Caros Leitores, desde a sua criação o Blog Xapuri News, o intuito sempre foi de ser mais um espaço democrático de noticias e variedades, diretamente da Princesinha do Acre - Terras de Chico Mendes - para o mundo, e passará momentaneamente a ser o instrumento de divulgação das Ações da Administração, Xapuri Nossa Terra, Nosso Orgulho, oque jamais implicará em mudança no estilo crítico das postagens.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Idalina Onofre questiona falta de atividades na Fábrica de Camisinhas de Xapuri

A deputada Idalina Onofre (PPS) foi à tribuna da Assembléia Legislativa, ontem na quinta, 4, para fazer críticas ao fato de a Fábrica de Camisinhas de Xapuri ainda não ter entrado em funcionamento, meses após, receber todas as licenças necessárias. A parlamentar fez ainda críticas ao atraso nas reformas em hospitais e maternidades da Rede Pública.

"Hoje cheguei disposta a lembrar a letra de uma música que Luiz Gonzaga compôs com Patativa do Assaré: "Setembro passou, outubro, novembro, meu Deus! É dezembro o que será de nós com a fome feroz". É o que passamos com a fábrica de camisinhas. Antes faltava água, agora falta outra coisa. Anunciaram que seria inaugurada por ocasião do Dia Mundial de Combate a Aids, mas não foi o que vimos".

Continuando no tema de Saúde Pública, Idalina questionou o porquê de as reformas nas maternidades e hospitais estarem demorando e pediu que o Governo do Estado cuide também da capacitação de servidores para atendimento ao público. Por fim, ela lamentou a pouca repercussão das denúncias feitas pelos parlamentares de Oposição. "Estou vendo que nossas denúncias não encontram eco na Justiça que deveria ser responsável por manter a lei. Vamos entrar em recesso, não vai haver microfone para falar, não teremos espaço na Assembléia, e esses temas irão cair no esquecimento até que retornemos".

Tribunal de Contas do Estado condena gestores

Dois gestores condenados e três políticos multados, esse foi o saldo dos julgamentos realizados na manhã de ontem pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Entre os castigados está José Cleomar da Silva Santos, que em 2004 era presidente da Câmara de Vereadores de Feijó e que acabou extrapolando o limite orçamentário permitido para o Legislativo, gastando 8,22% do repassado pela prefeitura.

De acordo com o conselheiro-relator, Cristóvão Correia de Messias, ele poderia gastar até 8%. Na prestação de contas, a equipe de auditoria do tribunal também constatou diferenças no balanço apresentado.

Com tantos problemas, a gestão foi reprovada, e o vereador condenado a pagar uma multa de R$ 714.

O castigo da multa de R$ 714 também foi aplicado ao presidente da Câmara de Plácido de Castro, Edmilson Ferreira Lima, que não comprovou a publicação do relatório de gestão fiscal.

O mesmo valor foi aplicado ao prefeito de Feijó, Francimar Fernandes de Albuquerque, que entregou fora do prazo o relatório resumido de execução orçamentária.

Na prestação de contas da prefeitura de Brasiléia, no exercício de 1992, quando o gestor era Milton Ramos Esteves, a condenação foi confirmada pela segunda vez pela falta de investimento na educação, que exige um mínimo de 25%.

O ex-prefeito teria sido condenado em 1996, mas, em sua defesa, ele argumentou por meio de um recurso que não teria sido citado. Então, o TCE ofereceu uma segunda chance, mas o tempo oferecido não foi aproveitado para apresentar uma nova defesa, por isso acabou com as contas reprovadas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

DEUS É O ESTATUTO E A AMAZÔNIA A CLT

Por: Moisés Diniz

Ficou meio no escuro o último encontro do presidente do Brasil, Lula da Silva, com o Papa Bento XVI, o velho caçador de padres adeptos da teologia da libertação. A primeira e outras damas vestiam roupas de tom escuro e usavam véus negros, como se fossem burcas.

A imprensa não viu ou não quis ver, quase não divulgou. Mas, naquele encontro cercado de símbolos medievais e rituais sagrados, o presidente Lula assinou um tratado de relevante importância diplomática com o minúsculo e poderoso estado do Vaticano. Poderoso?

Conta a história que, após o final da Segunda Guerra Mundial, A Inglaterra e os Estados Unidos queriam incluir o Vaticano na Conferência de Yalta, às margens do mar Negro, que repartiria o território combalido da Europa. Yosef Stálin se opôs com uma única frase: “onde está a coluna de blindados do Vaticano?”

As invasões do Iraque, do Afeganistão e da Geórgia estão a nos informar que os postulados do líder russo ainda são válidos na atualidade. Ninguém senta à mesa da negociação internacional sem uma coluna de blindados ou algumas mortíferas ogivas nucleares na sacola. Por isso que o G-7 se transformou em G-8, mesmo que a Rússia incluída seja apenas a 11ª economia do planeta.

Todavia, esses postulados nem sempre foram plenamente aceitáveis pela maioria dos povos e dos líderes do planeta. Outras formas de poder se impõem na confrontação entre as ideologias, as religiões, as etnias, as classes, os povos e as nações.

Os insetos venenosos e as águas da floresta profunda do Vietnã e da Coréia foram mais vitais para a vitória bélica daqueles países do que uma coluna de tanques ou um estoque de ogivas nucleares. As montanhas do Afeganistão estão há seis anos jogando pedregulhos no rosto invasor e tecnológico dos norte-americanos.

Assim, o acordo diplomático entre o Brasil e o Vaticano leva em conta essas outras formas de poder utilizadas pelos povos e seus países. Falta aqui relatar a forma de poder ainda mais eficiente e mais letal do que o veneno de um escorpião ou os gases incandescentes de uma ogiva nuclear em explosão.

Um bilhão e poucos milhões de católicos ocupam as ruas do planeta, independente se a região é gelada, capitalista, montanhosa, tropical ou socialista. Essa força age nas escolas, nos hospitais, nas organizações sociais de cada país, nos bairros ricos e periféricos, nas aldeias indígenas, nos vales e nas montanhas.

Ela age como uma força especial, apesar de não usar uma farda que lhe dê destaque ou utilize armas de alta tecnologia. Na verdade, a arma é outra. Cada cabeça é uma ogiva não-nuclear, carregada de fé e de ideologia. Ela interfere na vida de cada país, especialmente no cotidiano das pessoas.

Podemos utilizar células-tronco embrionárias para salvar vidas? O aborto é uma questão de saúde pública, um dogma da igreja ou uma opção da mulher? A educação de nossas crianças deve ser orientada pelas leis milenares da Bíblia ou pelas descobertas em evolução da ciência?

Apenas três perguntas que podem interferir e responder se alguns milhões de homens e de mulheres podem viver ou morrer. Se a humanidade pode ser mais livre ou mais submetida a verdades medievais. Era sobre isso que o Lula operário pensava na hora em que assinou o tratado com o Vaticano?

‘O tratado entre o Brasil e o Vaticano, que nasce cento e vinte anos após a proclamação da República, determina que agora a Igreja Católica tem um atestado que lhe reconhece sua personalidade jurídica, isto é, estabelece quem ela é, diz de quem se trata, e assim ela pode se apresentar, diante do Estado e da sociedade.’

Como diz D. Demétrio Valentini, bispo de Jales, é como alguém que não tivesse o seu CIC ou o seu RG e finalmente o consegue. Palavra de bispo!

Arrisco aqui, antes de abordar e encerrar o verdadeiro tema deste ensaio, afirmar-me surpreso com o silêncio da imprensa, especialmente, sobre as cláusulas do tratado. Por que um documento tão importante não foi assinado antes, por exemplo, sob um papado mais progressista, como o de João XXIII?

Questionando pelo outro lado da porta da Igreja, por que foi assinado por um presidente progressista, com formação de esquerda? De onde surgiu essa afinidade diplomática, que não deixa de se aproximar da ideologia, entre o conservador Bento XVI e o operário outrora socialista? Vamos ao assunto?

Que tal o Brasil determinar para a Amazônia as mesmas cláusulas que ofereceu ao Vaticano? Vamos repetir: agora a Igreja Católica tem um atestado que lhe reconhece sua personalidade jurídica, isto é, estabelece quem ela é, diz de quem se trata, e assim ela pode se apresentar, diante do Estado e da sociedade.

Acredita quem quer ou pesquisa, mas apenas 5% das terras particulares da Amazônia têm a sua situação jurídica definida. Isso aqui é um caos fundiário, um inferno verde, pois não conhecemos o estatuto jurídico de milhões de hectares de florestas, várzeas e mananciais. Só conhecemos a digital da grilagem, que usa sangue no estojo ou do agronegócio, que usa fuligem para carimbar suas propriedades.

Não sabemos a quem pertencem juridicamente milhões de hectares de terra, floresta e água. Centenas de municípios não são donos de suas terras já urbanizadas. Em centenas deles sequer o poder público pode cobrar IPTU e devolvê-lo em ações de saneamento, saúde e educação.

Os pequenos empresários urbanos, devido a ausência de estatuto jurídico de seus lotes, não podem acessar as linhas de crédito das casas bancárias. Isso é apenas a ponta do iceberg. A canalhice real está na absurda ilegalidade das terras, da grilagem mais descarada e no avanço criminoso sobre as terras devolutas da União.

Terras devolutas? Inacreditável que, no início do século vinte e um, existam milhões de hectares de terras devolutas na Amazônia. Cerca de 25% das terras da Amazônia são ‘terra de ninguém’, terras devolutas, que pertencem aos governos, mas estes não as controlam. Como falar de soberania nacional numa situação vexatória dessas?

Os minérios e as madeiras nobres que entregamos na forma bruta para os países industrializados, pelo menos, são riquezas quem têm estatuto jurídico. É degradante, mas funciona como aquele desgraçado pai, que sabe que o dinheiro que entra em casa é fruto jurídico do trabalho da filha nas ruas escuras da prostituição.

Estamos vendendo manganês como se vende carvão e madeira nobre como se vende ‘sarrafo’ e o lugar exuberante de onde saem essas riquezas não tem RG, como um pobre retirante que não saiu do lugar. Os livros caros que formam os cérebros dos países ricos e os seus sofisticados experimentos de laboratório nascem primitivamente aqui, na celulose de nossas milenares árvores e em nossas espécies que não estudamos. São milhões de espécies, dos dois mundos animal e vegetal, perdidas no labirinto genético da floresta mais profunda.

Não sei qual é o orgulho de que falam muitos políticos quando se referem à Amazônia. Não controlam suas árvores, seus peixes, seus minérios e, sequer, conhecem o princípio ativo de cada planta, larva, peixe ou inseto. O único bem amazônico que eles não permitem sair é a água, que eles deixam apodrecer ou evaporar, por causa da mais sórdida das devastações que se tem notícia desde o machado do Neolítico.

Quem sabe Lula estava preocupado com os espíritos da floresta, quando assinou o tratado entre o Brasil e o Vaticano. Se tivéssemos essa certeza, nós aqui da Amazônia enviaríamos uma delegação a Brasília: o Mapinguari, o Caboclinho, a Matinta Perera, o Batedor e a ‘Caipora’.

Lá, entre os doutos da esquerda, do PFL e do PSDB, eles exigiriam:

“Permitam-nos, presidente e doutores, que utilizemos um CPF brasileiro e um RG amazônico. Nós queremos personalidade jurídica para o nosso lugar, que o senhor diga quem ela é e diga ainda de quem a Amazônia se trata. Só assim ela vai poder se apresentar diante do Estado, da sociedade e do mundo”.

Do contrário, vergonhosamente, vamos chamar Bento XVI para ser o nosso embaixador. É que o estatuto do espírito tem mais importância política e diplomática do que a sobrevivência de vinte e dois milhões de corpos humanos que vivem na Amazônia. É como se os espíritos que estão no Limbo ou no Purgatório tivessem mais lobby em Brasília do que os pássaros vivos, os peixes, as raízes, as lagartas, as árvores, as águas, os insetos, as larvas.

* Moisés Diniz é professor e deputado estadual/Acre

Igreja critica empresário que lançou chocolate em formato de Jesus

Artesão esculpe imagem de menino Jesus em chocolate branco durante feira alimentícia em novembro de 2005 e as Igrejas da Alemanha criticaram nesta terça (2) um empresário que lançou uma linha de chocolates em formato de Jesus.

Frank Oynhausen, responsável pelo produto, diz que a intenção é resgatar valores religiosos tradicionais para o Natal na Alemanha. Mas a Igreja Protestante da Alemanha e Igreja Católica não gostaram da idéia.

"Estava pensando em uma maneira de reintroduzir valores religiosos tradicionais nesse mundo comercial", disse Frank, que estava desempregado desde que faliu, há dois anos, trabalhando com reciclagem.

Junto com um amigo, Frank desenvolveu o conceito de "Sweet Lord" - chocolates em formato de Jesus que são vendidos em lojas e pelo site www.goldjesus.com.

Segundo ele, milhares de pessoas já encomendaram os chocolates, que são embrulhados com papel metálico dourado.

"É horrível que Jesus seja embrulhado em papel dourado e vendido em meio a coelhos de chocolate, pingüins comestíveis e pirulitos", disse Aegidius Engel, porta-voz do acerbispado de Paderborn. "Isso está arruinando o símbolo de Jesus".

"Esperamos conseguir exportar os chocolates um dia", diz o empresário. Ele diz que o produto seria muito popular em certos lugares dos Estados Unidos.

Em 2007, uma escultura de chocolate que reproduzia Jesus causou polêmica quando foi exibida em uma galeria de arte de Nova York.

Fonte: G1

sábado, 29 de novembro de 2008

Enquanto Isso!!!

Charge do Final de SemanaNo melhor do toma lá dá cá, o jeito agora é fazer como a Petrobras pedir um dinheirinho emprestado para a Caixa....

Bem Amigos, desde quinta feira estou em terras rio branquenses, trabalhando, cuidando da saúde e tentando descansar, aproveitei para rever amigos e colocar assuntos interessantes em dia, principalmente sobre Xapuri, já que muitas história da minha querida princesinha iniciam por estas terras, fora que aqui a imparcialidade é o centro das discurssões...

Mas na segunda estarei como sempre na terrinha

Desejo a todos um excelente domingo e até segundona

Abraços

Saúde em Xapuri agoniza e população amarga caos

Comumente é de praxi de alguns Administradores quando estão prestes a entregar o cargo a desafetos políticos eleitos, sucatear a maquina administrativa na tentativa de ou de prejudicar o sucessor ou simplesmente para vingar-se daqueles que deixaram de depositar o voto de confiança quando da disputa eleitoral, e em Xapuri isso já se transformou em tradição cultural na turma política. Acredito eu, que a última transição de governo municipal de forma amigável, diplomática aconteceu no inicio da década de 90, quando o atual Prefeito passara na época a batuta para o Prefeito Eleito Juarez Maciel, que não foi tão cortez ao transmitir o cargo em 92 para o Prefeito José Menezes, que em 96 entregou uma verdadeira bomba atômica nas mãos do Prefeito Júlio Barbosa que em 2005 para quem não se lembra até as chaves do prédio administrativo da prefeitura, deixaram de ser entregues ao atual Prefeito Vanderley Viana e por via de regra o Prefeito Eleito para o quadriênio 2009-2012, Ubiracy Vasconcelos deverá ter suas fortes dores de cabeça quando do recebimento oficial da prefeitura, porque além dos problemas administrativos, não é de se esperar uma transição de cargo pautada nos conceitos da postura adequada aos homens públicos. Acredito que não há necessidade de dizer o por que, não é verdade caros leitores?

Bem, mas podem se perguntarem o por que desse retrospecto político para se falar da saúde? Por um fato muito elementar, já que essa postura de simplesmente deixar passar os dias para entregar a prefeitura ao novo prefeito, está prejudicando sobremaneira e envolvendo a população principalmente, aquelas mais necessitadas de políticas públicas de atenção básica, em uma verdadeira disputa de poder ainda que tardia que por sinal é sem sentido e do ponto de vista administrativo, irresponsável.

As duas áreas com maior problema e que afetam diretamente um percentual imenso de xapurienses é a Educação e a Saúde. A primeira prejudicada pela antecipação de encerramento do ano letivo, já que os professores de contrato provisório que são a maioria maciça do sistema municipal terão seus contratos reiscindidos a partir de 1. de dezembro, o que significa que não cumprirão os 200 dias letivos determinados pela Legislação Educacional, o que acarretará de certo, caso seja dado ciência ao Conselho Estadual de Educação a não validação do referido ano letivo, ou seja poderá até ocasionar simplesmente o cancelamento de um ano de estudos.

Na Saúde, o sistema agoniza, terminalmente fadado à morte. No quadro geral vemos a falta de medicamentos da farmácia básica nos centros de saúde, dispensa de pessoal, falta de profissionais para o atendimento, fora a desmotivação dos profissionais. Para se ter idéia sequer os Programas Federais, com recursos assegurados estão funcionando a contento, posso falar inclusive com conhecimento de causa já que sou paciente de dois deles. Cito inicialmente o Programa de atendimento aos diabéticos, que está de mal a pior. Primeiramente que sequer as fitas para o medidor de glicose, está tendo nos centros de saúde, ou seja uma coisa simples e primordial para se acompanhar o nível de glicose dos pacientes, não está acontecendo, depois o principal medicamento para o controle está em falta, os pacientes que necessitam da metformina para terem uma vida um pouquinho mais confortável estão a ver navios. Ainda tem um fato mais preocupante sabemos que 90% dos diabéticos necessitam exclusivamente do sistema público de saúde para atendimento e como nossos amigos xapurienses não estão tendo tal atendimento no município, procuram o Hospital local, que apesar de fazer o atendimento deixa bem claro e com razão que não é de sua competência tal atendimento básico, fora que os medicamentos para tais pacientes não estão contemplados na aquisição, devido a complexidade do atendimento não estar assegurado nas normas regulamentadoras do Ministério da Saúde no que diz respeito aquela instituição, também o hospital não é obrigado a cobrir do sistema municipal. E para os poucos que podem comprar o medicamento ou seu similar amargam no bolso como eu o preço dos mesmos.

O segundo programa que está irresponsavelmente praticamente abandonado pelo município é o de hanseníase, que em discordância com o Estado e Governo Federal que Caracterizam o programa Nacional de Combate à Hanseníase no Brasil, como alta prioridade, em Xapuri ele não tem importância alguma, já que os 12 pacientes atendidos pelo programa seguer estão com seus medicamentos em dia, devido à Secretaria Municipal de Saúde não dar a devida importância a esse tipo de tratamento. Para se terem idéia as pessoas portadoras da Hansen devem tomar no mínimo por num ano um medicamento altamente pesado do ponto de vista ambulatorial já que no decorrer do tratamento por ser uma droga que prejudica o sistema imunológico do paciente o DMT acaba colaborando para que inúmeros outros problemas ocorram. Por falar no medicamento DMT, importado da Índia e distribuído exclusivamente pela Saúde Pública com um controle imenso e que é fornecido pelo Governo Federal gratuitamente, e que não é encontrado sequer o seu similar na rede de farmácias, simplesmente não se sabe onde está em Xapuri ou quem de fato é o responsável pela guarda do medicamento, já que quando os pacientes procuram o centro de saúde Dr. Félix Bestene Neto, para receber o remédio, ouvem desculpas esfarrapadas de que uma hora está na Semusa, outra a pessoa responsável não se encontra, ou simplesmente para passar depois.

No Programa de Hansen com excessão do Biomédico Dr. Silvio que tenta fazer tudo pelos que procuram o laboratório para o diagnóstico, que incansavelmente tenta resolver os problemas via Rio Branco, que por sinal todas as vezes que eu o procurei ou simplesmente liguei procurou sempre com muita solicitude tentar resolver a situação, mas fazer o que se ele depende de estrutura e a Secretaria Municipal e esta pelo que percebi não está preocupada com a atual situação? Outro, profissional que também merece aqui o meu respeito é o Dr. Cleides, que ainda pelo que vejo está preocupado com a situação dos portadores de Hansen no município e que também as vezes que o procurei sempre demonstrou solicitude em me atender, a área de distribuição do medicamento ou de controle simplesmente não existe.

A minha maior preocupação é que sendo uma pessoa esclarecida e com bons contatos, não encontro entraves, porém, e aqueles que necessitam do mesmo atendimento, mas que infelizmente não podem ter o mesmo acesso, ou as alternativas que eu consigo viabilizar? Alguns dos pacientes são pessoas do interior que deveriam ter um acompanhamento, mais eficaz e que simplesmente recebem o medicamento, quando o recebem, mas que não tem acesso a uma avaliação terapêutica eficaz em relação ao pseudo tratamento. Para entenderem a situação, nessa semana por três vezes procurei o centro de saúde e não consegui receber o medicamento, necessitei vir a Rio Branco, para junto ao setor de Dermatologia do Hospital de Base, proceder avaliação e receber a medicação.

Por falar em Hospital de Base gostaria aqui de abrir um parênteses para o atendimento recebido. Procurei aquela instituição sem encaminhamento médico , sem agendamento prévio ou seja fadado a ter boas dores de cabeça para conseguir atendimento, enganei-me, fui muito bem recebido pela equipe do Dr. Franco Mariscal, pelas profissionais de área Rosy e Vânia, pela Fisioterapeuta daquela casa de saúde, pelo Biomédico e todos que ali trabalham. Me surpreendi pela agilidade da equipe e principalmente pelo atendimento humano que eles realizam, na manha de sexta eu fui atendido pela equipe de triagem, pela equipe laboratorial para verificação de diagnóstico, realizei avaliação na fisioterapia, consulta médica onde praticamente ocupei o Dr. Franco quase 1 hora tirando todas as minhas dúvidas, além de acessar medicamento para três meses, ou seja consegui resolver em uma manha, o que dificilmente faria em um mês em Xapuri.

Hilaricamente enquanto estava naquele setor duas pessoas de Xapuri também compareceram lá, queixando-se de problemas similares ao meu. A minha amiga enfermeira Dra. Alcirene que foi buscar medicamento para dois pacientes de Xapuri, já que segundo ela, estes tiveram o mesmo problema em receber tal remédio no já propagado Centro de Saúde, segundo o funcionário do hospital que também fora buscar tais medicamentos para pessoas que procuraram aquela instituição atrás de socorro, e olha que o hospital como eu já disse não tem nenhuma responsabilidade para com essa situação já que não é de sua competência o Programa de Hansen no Município, mas que bom que os profissionais daquela casa estão ajudando os pacientes que deveriam por obrigação serem atendidos pela Rede Municipal.

Bem se em dois programas a coisa está dessa forma, não deve ser diferentes nas outras áreas. Fico indignado, por que com saúde não se brinca, com pessoas doentes é primordial que se tenha respeito, o que a Secretaria Municipal de Xapuri está fazendo é antes de tudo uma monstruosidade com quem necessita de atendimento, por mais simples que seja, por mais que a equipe só tenha mais 30 dias para permanecer nos seus cargos, façam por merecer vossos salários e respeitem não somente a doença física, mas a cidadania dessa comunidade.

Sinceramente isso é caso de policia, cabe ação civil pública pelo Ministério Público, para que os responsáveis por esse caus sejam de fato responsabilizados e respondam legalmente pela omissão.

Que Deus nos ajude, e não nos permita adoecer!!! Pelo menos não em Xapuri...

Foram eleitos, mas podem não assumir

Para os que imaginam que as decisões eleitorais, encerraram dia 05 de outubro estão muito enganados, possivelmente, alguns dos eleitos não serão empossados, ou seja no melhor do ganhou mais não levou.

Acontece que este ano foi o marco inicial do movimento da Justiça eleitoral em moralizar os procedimentos eleitorais no Brasil e uma das medidas foi a institucionalização de uma legislação eleitoral fortemente caracterizada por procedimentos técnicos e alicerçados na lisura de todo o processo e uma das bases dessa transformação, compreende na divulgação dos gastos de cada candidato no período eleitoral.

Para melhor compreensão desse procedimento de prestação de contas é necessário frisarmos que em pleitos eleitorais anteriores, não se importava como se gastava o dinheiro o importante era se eleger, e dinheiro de campanha, era considerado dinheiro imaginário, ou seja, imaginava-se que gastava e esquecia de como se gastava e não era da conta de ninguém. Para a Justiça Eleitoral, cabia apenas caso houvesse excesso comprovado de abuso financeiro provar e punir, porém isso só ocorria quando algum Juiz Eleitoral realmente se interessava. No final de cada campanha inicialmente seguer era obrigatório os candidatos e comitês prestarem contas de seus gastos, e quando o faziam era baseados da seguinte forma: os candidatos faziam de conta que prestavam contas e a Justiça Eleitoral fazia de conta que analisava, ou seja não havia uma metodologia especifica, doutrinada em legislação para prestação de contas políticas, ou para sua análise.

Como o mundo gira e tudo muda, a coisa mudou e mudou drasticamente, a nova Legislação prevê controle nos moldes de contabilidade pública para a ação política , durante os período eleitoral cada candidato, coligação, comitês, obrigatoriamente sob pena de cassação do registro da candidatura deveriam ter apresentado prestações de contas parcial em dói momentos e Prestação de Contas Final, ao término do pleito eleitoral, sob pena de caso eleito, não ser diplomado e mediante isso não ser empossado. Em bom linguajar brasileiro... nadar, nadar e morrer na praia....

Como a preocupação com procedimentos burocráticos não é o forte de muito dos candidatos, estes deixaram de observar os procedimentos legais para os gastos de suas campanhas, deixaram de dizer de onde vieram as somas de dinheiros gastos nas campanhas, esqueceram de solicitar notas fiscais dos gastos, de registrar toas as despesas e por conseqüência, apenas para cumprir em parte a legislação entregaram suas Prestações de Contas sem movimentação e caíram do cavalo.

Como a muito a muito tempo não se vê em Xapuri, a equipe do Cartório Eleitoral foi composta por profissionais de ponta e altamente empenhada em cumprir a Legislação, desde o Dr. Anastácio Juiz Eleitoral, ao Sr. Fábio Chefe do Cartório, a Sra. Débora Técnica Judiciária, entre os demais funcionários, que corretamente estão observando minuciosamente as informações prestadas.

Praticamente todos os candidatos a Prefeito e a Vereador de Xapuri, já foram intimados a prestar esclarecimentos relacionados às suas despesas de campanha e muito deste dificilmente terá informações coesas que realmente explicam alguns dos sinistros encontrados , pior para alguns dos eleitos que devem ficar atentos pois podem perder o que conquistaram na urna. Também é inconcebível um vereador eleito dizer que gastou apenas R$ 400,00 (quatrocentos reais) em toda a sua campanha, ou melhor dizer que não gastou nada. E segundo informações, o Dr. Anastácio Correto como é, e altamente centrado em fazer o que é certo, dificilmente deixará inconsistências dessa natureza passar despercebida.

Caso o juiz Eleitoral reprove a prestação de contas de qualquer candidato eleito esse poderá dar adeus ao cargo conseguido e podem esperar que surpresas deve vir por ai.

Mais do que correta a do juízo Eleitoral de Xapuri em fazer cumprir as exigências legais que até agora não eram obedecidas e não adianta chorar nem espernear, agora é tarde...

Concurso da Polícia Militar acontece neste domingo

Candidatos ao Curso de Formação de Soldado fazem provas em seis municípios do Estado
Os 16.600 candidatos que se inscreveram para concorrer a uma das 600 vagas disponíveis para o Curso de Formação de Soldado da Polícia Militar do Acre fazem neste domingo, 30, a partir das 14 horas, a prova objetiva nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. Os novos policiais irão compor o quadro da corporação que hoje é de, aproximadamente, 2.200 integrantes. Após o curso de formação, com duração prevista entre 8 a 10 meses, os salários passam de R$ 1.299,11 para R$ 1.811,58.

O comandante da Polícia Militar, coronel Romário Célio, em entrevista ressalta que é necessário que os jovens policiais, ao ingressarem na corporação, não cheguem em busca apenas de um emprego, mas com a consciência de que irão assumir um compromisso com a comunidade pelo cumprimento do lema da corporação: servir e proteger. "Sabemos que a demanda de segurança pública nunca diminui. A atividade é como um sacerdócio. Muitas vezes ele terá que abrir mão da família, dos amigos, em benefício da comunidade", diz o coronel Romário Célio.

Os aprovados serão submetidos à investigação criminal e social, de caráter eliminatório, para apurar se o candidato apresenta idoneidade moral. Esta fase do concurso é conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Polícia Militar, e inicia desde a inscrição até a conclusão do Curso de Formação. Até ir para a rua, os alunos recebem instruções sobre polícia comunitária, direitos humanos, hierarquia e disciplina, entre outros assuntos que os capacitarão para desenvolver a atividade de policial.

Até 2010 devem entrar para a reserva, segundo projeção da Polícia Militar, 412 policiais. O planejamento do Governo do Estado prevê a distribuição de policiais em todas as regionais do Estado e de Rio Branco.

Hospital de Brasiléia é símbolo de descaso do Governo do Acre

Por Alexandre Lima - O Alto Acre
Novamente, o hospital Raimundo Chaar, localizado na cidade de Brasiléia (Acre), que atende quatro cidades da região do Alto Acre, vem mostrando um quadro pra lá de negligente no que se refere ao atendimento da população. Hoje, basta ficar cerca de dez minutos em frente ao hospital, para que funcionários e munícipes reclamem de alguma coisa.

Além de problemas estruturais e administrativos, pode-se dizer que, parece mais um grande posto de saúde do que mesmo um hospital. Nos últimos anos, o mesmo passou por reformas onde foram investidos cerca de um milhão de reais que pouco adiantou.

Rachaduras são vistas pelo prédio que foi erguido há mais de 50 anos. É comum pelas salas que já foram reformadas, infiltrações de água em dia de chuva. Exemplo fica na sala de pediatria onde são atendidas as crianças enquanto as mães com os filhos a tira-colo, aguardam sua vez no corredor por onde passa doentes ou alguém que chegue gravemente ferido, até mesmo onde a enfermeira chefe tira plantão, existe rachaduras.

Sem falar que, o prédio está há menos de cinco metros do barranco do rio que a cada ano que passa, aproxima-se do pátio onde ficam estacionados às ambulâncias e carros particulares. Até mesmo a atual diretoria comenta sobre a construção de um novo hospital em outro lugar com mais infra-estrutura.

Nos último meses, denúncias aumentaram por parte da população. Foi constatado que o hospital tem uma defasagem de profissionais essenciais que permaneçam na instituição, já que atende quatro cidades. Obstetra, pediatra, cirurgião e anestesista, fazem uma cansativa jornada de 15 dias trabalhando.

Segundo informações, o profissional de saúde na região, com exceção de alguns, é o que tem o menor salário no Estado, por isso, muito não querem trabalhar na fronteira além das péssimas condições de trabalho oferecidas. A situação até atinge os profissionais do SAMU, onde apenas o motorista e um socorrista tiram plantão. Em situações complicadas, chegam a pedir ajudar à terceiros.

O quarto que foi disponibilizado para que descansem e aguardem chamadas, é o que pode-se chamar também de descaso. As camas e colchões, foram comprados do próprio bolso e o ventilador, cada um traz de sua casa para não ficar no calor.

Os médicos não tem autonomia para liberar um carro caso precise. Deve-se primeiro ligar para a central localizada na Capital, passar o relatório, daí, um outro irá decidir se o paciente vai ou não. Minutos que podem ser essências para salvar uma vida que irá se deslocar cerca de 250km até a Capital.


APÓS PARTO MAL REALIZADO, FAMÍLIA PROCURA JUSTIÇA PARA FILHO QUE NASCEU COM SEQÜELAS IRREVERSÍVEIS
O caso mais recente, está registrado no Ministério Público e Delegacia de Brasiléia, onde o casal, Anderson René Lima e Eliete da Silva Marinho, ambos de 23 anos, casados há dois, estão trilhando um caminho que não terá mais fim.

O pai, trabalhador braçal que ganha um salário mínimo e paga aluguel, agora se vê obrigado a pedir demissão para ir morar na Capital Rio Branco juntamente com sua esposa, para que seu filho tenha atendimento de saúde adequado.
A angustia compartilhada pelo jovem casal, começou no dia 25 agosto passado quando Eliete foi para o Hospital com a esperança de ter seu filho saudável. Segundo a mãe, chegou por volta das 07h00 e após exames, foi liberada para aguardar em casa. Com as contrações, foi e voltou três vezes.


No dia 26, somente às 20h00, foi internada. Aproximadamente às 23h00 seu filho nasceu. Antes, viu momentos de angustia do médico Carlos Sérgio O. Alvarez, sob o CRM/AC 1061, que não aceitou o pedido de Anderson para que operasse sua esposa, ligando para outro médico, doutor Felipe Sawcedo, para ajudá-lo no parto.

Eliete contou que de tanto apertarem sua barriga para forçar o parto, ficou com manchas pelo corpo e quando nasceu, tiveram que imobilizar os braços e enfaixar a cabeça de seu filho, que veio ao mundo com 3.900kg, medindo 54cm, sem chorar, indo para o balão de oxigênio.

Somente no dia 27, às 00h10, necessitando de uma UTI, a gravidade pós-parto fez com que a mãe e seu filho fossem encaminhados para a Maternidade Barbara Heliodora na Capital, onde foi constatado no raio-x, uma mancha na cabeça da criança recém-nascida. Foi diagnosticado encefalopatia hipoxico-isquemico; falta de oxigênio que se desenvolve quando há hipoperfusão tecidual significativa e diminuição da oferta de oxigênio.

A extensão e a distribuição da lesão isquêmica cerebral é determinada pela maturidade cerebral e pela gravidade. Douglas foi submetido há uma cirurgia onde recebeu uma sonda na barriga por onde recebe a alimentação, já que não tem coordenação para mamar no peito. A lata do leite que a criança recebe, custa cerca de R$ 24,00.

Tudo está registrado no relatório médico, assinado pela Pediatra Ana Rita C. Prado, no dia 10 de outubro, juntamente com o fisioterapeuta Romeu Rodrigues Oliveira que constatou a paralisia cerebral com espasticidade dos membros superiores e inferiores.

Segunda a mãe, os médicos da Capital assustaram-se com os procedimentos realizados na cidade de Brasiléia, dentro do hospital. Já no dia 10 de outubro, também foi encaminhado pela Secretaria de Saúde do Estado através do Sistema Assistencial de Saúde da Mulher e da Criança, um relatório onde pede a aquisição de fraldas descartável para toda sua vida.

Segundo o promotor público Siberman Madeira, os pais já foram ouvidos e o CRM já foi comunicado sobre o fato através do Ministério Público. Já o delegado da cidade de Brasiléia, Cleilton Videira, disse que o inquérito já foi instaurado e o médico poderá responder por lesão corporal grave. O jovem Anderson está sendo assessorado por um advogado já que pretende processar tanto o médico quanto o Estado pela situação de seu filho.

Sabe que nenhum dinheiro irá fazer com que seu filho fique normal, mas estará lutando para que o pequeno Douglas tenha um acompanhamento médico digno, já que a mãe terá que ficar cuidando dele 24 horas enquanto viver sem poder trabalhar e ajudar na renda familiar. Ambos são de família humilde.

Douglas necessitará de acompanhamento especial por toda sua vida, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n° 8.069 de 13 de Julho de 1990, Art. 4° “É dever (...) do poder Público assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos diretos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Alguns desses, serão retirado de sua vida.

Nota
O médico citado foi procurado no hospital juntamente com o presidente do Conselho de Ética para dar suas versões sobre o caso, mas não encontravam-se na instituição. O Secretário de Saúde do Estado do Acre, Oswaldo Leal, através do número 9984-**44, também não foi localizado para falar sobre os acontecimentos e situação em que encontra-se o Hospital Raimundo Chaar.

Sim ou não?

Quase nada do que recebo por e-mail é algo que preste, mas este aqui eu achei interessante. É um jeito diferente de pensar e um bom pretexto para refletir sobre o caminho que segue a humanidade. Não obrigo ninguém a concordar, mas acho que vale a reflexão.

E lembrem-se estou apenas reproduzindo tal qual o texto chegou até meu email;
"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.

No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos... A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria? Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre."

Autora: Karla Christine - Psicóloga Clínica