ouviu o senador, que confirmou ter recebido o dossiê por intermédio do assessor. Como os dados acabaram divulgados, Dias e seu assessor correm o risco de serem indiciados por vazamento de informação sigilosa, caso a justiça conclua que as informações eram protegidas por sigilo legal.
Nessa hipótese, terá de ser pedida autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o senador tem direito a foro especial. Dias tem dito que não cometeu qualquer ilegalidade e que, se houve crime, ele está na elaboração do dossiê com fins espúrios.
Entenda o caso
No dia 4 de abril, o jornal "Folha de S.Paulo" publicou reportagem com uma cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da Casa Civil, revelando um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, e de ministros tucanos.
A "Folha", que teve acesso ao documento, afirma que no período de uma semana foram criadas pastas diferentes para 1998, ano em que FHC foi reeleito, e os quatro anos do segundo mandato.
Ainda segundo o jornal, as planilhas, fartas em registros de compras de bebidas alcoólicas, trazem anotações que poderiam orientar os aliados governistas nos trabalhos da CPI dos Cartões, criada após a divulgação de gastos irregulares com cartões corporativos por membros do governo Lula.
Após a divulgação das planilhas, a ministra Dilma Rousseff teria telefonado para a ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, dizendo que não se tratava de um dossiê. Dilma ainda convocou uma entrevista coletiva, em que voltou a negar a existência do dossiê.
Na ocasião, a ministra defendeu que o que havia sido feito era um banco de dados para sistematizar dados do governo FHC, afim de informar membros da CPI sobre os gastos.
Nesta quarta-feira, em depoimento de mais de 9 horas no Senado, Dilma voltou a negar a existência do dossiê.
Ao longo do depoimento, Dilma alegou que os dados vazados no suposto dossiê com gastos do ex-presidente FHC não são sigilosos. De acordo com ela, um decreto de dezembro de 2002 regulamentou quais são as informações reservadas. A partir dessa tese, passaria a não haver crime no vazamento das informações, já que os dados divulgados são anteriores a esta data.
Nessa hipótese, os autores do dossiê podem ser indiciados por prevaricação. O delegado Sérgio Menezes, encarregado da investigação, anexou ontem o laudo do ITI ao inquérito e fechou com o juiz José Airton de Aguiar, da 12ª Vara da Justiça Federal, o calendário de novas diligências. Airton decretou segredo de justiça no inquérito, que tem 60 dias para ser concluído. Os depoimentos começam na próxima segunda-feira, 12.
Os primeiros intimados a depor são Aparecido, apontado no laudo como autor do vazamento e o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Eduardo da Silva Fernandes, para quem ele teria mandado o dossiê, por meio eletrônico, numa troca de e-mails nos dias 19 e 20 de fevereiro passado.
A PF já ouviu o senador, que confirmou ter recebido o dossiê por intermédio do assessor. Como os dados acabaram divulgados, Dias e seu assessor correm o risco de serem indiciados por vazamento de informação sigilosa, caso a justiça conclua que as informações eram protegidas por sigilo legal.
Nessa hipótese, terá de ser pedida autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o senador tem direito a foro especial. Dias tem dito que não cometeu qualquer ilegalidade e que, se houve crime, ele está na elaboração do dossiê com fins espúrios.
Entenda o caso
No dia 4 de abril, o jornal "Folha de S.Paulo" publicou reportagem com uma cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da Casa Civil, revelando um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, e de ministros tucanos.
A "Folha", que teve acesso ao documento, afirma que no período de uma semana foram criadas pastas diferentes para 1998, ano em que FHC foi reeleito, e os quatro anos do segundo mandato.
Ainda segundo o jornal, as planilhas, fartas em registros de compras de bebidas alcoólicas, trazem anotações que poderiam orientar os aliados governistas nos trabalhos da CPI dos Cartões, criada após a divulgação de gastos irregulares com cartões corporativos por membros do governo Lula.
Após a divulgação das planilhas, a ministra Dilma Rousseff teria telefonado para a ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, dizendo que não se tratava de um dossiê. Dilma ainda convocou uma entrevista coletiva, em que voltou a negar a existência do dossiê.
Na ocasião, a ministra defendeu que o que havia sido feito era um banco de dados para sistematizar dados do governo FHC, afim de informar membros da CPI sobre os gastos.
Nesta quarta-feira, em depoimento de mais de 9 horas no Senado, Dilma voltou a negar a existência do dossiê.
Ao longo do depoimento, Dilma alegou que os dados vazados no suposto dossiê com gastos do ex-presidente FHC não são sigilosos. De acordo com ela, um decreto de dezembro de 2002 regulamentou quais são as informações reservadas. A partir dessa tese, passaria a não haver crime no vazamento das informações, já que os dados divulgados são anteriores a esta data.
Auto Conhecimento
Você sabe o que quer? Muitos respondem: eu quero ser bem sucedido. Sim, mas em quê? Como posso alcançar algo que não sei ao certo?
Em primeiro lugar aprenda a se conhecer. Aquilo que te realiza, que te dá satisfação, aquilo que te deprime, que te oprime. Além disto é preciso sempre rever os conceitos, as opiniões, aceitar o que não tem jeito, capacitar-se a lidar com as mudanças que ocorrem de forma cada vez mais rápida e constante em nossa vida. Outra coisa importante: livre-se dos preconceitos, pois eles te limitam, te cegam para o que realmente importa.
Devemos mudar nosso interior e abrir a cabeça para novos tempos, novas realidades e conhecer a si mesmo é ponto fundamental para planejar o futuro.
Transformar uma vida comum em uma vida de êxitos começa com a mudança dentro de nós, de dentro para fora, isto nos fará fortes, capazes de enfrentar qualquer adversidade, qualquer obstáculo, nos dará a motivação e a perseverança necessárias para seguir em frente, sem esmorecer.
Então, comece a reavaliar seus conceitos, conhecer suas necessidades e limitações e prepare seu espírito para novos desafios, lance-se nesta aventura, certamente você ganhará muito com isso.
*Simone Castilho é consultora de Rh
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Especial Irmã Dorothy
Como temos uma leve tendencia para esquecer das coisas que são importantes nesse País, e como ultimamente nao se fala em outra coisa senão no assassinato de uma menina de classe média alta de São Paulo leia-se caso Izabela, vou buscar algo tão vergonhoso para o Brasil que a dois anos está no nosso subconsciente que o assassinato da Irmã Dorothy Stang, que assim como o Assassinato do nosso conterrâneo Chico Mendes envergonha ou deveria envergonhar o Poder público imcapaz de políticas que possam assegurar que verdadeiros herois, exemplos da nova sociedade possam permanecer vivos, direito universal de vida, porém infelizmente vemos exemplos contrários a essa questao.Farei a minha Parte, para aqueles que já esqueceram da Irmã Dorothy, aí vai um pocuo sobre sua vida e os ultimos acontecimentos após sua morte:
Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy (Dayton, 7 de junho de 1931 — Anapu 12 de fevereiro de 2005) foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira.
Pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838). Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes.
Ingressou na vida religiosa 1948, emitiu seus votos perpétuos – pobreza, castidade e obediência – em 1956. De 1951 a 1966 foi professora em escolas da congregação: St. Victor School (Calumet City, Illinois), St. Alexander School (Villa Park, Illinois) e Most Holy Trinity School (Phoenix, Arizona).
Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no Estado do Maranhão.
Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
Atuou ativamente nos movimentos sociais no Pará. A sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional.
A religiosa participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e conseqüente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica.
Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande.
Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: «Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.»
Ainda em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil (secção Pará) pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Em 2005, foi homenageada pelo documentário livro-DVD Amazônia Revelada
No dia do assassinato no dia 12 de fevereiro de 2006, indagada pela munição que tivesse, a Irmã abriu a bolsa e mostrou a Bíblia. Leu para os dois pistoleiros alguns versículos do evangelho de Mateus e o tiro de 6 balas a mata. Eis o preço de suas lutas.
Na Absolvição do Fazendeiro mandante Lula afirma
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira que, como brasileiro e cidadão, está indignado com o resultado da absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. Entretanto, segundo o presidente, como chefe do Executivo, ele não dá palpite sobre uma decisão do Judiciário.
"Como brasileiro e como cidadão comum, obviamente que estou indignado com o resultado. Como presidente da República, eu não dou palpite sobre uma instância do Judiciário. Obviamente que vão ter os recursos e vamos ver o que vai acontecer”, acrescentou.
O presidente ressaltou ainda que a decisão dos jurados pela absolvição depõe “um pouco” contra a imagem do Brasil no exterior. “Acho que uma parte da sociedade começa a ter dúvida sobre o julgamento. De qualquer forma, é uma decisão de um fórum legitimamente reconhecido. Temos que esperar que os advogados façam os recursos", afirmou.
O que o Ministro da Defesa diz sobre o Caso
Isso faz parte de longas experiências do tribunal do júri, e eu sei muito bem que essas coisas acontecem. Faz parte das instituições democráticas”, afirmou Jobim.
Questionado sobre o caso, por sua experiência profissional da área de Direito, o ministro preferiu não fazer comentários. “Não conheço o processo, não compete a mim emitir opinião. Seja como advogado e juiz que já fui, sei muito bem que as decisões tomadas pelos tribunais são em cima do processo. E cabe ao sistema judiciário brasileiro decidir".
Por cinco votos a dois, Vitalmiro Bastos de Moura foi absolvido terça-feira (6), no segundo julgamento a que respondeu, na 2ª Vara do Júri de Belém. O advogado Eduardo Imbiriba, que defendeu o fazendeiro, pediu a absolvição do acusado sustentando a tese de negativa de mando do crime.
Em nota divulgada ontem (7), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou de “muito ruim” o aceno dado pelo Poder Judiciário com a absolvição do fazendeiro. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos também criticou a absolvição em nota assinada pelo ministro Paulo Vannuchi.
Câmara Federal abre Discurssão sobre o Caso Dorothy
Perguntado sobre se há falha na lei por permitir o segundo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que pedirá um estudo à assessoria técnica da Casa para verificar se seria possível aperfeiçoar a legislação. Segundo informações da Agência Câmara, Chinaglia se disse "estupefato" com a absolvição do fazendeiro, por júri popular, em segundo julgamento.
Ele havia sido condenado anteriormente sob a acusação de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang.
O direito ao segundo julgamento está previsto no Código de Processo Penal quando o réu tem condenação superior a 20 anos de prisão. Chinaglia disse ser surpreendente que alguém condenado a 30 anos de prisão no primeiro julgamento, como aconteceu com Vitalmiro, seja absolvido em seguida. O réu foi a júri popular em três ocasiões (em 2005, 2007 e 2008), mas o julgamento do ano passado foi anulado por irregularidades. "Fica a sensação de que não se fez justiça, fica uma desconfiança em relação ao que o Judiciário decide. Pode haver uma falha na legislação", disse Chinaglia à Agência Câmara.
A Procuradoria Geral da República no Pará repudia a ação de absolvição
A Procuradoria da República no Pará deve pedir ao governo federal e ao governo estadual ainda nesta quarta-feira que aumentem o reforço policial nas áreas de conflito da Amazônia para evitar o aumento da violência na região. O Ministério Público teme que a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, acusado de ser o mandante do assassinato da religiosa Dorothy Stang, em 2005, encoraje outros crimes em áreas de conflitos por disputas de terras na região.
“A absolvição do fazendeiro foi um prêmio à impunidade. As pessoas que lutam contra os fazendeiros estão correndo sério risco de vida”, alertou, nesta quarta-feira, o procurador Felício Pontes Júnior, que revelou haver 300 nomes de lideranças ameaçadas de morte na Amazônia.
Segundo o procurador, há dezenas de focos de violência na região envolvendo madeireiros, latifundiários, garimpeiros e os povos da floresta, como ribeirinhos e indígenas. Na avaliação de Felício Pontes Jr, a absolvição de Vitalmiro repercutirá em maior violência nessa áreas.
O fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença, no segundo julgamento a que foi submetido. O júri condenou a 28 anos de prisão em regime fechado o pistoleiro Rayan das Neves Sales, mas alegou não haver provas suficientes para condenar o fazendeiro.
O promotor Edson Souza declarou que pretende recorrer da decisão, argumentando que o pistoleiro mentiu. Em 2005, Rayan declarou que recebeu R$ 50 mil pela morte da missionária, mas no julgamento de terça-feira, voltou atrás.
Membro do Comitê Dorothy, criado logo após sua morte para dar apoio aos colonos, a missionária irmã Margarida afirmou que Dorothy Stang "não tombou por uma gleba de terras", mas porque revelou que, na região, há um consórcio do crime.
“Ela tinha uma caixa com documentos de vários nomes comprometidos com o crime organizado. Rayan era um matador de aluguel, não tinha terra na região nem era agricultor. Qual o interesse dele em assassinar Dorothy?” questionou.
Leia abaixo a nota oficial do MPF do Pará sobre o caso
O Ministério Público Federal (MPF) no Pará vem a público externar sua indignação contra a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura da acusação de ter sido o mandante do assassinato da irmã Dorothy Stang.
Além de contrária às provas nos autos, a decisão - um verdadeiro prêmio à impunidade - é preocupante porque contribui para o acirramento da violência no campo.
Assim, entendemos que é fundamental e urgente o fortalecimento dos sistemas de segurança pública federal e estadual nas regiões de conflitos fundiários no Pará.
Caso isso não ocorra, o MPF teme pela concretização das ameaças de morte a trabalhadores rurais, índios, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, defensores dos direitos humanos e religiosos que atuam no interior do Estado na defesa das minorias.
Por fim, é preciso lembrar que Vitalmiro Bastos de Moura responde à Justiça Federal por crimes ambientais e por manutenção de trabalhadores em condições análogas às de escravos.
Oque diz a sociedade Civil
Em nota no Blog do Jornalista Paraense Sakamoto podia se ler a missiva:
Caso Dorothy mantém licença para matar na Amazônia
Vitalmiro Bastos de Moura foi inocentado ontem, em Belém, de ter encomendado a morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. A história ocupou o noticiário nacional e internacional durante um bom tempo, então não vou retomá-la. No primeiro julgamento, ele havia sido condenado, mas agora, devido a mudanças nos depoimentos de testemunhas, o juri o liberou por cinco votos a dois. Fogoió, o pistoleiro executor, desta vez, disse que fez tudo sozinho, da sua própria cabeça, ao contrário do que afirmou nos outros julgamentos. OK, faz de conta que eu acredito.
O promotor considerou um insulto post mortem contra Dorothy. Os movimentos sociais e pequenos agricultores presentes ficaram chocados. Deve haver recurso.
Enquanto isso, proprietários rurais ou grileiros que acreditam deterem o monopólio de violência em regiões em que o Estado é totalmente cooptado, subjulgado ou parceiro do poder econômico mantém sua licença para matar. Pois terão a certeza de que só peixe pequeno é condenado. Como é na maioria das vezes no Brasil.
Um lembrete: Vitalmiro Bastos de Moura continua na “lista suja” do trabalho escravo – cadastro oficial do governo federal que mostra quem cometeu esse crime em suas propriedades. Bancos públicos, algumas instituições financeiras privadas e empresas que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo evitam relacionamento com os listados. Bida foi flagrado com 20 escravos na fazenda Rio Verde, em Anapu (mesma cidade em que Dorothy foi morta), que desenvolve criação de bovinos. A fazenda continua vendendo produção. Ou seja, tem gente financiando as atividades ilícitas de Vitalmiro. Direta ou indiretamente.
Em tempo: falando em licença para matar, sabiam que apesar de milhares de fazendas já terem sido palco de libertações de escravos, não há um fazendeiro sequer que tenha sido julgado, condenado, preso e cumprido pena na cadeia por esse crime? Isso, apesar do Código Penal prever de dois a oito anos de reclusão.
Bem reflitam, isso pode novamente acontecer!!!!
Riqueza e miséria na floresta
A riqueza natural do Parque Nacional da serra do Divisor, no Vale do Juruá continua a esconder o verdadeiro estado de miséria absoluta em que vivem os moradores da região.
A deputada Antônia Sales (PMDB) denunciou ontem o completo estado de abandono em que os agricultores vivem. As leis elaboradas por quem vive trancado em confortáveis salas com ar condicionado e não conhecem a realidade dos trabalhadores, obrigaram seringueiros e largar o extrativismo vegetal para se dedicarem à agricultura de subsistência.
O poder público, segundo a deputada, acha que com a criação de Reservas a vida das populações locais iria melhorar, porém ele não dá apoio para que isso aconteça. Os moradores reclamam porque foi prometida a criação de um programa "Bolsa-Floresta, com investimentos de R$400 milhões que nunca chegaram lá".
O fraco investimento na Educação da Região, com escolas inacabadas ou falta de professores e material didático, também foi denunciado pela parlamentar. O que se ver, segundo a deputada, é o pessoal jogado à própria sorte. O paraíso a eles prometido, nunca chegou.
Eles não sabem ao certo se são agricultores, seringueiros ou guardas florestais. O Governo, na visão de Antonia Sales, precisa ter mais sensibilidade para com essas populações. O rio Moa é a principal via de acesso a Serra do Divisor.
Partindo de Mâncio Lima, uma viagem de barco pode demorar até dois dias e meio. O mesmo percurso pode ser feito em sete horas, de voadeiras ou botes, quando os rios estão cheios. A beleza natural da região, sobretudo as cachoeiras, encantam os visitante, mas ao mesmo tempo, camuflam a vida sofrida dos ousam a dividir o espaço com a fauna e a flora.
Os moradores da Serra do Moa aguardam a promessa da criação de um programa “Bolsa Floresta”, um subsídio financeiro que seria mantido pelo governo federal, como forma de garantir a permanência das famílias na reserva. O Parque Nacional da Serra do Divisor possui área de aproximadamente 846 hectares, e está localizado no Estado do Acre, nos cinco municípios do Vale do Juruá.
A maior parte da área é coberta por Florestas Tropicais Abertas de Cipó e de Palmeira. A de Cipó destaca-se pelo relativo espaçamento entre as árvores, e abriga espécies vegetais como o juá, taperebá e o inharé, entre outras. Já a de Palmeira apresenta grandes agrupamentos das palmeiras existentes na região, tais como paxiúba-lisa, patauá, açaí, jaci, murumuru, paxiúba-barriguda, inajá e jarima.
Como ainda não possui infra-estrutura de apoio ao turista, as visitas ao parque só podem ser feitas mediante autorização prévia do Ibama.
Depois do Presidente do CNS criticar agora são alguns especialista que se dividem em opiniao quanto ao modelo de ocupação das Florestas Brasileiras
Especialistas afirmam que o primeiro passo é mudar o modelo de ocupação da região
O desmatamento na Amazônia não será resolvido com uma política de ‘caça às bruxas’, mas com propostas de médio prazo que devem ser seguidas por todos os setores envolvidos: órgãos públicos, cientistas, madeireiros, pecuaristas, sem-terra e agricultores. O primeiro passo é mudar o modelo de ocupação da região e, a partir daí, encontrar respostas concretas para o problema, disseram ontem especialistas reunidos no Museu Emílio Goeldi, em Belém (PA). Por Carlos Mendes e Cristina Amorim, do O Estado de S.Paulo, 07/05/2008.
Para estudiosos, dirigentes de órgãos de fiscalização e líderes de organizações não-governamentais, não há um receituário pronto para combater a devastação. O remédio deve ser encontrado em várias fontes e na dosagem certa.
Para o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, a questão amazônica envolve muitos atores e cada um tem a sua própria fatia do diagnóstico. ‘Temos de juntar as partes. A melhor maneira de fazê-lo é por meio do diálogo’, diz Câmara. Segundo ele, é preciso acreditar nisso para não comprometer o futuro da região.
Em relação ao Pará, que sempre apresenta índices altos de desmatamento e outros crimes ambientais, o cientista observa um avanço. Ele reconhece que o Estado, hoje, está tentando criar mecanismos de proteção à floresta, mesmo enfrentando o problema do desemprego, principalmente o que atinge o setor madeireiro. ‘O que precisa ser entendido por todos é que o desmatamento não torna a Amazônia mais rica. Pelo contrário, ela fica mais pobre’, ponderou.
Para o diretor do Inpe, ’se alguns ficam ricos em curto prazo, no longo prazo o que eles fazem é jogar fora a riqueza da região’.
Sobre os números mais recentes da devastação, que apontam 65 km2 somente no Pará no primeiro trimestre deste ano, o cientista recomenda que a leitura correta a ser feita é a de médio prazo, comparando seis meses de um ano com o mesmo período do ano anterior. Se essa regra for seguida, há um nítido aumento do desmatamento.
O pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, defendeu uma política agrícola para conter a devastação. Para ele, isso seria mais útil para deter o desmatamento do que políticas simplesmente ambientais, com aproveitamento de terrenos já sem árvores e recuperação de áreas degradadas.
CÓDIGO FLORESTAL
Em Brasília, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara marcou para hoje a votação do projeto de lei que reduz a reserva legal na Amazônia de 80% para 50% da propriedade. Curiosamente, uma audiência pública para discutir o mesmo projeto está marcada para amanhã.
O desmatamento na Amazônia não será resolvido com uma política de ‘caça às bruxas’, mas com propostas de médio prazo que devem ser seguidas por todos os setores envolvidos: órgãos públicos, cientistas, madeireiros, pecuaristas, sem-terra e agricultores. O primeiro passo é mudar o modelo de ocupação da região e, a partir daí, encontrar respostas concretas para o problema, disseram ontem especialistas reunidos no Museu Emílio Goeldi, em Belém (PA). Por Carlos Mendes e Cristina Amorim, do O Estado de S.Paulo, 07/05/2008.
Para estudiosos, dirigentes de órgãos de fiscalização e líderes de organizações não-governamentais, não há um receituário pronto para combater a devastação. O remédio deve ser encontrado em várias fontes e na dosagem certa.
Para o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, a questão amazônica envolve muitos atores e cada um tem a sua própria fatia do diagnóstico. ‘Temos de juntar as partes. A melhor maneira de fazê-lo é por meio do diálogo’, diz Câmara. Segundo ele, é preciso acreditar nisso para não comprometer o futuro da região.
Em relação ao Pará, que sempre apresenta índices altos de desmatamento e outros crimes ambientais, o cientista observa um avanço. Ele reconhece que o Estado, hoje, está tentando criar mecanismos de proteção à floresta, mesmo enfrentando o problema do desemprego, principalmente o que atinge o setor madeireiro. ‘O que precisa ser entendido por todos é que o desmatamento não torna a Amazônia mais rica. Pelo contrário, ela fica mais pobre’, ponderou.
Para o diretor do Inpe, ’se alguns ficam ricos em curto prazo, no longo prazo o que eles fazem é jogar fora a riqueza da região’.
Sobre os números mais recentes da devastação, que apontam 65 km2 somente no Pará no primeiro trimestre deste ano, o cientista recomenda que a leitura correta a ser feita é a de médio prazo, comparando seis meses de um ano com o mesmo período do ano anterior. Se essa regra for seguida, há um nítido aumento do desmatamento.
O pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, defendeu uma política agrícola para conter a devastação. Para ele, isso seria mais útil para deter o desmatamento do que políticas simplesmente ambientais, com aproveitamento de terrenos já sem árvores e recuperação de áreas degradadas.
CÓDIGO FLORESTAL
Em Brasília, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara marcou para hoje a votação do projeto de lei que reduz a reserva legal na Amazônia de 80% para 50% da propriedade. Curiosamente, uma audiência pública para discutir o mesmo projeto está marcada para amanhã.
Hemoacre lança campanha “Doação de Vida, Doação de Sangue”
O Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre (Hemoacre) lança, a partir desta sexta-feira, 9, a campanha "Doação de Vida, Doação de Sangue", com o objetivo de aumentar o número de doadores de Rio Branco e, conseqüentemente, a quantidade de sangue do estoque do Centro, durante todo este mês de maio. A campanha vai começar com a conscientização dos quase 1,4 mil funcionários da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) sobre a importância da doação de sangue.
"Durante todos esses dias, o Hemoacre vai disponibilizar mais atendentes para receber não só os funcionários da Sesacre, como também toda a população", garantiu a gerente de Captação do Hemoacre, Joziane Amorim. Segundo a gerente, a maior preocupação é com a manutenção dos estoques de sangue, devido ao aumento da demanda nos hospitais por causa da realização de transplantes e do tratamento de pacientes com câncer, por exemplo.
Segundo a gerente de Captação, a doação de sangue é simples, não dói e não causa nenhum problema de saúde. Para se tornar um doador de sangue e ajudar a salvar vidas, basta procurar o Hemoacre. Os únicos requisitos mínimos são: ter idade superior a 18 anos e peso corporal acima de 50 quilos, e evitar alimentação gordurosa no dia da doação. Um dos benefícios de quem doa sangue é o acompanhamento periódico do estado de saúde, devido aos exames clínicos realizados a cada doação feita.
Serviço
Hemoacre - Avenida Getúlio Vargas, 2787 - Vila Ivonete - Tel.: 3248-1380
Rapidinhas da Regional do Vale do Acre
Segundo Informações recebidas ontem via cellular do Municipio de Epitaciolândia deram conta de que a Policia Federal apreendeu a pick-up Hilux de placas MZY-2024, que de acordo com a documentação pertence à Câmara Municipal de Epitaciolândia e foi interceptado por uma justificativa interessante da polícia: transportava pessoas que iam tirar o título eleitoral.
Cuidados devem ser observados por certas Prefeituras e demais órgaos públicos, já quem avisa amigo é viu... A PF anda fazendo umas amostragens de como será fechando o cerco para os abusados que usam do poder econômico para garantir suas reeleições.
Se essa moda pegar em todos os municipios do Vale do Acre, já sei até no que vai dar...
Cuidados devem ser observados por certas Prefeituras e demais órgaos públicos, já quem avisa amigo é viu... A PF anda fazendo umas amostragens de como será fechando o cerco para os abusados que usam do poder econômico para garantir suas reeleições.
Se essa moda pegar em todos os municipios do Vale do Acre, já sei até no que vai dar...
Assinar:
Postagens (Atom)